Notas iniciais
Nota inicial da autora: Para aqueles que têm medo de coisas sombrias... É bom não ler :/
Nota Inicial da Beta: Ela é louca... X.X Leiam vocês vão gostar!
Uma boa leitura a todos. (:

Nani? Onde estou? O que isso?... – ela tentou se erguer mais a força gravitacional daquele local foi mais forte que ela, tão forte que ao tentar se levantar e olhar para o local branco e coberto por neve ela caiu bruscamente ficando totalmente inconsciente novamente...

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Todos estavam de certa forma curiosos e até admirados como aquela daiyokai fazia as coisas de maneira natural e eficaz. De lá pra cá e de cá pra lá ela ia e conduzia a todos a darem o melhor de si para que o Lorde das Terras do Oeste recuperasse o seu título de Senhor Feuadal. Era sempre assim, mas tudo era por uma justa causa.

– Satori-sama... – disse o sapo já preocupado com a análise dela sobre os relatórios anteriores. – Tem alguma coisa errada? – falou fazendo movimentos involuntários com os pequenos dedos.

– Alguma coisa errada? – ela suspirou, jogou os papeis sobre a mesa de negócios de Sesshoumaru e levantou-se da poltrona. – Que tipo de Ministro é você?

– Co-como a-a-a-assim, Mi Lady? – gaguejou o pobre sapinho.

– Como alguém pode deixar isso acontecer? – Satori refletia para si. – Ai! Que mundo cruel! Deu ao meu filho uma beleza única, mas deu a ele pessoas totalmente incompetentes... – suspirou novamente.

– Satori-sama... O que eu posso f-f-azer pa-pa-ra me redimir? – Jaken reverenciou exageradamente a mãe de Sesshoumaru.

– Não preciso! – disse ao se levantar e seguir um rumo diferente. – Não sou meu filho seu... Seu... Mini-incompetente.

– Meu nome é Jaken, Lady Satori... Jaken... Será que nunca vai decorar? – falou quase chorando.

– Tudo vai depender de você...

Quando Jaken tentou argumentar alguma coisa já era tarde de mais, pois Satori havia saído e ele estava ali sozinho...

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Assim como Satori fazia de tudo para ajeitar as coisas nas Terras do Oeste, vendo e revendo cada documento e ajeitando cada lei do feudo e também fazendo de tudo para descobrir um furo no contrato que seu tão imprudente filho assinou, assim também Kagome na aldeia fazia de tudo para ajudar o forasteiro a encontrar o seu tão preciso tesouro... A companhia do estranho yokai lhe trazia uma paz espiritual imensa e sempre que podia ele lhe arrancava uma gargalhada muito gostosa contando-lhe sobre suas aventuras por aí.

– Há quanto tempo você vive assim? – ela perguntou segurando a cesta cheia de flores.

– 100 ou talvez 150 anos... Eu não sei dizer ao certo... Miko-sama. – disse sorrindo Yuuki.

– Ah! Pode me chamar só de Kagome... É mais legal.

– De jeito nenhum! Eu vou seguir com respeito e lhe chamar de Miko-sama...

– Faça como quiser então...

– Enfim, quer que eu a ajude com as flores? – ele perguntou mudando de assunto.

– Ah sim! Pode sim carregar! – ela sorriu mais encantada do que nunca com o yokai bondoso.

– É impressionante como a natureza é bela não é mesmo?

– É sim... Consegue dá flores até mesmo no inverno! – falou Kagome sorrindo.

Assim que chegou a vila deparou-se com Sango toda sorridente e totalmente satisfeita. Era engraçado vê como as duas gravidez fizeram bem a ex exterminadora de yokais, não somente isso como também o casamento com o monge também resultaram em bons frutos, até porque os dois amadureceram muito como seres humanos e pararam de agirem como crianças. Ela parou de ser ciumenta e ele parou de ser um pervertido...

– Ohayo Kagome-sama! – acenou a morena para a sacerdotisa.

– Ohayo Sango-san! – Kagome correu até o encontro de sua amiga.

– Nossa! Hoje você demorou muito para colher as flores! O que aconteceu? – perguntou curiosa a amiga.

– Nada Sango-san... Colhi as flores como eu sempre colho... Acho que andei um pouco mais devagar do que de costume... Eu estava refletindo sobre muitas coisas...

– Sobre o quê?

– Estou com saudades de nossas aventuras... Queria poder voltar no tempo e começar a procurar os fragmentos da Jóia de Quatro Almas novamente... – suspirou Kagome desviando o olhar de Sango...

– Não fale isso Kagome-sama... Estamos tão bem assim... Eu realmente não queria passar por tudo que passei por causa daquela Jóia, só de pensar...

– Eu entendo Sango-san... Eu entendo... Mas, eu não sei... To tão confusa ultimamente que até eu queria voltar para minha Era e ficar um pouco sozinha...

– Kagome... Você quer voltar pro seu tempo? – perguntou Inuyasha assustando as duas.

Inuyasha...

– Inuyasha tire essa ideia absurda da cabeça da Kagome... Ela realmente não sabe o que fala! – disse Sango.

– Kagome... O que... O que isso significa? – perguntou o hanyou.

– Eu não sei... Eu não sei... Eu só quero... – Kagome largou a cesta e saiu dali correndo para floresta.

– KAGOME! – gritou Inuyasha querendo ir atrás de Kagome, mas Sango impediu.

– Deixa Inuyasha... Deixa... Vai ser melhor assim! Ela só tá confusa... Só isso...

Kagome não sabia para onde estava correndo. Para dentro da floresta talvez, lá ela poderia encontrar tranquilidade e enfim colocar seus neurônios no lugar, pensar e resolver sua situação.

Por quê? Por que estou assim? – pensava enquanto chorava e corria pela floresta.

Kagome-chan... Miko-sama... Não fique assim estou com você!

Kagome ouviu uma voz estranha, uma voz meia demoníaca numa mistura de sons estranho entre uma voz feminina e masculina ao mesmo tempo. Por mais que tivesse confusa e com medo ela resolveu parar de correr e ficou sob uma árvore para saber de onde vinha a tal voz misteriosa.

Olhe para você! Cheia de vida, tão poderosa, tão inteligente e bonita... Porque se prende tanto a uma vila? Deveria partir... Ir para outras regiões e...

– Quem é você? – Kagome perguntou tentando encontrar a voz, mas ela não conseguia ver e nem sentir nada; ela só ouvia a voz que rodeava aquela floresta.

Souka*... Você está com medo! Não minha princesa, não fique assim... Você é um tesouro!

– Pare! – ela gritou entre soluços. – Apareça! Apareça!

Tola... Tola... Você é uma baka! Hanyou baka, Exterminadora baka, Monge baka, Miko baka! Todos são vermes... Saia de lá, deixe de ser uma simplória sacerdotisa... Você quer mais né? Você quer aventura, você quer conhecer outros lugares, você quer viver uma vida diferente, foi por isso que você abandonou o seu mundo...

– CHEGA! Não foi isso... – Kagome baixou a cabeça e deixou que as lágrimas caíssem.

Hum... Então foi porque você achava que Inuyasha te amasse?

Kagome apenas balançou a cabeça concordando com aquela voz que lhe falava muitas verdades escondidas sob sete chaves dentro do seu coração.

Olha só para você... Cadê seu brilho e encanto? Você está perdida numa nuvem negra entre o medo e o pavor de perder tudo... Você tem medo de não ser amada pelo Inuyasha e de não ser aceita completamente por todos daquela vila...

– Não... Não é isso.

É isso sim, confesse... – quando Kagome ouviu aquela voz falar assim para ela, essa simplesmente deixou que o choro caísse como uma cachoeira. – Entregue-se a mim, entregue-se a mim... Eu lhe darei a liberdade e a felicidade que tanto almeja...

Aquela voz vinha com veracidade para cima de Kagome cobrindo-na com sua maldade e escuridão, levando Kagome para o desespero e para a depressão. Ela vinha com tudo atacando-na por todos os lados; sua energia maligna era tão forte e poderosa que espantou, só com o vento maligno, todos os pássaros e animais silvestres que viviam lá. Aquela energia escura e demoníaca cobria Kagome pelos lados parecendo que ia sugá-la para dentro de um buraco negro de forma rápida e violenta. Era desesperador, tenebroso e sombrio ao mesmo tempo... Era tão...

– Miko-sama?

E no meio da trilha sombria, quando ela estava prestes a entregar sua vida a voz misteriosa eis que surgi Yuuki atrás dela chamando-a de forma dócil e ingênuo. Kagome olhou para trás assustada pensando ser a tal voz que vinha lhe buscar para levá-la para o submundo, mas por sorte era somente o forasteiro.

– Yuuki-kun! – ela o abraçou forte e começou a derramar lágrimas. – Que susto! Na verdade... Obrigada por chegar aqui a tempo.

– Nani? O que aconteceu Miko-sama?

– Gomen... – Kagome se soltou de Yuuki e encarou a neve no chão. – Acho que estou muito sobrecarregada com os deveres da vila... Vim para cá vê se eu me distraía... E... Acabei encontrando você...

– Souka... Você está melhor? – ele perguntou sorrindo. – Você está com os olhos vermelhos e você está com olheiras horríveis também. O que aconteceu?

– Chorar faz com que eu liberte todo mal que me rodeia... – ela explicou. – Mas, mudando de assunto, conseguiu achar seu tesouro?

– Mais ou menos... – ele sorriu. – Mas, sinto que ele está mais próximo do que posso imaginar. – Yuuki saiu andando rumo ao leste através da trilha que tinha ali perto.

– Sugoi! – ela bateu as mãos em sinal de alegria. – Realmente deve ser interessante procurar tesouros!

– Nee... Kagome-chan. – Yuuki chamou Kagome de forma sutil e meiga, e depois se virou para ela e estendeu a sua mão. – Gomen, Miko-sama, você gostaria de ir atrás do tesouro comigo?

– Yuuki-kun... – Kagome engoliu em seco; aquele convite era tentador, justo ela que estava num dilema terrível e por mais que amasse Inuyasha e gostasse de todos daquela vila ela também queria viver uma vida de aventuras, pois afinal ela era humana e logo morreria. – Yuuki-kun... – ela estendeu a mão e aquilo foi o suficiente.

Ele sorriu cínico como se houvesse gostado do próprio resultado, segurou com força a mão da sacerdotisa; deram um passo para frente e como mágica algo os teletransportou dali para algum lugar distante e longe dos conhecimentos de Kagome.

Mi Lorde, a primeira presa foi capturada! – falou a voz estranha que Kagome havia ouvido antes.

-x-

Estava escuro, terrivelmente negro...

Ela não conseguia respirar e parecia que seu corpo estava terrivelmente gelado. Ah sim! Ela havia desmaiado na neve, deveria ser isso... Mas...

Aquele lugar por mais tenebroso que fosse era muito familiar. Havia uma grande trilha rochosa que dava para um lugar mais místico ainda, ao redor daquela trilha um canal de um rio não muito comum, talvez formado por sangue, enxofre e algo mais que ela não conseguia definir; ao longe era possível ouvir os grunidos de aves mortas que rodeavam o lugar como se fossem guardiãs daquele ambiente.

Rin não conseguia se mexer e abrir os olhos foi quase uma tarefa impossível, mas lutou contra tudo e até que conseguiu tal façanha. Ao se dá conta de que não estava no lugar coberto por neve onde decidira treinar com Toukijin tomara um susto; levantou-se apressadamente e olhou para frente, para a trilha, para Toukijin.

Toukijin liberava uma energia sinistra negra e vermelha, era como se ela estivesse enfrurecida com algo. Aquela energia se intensificou quando a mesma sentiu Rin acordar e sem pestear saiu dali em alta velocidade como se tivesse vida própria e tentou atacar Rin atingindo-a em cheio.

O sangue era iminente, cobria a espada e deixava Rin tonta. Até que a própria espada resolveu sair e ficar flutuando na frente de Rin.

– Ora, ora se não é a protegida de Sesshoumaru...

– Nani? Você fala?

– HAHAHAHAHA! Insolente! Como ousa tirá-me de meu mais profundo sono. Não vê? Estas no submundo!

Submundo? – Rin sussurrou.

– Você está morta e ainda assim consegue liberar sangue... Interessante. – brincou a espada. – Quem você acha que é para tentar me dominar?

– Onegai! – ela suplicou a espada. – Trouxe-lhe a vida porque preciso de seu poder para derrotar Lorde Yuri.

Hum?

– Ele... – Rin baixou a cabeça e fechou o punho esquerdo enquanto a mão direita tentava parar o sangramento feito repentinamente. – Ele é um sujeito cruel!

– HAHAHAHAHAHA! – Toukijin não segurou a gargalhada. – Sujeito cruel? Por favor, não venha com essa história. Isso não tem lógica.

– Ele tentou me matar uma vez e quer fazer muito mal a Sesshoumaru-sama! – ela falou entre lágrimas.

A espada parou de rir e silenciou-se. Por algum tempo ficou analisando a garota caída a sua frente.

– Ele não conseguiu derrotar esse tal Yuri? Ora, ora, Sesshoumaru realmente mudou!

– Não é isso! Não é isso! – Rin gritou. – Ele... Ficou muito limitado depois que assumiu as Terras do Oeste.

Baka! Não se meta! Você nem tem um motivo concreto para enfrentar esse tal de Yuri! Pare de se iludir.

– Onegai! O que eu faço para você lutar ao meu lado?

Hum... – Toukijin encravou-se na trilha rochosa e diminuiu a sua energia sinistra. – Vamos vê quem se rende primeiro.

Rin se levantou e tentou tirar Toukijin da rocha, mas ela estava fraca, havia sido atacada e estava sangrando e também havia o fato que ela supostamente estaria morta, talvez fosse ilusão e aquilo fosse um teste para que Toukijin a aceitasse.

Todo aquele esforço não durou muito, logo ela se cansara de tentar desvincular a espada, caíra sobre os joelhos totalmente exausta; ela nunca iria conseguir lutar contra Yuri sendo fraca, nunca iria ficar com Sesshoumaru sendo daquele jeito.

– Veja, você é fraca... – Toukijin falou saindo da rocha e voltando a flutuar novamente – Veja... Veja quem depende de quem aqui... Veja... Você depende de mim!

Rin virou o rosto e ficou totalmente assustada quando viu que Toukijin tomara uma forma monstruosa. Um cadáver com algumas partes recobertas por músculos e pele, seus olhos viravam ao contrário e sua cor era nojenta, numa mistura de roxo com vermelho; sangue saia de seus lábios e aquela criatura se arrastava no chão e tinha uma voz muito apavorosa.

– Dê-me seu corpo, humana...

– AAAH! – Rin gritou e tentou correr, mas ela não chegou muito longe, lá estava a criatura de novo, na verdade para todo canto que ela olhasse a criatura se fazia presente sobre os olhos de Rin.

– Dê-me seu corpo... Hu-ma-na... – aquela criatura girou a cabeça em trezentos e sessenta graus e depois avançou para cima de Rin.

Ela caiu de costas devido ao empurrão daquela criatura que abria sua boca quase rasgando querendo de tudo que é jeito tentar entrar nela. Rin se debatia todinha mais não tinha escapatória; aquela coisa... Aquele monstro estava possuindo-a por completo. Seus olhos ficaram vermelhos como se fossem olhos de yokais, sua pele ficou mais pálida como se realmente fosse um cadáver morto e dentro de si não era mais ela e sim Toukijin que tomava de conta.

O ferimento sarou de repente, Rin sentou-se e todo seu cabelo veio para frente de seu rosto; ela abriu os olhos e estes estavam rubros; colocou sua mão sobre o chão e a espada reapareceu e por último deu uma risada demoníaca.

– Sesshoumaru, Sesshoumaru... Agora vou lhe mostrar quem é o mais forte... – Rin ergueu a cabeça e assim podia-se ver o quão assustadora estava aquela moça...

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Sesshoumaru sentiu um arrepio passar por seu corpo.

Ele estava treinando com Bakuseiga quando começou a ventar de mais, ele pensou que era por causa da noite e do inverno, mas não, aquela sensação de desconforto e aperto era por algo que ele julgava ser negro. Sesshoumaru olhou novamente para lua cheia e seus olhos começaram a brilhar intensamente como se ela estivesse o hipnotizando, mas ele conseguiu desviar o olhar e continuar a lutar novamente.

– Bakuseiga! – ele lançou o golpe no meio da floresta destruindo quase todas as árvores, mas não estava satisfeito, por mais que treinasse e ficasse mais forte ele não conseguia ficar contente com seu próprio progresso.

Era mais que verdade que ele não estava conseguindo ficar concentrado no seu treinamento. Rin não saia de seus pensamentos; e ele sempre ficava se perguntando o por que dela não querer ir para as terras do Oeste, lá com certeza ela ficaria mais segura, mas não... Ela tinha outras prioridades... Outros compromissos.

Novamente ele ergueu a espada e lançou outro golpe, mas esse foi diferente, alguém o bloqueou...

Sesshoumaru baixou a espada e ficou esperando pacientemente seu oponente aparecer, foi então que ele sentiu um medo invadi-lhe. Uma energia sinistra muito poderosa rodeou-o. Ele sentia que conhecia aquela energia de algum lugar, o cheiro de seu oponente também era familiar, mas ele realmente não conseguia reconhecer e onde ele havia lançado o golpe da Bakuseiga havia sobrado uma única árvore em pé.

O jovem daiyokai ficou olhando curioso aquela árvore e decidiu se aproximar, mas uma leve brisa passou por seu cabelo o que fez recuar na hora e pela primeira vez suou frio... Mas, por mais tenebroso que fosse aquela situação ele não daria esse gostinho ao seu inimigo de perceber que ele estava receoso.

E quando deu mais um passo, percebeu algo que deixou seu olhos arregalados e então decidiu olhar para trás de si.

– Konbawa Sesshoumaru...

O sorriso malicioso, os olhos vermelhos, a pálido da pele e o quimono todo negro... Não, não podia ser a Rin... Não era ela... Não era... E antes que ele pudesse pensar mais um pouco Rin o atacou quebrando totalmente sua armadura e cortando superficialmente seu rosto.

Por ser ágil conseguiu desviar, mas mesmo assim foi atingido. Ele recuou alguns passos e tentou fitar aquele rosto no meio da escuridão... Mas foi totalmente inútil, Rin não estava mais lá, na verdade ela não estava em canto nenhum, ela simplesmente havia desaparecido... E aquilo deixou Sesshoumaru mais preocupado, pois a energia sinistra que envolvia Rin acabou trazendo consigo nuvens negras encobrindo a lua e as estrelas.

Enquanto o Lorde procurava pela presença da garota raios começaram a cair na terra assim como trovões começaram a deixar o lugar mais estranho do que nunca, até que um raio atingiu a árvore que o Sesshoumaru não conseguiu destruir; ele rapidamente olhou em direção ao alvo e foi então que percebeu que lá estava ela. Sorrindo... Sorrindo como que ele fosse o baka.

– Rin! – ele gritou.

Ela não disse nada e simplesmente voltou a atacá-lo. Só que dessa Sesshoumaru foi mais esperto e desviou do ataque, embainhou Bakuseiga e segurou os pulsos de Rin.

– Rin! – novamente ele gritou por ela. – Rin! Por que você está agindo assim?

Rin virou a cabeça em trezentos e sessenta graus assustando Sesshoumaru, sorriu novamente e de sua boca começou a sair sangue e seus olhos viraram ao contrário.

Sesshoumaru assustou-se com a imagem e largou os pulsos da moça; ela por sua vez caiu no chão deixando que o cabelo cobrisse seu rosto e lá ficou imóvel em posição fetal e segurando com muita força a espada.

Foi quando Sesshoumaru percebeu que aquela pessoa ali não era a Rin e que também estava chovendo... Chovendo muito...

A chuva fez com que Rin despertasse do profundo coma que estava; ela abriu seus olhos deixando-os arregalados e tratou de se levantar; seu corpo estava todo molhado, olhou para suas mãos e na direita estava Toukijin... A única coisa que veio a sua mente foi quando aquele ser asqueroso tentou invadir seu corpo e depois daí nenhuma imagem foi gerada por sua mente. Sua roupa estava coberta por sangue e ela sentia-se levemente poderosa.

– Quem é você e o que fez com a Rin?

Rin espantou-se ao reconhecer a voz que vinha de trás de si. Sesshoumaru-sama. Pensou brevemente, mas algo lhe incomodou... Algo apertou o seu coração fazendo com que ela perdesse a respiração por alguns segundos; ela então elevou a mão até seu peito e tentou puxar a maior quantidade de ar possível, mas aí ela ouviu uma voz, dentro de sua cabeça dizendo: Lute com Sesshoumaru e eu lhe ajudarei...

Por mais que ela não quisesse lutar com Sesshoumaru, se esse fosse o teste para Toukijin aceitá-la ela faria de bom gosto.

– Gomenasai Sesshoumaru-sama...

Rin deixou que a franja caísse sobre seus olhos e cerrou os mesmo com bastante força; segurou a espada com as duas mãos e virou-se para atacar Sesshoumaru... O mesmo desviou do ataque na mesma hora dando três saltos para trás e nesse mesmo instante sacou Bakuseiga elevando-a até o alto, sua lâmina foi refletida no meio daquela escuridão devido ao um raio que caiu há 30 centímetros de distância do Sesshoumaru.

– Eu realmente não sei o que está acontecendo com você Rin, mas saiba de uma coisa, se você quiser me afrontar desse jeito não vou deixar as coisas nada fáceis para você só porque és minha protegida... – Sesshoumaru lançou a sua pupila um sorriso cínico e foi pra cima dela.

A chuva intensa, os raios, os trovões todo aquele conjunto de sinfonia deixava o ambiente de luta mais satisfatório para Sesshoumaru, olhos de Rin, que por mais que tivessem vermelhos como sangue, mostravam que ela estava determinada a lutar com ele e isso sem dúvidas agradava a Sesshoumaru.

Face a face, espada a espada, olhar a olhar; aquilo era muito bom de se sentir... Até que... Sesshoumaru lançou um golpe que fez com que Rin caísse bem longe dali... Por mais que ela se empenhasse e desse o seu melhor, ela nunca conseguiria vencer Sesshoumaru... Ele era um daiyokai, muito forte por sinal, onde ela estava com a cabeça na hora que o afrontou? Nas nuvens... Só pode.

Baka! Baka! – Rin ouviu Toukijin lhe dizer. – Deixe-me cuidar disso... Finalmente terei o prazer e encarar esse yokai que me desprezou...

Claro que para Sesshoumaru aquilo não passava de uma brincadeira e agora ele queria uma explicação da parte dela; então guardou Bakuseiga e chegou bem perto de Rin levantando-a pelo pulso.

– Olhe para mim! Quero que você me dê uma explicação! – ordenou.

Rin apenas sorriu diabolicamente sem olhar para Sesshoumaru o mesmo arregalou os olhos e percebeu a energia sinistra que envolvia Rin, naquele momento não era mais ela e ele percebeu isso e também percebeu que havia uma espada enterrada em seu abdome.

Sesshoumaru soltou o pulso de Rin e caiu sobre os joelhos colocando as mãos na bariga. Como ele não havia percebido que ela lhe lançara um golpe? Rin virou a cabeça um pouco de lado e riu da cena como se gostasse de ver o sofrimento do Lorde, como se gostasse de ver o sangue dele escorrendo.

– Veja como são as coisas Sesshoumaru... – Rin caminhou lentamente até o Lorde fez com que ele se deitasse no chão, fazendo esse movimento com os pés praticamente humilhando-o. Sentou-se encima de seu ferimento e elevou a espada e depois desceu-a com tudo dando o golpe final ao lado do rosto de Sesshoumaru.

Então seus olhos se encontraram e ela ficou admirando aquela íris tão diferente. Ela ainda apoiava suas mãos na espada, mas não quebrava o contato visual, já que o mesmo parecia bem nervoso.

– Quem é você? – ele perguntou friamente.

– Deveria me conhecer... – então desviou o olhar para espada e Sesshoumaru fez a mesma coisa.

Demorou alguns segundos, mas ele reconheceu...

– Toukijin... – sussurrou e depois arregalou os olhos e voltou a olhar Rin. Agora tudo fazia sentido, Rin estava possuída pelo espírito da espada e aquilo não era nada bom. O daiyokai rapidamente moveu-se invertendo as posições, usou de toda sua força para arrancar a espada das mãos da menina e essa somente ria, gargalhava para ser mais exato.

– Devolva a Rin! – falou Sesshoumaru.

Rin parou de rir e olhou fixamente para Sesshoumaru – NÃO! – disse bravamente e depois o empurrou. – Rin tem um corpo ótimo e bem resistente... Não quero sair daqui...

Sesshoumaru deixou a transpareceu sua energia sinistra e avançou com tudo tacando o corpo de Rin sobre uma árvore. O jovem Lorde, furioso, apertou o pescoço da dama violentamente, pois sua vontade era de matá-la, como Rin fizera isso consigo? Por que ela o traíra de tal maneira? Enquanto uma mão enforcava Rin a outra lutava para tirar a maldita espada do poder dela.

– Saia do corpo de Rin, agora! – ordenada Sesshoumaru.

– Não vou sair tão fácil Sesshoumaru. – a voz não parecia mais a mesma, era como se o próprio demônio estivesse falando e aquilo deixou Sesshoumaru mais irado do que antes, agora ele não tinha mais opção, teria que ser radical.

Ele jogou o corpo de Rin bem longe e logo em seguida fora atrás, já o espírito de Toukijin que estava dominando Rin fora mais rápido, desviara do golpe que Sesshoumaru lançaria e fugiu pela floresta. Sesshoumaru foi atrás, até porque por mais que Toukijin estivesse possuindo o corpo de Rin ela não passava de uma humana e logo cansaria.

Rin havia corrido até próximo a um grande abismo, não tinha como ela pular, não tinha para onde fugir e quando ela tentou regressar para floresta...

– Tarde de mais, você está sem saída... – Sesshoumaru estava quase na sua força daiyokai com os olhos vermelhos e as marcas de seu rosto bem vivas. Foi quando ele guardou a Bakuseiga e sacou Tenseiga. – Humph! Eu estava fazendo as coisas incorretamente, agora sim o show mais começar.

Sesshoumaru correu até Rin, mas essa rolou no chão e desviou-se do golpe e tentou correr para dentro da floresta, porém Sesshoumaru pegou-lhe pelos cabelos puxando-a com toda força e cortando-lhe a cabeça com Tenseiga, essa caiu no totalmente desacordada, Toukijin que estava em sua mão simplesmente caiu no chão, mas não quebrou, o espírito ruim que estava dentro do corpo de Rin foi morto e destruído pela Tenseiga então finalmente Sesshoumaru pode ver Rin voltar ao normal.

Guardou sua espada e se aproximou de dela...

O sol já estava amanhecendo, a chuva já tinha passado e as nuvens pesadas haviam se dissipado. Apesar de ser inverno, aquele dia começara como uma manhã de verão mesmo com a baixa temperatura, talvez por ali ser um lugar alto... Rin ainda estava tonta e sonolenta, abriu lentamente os olhos e a primeira coisa que viu foi uma rosa vermelha... Aquela rosa parecia familiar, ela já tinha visto antes, mas resolveu não forçar sua memória, ouviu Sesshoumaru lhe chamar, mas não conseguia responder e também olhou Toukijin, não havia quebrado, mas agora ela parecia bem diferente...

– Rin? Rin? – ele a chamou.

Sesshoumaru-sama... – foi a única coisa que ela conseguiu falar...

-x-

Yuri pegou uma de suas rosas e sorriu, não era toda dia que se podia assistir a uma luta totalmente interessante... Mais entre Sesshoumaru e sua tão queridinha Rin.

– Soounga... O que acha?

– Realmente o filho mais velho do Inu no Taisho está mais forte... Isso realmente me agrada.

– Essa garota me desafiou... E terei o maior prazer de lutar com ela... – riu o Lorde das Terras do Leste. – Dalila... – ele voltou sua atenção para prisão onde estava a yokai cobra. – Você tem visita... Seja boazinha e receba-os educadamente... – Lorde Yuri caminhou até a outra porta de ferro e abriu o portão e quando Dalila viu quem era se assustou...

– Imperador Imagawa? – falou assustada.

– Lorde Yuri, você pode abrir essa porta? – perguntou o imperador.

– Hai. – Yuri caminhou até a cela de Dalila e abriu as grades, o imperador por sua vez adentrou o local e deu uma tapa na yokai.

– Como pode? Por que me traíste? Sua única missão era trazer Rin até mim...

– Gomenasai! Gomenasai! – falou Dalila com a mão no rosto. – Gomenasai Imagawa-sama!

– Só isso que você sabe dizer? Sua incompetente! – disse o imperador saindo do recinto. – Lorde Yuri, espero que dê a ela o castigo que merece.

– Hai, Mi Lorde...

– E Yuuki? Como anda?

– Bem melhor que Dalila, já capturou a sacerdotisa e está em breve em meu castelo.

– Gosto é assim, quando as coisas começam a dar certo. – falou o imperador sorrindo. – Agora já me vou, tenho um assunto a resolver no feudo Oeste...

– Pensei que Sesshoumaru estivesse com seu título suspenso!

– E está! Só que tem uma yokai interferindo nos meus planos e é claro que não gosto nada disso.

– Hai, hai... Já nee, Imagawa-sama.

– Sayonara Lorde Yuri...

Yuri fechou o grande portão de ferro e esperou alguns minutos até que o Imperador saísse de seu castelo, depois se voltou para Dalila com um sorriso malicioso nos lábios... Era hora do castigo.

– Não... Não... Não... Tira-me daqui, me tira daqui! SOCORRO! – gritou a pobre Dalila quando Yuri chegou próximo de si.

Calada, agora que o jogo está começando, Dalila-chan...

Notas finais
Ficou grande né? '-'
Nota da autora: Yo minna-san! Há quanto tempo né? Espero do fundo da minha alma que vocês tenham gostado do capítulo... Minha beta disse que tava meio pesado, mas eu acho que não xD Bem quem vai dizer são vocês... Espero ser merecedora de reviews nesse capítulo... Eu ficaria imensamente feliz! (: sem mais delongas...
Arigatou pela leitura e até o próximo post, que será em breve! (quinta eu entro de férias! lol)
Dicionário do capítulo: Souka* quer dizer: Entendo.
Beijos e Abraços,
Shiia-chan. :*