Sacrifices of a Lord
7 O tabuleiro
Notas iniciais
"Eu não acho que ele seja a pessoa que realmente você imagine que ele é." "Há coisas que vemos, mas que não são necessariamente reais e verdadeiras..." "Pense nisso, Hime-san."
-x-
A guerra...
Qual era o seu mais absoluto significado?
Essa pergunta podia esperar. Na verdade, ela ia esperar...
Sesshoumaru sacou sua espada e a empenhou. Yuri também fez o mesmo...
O vento soprava na direção Oeste, o céu estava nublado com altos índices de chuva, alguns trovões podiam-se ouvir ao longe, alguns raios apareciam como clarão no meio do campo de batalha, ambos oponentes estavam com seus olhos rígidos e fixos em seus adversários. Então o vento parou, as árvores pararam com seus ruídos sinistros e o silêncio se apoderou do local.
E em frações de segundos...
Sesshoumaru correu com toda sua velocidade para cima de seu devido oponente, Yuri não se moveu e esperou que seu inimigo chegasse mais perto, segundos depois Yuri armou uma barreira em torno de si repelindo totalmente Sesshoumaru, então os soldados começaram a agir – de ambos os lados –, todos começaram a lançar flechas e lanças em seus adversários na tentativa muito frustrante de matar o seu oponente.
O Lorde das Terras do Oeste enfureceu-se e colocou-se em posição de luta para atacar novamente Yuri... Já o jovem Lorde das Terras do Leste sorriu abertamente e desencravou sua espada de prata do chão e seguiu para golpear Sesshoumaru.
Não demorou muito para que ambas as espadas se tocassem e ecoassem pelo grande campo de batalha e, como uma ironia dos deuses, toda vez que os corpos metálicos se tocaram um trovão podia se ouvir. Sesshoumaru e Yuri subiram aos céus para uma verdadeira luta entre deuses travarem, enquanto os soldados com todo seu fervor iam batalhando com tudo que tinham.
As catapultas estavam em posição de ataque com seus bolas de fogos que atingiam em cheio os soldados. Os humanos que lutavam pelo Feudo Leste morrem rapidamente deixando uma grande mancha de sangue no campo. Lanças de fogo com flechas flamejantes eram atiradas aos céus que caíam sobre os corpos dos soldados inimigos os carbonizando em questões de segundo. Um verdadeiro caos!
– Bakuseiga! – berrou Sesshoumaru usando seu golpe a fim de golpear Yuri.
Yuri apenas formou uma barreira em torno de seu corpo e desviou. Logo em seguida, contra-atacou Sesshoumaru.
– Meu caro Sesshoumaru, será que não vê que eu estou mais preparado para luta?
– Cale a sua boca imunda e lute infeliz! – ordenou escapando do ataque de Yuri e cruzando novamente sua espada com a do Lorde das Terras do Leste.
– Sério que não vai ficar com medo? – sorriu cinicamente. – Nem mesmo se eu for... – o seu corpo se cobriu de um raio vermelho o transformando em outra pessoa. – Mesmo se eu for ela? Teria coragem o Lorde das Terras do Oeste em lutas contra sua protegida humana?
Sesshoumaru rangeu os dentes e se afastou velozmente ficando muito pasmo com a transformação perfeita do yokai em sua querida... Rin.
– Sesshoumaru-sama! Não vai me atacar? – perguntou Yuri com a voz de Rin. – Você é tão covarde que chega a ser repugnante! Que tipo de pessoa é você? Ou melhor, corrigindo-me, que tipo de monstro você acha que é? Já que não é capaz de atacar uma simples humana! – sorriu.
– Pare! – ordenou enfurecido! – Você me paga Yuri! – avançou para cima do yokai que deixava de flutuar e se misturava com os soldados que atacavam sem controle.
Sesshoumaru caçou sua presa com os olhos, tentou também sentir pelo cheiro. Porém era quase impossível, já que havia muitas pessoas ali e muitos cheiros de sangue diferentes. Até que seu nariz tão aguçado capturou o cheiro mais diferente dali, era de fato o cheiro de Rin. Então, atravessando a multidão de soldados, Sesshoumaru encontrou a dama correndo para longe do campo de batalha.
– Não fuja Yuri... Você não me engana com esse truque barato! – correu o mais rápido que queria e derrubou Rin no chão a virando para encará-lo. – Você está sem saída.
No entanto, quando Sesshoumaru ia dar o golpe, percebeu que os olhos daquela figura estavam fechados e sua respiração estava ofegante, lentamente "ela" abriu os olhos, olhando intensamente para Sesshoumaru.
– S-Sesshoumaru-sama... Perdoe-me, mas me deixei levar – uma lágrima escorria de seus olhos inocentes. – Sinto muito por traí-lo... Mas, estava com tanto ódio de você por ter me abandonado que queria me vingar.
– Rin? – perguntou. Não! Não podia ser realmente ela... Mas, o cheiro era idêntico, e não mais sentia a presença de Yuri. Sim! Ela tinha o cheiro de sangue humano... – Por que me apunhalaste pelas costas? – cedeu sua guarda. – Tola! Queres morrer? Por que se aliou ao inimigo? Por quê? – estava devidamente convencido que era a alma da Rin hipnotizada ali.
As feições da garota mudaram repentinamente...
– Idiota! Achas mesmo que eu estou arrependida? – a pergunta dela fez Sesshoumaru arregalar os olhos não pela surpresa e sim pelo golpe que havia recebido.
Rin acertou a espada de Prata na costela de Sesshoumaru, atravessando a armadura e penetrando nos órgãos vitais do Lorde. Derramando sangue em seu próprio quimono e fazendo Sesshoumaru largar a espada.
– É mesmo um idiota! – repetiu cravando mais ainda a espada nele.
– Rin... – sussurrou tentando tirar a espada de dentro de si e afastar-se de Rin.
– Acredita mesmo que eu sou ela? – a voz mudara, agora novamente o raio vermelho tomou conta daquele ser o transformando em Yuri novamente.
Sesshoumaru ajoelhou-se e colocou a mão no ferimento profundo que tinha. Sesshoumaru estava possesso, Yuri havia o enganado, pensou mesmo que era a Rin... De alguma forma encontrou Rin naquele olhar tão "sincero", de alguma maneira sentiu que ela estivesse ali. O calor humano dela, o cheiro tão convincente... Era como se tivesse necessidades de ouvi-la pelo menos para dizer que estava o traindo, meio que caiu em sua própria ilusão e por fim deixou o seu coração adormecido tomar contar de seu juízo! Afinal, havia cavado a própria cova e isso era imperdoável.
Seus olhos ficaram vermelho sangue e logo em seguida transformou-se em um grande cão branco.
Yuri sorriu novamente correu para o meio da batalha. Camuflou-se entre os soldados e deixou o seu cheiro original, deixando Sesshoumaru louco, já que estava cego de raiva.
O jovem daiyokai saiu matando todos e até mesmo seus aliados, seu ferimento estava abrindo cada vez mais e seu a velocidade diminuindo e sua vista estava embaçada. Quando finalmente conseguiu sintonizar o cheiro do maldito Yokai serpente usou toda usa energia para atacá-lo.
Deu uma pisada nele quebrando várias de suas costelas, mas o yokai transformou-se em sua verdadeira forma que era de uma serpente gigantesca preta e laranja. A serpente "abraçou" Sesshoumaru apertando-o.
Então, Tenseiga começou a pulsar fortemente e envolveu Sesshoumaru em uma grande bola azul o tele-transportando para outro local e forçando Sesshoumaru a voltar e sua forma humanóide.
Tenseiga o transportou para centro do bosque perto das Terras do Oeste. O Lorde estava inconsciente e sem sua razão, havia desmaiado pela dor. E pela segunda vez a espada que ele julgava ser inútil salvara sua vida.
-x-
Só percebemos que o destino está a nosso favor quando demos o primeiro passo na trilha certa, mesmo que inconscientemente... E Rin estava devidamente na trilha certa quando colocou o seu pé na fronteira do Bosque das Terras do Oeste. Ela sorriu contente por uma conquista e adentrou de vez daquela densa floresta sentindo-se em casa.
– Dalila-san! Conseguimos! Conseguimos chegar nas Terras do Oeste! Eu sinto isso! – exclamou contentíssima, porém nenhuma resposta veio... – Dalila? – ela chamou, mas não ouve resposta. – Dalila-san? Dalila-san? Onde você está?
Rin começou a olhar ao redor do bosque para ver se conseguia encontrar Dalila, mas nada encontrou. Tentou regressar para onde estava, mas uma barreira a impediu... Assustada começou a correr pelo bosque sem rumo nenhum...
– O que está havendo? Por que estou sentindo essa angustia tão repentinamente? – seu olhar entristeceu-se — O que está acontecendo? Por que sinto calafrios?
E quando menos esperou, tropeçou em um galho de árvore e caiu de um barranco. Caiu desmaiada perto de uma árvore de tamarinho... Com ferimentos gravíssimos...
Aconteceu tão rápido que não deu tempo dela reagir e nem manter a consciência na ativa... Sua lucidez não mais existia... Sua visão ficou num breu só e seus olhos perderam o encanto... Ela nunca mais seria a mesma...
E agora, quem mexia as peças do jogo não era mais o rei e nem a rainha e sim o Destino.
Notas finais
Eu ia ficar feliz! :D
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