Sacrifices of a Lord
6 Motivos
Notas iniciais
Desculpa a demora! o.õ E eu agradeço cada review!!!! Mas, mudando de assunto, esse capítulo vai ser pequeno tá? então não me matem! :)
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– Jaken-sama! O que eu farei no Império do Sesshoumaru-sama? – perguntou a garotinha curiosa.
– Você planeja nos seguir todo esse tempo? – indagou o yokai sapo.
– Por quê? Eu não posso ir? – voltou a indagar o yokai com mais desespero.
– Para Sesshoumaru-sama erguer este Império vai levar muitos anos. Vejamos... Cem anos ainda não será o ideal... E para uma humana como você... Até lá você estará morta há muito tempo...
– Isso não é verdade... – sussurrou.
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As lembranças mais nostálgicas martelavam na sua mente como um estímulo ou um desânimo total...
– Não foi verdade... – falou num sussurro. – Ele conseguiu erguer seu tão intimado Império em 12 anos... Mas, até hoje não sei o que eu faria nesse Império se estivesse com ele agora... Talvez... – pausou e olhou a trilha a sua frente. – Eu fosse somente mais uma boneca... Uma subordinada sem valor... – suspirou. – Nunca vou saber se não perguntar a ele, a Sesshoumaru...
O determinismo de Rin não diminuía e conforme ia avançando em seus passos a caminho das Terras do Oeste, sua curiosidade só aumentava; seu desespero em se encontrar com Sesshoumaru só crescia... E seus sentimentos só ficavam cada vez mais esclarecidos.
Por mais difícil que fosse o caminho, a trilha ou estrada, ela com certeza iria chegar até seu Lorde... Gostava tanto dele, se preocupava tanto com aquela pessoa tão solitária. Sempre achou Sesshoumaru muito reservado, afastado, fechado e vazio. Nunca soube – nem por Inuyasha –, como foi ou o que aconteceu realmente com Sesshoumaru em seu passado, em tempos primórdios. Era uma curiosidade que tinha; um desejo não realizado, tudo porque queria se aproximar dele... Tudo porque queria ser... Amiga dele... Mas, seria somente isso? Talvez, a dama precisasse descobrir o que realmente se passava em seu interior... Em seu frágil coração.
– Prometi a mim mesma naquele mesmo dia que estaria sempre ao lado dele, não importasse as dificuldades! Afinal, é isso que fazem os amigos. – sorriu ao lembrar-se de sua infância tão agitada.
Loucura ou não, sonho impossível ou irresponsabilidade, ela iria, iria encontrar seu Lorde... Seu tão querido...
– Sesshoumaru-sama... – pronunciou o nome do ser que mais admirava.
Suspirou...
Pegou sua pequena trouxa com algumas roupas e seu material de escrivã, colocou a flauta junto ao quimono e inspirou a maior quantidade de ar que pôde. Olhou a densa floresta com suas copas altas mostrando que era um perigo constante, olhou a trilha à sua frente e enxergou seu objetivo que estava além do horizonte... Seria, sem dúvidas, uma longa jornada até ele... E a passos lentos e firmes, Rin começou sua jornada! Finalmente teria um motivo para viver intensamente, finalmente recuperara o sorriso de sua juventude e sentiu pela segunda vez o gostinho de se aventurar por lugares antes nunca visto...
Seria novamente aquela menina travessa e curiosa...
Certamente, aquela loucura iria lhe levar até onde seu coração queria ir. Por mais obscuro que fosse seus sentimentos por aquele yokai, Rin tinha a certeza de algo: ele era alguém que admirava muito. Ele era aquele deus que morava nas nuvens e que veio lhe salvar da morte, um herói das fábulas que Kagome-sama contava ou até mesmo um príncipe encantado.
Mesmo muito criança decidira seguir-lo, sempre foi assim. Desde primeira vez que seus olhos castanhos se encontraram com aqueles olhos tão frios e dourados, como se fossem duas bolas de ouro... E mesmo não conhecendo absolutamente nada da vida dele, ela seria fiel, o seguiria até no inferno se precisasse. Não sabia e nem entendia esse laço que os uniu, não era apenas um romance qualquer em que uma humana se apaixonava por um yokai, ou que ele simplesmente a enfeitiçava para depois matá-la. Não era um jogo, era apenas um respeito mútuo e talvez algo a mais.
Ela aprendera muitas coisas com ele, ao ponto de temer mais aos humanos do que até mesmo os yokais. E ele por sua vez aprendeu a ser mais aberto a novas possibilidades. Talvez pela lei da natureza ou pela ordem das coisas eles nunca pudessem ficar juntos como uma mulher e um homem, mas certamente ela estaria ali ao seu lado sendo sua companheira tola e inútil e se os deuses permitissem, eles iriam além das leis naturais.
Rin nunca compreendeu isso e talvez nem o próprio Sesshoumaru entendesse disso também. Afinal, havia boatos que ouvira muitas vezes e que sempre contavam que, o temível príncipe Sesshoumaru odiava os humanos, desprezava-os, humilhava-os e até matava-os se preciso! Então por qual motivo específico ele a quisera? Por que motivos ele a manteve viva? Por que sempre a protegia? Eram questões sem respostas... Ou não... Todavia, ele... Apesar de seus defeitos perfeitos, lhe trouxe a vida, através de uma espada que julgava ser totalmente descartável como uma mísera vida humana e o mais impressionante lhe manteve viva.
Com certeza uma ideologia complexa e sem solução!
Alguns chamam de destino, outros chamam de "ao acaso". Qualquer que fosse a denominação para o encontro deles, foi certamente a melhor coisa que aconteceu na vida de ambos. Um significava vida e a outra morte... Um equilíbrio entre a imperfeição e a perfeição. Ironicamente, perfeito. Até nisso, ele tinha auto-controle.
Ou, houvesse outro significado. Para um yokai companheirismo e serventia, para humanos, família. Era sim! Rin chegou uma vez a essa conclusão: eles eram uma família! E família protege uns aos outros, ou seja, nunca abandonar. Claro! Era, de fato, uma família estranha, com cada membro diferente, mas que juntos eram certamente os melhores!
Aqueles pensamentos tão bambos sustentavam, mesmo que fracamente, os ideais de Rin. Ela poderia sim confiar sua via a Sesshoumaru. Ao ser que...Amava.
– Talvez, eu realmente, seja uma tola... – falou num fio de voz.
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O dia: nublado. O tempo: instável a propício a chuva. Simplesmente o dia perfeito para iniciar uma guerra!
O maior exército de todo Japão já estava reunido para um novo combate, a frente estava o líder da operação: Lorde Sesshoumaru. Montado elegantemente sobre seu dragão de duas cabeças segurando-o pelas rédeas douradas, com a sua mais segura e bem reforçada armadura prateada e suas vestimentas totalmente negras, mostrando o quanto imparcial e furioso estava o rei daquele reino, em seus olhos âmbares era possível ver fúria e ódio, sua energia sinistra ameaçava qualquer um, estava devidamente Onipotente. Atrás, seus generais e coronéis seguidos por uma extensa tropa de soldados bem preparados montados em seus cavalos.
Duas semanas se passaram, um de seus subordinados atiçou fogo ao Feudo do Leste afim de marca o início de mais uma batalha. Os planos que foram bem bolados pelo controle militar de Sesshoumaru teve ótima percussão. Além do mínimo de erros que cada estratégia apresentava. Aquilo tudo satisfazia o Lorde. Aquela vontade imensa de arrancar a cabeça de alguém só fortalecia a ira no peito do yokai de longos cabelos prateados. – involuntariamente, o senhor feudal passou a língua em seus lábios deixando os caninos a mostra. – Aquela luta seria deliciosa.
– Avante! – mandou o nobre.
Lentamente os portões de ferro foram sendo abertos mostrando o caminho até o território do inimigo. O jovem daiyokai sorriu satisfeito. Pensava ele que pegaria seu adversário desprevenido, pois não tinha como saber ou ao menos imaginar quando ele atacaria! Poderia ser hoje, amanhã ou daqui a 10 anos... Só que o mais importante estava feito: a guerra foi declarada.
Assim que as portas foram abertas, Sesshoumaru puxou as rédeas de Ah-Un e guiou o animal para cima das nuvens. Logo os yokai que estavam junto a Sesshoumaru saíram em alta velocidade sincronizada, atrás de seu superior, sendo guiados pelo cheiro de ódio que o grande daiyokai branco emanava.
Em alta velocidade os soldados, coronéis, generais marcharam em direção ao castelo do Lorde Yuri. Duas semanas sem dormir, duas semanas sem comer, duas semanas em perfeição, em concentração, na certa fariam uma ótima batalha!
Todavia... Enquanto todos empenhavam-se em seus deveres, dando cem por cento de si, Sesshoumaru, estava... Perdido e mergulhado em fantasmas do seu passado. O sorriso angelical, a pele macia, aquela figura tão perfeita, sua tão querida Rin. Não havia um só dia que não pensava nela, era difícil se concentrar, era difícil se manter atento a tudo quando dissera a Inuyasha que não queria mais ver a humana. Oh céus! Como era complexo esquecer aquele ser tão frágil! Não sabia quanto e nem por que todo aquele turbilhão de sentimentos trancafiados a sete chaves veio à tona tão de repente... Sentimentos que vieram logo depois... Depois que seu olhar se cruzou com os dela.
Talvez, somente talvez, aquela batalha podia tirar Rin de seus pensamentos mais obscuros, talvez matando pessoas com todo seu prazer o faria abandonar aquele laço que o prendia a uma reles humana... Só assim poderia voltar a dormir tranquilamente, somente assim poderia ser como ele sempre fora: frio e temido.
– Estou fazendo isso para esquecê-la, estou fazendo isso para apagar para sempre aquele sorriso da minha memória... – sussurrou para si ao ver o feudo de Lorde Yuri a poucas léguas.
Ele queria esquecer, queria abandonar toda suas lembranças, mas por mais que os esforços fossem grandes, por mais dolorido que tenha sido o sacrifício, ele na certa nunca iria esquecer aquele rosto, aquele sorriso, aquela humana chamada Rin... Por mais que tentasse.
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Rin suspirou cansada, seus pés doíam muito e ainda por cima estavam cheios de bolhas. Fazia mais ou menos duas semanas que andava incansavelmente pela floresta, fora os desvios que fez durante o caminho, as estradas erradas ou simplesmente pelo fato de se perder. Era como andar em círculos ou andar para trás...
– Totalmente perdida... – falou cansada.
A moça olhou para o céu acinzentado. Olhou também as poucas folhas que tinham nas árvores, realmente o outono estava devastando tudo. Fechou os olhos, exausta e sentou debaixo de uma árvore qualquer. Esticou o máximo que pôde suas pernas, mexeu os dedinhos dentro das meias brancas e voltou a olhar a paisagem deprimente a sua frente.
– Definitivamente estou perdida. – confessou.
– Não, não estás! – falou uma voz estranha ecoando pelo lugar.
Rin olhou para cima e viu claramente uma serpente dourada; com seus grandes olhos vermelhos, olhando-lhe. Às vezes, a cobra grande mostrava sua língua gesticulando movimentos de cima para baixo assim como a balançar da calda de um felino. Ela estava enrolada no galho da árvore, que era baixa por sinal, um fato que recentemente Rin descobrira.
Sem pensar duas ou três vezes, a donzela levantou-se num solavanco. Ficando de frente pro animal. Não sabia ela se corria ou se gritava de tanto medo, sabia muito bem que o veneno daquelas coisas era mortífero, porém não aparentava ser um yokai perigoso, somente um animal comum, só que... Ela ouviu, ouviu sim alguém falando consigo, uma voz perturbadora, numa mistura mal feita de voz feminina e masculina... E que usava um tom debochado e cruel.
– Por que me temes, humana? – a voz parecia vim da cobra que se esticou até ficar a centímetros de Rin. – Olha só como você está morrendo de medo... Novamente digo: não temas...
Rin sabia muito bem o significado daquela frase... Não iria cair no mesmo joguinho novamente.
– Quem é você? – finalmente falou algo depois de se assustar.
– Quem eu sou? Na verdade a pergunta é: Quem é você? – a serpente passou pelo corpo da moça como se estivesse abraçando sua presa. – Ande! Responda!
– Sou uma simples humana viajando como uma cigana. – falou com muita cautela.
– Hum... Interessante... – a cobra apertou o corpo de Rin de leve. – Essa humana tem nome? – perguntou no pé do ouvido da jovem.
– Chamo-me Rin!
– Rin... Que graça! – debochou. – Já notou o quanto bonita você é? O seu sangue deve ser delicioso, mas não posso devorá-la. – a serpente desfez o abraço e voltou para o galho da árvore. – Aceita uma maçã cara nômade?
– Não, obrigada! – recusou.
– Ora, oras, por que recusas? – insistiu.
– Estou sem fome!
– Não! Não é por isso! Não aceita minha maçã porque em mim não impregna nenhuma confiança. Não farei nenhum mal a você! Sou totalmente inofensiva! Além do mais, estás no paraíso... – respondeu fazendo um galho crescer da árvore com uma maçã na ponta.
– Paraíso? – perguntou curiosa.
– Alguns chamam de Éden, outros de paraíso proibido, algumas lendas acham que é apenas mais um mito, sábios acreditam que este lugar seja apenas o fruto da imaginação de alguns tolos. – a serpente falava tranquilamente.
– Aqui não se parece com um paraíso... – olhou o local.
– Qual sua definição de paraíso? Esse cenário acinzentado é o meu paraíso... – a cobra aproximou-se novamente de Rin. – Assim consigo ler melhor a mente das pessoas... Como, por exemplo, você. Olha como está aflita! Vem a algum tempo num dilema: seguir ou não seguir... E esse problema se chama Sesshoumaru...
Rin assustou-se com as palavras que aquele animal tão exótico pronunciava.
– Estás procurando as Terras do Oeste certo? Eu sei onde fica!
– Sério? Pode me mostrar o caminho? – perguntou Rin entusiasmada.
– Por que deveria? Pois se vós recusastes até mesmo uma simples maçã na qual lhe ofereci de bom grato.
– Sinto muito! – entristeceu-se.
– Não se aflija mais, gosto de você, tens um bom coração, na verdade ele é tão puro que me dar inveja! – debochou novamente. – Eu lhe direi onde fica as Terras do Oeste se me levares junto a ti.
– Por que quer sair de seu paraíso? – apelou. – Se é tão perfeito devia ficar!
– Porque sim, porque quero conhecer lugares que supostamente não são o paraíso ou imperfeitos... Será que vai me recusar novamente? Aposto que não tens confiança em mim.
– Não... Não é nada disso – respondeu. – Aliás, qual seu nome?
– Uns me chamam de criatura banida dos céus, outros me chamam de serpente, humanos se dirigem a mim como cobra, mas para os íntimos sou Dalila. – respondeu.
– Dalila? É um nome bem diferente... – disse Rin.
– Diferente é o meu sobrenome... – sorriu. – Vais ou não me deixar ir com você?
– Com certeza! Gostei de você! Você é bem legal! – sorriu.
– Não se preocupe não lhe farei peso. – a cobra envolveu-se entorno de Rin como uma pluma. – Ainda quero que coma minha maçã, ela dar conhecimento aos tolos.
– Estou sem fome. – repetiu. – Quem sabe em outra hora?
– Eu irei cobrar!
Rin sorriu... Realmente não confiava naquele animal... E também não entendia a insistência que a serpente tinha em querer que Rin comesse aquela maçã.
Então, Rin e Dalila saíram pegando outro caminho rumo as Terras do Oeste. Se ela era amiga ou inimiga só o tempo diria. Ela não tinha matado a humana e até lhe ofereceu informações. Será que era confiável? Sim ou não? Rin só ia descobrir com o tempo...
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Lorde Yuri estava com todo seu exército humano pronto para o ataque. O campo de batalha estava armado, sua postura estava ereta, sua espada estava encravada no chão e sobre ela suas mãos, esperando seu oponente, em seus lábios um sorriso malicioso, certamente Sesshoumaru estaria cego por sua fúria que nem perceberia na grande armadilha que estava prestes a cair. Suas vestimentas eram brancas e sua armadura de ouro. Como já era de costume em todo tipo de batalha.
Aquele que declarava guerra usava roupas negras e aquele que aguardava a guerra usava roupas brancas, assim como o grau de importância das armaduras.
Mas, fora esse mínimo detalhe, Yuri estava satisfeito, o primeiro sacrifício ia ser feito... Pelas mãos do Lorde Sesshoumaru.
Logo, logo, todos estariam nas mãos do grande Lorde das Terras do Leste.
– Que venha ao holocausto, Sesshoumaru! – exclamou.
A tropa de Sesshoumaru se aproximou rápido, os Lordes ficaram frente a frente. Claro que Sesshoumaru não deixou de transparecer a sua surpresa ao ver seu inimigo tão preparado.
Mas, quem? Quem era o traidor?
Essa pergunta ficou no ar,no entanto o mais importante agora era lutar... Yokais ou não, humanos ou não, ele Lorde as Terras do Oeste iria lutar até o fim...
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