Notas iniciais
Só espero que me perdoem pela demora! :)

As tochas estavam todas acessas quando Sesshoumaru pousou enfrente ao grande portão de seu castelo na zona oeste do território japonês. Rapidamente seus servos abriram os portões de ferros permitindo que Sesshoumaru entrasse na fortaleza. Majestosamente, o nobre começou a andar puxando Ah-Uh pelas rédeas e do seu outro lado estava Jaken seguindo seus passos, só para variar. Conforme Sesshoumaru foi passando pelo vasto caminho em direção ao castelo, os poucos comandantes e alguns soldados que estavam ali bateram em continência ao nobre em sinal de respeito e reverência como já era de costume fechando logo em seguida o grande portão de ferro.

– Jaken! Quero que comunique os generais para uma reunião imediatamente. – pronunciou o nobre sem ao menos olhar seu servo.

– Sim, senhor! Agora mesmo! – Jaken apresou o passo passando por Sesshoumaru.

Após Jaken ter sumido da vista de Sesshoumaru, o jovem daiyokai começou a olhar para aos arredores do castelo distraidamente. Seus olhos viajaram pela grande área que havia conquistado: feito adquirido pelo árduo trabalho de apenas 10 anos. Lembrou-se que antes aquelas terras eram coordenadas por um yokai fraco que mal sabia os limites do próprio terreno. O castelo era feio, com um cheiro insuportável de bebida alcoólica e um fedor repugnante de sexo. O antigo Lorde daquelas terras era um pervertido mau caráter que só queria saber de curtição e glória não merecida. – o Lorde rosnou. – Mandou o infeliz para o inferno imediatamente assim como aqueles soldados fracos que ele chamava de "guardas reais". Uma verdadeira hipocrisia!

Afinal tudo passava de um trato. Entre ele e o Imperador. Ele receberia o título de Senhor Feudal, mas teria que colocar seu mérito à prova. E como aquelas terras ao oeste fora um dia parte do vasto território de seu pai, resolveu lutar por algo que lá no passado lhe pertencia, mas que fora esquecido e abandonado pelo seu próprio Senhor.

Odiava lembrar daquilo... Se seu pai tivesse melhor cuidado de suas terras hoje não estaria passando por isso, mas pensando bem, apesar de tudo, de todas as lutas e contratempos, ele pode dizer com todas as letras que cada centímetro daquele grande terreno foi conquistado pelo seu próprio punho. Era seu, por seu trabalho, por suas lutas e não uma simples herança. Sesshoumaru parou de tentar se recordar de suas batalhas inúteis e seu passado decadente. Não precisava disso agora! – fechou as mãos em punhos com força. – Malditos devaneios! – pensou com raiva.

Todos seus adversários eram fracos e isso era uma frustração para Sesshoumaru. Acabava com todos com um ou – no máximo – dois golpes fatais. Até... Lorde Yuri aparecer... Não era exatamente um yokai forte ou poderoso, mas ele conseguiu despertar o instinto mais primitivo de Sesshoumaru que já estava adormecido há mais ou menos 12 anos...

Foi num dia de nevasca que percebeu que nos limites das terras havia um canal marítimo e no meio uma pequena ilha desabitada. Sem ordem, sem lei e sem dono. Seria mais uma diversão para Sesshoumaru dominar aquele habitat tão isolado. Só que... Ao tentar reconhecer o local percebeu que Lorde Yuri tivera a mesma idéia, então ai começou sua batalha. Acabara que por fim encontrara uma distração, um objetivo, um inimigo. – em seus lábios se formaram um meio sorriso maligno. – Adorava aquela sensação satisfatória de lutar por alguma coisa, satisfazia seu próprio ego dominar tudo ao seu redor, mas mesmo com aquela guerra toda, o Lorde das Terras do Oeste sentia que lhe faltava algo. Só que não sabia o que era... Ainda...

Durante toda sua vida procurou por poder, por dominação, ser o melhor e tentar superar a única pessoa que foi capaz de admirar: Seu pai. – a imagem turva de seu pai formou-se em sua mente fazendo-o mergulhar em lembranças nostálgicas. – Tão destemido, valente e poderoso. Toda aquela glória que seu pai imanava fascinava Sesshoumaru a superá-lo e tomar seu lugar. No entanto, durante a trajetória de vida de seu querido e admirado pai, Sesshoumaru percebeu que teve alguns desvios e declínios... Humilhações que levaram a sua ruína... Distrações que causaram sua morte, sua fatalidade e para trás relíquias de um legado esquecido e arruinado.

Inu no Taisho, respeitado por todos, temido por todos; poderoso, glorioso, habilidoso e invencível... Tinha somente uma falha: sua compaixão.

– Humpf! – Sesshoumaru fechou os olhos e depois os abriu para admirar um lugar peculiar. Um lugar que não sabia que existia em seu castelo. À leste do castelo havia uma moita de folhagem verde vivo, firme e intenso e sobre suas folhagens um botão. Um botão de rosa vermelha. Totalmente aberto. Estreitou os olhos e seguiu até a chamativa flor. Curvou o corpo um pouco para frente – e com cuidado para não furar seus dedos com os espinhos – pegou a rosa de cor muito chamativa que se alimentava do orvalho naquela noite fria.

E então ficou lá admirando a resistência da flor. Estava frio, era outono, então aquela frágil planta devia ter morrido. Mas, não. Ela estava ali, sobrevivendo à tempestades, vento, frio e seus derivados. E inconscientemente lembrou-se de Rin. A imagem da humana sorrindo para si dominou seus pensamentos enquanto segurava a rosa. Seus olhos, mais âmbar do que nunca, hipnotizaram-se pelas pétalas chamativas num vermelho intenso, suas íris dilataram-se e por um segundo faltou-lhe a respiração.

– Rin... – sussurrou distraidamente. A figura da menina humana veio a sua mente de todas as formas: sorrindo, triste, falando, preocupada, atrapalhada, envergonhada, chamando-lhe pelo nome... Até que... Apareceu a imagem adulta daquela criatura lhe mostrado um sorriso sincero. Não resistiu e teve que reabrir os lábios para sua cara de espanto e surpresa. – Rin havia se transformado em uma linda humana. – confessou para si mesmo em seus pensamentos. Um fato que havia superado suas expectativas... – Ela já não era mais uma criança e sim uma mulher... – declarou num tom muito baixo quase inaudível.

– Sesshoumaru-sama! Sesshoumaru-sama! Sesshoumaru-sama! – gritou Jaken atrás do Lorde. – Há! Sesshoumaru-sama! Finalmente encontrei o senhor. Só quero avisar que todos os generais já estão na sala de reuniões. – disse Jaken. – Sesshoumaru-sama? Há algo de errado? – perguntou o servo percebendo que o Lorde não respondia.

Sesshoumaru voltou à realidade ao perceber que Jaken se aproximava fazendo perguntas inconvenientes. Estreitou seus olhos e olhou para sua mão. Sem refletir ou mesmo desenhar alguma idéia em sua mente, indiferentemente, jogou a rosa no chão e saiu em direção a sala de reuniões sem falar nada e nem ao menos olhar para Jaken.

-x-

O Lorde das Terras do Oeste abriu a porta, um pouco apresado, e depois se direcionou a sentar no topo da mesa bem polida de mogno. Sem perder tempo com rodeios e explicações desnecessárias Sesshoumaru apresentou o tema daquela reunião de última hora:

– Senhores generais, coronéis. – inclinou a cabeça levemente em apresentação. – Iniciaremos uma guerra contra o Feudo Leste. Vocês têm exatamente sete dias para bolarem uma estratégia adequada a nosso exército com o máximo de precisão possível. – ordenou o Lorde.

– Mas, Lorde Sesshoumaru... Estávamos acabando o projeto para atacarmos no inverno. Sete dias é pouco tempo para elaborar um esquema e tirá-lo do pergaminho de uma hora para outra. – retrucou o primeiro General.

– Fora a margem de erros. Além do mais, recebemos ordens do conselheiro imperial para paralisarmos os treinamentos devido a uma convocação do Imperador com os Lordes. – o primeiro Coronel pronunciou-se.

– Estamos totalmente proibidos de iniciar uma guerra! – o segundo General exclamou. – Iniciar uma guerra é arcar com severas conseqüências mais tarde...

– Já chega! – Sesshoumaru se exaltou. – Não me importa as conseqüências! Quem manda nesse feudo sou eu. Não é o Imperador Imagawa. Com ou sem o consentimento dele eu vou atacar o Feudo do Leste. – o Lorde levantou-se e seguiu até a janela sendo observados pelos outros coronéis e generais. – Além do mais, o Imperador Imagawa tem outras preocupações agora. – fechou os olhos lembrando-se da luta mais cedo. – Acredito que ele nem vá perceber a guerra que iniciaremos.

– Se desejar assim Lorde Sesshoumaru, dê um prazo de 14 dias para nós, vamos averiguar o espaço do inimigo. Como antes foi dito, Lorde Yuri está muito quieto. Não podemos nos precipitar e também teremos que mandar um soldado para atiçar fogo contra o feudo inimigo para enfim iniciar uma batalha. – comentou o segundo General.

– Está bem, 14 dias vocês terão para me trazerem um relatório completo. – comentou Sesshoumaru contentando-se com os argumentos dos seus generais.

– Lorde Sesshoumaru... – chamou o segundo Coronel. – Através de informações sigilosas e seguras descobrimos uma coisa um tanto... Estranha. – engoliu em seco a própria saliva. – Não sei se o senhor já sabe, mas... Lorde Yuri é um grande feiticeiro.

– Eu ouvi dizer por rumores dos aldeões da floresta que Lorde Yuri mexe com magia negra. Talvez, seja a única razão por está tão quieto. Temos que ter cuidado... É muito perigoso cutucar alguém assim... Ele pode está nos espiando agora e nós nem percebermos! – o primeiro Coronel falou receoso.

– Estão com medo do Yuri? Humpf! – indagou Sesshoumaru. – Temos que tomar cuidado com as ilusões do Yuri, só isso! – virou-se para encarar os senhores militares de seu feudo. – Sei que vocês não são tolos o suficiente para enfraquecer e me desapontar numa hora tão crítica. – sua afirmação mais parecia uma ordem. – Eu confio em vocês, sei que não irão vacilar, caso contrário, a cabeça de vocês voaram pelo pátio do castelo.

Deu o último aviso aos senhores que já estavam acostumados com as ameaças e saiu do recinto indo direto para seus aposentos.

– Por que, que todo cachorro é assim? – perguntou o primeiro Coronel.

– Porque cachorros adoram marcar território, penso que é em auto defesa... Cachorros são possessíveis. Se tem algo que lhe pertence não deixa ninguém tocar, são egoístas e brabos! – respondeu o primeiro General.

– Vocês já pensaram que ele pode está ouvindo? – disse o segundo Coronel.

Depois da pergunta feita pelo yokai de olhos azuis o silêncio tomou conta do ambiente e rapidamente cada patente concentrou-se em suas devidas tarefas esquecendo o comentário anterior.

-x-

Em tempos frios, as noites são mais longas e os dias mais curtos. Como se o sol perdesse sua grande força... E estava assim naquela manhã... Apesar do clima frio, nublado e com névoa, o sol conseguiu aparecer fracamente iluminando o pequeno vilarejo de forma uniforme.

Rin abriu lentamente os olhos. Suas pálpebras estavam pesadas e seu corpo totalmente mole. Inclinou a cabeça um pouco para o lado e percebeu que estava de volta à cabana da senhora Kaede. Continuou vendo o local com seus olhos até cruzar com os olhos imparciais de Inuyasha que estava sentado próximo a clareira de braços e pernas cruzadas.

– Inuyasha-sama... – falou num sussurro erguendo-se devagar e sentando-se. – Onde está Kaede-sama?

– Colhendo ervas com Kagome. – ele não parava de fitar as cinzas restantes da última fogueira.

– Como eu vim parar aqui tão de repente? Eu não consigo me lembrar de muita coisa de ontem... – perguntou levanto-se do futon e indo sentar-se ao lado de Inuyasha.

– Sesshoumaru, te salvou da queda... – falou rapidamente.

– Entendo... – disse calmamente encarando o chão e novamente o silêncio veio à tona.

– Rin, nós precisamos conversar... Uma coisa muito séria. Eu vou te esperar na floresta. – levantou-se. – É melhor fazer sua higiene pessoal primeiro para depois ouvir o que tenho para te falar. – Inuyasha saiu da cabana com uma cara muito séria o que deixou Rin um pouco preocupada.

A jovem humana ficou ali... Sentada, e agora era ela que encarava as cinzas da última fogueira. – O que Inuyasha-sama tem para me falar? – perguntou mentalmente... Seu coração dizia que era algo que poderia não gostar. Suspirou cansada e resolveu tomar um banho...

Durante o banho pensou em muitas coisas, assuntos aleatórios vieram a sua cabeça, mas mesmo assim sabia que estava longe... – fechou os olhos. – O que poderia ser...? Parou e pensou por uns instantes e...: Sesshoumaru-sama... Isso! Só podia ser isso! – abriu os olhos e saiu da banheira de madeira para se trocar. Por está frio Rin colocou um quimono azulado com um pano mais grosso e com três camadas. Penteou o cabelo que não havia molhado e seguiu para a floresta.

Atravessou a plantação de arroz quase que correndo e pegou a trilha que levava para o coração da mata fechada. Andou por uns instantes até encontrar Inuyasha sentado debaixo de uma árvore de magnólia com uma expressão vazia. Totalmente pensativo. Aquilo era realmente preocupante!

– Inuyasha-sama! – chamou-o sentando-se enfrente ao hanyou.

– Rin... – olhou para humana um pouco incerto sobre suas palavras, passou a noite inteira vendo e revendo como iria dar aquela noticia à Rin de maneira que ela não se magoasse, o problema é que ele não achou nenhuma solução então falou de forma direta! – Sesshoumaru não quer mais te ver... – falou de uma vez.

Nani?* – perguntou confusa. – O que o senhor quer dizer com isso? – seu coração começou a se apoderar de uma dor horrível.

– Ontem, você só não morreu porque Sesshoumaru estava lá e foi mais rápido do que eu e te salvou... – pausou por um curto período. – Depois disso lhe trouxe para a floresta e quando eu perguntei sobre você ele simplesmente disse para você fazer o que quisesse da sua vida porque ele não voltaria mais para lhe ver. – suspirou. – Rin... Er... Isso é difícil de dizer, você sabe que o Sesshoumaru é cabeça dura e...

– Eu entendo... – Rin baixou a cabeça e deixou que a franja lhe cobrisse a face.

– Rin... – ele olhou para ela preocupado. – Não fica assim... Er... – começou a coçar a cabeça sem saber o que dizer. – Você é linda, tem uma vida inteira pela frente não vá se abalar por algo tão sem significado né? – perguntou inseguro.

– Sem... Significado? – olhou para os lados. – Desculpe Inuyasha-sama, mas Sesshoumaru-sama é a base de toda minha existência. Foi ele que me salvou inúmeras vezes, foi ele que me protegeu quando eu estava em perigo... É lógico que ele tem muito significado na minha vida. – suspirou.

Inuyasha ficou analisando as feições de Rin até perceber uma coisa que não considerava... Bom, não naquele momento... Aquele sentimentalismo só iria trazer mais dor, ou não... Tudo dependia da reação dela.

– Rin... O que você realmente sente pelo Sesshoumaru? – perguntou arqueando uma sobrancelha.

– O que... Eu realmente... Sinto... Por Sesshoumaru-sama? – perguntou para si mesma olhando fixamente para Inuyasha. – Eu... Eu tenho uma grande admiração por ele e uma vontade gigantesca de está a onde ele estiver... – falou sorrindo apesar dos olhos tristes.

– Sabe Rin... – Inuyasha cruzou os braços e fechou os olhos. – Lembrei de uma coisa... Quando você me perguntou se eu sabia o que era "está apaixonado". Acho que é isso... A vontade de está sempre com a pessoa, de nunca encontrar defeito nessa pessoa. Feh! Virar um idiota! – falou virando o rosto para o lado levemente envergonhado.

– Você é apaixonado pela Kagome-sama não é? – perguntou sorrindo.

Ele olhou para a jovem pelo canto do olhou e depois fechou a cara de novo.

– Feh! O que eu sinto pela Kagome é... Uma enorme gratidão por ter... – pausou. – Por ter... Por ter... Por ter me ajudado a encontrar os fragmentos da Jóia de Quatro Almas. – falou a última frase rapidamente.

– Sei... – disse sarcástica. – Então eu acho que estou começando a entender tudo isso... – articulou olhando para um galho de árvore apaixonadamente.– Acho que o que eu sinto pelo Sesshoumaru-sama é muito mais que uma simples admiração. Talvez, o meu caso seja igual ao seu Inuyasha-sama! – olhou para o hanyou esperançosa.

– Feh... Baka*! Diferente de mim, Sesshoumaru nunca corresponderá esses seus sentimentos. – falou grosso. – Ele odeia sentimentos humanos. Ele nem tem um coração para sentir algo! – bufou.

– Não creio! – rebateu. – Sesshoumaru-sama é muito gentil. Tudo bem que da última vez que eu o vi ele não foi muito gentil, mas ele tem sim um coração. Apesar de ser irmão dele você não o conhece! – desafiou.

– E porque diacho eu quereria "conhecer" o Sesshoumaru? – estreitou os olhos em direção a Rin.

– Hã... Er... Por que ele é seu irmão? – perguntou piscando algumas vezes. – Oras... Vocês vivem brigando só faltam se matar.

– É porque a gente se odeia? – ainda estava com os olhos estreitados para Rin.

– Ah! Vocês deviam se unir, irmãos servem para apoiar uns aos outros... – falou de ombros fechando os olhos e cruzando os braços.

Silêncio...

– Inuyasha-sama? – olhou em direção ao Inuyasha que estava com uma aparência sombria de dar medo.

– Não! – falou Inuyasha super grosso lançando um olhar mortal para Rin.

– Tá bom, já entendi! – tentou se concertar com um sorriso cínico e coçando a cabeça.

– Mas, voltando ao outro assunto... – suavizou a expressão. – O que você vai fazer agora? Hum?

– Bem... – Rin começou a olhar as árvores ao redor. – Eu vou embora do vilarejo... Eu vou atrás dele e fazê-lo dizer na minha cara que não quer me ver, Sesshoumaru-sama não é de dar recados, quando ele tem que falar ele fala pessoalmente. – sorriu. – Mas, antes eu primeiro vou me descobrir... Viver um pouco minha vida como o senhor mesmo sugeriu. – suspirou. – Conhecer mais um pouco dessa nova sensação que estou tendo dentro do meu coração...

– Mas, Rin! Isso só vai fazer você sofrer Rin... Sesshoumaru nunca iria se envolver com uma humana. – falou um fato.

– Eu primeiro vou me fortalecer. Fortalecer esse sentimento ainda instável e depois eu vou conquistá-lo... – sorriu convencida. – Só porque sou humana não significa que eu não tenha que tentar!

– Você é muito convencida! – estreitou os olhos e depois suavizou. – Mas, bem se é isso que você quer e acha que vai dar certo eu apoio... Só que... – estreitou os olhos em direção ao vilarejo. – O problema agora é convencer Kaede deixar você sair pela floresta totalmente desarmada. Ela nunca permitiria! Ela te ver como filha!

– Infelizmente eu não a vejo como uma mãe! – fechou os olhos. – Claro, sou muito grata a ela por ter "cuidado" de mim durante esses anos...

– Já entendi Rin! Todos nós sabemos que Kaede te reprimia muito! Um fato!

– Já sou bem grandinha e posso muito bem cuidar de mim sozinha... Já passei e vi cada coisa horrível na minha vida que nada mais me surpreenderia! – sorriu. – E não vai ser Kaede-sama que vai me impedir de viver minha liberdade, nem Sesshoumaru-sama fez isso imagine ela, com todo respeito claro!

– Você é muito sarcástica!

– Obrigada, pelo elogio, aprendi com uma pessoa chamada Inuyasha-sama! – sorriu inocentemente.

– Tudo bem, eu te ajudo a fugir! – falou logo entendendo as segundas intenções de Rin. – Mas... Tem certeza que é isso que você quer?

– Sesshoumaru-sama me deve explicações... Eu não acredito que todos esses anos ele tenha mudado tanto. – sorriu. – Eu gosto dele e quero sempre está ao lado dele, não importa os obstáculos. Sempre fui determinada! Humana ou não, ele vai me ouvir. É minha decisão!

– Humpf! Só você mesmo para aturar aquele ignorante! – falou com desdém.

– Ele não é um ignorante! – deu um cascudo na cabeça do Inuyasha.

– Feh! – falou raivoso. – Fica aqui! Eu vou pegar suas coisas na cabana antes que Kaede perceba que você quer fugir! – levantou-se. – E não se meta em confusão.

– Inuyasha-sama! Espere! – ela levantou-se também ficando de frente para o hanyou. – Traga apenas os meus materiais de escrivã, não se importe com roupas e adereços eu darei um jeito nisso. Tudo bem... Uma muda de roupa já que está muito frio. – sorriu. – Comida também serve! – acrescentou.

– Feh! Já está abusando da sorte! – estreitou os olhos pela milésima vez.

– Por favor! – suplicou docemente.

Inuyasha suspirou e saiu correndo floresta a dentro para buscar as coisas que Rin pediu. Não queria fazer isso, mas entendia perfeitamente o lado da humana. Se fosse com a Kagome faria a mesma coisa. Era por isso que admirava Rin-chan, por ela ser forte e ter uma personalidade muito firme. Ela era diferente! Era determinada e claro que ela iria enfrentar Sesshoumaru! Ela não o temia, não tinha medo dele, apesar de tudo... E nisso, Inuyasha estava certo de uma coisa: Rin no fundo amava Sesshoumaru incondicionalmente. Ela só ainda não havia percebido isso de forma geral!

Saltou sobre mais uma árvore até ver o vilarejo a poucos metros a sua frente. – O difícil naquilo tudo seria como iria contar e explicar tudo para Kagome e para velha Kaede gaga. – bufou. – Não ia ser nada fácil! Já estava até prevendo! Na melhor das hipóteses iria ficar calado até elas perceberem algo de errado.

-x-

Rin encostou-se em uma árvore e ficou admirando o local. Acabara de tomar uma decisão tão imprudente, mas tanto seu coração quanto sua razão diziam para fazer isso. Ela precisa ver Sesshoumaru novamente, falar com ele... – suspirou sonhadoramente. – Já que ele não vinha até ela, ela iria até ele. Querendo ele ou não, ela ia. E não via a hora desse encontro acontecer.

– Eu vou falar umas boas verdades para ele! – falou determinada. – Quem ele pensa que é? Um Lorde? – parou por instante. – Ele é um Lorde! Claro! Se Lorde Yuri era o Senhor das Terras do Leste, então por dedução... Sesshoumaru-sama é Senhor das Terras do Oeste. Hã... Bom saber... – falou passando a mão no queixo. – Bem então é só eu seguir rumo ao Oeste... – sorriu satisfeita, mas logo depois seu sorriso se desfez. – Para onde fica o Oeste? – indagou-se derrotada.

Suspirou cansada, teria um bom trabalho para achar as Terras do Oeste! Mas iria fazer o seu melhor. Iria perguntar, se informar, fazer qualquer coisa menos desistir. – fechou a mão em punho olhando para frente com chamas em seus olhos. – Iria viver uma grande aventura, atrás de seu Senhor! Afinal ele só devia está com raiva dela por está num lugar tão "perigoso", logo, logo, ele estaria de bom humor novamente. Era sempre assim! Sempre assim...

Sem querer, olhou para o lado para ver uma moita estranha que não havia percebido antes e viu que havia uma rosa lá...

– Uma rosa? – perguntou para si mesma curiosa... Caminhou a passos lentos em direção a flor e pegou no botão totalmente aberto, mas acabou se machucando com os espinhos e rapidamente deixou a rosa cair no chão e começou a sugar o sangue que escorria de seu dedo. – Ai! Que descuido! – resmungou. – Afinal, não é época de rosas... O que ela faz aqui? – arqueou a sobrancelha. – Que estranho... – pegou a rosa do chão com mais cuidado...

Ficou tanto tempo perdida em seus pensamentos, na sua aventura, em Sesshoumaru que não percebeu que Inuyasha estava chamando-a.

– Hey! Rin! – gritou o Inuyasha.

– Aqui! – falou sinalizando com um braço.

– Ah! Rin... Estão aqui suas coisas... – falou mostrando uma pequena trouxa com um monte de coisas lá dentro. – Peguei até a sua flauta... E alguns suprimentos...

Arigato*, Inuyasha-sama! – fez uma reverência e depois voltou a encará-lo. – Sabe me dizer pra onde fica o Oeste?

– Bem, eu aprendi que no Leste nasce o sol e no Oeste se põe... Então deve ser naquela direção. – apontou para esquerda. – É só seguir o sol que você chega, mas porque quer saber pra onde fica o Oeste? – perguntou curioso.

– É pra lá que eu devo ir... – respondeu alegremente. – Me deseje sorte! – falou virando-se e pegando a trilha. – Tchau, tchau! – falou acenando.

– Rin! Espera! Antes de ir quero perguntar uma coisa. – a moça parou virou-se e acenou com a cabeça para que o hanyou prosseguisse. – Por que não quis ser sacerdotisa?

– Bem... – colocou o dedo na boca e olhou para cima pensativa. – Na verdade, não sei te responder... Quem sabe lá no futuro não é?

– Feh! Vai então e boa sorte... – falou num sussurro e cruzando os braços esperando Rin desaparecer no meio da selva. – Só espero que consiga o que tanto quer... – disse voltando a andar em outra direção rumo ao vilarejo.

-x-

O ambiente estava mal iluminado, apenas uma vela acesa já quase no final iluminava a mesinha de mogno do castelo da zona leste. Apesar de está dia lá fora, o aposento era mantido em total escuridão, com portas e janelas trancadas, iluminando somente uma bola de vidro com um olho arregalado lá dentro.

– Lorde Yuri... – chamou a voz que vinha da bola de vidro. – Lorde Yuri...

– Pare de me perturbar... Souunga... – falou o Lorde admirando suas belas rosas vermelhas que estavam em sua frente. – Não está vendo que essas rosas estão me dando informações preciosas?

– Patético! O que essas coisas tão frágeis podem te informar? – perguntou com desdém.

– Simples! Um: Sesshoumaru está planejando uma guerra contra as minhas terras. Dois: Rin está vagando sozinha pela floresta atrás das Terras do Oeste, conseqüentemente, atrás de Sesshoumaru. Não são duas boas, ou melhor, duas ótimas notícias, Souunga? – perguntou sorrindo.

– Olha só... Até que essas rosas trouxeram informações úteis, mas e agora como pretende me tirar daqui desse inferno maldito?

– Calma tudo em seu tempo... Agora só vamos ver o que esses dois vão fazer... – sorriu cínico. – Ah! Não se preocupe, Inuyasha também entrará no jogo.

– Perfeito! Assim... Eu finalmente vou me vingar desses vermes filhos daquele miserável do Inu Taisho!

– E eu terei o Japão inteiro em minhas mãos... – sorriu maleficamente. – Logo, logo, Imperador Imagawa estará em minhas garras. – falou pegando seu cajado de serpente. – E Sesshoumaru também... – acariciou pela última vez as rosas que estavam num vaso ao lado da bola de vidro que continha um grande olho.

– Pare de sonhar, Lorde Yuri e comece a colocar logo o seu plano tão perfeito em prática! – ordenou o olho dentro do vidro.

Já disse, tudo em seu tempo... Tudo em seu determinado tempo... Logo, logo, as portas do inferno abriram e você poderá sair, para se juntar a mim e para enfim, dominar o mundo e para se vingar dos filhos do grande cão branco... – riu maleficamente saindo do recinto.

Notas finais
Dicionário do capítulo:
Nani*: O quê?
Baka*: Idiota.
Arigato*: Obrigado (a). xD
Sinto muito pela demora! Ah! Criei uma nova fanfic que se chama "Sweet Queen" se poderem ler eu ficaria grandemente feliz! :)
Bulma desde já agradece! :)
Ah e obrigada pelas reviews do capítulo anterior! :) e claro mandem mais :DDDD