Sacrifices of a Lord

10 A primeira neve do inverno


Notas iniciais
Aviso importante: Capítulo que contém cenas de sexo, em outras palavras hentai! :)

Era muito bonito como a natureza agia em determinadas épocas do ano. Ao olhar para cima, depois de tanto andar pela floresta e depois de umas duas semanas do ocorrido na vila, percebeu que o céu estava nublado fazendo com que a trilha ficasse escura e muito perigosa. Umedeceu os próprios lábios e abraçou-se tentando afastar o frio que vinha do leste. Voltou a olhar para o breu e suspirou cansada. Sua perna e seu pé ainda estavam machucados além do mais estava exausta.

Estava frio, isso não podia negar, e mesmo que tentasse procurar um lugar para ficar já era tarde, pois estava nublado, com névoa e com rajadas fortes de ventos conturbados. Então o jeito era ficar de baixo de um pé de magnólia onde certamente suas raízes iriam ajudá-la a se proteger. Encolheu o corpo, agradecendo aos deuses por seu quimono ser resistente ao frio, olhou para Dalila que estava em sua forma yokai, dormindo tranquilamente num dos galhos da grande árvore com sua copa tão grande que quase chegavam ao chão. Mesmo com o inverno chegando, aquela árvore conseguiu ser bem resistente preservando muita de suas folhas.

Era uma noite sem estrelas e sem a lua, não tinha fogo para lhe aquecer, não tinha comida para se alimentar, estava praticamente sozinha. Hime-san cerrou com força os olhos sentido toda dor de seu coração. Da angustia que batia a porta do seu coração toda vez que se lembrava daquela situação... Do dia em que Sesshoumaru mandando-a viver sua vida normalmente. Ela não podia e não acreditava nisso toda vez que se pegava chorando por ele. Suas lágrimas, naquele momento, desceram de seu rosto pálido como um pequeno canal que levava a água salgada até o chão. Seu coração precisava desabafar...

Era lógico que ela nunca ira conseguir viver sem ele.

Era lógico que ela precisava dele.

Sua vida estava nas mãos de Sesshoumaru para sempre...

E mesmo que tentasse ser forte, mesmo que tentasse esconder debaixo de sete chaves o sentimento que nutria por ele, ela não podia negar... O amava de corpo e alma...

-x-

Não muito longe dali, ao oeste, um Lorde caminhava lentamente com seu servo que não parava de falar. Estava quase perdendo a paciência com Jaken que tanto falava sobre a visita de Imagawa a seu feudo. Parecia que o yokai sapo estava mais preocupado que ele, que certamente teria que dar uma boa explicação para o imperador sobre a luta que travou contra o feudo Leste sem o consentimento do parlamento. – Humph! – Ele não ligava para aqueles burgueses idiotas que só queriam saber de ouro... Isso nunca foi necessário para ele, Sesshoumaru.

Ao sentir a rajada de vento forte passando por seus cabelos, percebeu que a brisa não só trazia folhas secas do Leste, mas trazia o cheiro indescritível de Rin, que parecia estar em perigo por conta da tempestade que se aproximava. Sesshoumaru tentou ignorar com todas suas forças o cheiro que insistia passar por suas narinas, chegando ao ponto de tampar o próprio nariz com a mão para não ter que sentir o cheiro adorável de sua pupila. Naquele momento, sua mente começou a trabalhar com muita rapidez, ele não sabia se esmurrava a próxima árvore que via ou se matava Jaken por está falando de mais. Sesshoumaru cerrou os olhos com força e apoiou sua mão em uma árvore.

Ele não estava mais conseguindo ignorar todo aquele fardo. Para ele seguir enfrente teria que ter uma longa conversa com Rin... Afinal, ele não tinha se despedido corretamente dela, não que aquilo fosse uma obrigação, mas ele se sentia culpado, por deixá-la tão aflita, por deixá-la correndo perigo constante. Afinal, ele também queria ouvir dela muitas coisas e até mesmo um sermão, ele precisava conversar com ela, ele... Precisava protegê-la.

– Sesshoumaru-sama, eu estou preocupado, devemos apressar o passo, logo, logo, o Imperador Imagawa irá chegar as Terras do Oeste.

– Jaken! – chamou Sesshoumaru voltando ao normal. – Vá até o castelo e enrole Imagawa.

– Mas... Sesshoumaru-sama isso...

Sesshoumaru não respondeu e começou a andar no sentido oposto, aumentando a velocidade de seus passos como se realmente estivesse com pressa.

– SESSHOUMARU-SAMA! – Gritou o servo. Porém, o amo não respondeu. – É sempre assim, Sesshoumaru-sama sempre me deixa para trás.

-x-

Rin percebeu que os ventos tinham parados e que a tempestade não despencara sobre aquele local. Viu que aos poucos a luz da lua aparecia timidamente sobre a floresta iluminando parcialmente uma trilha, curiosa e sem acordar Dalila, Rin caminhou por uma pequena trilha que levava a um lugar um tanto especial. Era um grande campo de pequenas flores nas mais variadas cores, no começo ficou encantada, pois logo o inverno chegaria e mesmo assim as pequenas plantinhas estavam resistindo intensamente ao frio. Sorriu e caminhou até o meio do grande campo de flores, ali o vento soprava com mais intensidade, fazia com que seus cabelos dançassem harmoniosamente numa valsa contagiante, o cheiro era único, os pós de pólen envolviam Rin de maneira quase mágica. Era muito perfeito!

Hime-san pegou uma flor e ficou ali admirando aquele local. Próximo dali havia um deserto rochoso, um lugar onde realmente queria ir.

Fazia tempo e não se lembrava com perfeição daquele dia. Fechou os olhos e tentou revê a cena em sua mente.

"Oh, tem uma caverna ali!" – Naquele momento, tudo não passava de uma brincadeira. Sesshoumaru mandou-os se afastar e sacou sua espada dando um golpe na "caverna". Depois que toda coluna rochosa caiu no chão, totalmente destruída o grande monstro apareceu. O yokai Moryo-maru com sua nova armadura afrontou Sesshoumaru. Travaram uma batalha e quando Rin se deu conta: a espada do jovem yokai estava quebrada. "Oh! Toukijin!" "Quebrou?" Logo depois o yokai fugiu por se sentir ameaçado, até mesmo o jovem daiyokai estava indo atrás de algo: "E a sua espada?" "Não tenho interesse em uma espada quebrada".

Mesmo tendo Jaken ao seu lado lamentando a quebrada da espada ou o fato que seu Lorde havia o ignorado, tudo aquilo estava passando despercebido por seus olhos castanhos, afinal algo lhe chamou a atenção: "Uma flor?" Encima da espada quebrada estava uma pétala de flor vermelha, o que na verdade, era apenas sangue manchando a pétala branca. Sem que o yokai sapo percebesse começou a cavar, enterrou a espada quebrada e alguns fragmentos que estavam ali perto, colocou uma rocha para identificar aquele local e com certeza voltaria anos mais tarde para recuperar aquela relíquia.

Rin abriu os olhos vendo cada minúsculo detalhe daquele local, naquele mesmo dia Kagura havia morrido. Não tinha certeza naquela época, mas toda vez que via seu tão idolatrado senhor perto daquela yokai sentia uma espécie de repulsa. Como... Ciúmes. Sempre lhe faltavam palavras para descrever tamanha aflição quando via aquela mulher, e quando soube de sua morte sentiu-se aliviada e ao mesmo tempo triste, pois seu amo foi vê-la em seu último suspiro. "Ela estava sorrindo". Ele comentou certa vez...Esmagou a pequena e inocente flor colocando nela todas as suas forças.

Ele também sentia compaixão por Kagura... Ele também gostava dava dela e agora... Rin estava ali. No tão precioso santuário daquela, que um dia também tomou a atenção de Sesshoumaru. Aquilo só podia ser maldição! Amar alguém tão egoísta só podia ser uma maldição. Sem querer, suas lágrimas começaram a despencar, odiava toda vez que se encontrara naquele estado. Sesshoumaru não merecia o amor que sentia por ele.

Deixou que os pedaços esmagados da flor caíssem no solo, a partir daquele momento seria uma pessoa melhor, iria atrás de Yuri, iria mostrar ao próprio senhor das Terras do Oeste que ela era muito forte, que sim, ela, por mais que fosse humana, era digna de estar ao seu lado.

E ainda com olhos cheios de lágrimas olhou para trás. As lágrimas aumentaram, mas não caiam no chão e sim flutuavam como cristais devido à brisa que sobrava naquele local. – Kagura? Você está aqui também? – perguntou-se mentalmente a jovem humana.

E sem esperar nenhum minuto correu para aqueles braços que lhe esperavam...

-x-

Dalila abriu os olhos lentamente, olhou para o pé da grande árvore e viu que sua princesa não mais se encontrava ali. Voltou a sua forma humana e desceu do galho onde estava. Chamou-a por diversas vezes e sentiu o ar lhe faltar por alguns instantes quando percebeu que havia uma trilha, seguiu o caminho com a mão no coração que batia aceleradamente, foi quando chegou mais perto viu: Sua princesa abraçada com um daiyokai. Ela chorava e ele apenas ouvia calado seu pranto. Dalila colocou a mão na boca pelo tamanho susto.

Nunca imaginou que sua princesa nutria algo pelo Lorde das Terras do Oeste e apesar de ter descoberto isso não gostou nada do que estava presenciando. Aquele era um tipo de "amor" impossível, yokais odiavam se envolver com humanos... Conhecia bem a fama do daiyokai das terras do oeste, todos diziam que ele odiava os humanos...

– Eu tenho certeza é que o senhor das terras do oeste... – disse num sussurro. – Há uma meia lua em sua testa... – Dalila escondeu-se atrás de uma árvore e disfarçou o seu cheiro para que o Lorde não lhe visse. Seu rosto aqueceu e seu coração disparou, fechou os olhos e tentou controlar as batitas de seu coração, mordeu o lábio inferior e deu mais uma olhadinha no casal.

Mas, para sua surpresa, eles não estavam ali. – Onde é que eles foram? – perguntou-se. – Nada bom, nada bom...

Apesar de ser fiel a Rin, ainda tinha sua missão a cumprir e uma delas era proteger Hime-san de qualquer yokai e agora, a princesa encontrava-se nos braços de um daiyokai. Dalila voltou para a grande árvore e sentou-se em uma de suas raízes. Juntou as pernas ao corpo e colocou a cabeça no meio delas.

– Hime-san...

-x-

Rin não soube dizer ao certo por quanto tempo ficou abraçada com Sesshoumaru, ou quando suas lágrimas pararam de cair, afinal ela podia demorar milênios ali, pois ele estava a segurando, abraçando-a firmemente ouvindo seu coração, ouvindo suas lágrimas que diziam tudo... Também não se deu conta de quando apagou. Chorou tanto, tanto que até dormiu no ombro de Sesshoumaru. De fato, aquilo parecia um sonho para ela.

Acordou meia tonta numa caverna longe do local onde estava. Ela dormia sobre uma espécie de pele, a mesma que o Sesshoumaru usava em seu ombro direito. Estava de lado olhando a paisagem pelo lado de fora da caverna com uma mão acariciando aquela pele fofinha.

– Fico mais aliviado que esteja acordada.

Rapidamente Rin ergueu-se, olhou para mesma direção de onde vinha a voz. Seus lábios estavam entreabertos pelo susto, aquilo definitivamente não era um sonho. Suavizou sua expressão e analisou o rosto de seu senhor. Sesshoumaru encontrava-se sentado a sua frente. Ele apoiava um braço sobre uma perna e olhava para fora da caverna, talvez analisando a paisagem assim como ela também fizera alguns momentos atrás. Ele tinha um olhar distante, preocupado e ela também não podia descartar a possibilidade também dele estar triste.

– Não vai falar nada? – ele perguntou preocupado.

– Desculpa por ter manchado seu quimono com minhas lágrimas... – respondeu num fio de voz.

– Humph! Eu esperaria ouvir outra coisa de você... – foi então que ele desviou seu olhar da entrada da caverna e fitou Rin intensamente.

Seus olhos, na verdade, seu olhar estava doce, brilhava como uma estrela refletindo a cor âmbar de suas íris. Ele estava calmo e ao mesmo tempo instigado, como se tivesse milhares de palavras presas em sua garganta. De fato, esse era o estado atual de Sesshoumaru. Nunca em sua vida sentiu tamanha necessidade de falar, de dialogar com alguém, na verdade, nunca sentiu tamanha vontade de falar com Rin.

– O que você esperava? – ela perguntou ainda com receio de tudo aquilo ser um sonho.

– Pensei que iria brigar comigo... Pensei que iria me fazer milhares de perguntas...

Ela iria. Era por isso que estava indo às Terras do Oeste, para lhe questionar, para saber o motivo de tê-la abandonado, mas, agora, com ele ai, na frente dela, dando-lhe toda a sua atenção ela não conseguia simplesmente colocar as palavras para fora. Juntou suas pernas ao seu corpo e colocou a cabeça entre elas. Apertou os lábios com força sentindo o sangue começar a transbordar. Não iria chorar e não iria fraquejar mais... Jurou para si que seria forte, mas era uma missão impossível.

– Pensei que não quisesse mais me ver... Pensei que me deixando na vila de Inuyasha você poderia caminhar mais rápido para seu próprio objetivo...

Sesshoumaru apertou sua mão em punho, fazendo com que suas garras penetrassem em sua pele.

– Desculpa...

– Por que está se desculpando Rin? – ele perguntou sério e firme.

– Por ter sido um fardo muito grande para você... Não queria te causar problemas, na verdade eu não via os problemas antes como os vejo agora... Eu pensei que iria ficar para sempre ao teu lado, assim como Jaken. Que tola eu sou! – sorriu ironicamente. – Somos de mundos diferentes... Nunca daria certo...

Sesshoumaru rosnou. Por que ela estava falando aquilo agora? Será que ela não via que aquilo feria ele também?

– Vejo que viu que as coisas não são tão simples. Aprendera uma lição valiosa...

– Sim, seria uma tolice achar que o Senhor das Terras do Oeste se importa com uma mera humana... – Rin ergueu a cabeça para encará-lo e viu que ele fazia o mesmo.

Ele se levantou e se aproximou de Rin. Abaixou-se ficando centímetros de seu rosto. Ergueu sua mão e tocou no rosto de Rin, aproximou-se mais e perguntou-lhe:

– Seus lábios estão cheios de sangue, se me permite... Posso?

O coração de Rin disparou, seus lábios estavam entreabertos, é claro que ele não podia fazer aquilo e com suas últimas forças o parou, empurrando seu corpo de leve. O lorde então percebeu, afastou-se um pouco e desviou o olhar.

– Não vou te forçar a nada...

Umedeceu os lábios e limpou o sangue que tinha ali. Sorriu por uns instantes, achando-se corajosa... Não seria tão fácil para ele tê-la assim... Só chegar e achar que pode... Nem os homens da vila conseguiram essa façanha e não seria ele que teria um privilégio assim. Não sem receber algo em troca.

Decepcionado, Sesshoumaru levantou-se. Nunca imaginou ser negado por ela. Justo ela... Mas, não poderia simplesmente ir sem dizer aquilo, dizer para ela que todos seus pensamentos estavam errados, assim como ele mesmo pensava... Ele precisava dizer, dizer que desde que conhecera, ela era a única pessoa que se tornou importante para ele... Levantou-se, iria embora, não ia questão de dizer, não havia porque se importar.

"Tolo!" – disse a si mesmo. – "Rin é a única que és digna de saber tudo que se passava em sua mente".

E antes de deixá-la só, ele parou e sem olhá-la falou baixo para somente ela ouvir, para somente ela ver o quão era fraco diante daquelas coisas que odiava pensar.

– Você tem que saber de uma coisa Rin. – pausou uns três segundos e prosseguiu. – Saiba que você é muito importante para este Sesshoumaru.

Esse turu, turu, turu aqui dentro

Que faz turu, turu, quando você passa

Meu olhar decora cada movimento

Até seu sorriso me deixa sem graça.

Rapidamente Rin levantou-se e correu em direção ao Lorde. "Eu não sei se eu estava fazendo a coisa certa, mas eu não podia simplesmente ignorar aquilo" E antes que ele voasse para longe dali, Rin pegou no seu braço, fazendo-o parar e olhar para ela assustado. Como ela era rápida!

– Eu... – umedeceu os lábios e continuou falando. – Eu só precisava ouvir isso. – naquela hora Rin não conseguiu mais segurar as lágrimas. – Você também é muito importante para mim.

Ela soltou seu braço, ficou em sua frente e ergueu suas mãos até encostar a seu rosto pálido. Segurou-o e olhou intensamente. Aproximou-se e sem pedir permissão selou seus lábios nos dele.

Nunca se imaginou naquela situação com uma humana. Nunca se viu dominado por um ser tão frágil, mas ao mesmo tempo em que se pegava pensando naquilo via que Rin era diferente. Ela não era humana, ela era um anjo que caiu do céu só para salvá-lo do próprio abismo que estava fazendo, da própria cova que estava cavando para sua morte. Ela estava lhe livrando do inferno que lhe aguardava... É... Seu pai tinha toda razão. Precisava proteger Rin, para poder se salvar...

Se eu pudesse te prender

Dominar seus sentimentos

Controlar seus passos

Ler sua agenda e pensamento

Mas meu frágil coração

Acelera o batimento

E faz turu, turu, turu, turu, turu, turu tu.

Seus lábios uniram-se e suas línguas dançavam uma valsa harmônica. Cessou o beijo, colou sua testa na dela e fechou os olhos assim como ela. Aquilo podia ser loucura, ele estava delirando. O cheiro dela, o cheiro de rosa, dominava o local o embriagando, o dominando, prendendo-o naquele momento de paz. Tocou-lhe os lábios novamente, mas foi rápido, pois queria sentir outras partes também. Beijou seu pescoço arrancando lhe gemidos que mais pareciam canções aos seus sensíveis ouvidos. E quase cego de desejo e paixão acumulados durantes anos resolveu que não resistira mais. Pisaria em seu orgulho, em seu ego e se renderia aquele sentimento. Iria provar do pecado que seu meio-irmão e seu pai tanto falavam, tanto protegiam.

Pegou Rin pela mão a levanto até a pele macia que ainda estava no canto da caverna. Deitou-a com carinho e tirou a mexa do cabelo que estava em seu rosto colocando atrás da orelha. Foi quando viu que Rin tinha lágrimas nos seus olhos. Não entendia porque ela chorava, suspirou e perguntou no pouco de juízo que ainda lhe restava.

– Por que choras?

– Nunca me imaginei nessa situação... – respondeu sorrindo. – Eu estou feliz que não me odeia...

Ele sorriu, ficou feliz por ela e por ele... Novamente tomou os lábios de sua Rin e deixou que a paixão lhe dominasse por completo. Ele tirou a armadura para não feri-la e voltou a lhe fazer carinho no pescoço, ela passava as mãos em suas madeixas arranhando de leve sua nuca deixando-o mais excitado.

Se esse turu tatuado no meu peito

Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito

Deixa sua marca no meu dia-a-dia

Nesse misto de prazer e agonia.

Não tinha mais volta, tanto para ele, tanto para ela... Aquele momento iria marcar algo na vida dos dois para sempre.

Ele estava cego, assim como ela. Com sensualidade tratou de se livrar do obi de Rin e assim que conseguiu colocou-a sentada sobre seu colo. Tirou vagarosamente o quimono fazendo com que o mesmo caísse de seu ombro de forma sensual e quase erótica, nunca na vida se sentiu tão pervertido. Cobriu-a com seus beijos quentes e úmidos arrancando suspirou de Rin que segurava seu cabelo. Desceu e desceu, chegou até o seio dela. Segurou com uma mão e tomou-lhe, sugando com força arrancando altos gemidos de Rin. Voltou a olhar para sua princesa e tomou-lhe os lábios novamente e enquanto a beijava uma mão boba passava por cada centímetro de seu corpo, contornando as curvas que ela tinha chegando até o local almejado.

Ela estava excitada e muito molhada. Abriu as pernas dela e colocou um dedo dentro dela. Encerrou o beijo e olhou-a.

– Você é virgem. – afirmou. – Realmente vai me dar essa honra?

– Se não fosse com você não seria com ninguém... – ela o puxou para mais um beijo. – Sesshoumaru... – ela o chamou sem a reverência. – Por favor, não hesite...

Ele continuou a beijá-la e colocou outro dedo dentro dela fazendo-a gemer de prazer. Novamente a deitou e começou a tirar a própria roupa. Ele não iria hesitar e nem tampouco decepcioná-la, se ele era o primeiro na vida dela, teria que impressioná-la. Já que aquele momento era único.

Tomou-lhe o seio outra vez, lambendo e sugando o mamilo que estava rígido. Sua mão desceu novamente para aquela cavidade úmida e quente que emanava um líquido que mais parecia mel para ele. Mel esse que ele estava louco para provar. Desceu com os beijos até perto de sua vagina, abriu as pernas dela e começou a lamber, a sugar o mel que era derramado por sua Rin.

Ela segurava seu cabelo puxando e até empurrando, gemia e suspirava, apertava os lábios para se reprimir, mas era quase impossível. Foi quando ele parou e voltou a ficar encima dela, tocando-lhe os lábios para que ela mesma pudesse provar o seu sabor.

Rin tentou sair daquela situação, queria também dar prazer ao seu amo, mas sempre que tentava escapar Sesshoumaru a empurrava para baixo novamente a impedindo de fazer qualquer coisa, achou-se injustiçada por um momento, mas tentou se contentar.

Nem estou dormindo mais

Já não saio com os amigos

Sinto falta dessa paz,

Que encontrei no seu sorriso

Qualquer coisa entre nós,

Vem crescendo pouco a pouco

E já não nos deixa sós

Isso vai nos deixar loucos...

Ele colocou suas mãos para trás e entrelaçou seus dedos nos dela encostou sua testa na dela e tentou ser o mais gentil possível quando começou a penetrar naquele lugar totalmente desconhecido.

Era quase surreal. Ela não podia acreditar que realmente estava se envolvendo com a pessoa que mais admirava em sua vida.

Quando finalmente ele alcançou o seu hímen rompendo-o e liberando uma pequena quantidade de sangue se sentiu amada e desejada. Doía, e como doía, olhou para Sesshoumaru que se encontrava preocupado e as lágrimas tomaram novamente seu rosto. Apertou a mão de Sesshoumaru transmitindo segurança, de que estava tudo bem e que ele podia prosseguir.

No começo era lento, como se ele fizesse aquilo apenas para ela se acostumar com o novo corpo estranho. E quanto mais eles se envolviam na sensação prazerosa e erótica, mais ele acelerava o movimento sendo refletidos por suspiros e gemidos de ambos. Sessshoumaru soltou as mãos de Rin virando-a de costas, deitou sobre ela e penetrou novamente, aumentando cada vez mais as estocadas.

Ela pronunciava seu nome, chamava por ele, desejando que ele fosse mais fundo possível, como o mesmo estava tomado pelo desejo da paixão, obedeceu ao chamado de sua fêmea. Novamente trocou de posição deixando ela de quatro, pareciam até animais no cio. Quando mais forte e rápido mais ele sentia o corpo de sua queria mulher falecendo indicando que a qualquer momento ela chegaria ao ápice do prazer, então teve que aproveitar cada segundo daquele momento. Mudou outra a posição colocando de frente para si, deitou-a e penetrou. Segurou sua mão e falou em seu ouvido: "Amo-te". Naquele momento Rin chegou no seu limite, gozando prazerosamente e logo em seguida Sesshoumaru também gozou. Derramou dentro dela o líquido quente implantando várias sementes no útero de Rin e mesmo que isso trouxesse consequências ele não ligava, ele só queria aproveitar.

Rin arregalou os olhos, não era da personalidade de Sesshoumaru demonstrar algum tipo de sentimento, realmente até ela estava estranhando o seu senhor. Estaria ele bêbado? Louco? Como pudera dizer palavras que seriam um tabu para o próprio? Bem, pelo menos ela sabia e sentia que aquelas palavras não eram vazias e que a probabilidade que escutá-las novamente seriam quase nulas.

Ele desmoronou sobre ela. Rin o abraçou e apoiou a cabeça dele sobre seus seios. Com um das mãos e com certa dificuldade pegou a parte de cima do quimono do mesmo e embrulhou-os.

Rin fechou os olhos tentando inutilmente fazer com que seu coração parasse de bater tão velozmente. Mas, era em vão. Já Sesshoumaru estava adorando escutar as batidas descompassadas do coração de Rin. Sorriu timidamente e fechou os olhos. Não havia necessidade de trocarem palavras, apenas precisavam repor suas energias, para talvez, uma próxima rodada.

Se é amor, sei lá...

Só sei que sem você, parei de respirar

E é você chegar

Pra esse turu, turu, turu, turu, vir me atormentar

Passou uma mão nos cabelos de Sesshoumaru, ele parecia satisfeito e ao mesmo tempo cansado. Foi então que muitas imagens começaram a passar em sua cabeça rapidamente, imagem que sucederam a sua queda da colina. Quando provavelmente havia perdido a memória. Sim... Agora tudo fazia sentido. Tinha sido igual ao dia que se conheceram... Ele estava ferido novamente debaixo de uma árvore. Disse que no o conhecia e tiveram uma leve discussão... Então, estava com ele... Ele que estava reparando-lhe. Sorriu, estava feliz... E talvez se não tivesse recuperado a memória estaria migrando para as Terras do Oeste com ele...

Sua respiração tinha voltado ao normal. Estava tranquilia e apreciava o momento. Também podia ouvir a respiração de Sesshoumaru. Ele realmente estava dormindo? Não! Não podia acreditar. Foi quando o mesmo ainda sonolento saiu de dentro dela e de cima dela, afinal nem tinha se dado conta que ele ainda havia continuado dentro dela. Ele a fitou e depois deitou-se do seu lado. Puxou-a para um abraço apertado, colocou seu braço debaixo da cabeça dela e com o outro a abraçou fazendo com que os dois ficassem de conchinha.

– Rin... – ele sussurrou perto do ouvido dela. – Não me acorde até o dia amanhecer... Eu... Eu realmente estou cansado, preciso repor minhas energias...

Ela balançou a cabeça e ele voltou a dormir.

Rin realmente não estava acreditando que presenciaria aquele momento único! Sesshoumaru dormindo! Era até engraçado. Foi quando se tocou de uma coisa. Seu Lorde sempre fora uma pessoa resistente. Nunca desanimava e nunca ficava cansado. Ele não estava cansado não apenas pelo fato deles terem transado e sim por outras coisas que ela supostamente nunca iria saber. Ele estava ferido, muito ferido naquele dia no bosque. O que indicava que havia lutado, mas contra quem? E para refi-lo tão gravemente, foi porque o seu inimigo era realmente poderoso. Mas, quem faria isso? – Rin inclinou a cabeça para ver Sesshoumaru e viu as olheiras, o rosto pálido e parecia que ele havia emagrecido. Como era idiota! Agora que viera perceber tudo.

Parecia que seu senhor estava passando por problemas, grandes problemas, pois ele se encontrava carente, muito solitário, estava tão necessitado que chegou ao ponto de se entregar a ela, uma mísera humana, ao ponto de buscar apoio em suas mãos, ao ponto de se desvincular da realidade para apenas se sentir melhor. – Rin passou uma mão sobre seu rosto pálido e buscou respostas, mas nada vinha. Também não queria ouvi-las, queria apenas ficar ali com ele, lhe apoiando... Dando-lhe forças para prosseguir.

Eu desisto de entender

É um sinal que estamos vivos

Pra esse amor que vai crescer

Não há lógica nos livros

E quem poderá prever

Um romance imprevisível

Com um turu, turu, turu, turu, turu, turu, tu

No fim das contas, a grande tempestade não veio e deu lugar a uma noite fria com nuvens e com uma pequena participação da lua. Rin não conseguiu dormir, tentou várias vezes, mas não conseguiu. Viu que o sol demorou a nascer e até estranhou. Tentou se desvincular do abraço de Sesshoumaru e depois de umas cinco tentativas inúteis conseguiu. Vestiu o seu quimono e foi até a entrada da caverna. Quando olhou para baixo sentiu um pouco de medo... Se Sesshoumaru tivesse ido embora ontem? Como ela iria descer de um lugar tão alto como aquele. Arregalou os olhos e colocou uma mão em seu coração. Foi quando sentiu algo tocando sua cabeça e então olhou para cima.

Eram flocos de neve, vários deles que caiam sobre a floresta e sobre ela. Era muito bonito. Havia presenciado o inverno várias vezes, mas daquela vez era especial e totalmente diferente.

Untou suas mãos em cuia e deixou que um floco de neve caísse ali.

– Olhando a neve? – perguntou Sesshoumaru atrás dela totalmente vestido.

– Veja só como é lindo o inverno. – Rin virou-se para Sesshoumaru e mostrou suas mãos cobertas de neve. – Branco, frio e delicado... Parece com você.

– Está me associando ao um floco de neve?

– Talvez. – sorriu. – Dormiu bem, você realmente parecia cansado.

– Sim, dormi bem. – Sesshoumaru desviou o olhar de Rin e mirou a paisagem. – Vamos?

– Sim! Temos que sair daqui, se não ficaremos ilhados aqui! – sorriu.

– Não foi isso que eu perguntei...

– Não? – ela o interrogou, curiosa.

– Você vai voltar comigo para as Terras do Oeste?

Rin baixou a cabeça e abriu a cuia que havia feito com as próprias mãos fazendo com que a neve caísse no chão. – Não... – ela respondeu. – Não quero voltar com você para as Terras do Oeste.

Sesshoumaru ficou calado tentando buscar respostas àquela negação, será que o que passaram na noite anterior não valeu de nada?

– Por quê? – ele não resistiu ao próprio questionamento.

– Eu tenho umas coisas para resolver, para colocar em ordem... Eu realmente tenho que fazer isso e tenho que fazer sozinha.

– Entendo... – na verdade, ele não entendia. Ele queria saber que problemas eram aqueles, mas claro que não a obrigaria a nada. – Então me deixe leva-la até o local onde estava antes...

– Com certeza, até porque não sei se seria capaz de descer daqui sem ajuda.

Alguns minutos depois os dois estavam em terra firme, vendo como o inverno mudava o ambiente radicalmente de uma hora para outra. Estava nevando pouco, mas já era capaz de deixar um extenso tapete branco por onde caísse. Rin saltitava e corria por entra a neve, sentia-se uma garotinha novamente, sorria e ria com aquela situação, afinal nunca se sentira tão feliz.

– Sesshoumaru-sama! – ela o chamou.

– Sim.

– Eu sempre fiquei curiosa por uma coisa... Aconteceu uma vez com Shippou, mas eu não sabia se podia acontecer com qualquer yokai, perguntei de Inuyasha-sama, mas ele simplesmente riu da minha cara.

– Qual é sua curiosidade? – ele foi direto ao ponto, já não suportando aquela ladainha.

– É verdade que todas as vezes que um yokai arranca um dente nasce outro instantaneamente outro no lugar?

Sesshoumaru evitou uma risada, tinha razão para seu meio-irmão ter rido dela, não pela pergunta, mas como ela perguntava e pela sua expressão de inocente. Certamente era uma criança no corpo de uma mulher.

– Quer ver com seus próprios olhos?

– Sim, sim, sim! – Rin se aproximou de Sesshoumaru e viu que o mesmo começou a arrancar o próprio canino com certa dificuldade, fez uma careta de pavor e perguntou: – Isso não dói?

– Não, nenhum pouco. – Disse já com o dente em suas mãos.

Rin pegou o dente e depois olhou para o Lorde, então pôde ver que no lugar do antigo dente estava nascendo outro, na hora! – Sugooooi! Que lindo! A natureza yokai é realmente maravilhosa! – seus olhos brilhavam de tanta emoção...

– E agora? O que pretende fazer com esse dente?

Então se tocou que estava abraçada com aquele tão precioso dente. – Talvez, fazer um colar. – ela disse ainda olhando o canino.

Sesshoumaru então arrancou sete fios de cabelo e tirou o dente das mãos de Rin. Furou com sua garra um pequeno buraco na cabeça do dente e passou os fios por lá. Mandou Rin virar e colocou em seu pescoço o seu novo presente.

Não era um quimono de seda ou uma presilha feita de pedras preciosas, mas certamente era muito mais valioso que qualquer ouro que poderia dar a ela.

– Arigato... – agradeceu. – Ficou lindo, mas... São fios de cabelo, podem ser quebrados...

– Tente então. – Rin obedeceu e viu que os fios de cabelo do Sesshoumaru eram como aço, super-resistentes. – Obrigada Sesshoumaru-sama. – sorriu abertamente.

Aquilo aqueceu o coração o Lorde, era tudo que ele mais queria, era o sorriso de Rin.

Caminharam lado a lado, conversando sobre várias coisas até que chegaram na trilha onde havia encontrado Rin. Olhou-a intensamente pegou em seu rosto e trouxe até si, beijou sua testa e se despediu. Foi rápido e logo ela já estava há quilômetros dali.

-x-

Sorriu... Nada podia substituir aquele momento, nada podia modificar o dia mais feliz da sua vida. Andou pela trilha e encontrou Dalila aflita...

– Hime-san! – correu para abraçá-la. – Onde esteve? Fiquei realmente preocupada com você!

– Não precisa se preocupar, eu estava em boas mãos...

– Você parece feliz... Oh! O que isso em seu pescoço? Um colar feito de canino? Quer dizer de um inu-canino.

– É, talvez. Bem, vamos? Precisamos chegar naquele local que te falei, lembra?

– Hai.

Rin andava na frente e dois passos atrás vinha Dalila a seguindo como uma boa serva. Foi quando Dalila olhou uma coisa que realmente chamou sua atenção.

Havia uma linha vermelha que formava um laço no dedo mindinho da mão esquerda de Rin. Esse fio se estendia por debaixo da terra e parecia ser bem resistente.

– "Ué... Será que estou vendo coisas? Não! Não! Essa é a Linha Vermelha do Destino."

Notas finais
Nota da autora: Demorei muito meus queridos leitores lindos? Eu acho que não! *-*/ Bem, quero saber se gostaram do capítulo. Sei que o meu hentai não é lá grandes coisas, mas eu tentei... Gosto de coisas sutis... Claro que tem gente que faz muito melhor! Hehehehe.
A música que vocês puderam ver na fanfic foi "Quando você passa (Turu Turu) Sandy & Junior." Confesso que foi a música que me inspirou para esse capítulo.
Também tivemos leves spoliers do capítulo 2 de Inuyasha Kanketsu Hen O Vento de Kagura.
O que também vai fazer vocês preverem o próximo capítulo que está pronto! :) Sim, sim ele está. HÁ! Vou deixar uma prévia para vocês.
Prévia:
Capítulo 11: Toukijin Parte I.
Agora sim! sorriu a dama. Dalila. Vou pedir a você um grande favor. Quero que me espere no campo cheio de flores que tem depois da colina. Onde o sol se põe. Fique lá e descanse, eu ficarei bem.
Hime-san, eu vou com você. Não tem problema.
Não! Eu vou sozinha eu sei me cuidar e além do mais... Este assunto terá que ser resolvido por minha conta. Sem ajuda de ninguém. sorriu docemente e caminhou até o bosque rumo ao norte.
-x-
Em suas mãos e sobre um pano de algodão estavam os pedaços daquela que um dia fora uma espada poderosa. Não lembrava ao certo da história, mas se recordava vagamente, talvez pelas conversas que ouvira, que aquela espada fora construída por Kaijinbou, um ex-aluno de Toutousai, que por fazer espadas malignas fora banido. A espada fora feita pelas presas do oni Goshinki, uma das crias de Naraku que foi capaz de quebrar a Tessaiga. Seu poder era sombrio e controlador, não foi à toa que matara seu próprio criador.
-x-
Desculpa. Você é a Kagome? falou Yuuki olhando fixamente para miko a sua frente.
Sou sim...
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Espero que saiba Lorde Sesshoumaru das consequências que você provocou.
Com certeza Imperador Imagawa.
Seu título, será suspenso por 30 dias. falou o velho homem acariciando sua grande barba branca. Como ele era nojento, pensava Sesshoumaru.
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Creio que tenho uma novidade para você, Soounga... Os cavaleiros negros não fizeram um bom trabalho, mas uma yokai conseguiu fazê-lo plenamente, tanto ela quanto seu irmão. Dalila, entregou a localização de Rin e Yuuki conseguiu a confiança de Kagome.
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Espero todos no capítulo 11. Deixem reviews e quem sabe sábado que vem eu já posto o capítulo! *-*
Beijos & Abraços,
Bulma Buttowski.