Sacrifices of a Lord

11 Toukijin – Parte I.


Notas iniciais
ps.: Se tiver algum erro de digitação peço que compreendam!
Beijinhos, beijinhos e uma ótima leitura.

As lembranças da noite anterior ainda estavam frescas em sua mente.

Os beijos cálidos, a pele macia, os gemidos e a troca de calor entre os corpos. Tudo agora fazia parte de uma bela lembrança. E mesmo que esse momento tivesse no passado, Sesshoumaru ainda sentia o cheiro de rosas vermelhas de Rin grudado em seu corpo. Sorriu timidamente e caiu na real. Agora, quando estava perto de seu palácio, que se dera conta que havia quebrado o maior tabu de sua vida. Havia se deitado com uma humana. Não que fosse uma humana qualquer já que se tratava de Rin, mas era uma humana.

Parou de andar e fechou os olhos.

– Não pode ser... – refletiu e rangeu os dentes.

-x-

O dia tinha sido longo. Havia caminhado até um lugar meio que desértico. Era um lugar quente no verão, rochoso e tinha bastante areia. Lembrava muito bem daquele local... Perto de uma grande rocha parou, olhou para o chão e sentou-se. Foi ali que há muito tempo atrás havia enterrado os pedaços daquela que um dia fora uma grande arma.

Cavou com as mãos nuas e desenterrou o seu tesouro. Abriu o lenço e colocou lá os pedaços cuidadosamente. Olhou para sua companheira de viagem e sorriu.

– Agora sim! – sorriu a dama. – Dalila. Vou pedir a você um grande favor. Quero que me espere no campo cheio de flores que tem depois da colina. Onde o sol se põe. Fique lá e descanse, eu ficarei bem.

– Hime-san, eu vou com você. Não tem problema.

– Não! Eu vou sozinha eu sei me cuidar e além do mais... Este assunto terá que ser resolvido por minha conta. Sem ajuda de ninguém. – sorriu docemente e caminhou até o bosque rumo ao norte.

Dalila sorriu e seguiu as orientações de sua princesa.

– Se é o que deseja... – curvou-se e seguiu até o campo de flores depois da colina onde o sol se deitava.

Ao entrar no bosque Rin sentiu o medo percorrer por toda sua espinha, mas tentou ignorar. Fechou os olhou e analisou toda a situação...

Em suas mãos e sobre um pano de algodão estavam os pedaços daquela que um dia fora uma espada poderosa. Não lembrava ao certo da história, mas se recordava vagamente, talvez pelas conversas que ouvira, que aquela espada fora construída por Kaijinbou, um ex-aluno de Toutousai, que por fazer espadas malignas fora banido. A espada fora feita com as presas do oni Goshinki, uma das crias de Naraku que foi capaz de quebrar a Tessaiga. Seu poder era sombrio e controlador, não foi à toa que matara seu próprio criador.

A espada era invencível, seus poderes eram incríveis e fascinantes, mas foi numa luta contra casca dura de Moryo-maru que a querida criação de Kaijinbou faleceu. Analisando agora, foi a compaixão impulsiva de seu mestre que a quebrou. Que quebrou a formidável...

Toukijin...

Toukijin era formada pelos sentimentos de fúria, raiva e vingança que se mantinha dentro do coração do jovem Lorde, porém depois de um tempo esses sentimentos não existiam mais no peito do seu domador, ele dera lugar a um sentimento chamado compaixão e isso enfraqueceu a espada e por fim quebrar e separar-se eternamente de seu Lorde.

Um fim triste para uma espada maravilhosa.

A dama andava pela floresta na escuridão da noite, sendo guiada somente pela luz da lua e pelo seu "sexto sentido". Por alguma razão desconhecida a mente da dama fora instruída a fazer aquilo. Por algum motivo, sua razão estava sendo dominada, seu coração gritava de dor e medo, mas nenhum membro do seu corpo dava atenção a isso.

A senhorita com seu olhar tão distante passava pelo bosque despercebida como um fantasma a vagar, então ela chegou.

Na caverna sombria e perto do pântano era o lugar onde o ferreiro morava.

-x-

As grandes portas de ferro foram apertas com certa lentidão, a carruagem passou por entre os soldados que bateram em continência ao ser mais poderoso de todo território japonês. Ao chegar perto da porta principal que dava acesso ao salão principal do palácio o Imperador Imagawa desceu da carruagem sendo seguido pelo seu conselheiro real.

Na escadaria a pessoa que Imagawa queria encontrar deu espaço apenas para ser o insignificante de nome Jaken, primeiro ministro do Feudo Oeste.

– Onde está Lorde Sesshoumaru? – foi direto ao ponto o imperador.

– Peço minhas desculpas ao Imperador Imagawa. – Jaken curvou-se perante o Imperador dando suas devidas desculpas. – Sesshoumaru-sama não se encontra no feudo atualmente.

– Por um acaso o aviso chegou atrasado ao Feudo Oeste? – perguntou raivoso o Imperador.

– Não senhor, só que...

– Só que o quê, Jaken? Por um acaso seu Lorde encontra-se numa batalha?

–... Imprevistos acontecem, Majestade. – justificou-se o pequeno yokai sapo.

– E eu com isso? – ergueu uma sobrancelha. – Quero Sesshoumaru aqui e agora, encontre-o rapidamente. Vá!

– Sim senhor! – Jaken levantou-se e correu para fora das grandes muralhas do palácio.

A caminho dali, Sesshoumaru vinha refletindo sobre tudo que tinha acontecido com ele na noite anterior e pouco se importava com seu devido comparecimento ao Feudo Oeste.

Apenas se deu conta quando ouviu aquela voz irritante de seu servo chamando-lhe por todos os lugares. Arregalou os olhos, parou no mesmo instante e esperou que o sapinho incompetente lhe encontrasse. Não demorou muito. Depois de rodar na floresta Jaken se deparou com seu tão amado Senhor.

– Imagawa exige sua presença, Sesshoumaru-sama. – falou sem rodeios.

Ele, como Senhor Feudal, odiava ser submetido a ordens, principalmente do Imperador. Também não se admirou muito, já que a essa altura o Imperador já deveria saber sobre a batalha dos feudos, também não se importou, iria encarar as consequências consciente de seus atos e não se arrependeria.

Não falou nada e apenas seguiu em frente rumo ao seu castelo. Passou por Jaken sério e frio, ignorando totalmente sua existência ali.

Jaken percebeu que seu Lorde não estava lá no melhor de seus dias, devia ter encontrado no caminho algum inimigo. Para está tão calado e frio, seu Lorde deveria ter travado uma grande luta, mas... Ao olha para o chão percebeu uma coisa estranha: um grande frio vermelho. Seguiu com o olhar até onde aquele misterioso fio ia e viu que ia até o dedo mindinho da mão esquerda de seu Lorde. Uma linha que entrelaçava não só o dedo de seu Senhor e sim entrelaçava sua alma...

– A linha vermelha do destino? – falou baixo o servo ao perceber que aquilo poderia ser grave. – Há uma fêmea na vida do Lorde Sesshoumaru? – sussurrou outra vez.

Após andar pela floresta durante alguns segundos, Sesshoumaru foi muito bem recebido pelos seus servos que rapidamente abriram as portas do castelo para seu Senhor passar. Deu alguns passos e viu que o Imperador o aguardava com uma cara nada boa.

– Lorde Sesshoumaru. És tão corajoso ao ponto de deixar seu Feudo nas mãos de seres insignificantes. – afirmou.

– Nada temo, Imperador.

– Pois devia começar a temer... – pausou uns instantes e olhou envolta do palácio. – Podemos conversar em um lugar mais reservado?

– Sim.

Sesshoumaru passou pelo Imperador e adentrou seu castelo guiando seus convidados nada desejáveis. Subiu as escadas e no terceiro andar, no final do corredor, na sala à esquerda, deu passagem ao Imperador e seu conselheiro para entrarem no local, trancou-se com eles dando a entender a todos os habitantes daquele castelo que não queria perturbações pelos próximos minutos.

– Agora podemos conversar sossegados. – disse o Lorde. – O que deseja com minha pessoa?

– Temo que quebrou o contrato feito na estação passada, Lorde Sesshoumaru. Desrespeitou e burlou as leis imperiais. Recorda-se?

– Fale japonês claro, Imperador.

– Travastes uma batalha com Feudo Leste sem a conscientização do Império.

Sesshoumaru nada falou e não estava nem aí para o que poderia vir depois. Apenas deixou que o velho barbudo falasse o que tinha para falar e iria apenas concordar com as consequências. Nada mais...

– Espero que saiba, Lorde Sesshoumaru, das consequências que provocou.

– Com certeza, Imperador Imagawa.

Novamente o Imperador de olhos azuis passou sua mão na grande barba que tinha enquanto seu Conselheiro Real ajeitava o monóculo e encharcava o pincel na tinta preta e relia algumas coisas daquele papel que daria à Sesshoumaru.

– Seu título, será suspenso por 30 dias. – falou o velho homem acariciando sua grande barba branca. Como ele era nojento! Pensava Sesshoumaru.

– Peço, encarecidamente, que assine aqui, aqui e aqui, Lorde Sesshoumaru. – falou o Conselheiro.

– Para quê isso?

– Estamos tirando-lhe o poder de Lorde. – falou o Imperador.

– Como assim? – Sesshoumaru enfureceu-se e bufou. – Só porque ataquei o Feudo Leste? Essa guerra dura há anos e só agora que vocês irão fazer alguma coisa? Então quer dizer que conquistar outras terras não é permitido?

– Sua obcessão é muito mais que uma simples batalha e eu como Imperador não posso permitir que essa guerra prossiga.

– Por favor, Sesshoumaru, assine os papéis. – disse o conselheiro.

– Não vou assinar. Podem me dar outras punições, mas não abdicarei de meu trono, mesmo que seja por 30 dias.

– Quer que o nome de seu Clã Inu seja manchado por um simples capricho do filho mais velho do grande Líder dos daiyokais Inu?

– Não coloque o meu pai nisso.

– Então assina os papéis ou isso será muito pior.

Sesshoumaru respirou fundo e controlou-se, sabia que se assinasse não só estaria abdicando seu trono por 30 dias e sim estaria dando suas terras definitivamente para o Imperador para o resto da vida. Pegou os papéis e leu cada linha daquele termo, daquela advertência.

As consequências eram maldosas e maliciosas e como previa, aquele contrato era muito mais que um aviso, algo, por trás de toda aquela história estava muito errada e Imagawa não estava sozinho.

Olhou bem para os senhores a sua frente, pegou a caneta tinteira e assinou as três vias do contrato.

Daria agora seu reino, mas tomaria de volta nem que isso custasse sua vida.

– Agradeço sua compreensão e espero que esteja super consciente de seus atos. Espero que não faça mais nada que possa prejudicar os Feudos que nada tenham a ver com essa briguinha entre você e Lorde Yuri. – disse o Imperador dirigindo-se até a porta.

– Vejo que não ficarás tão abalado por muito tempo não é Sesshoumaru? Logo se casará não é mesmo? – perguntou o conselheiro real.

– Como assim? – perguntou Sesshoumaru.

– Oh! Não consegue ver a linha vermelha presa em seu dedo esquerdo? – perguntou novamente o conselheiro.

Sesshoumaru voltou sua atenção para a mão e nada viu.

– Estás louco? – perguntou seriamente olhando para o conselheiro.

– Não consegue ver? – perguntou o Imperador. – Estranho... Porque está bem visível.

– Será uma yokai de muita sorte não é, Imperador? – perguntou o conselheiro ironizando a situação.

– Sim, sim, pois se casará com um Lorde fracassado e pobre. – riu o Imperador.

Perder seu reino era uma humilhação muito grande, mas rir de sua cara já era o limite de tudo. – avançou um passou estralou os dedos e colocou os caninos para fora. Não iria deixar que aqueles senhores tirassem saro de sua cara.

– Mantenha calma, Sesshoumaru. – disse Imagawa indo embora.

– Até daqui a duas luas crescentes, Ex-Lorde Sesshoumaru.

Ele reinou em cortar a cabeça dos senhores ali presentes, mas controlou-se, respirou fundo e fechou os olhos. Sua cabeça estava cheia de informações e de problemas que teria que resolver com muita urgência. Depois de anos e anos finalmente descobrira o significado da palavra "dor de cabeça".

Respirava fundo para tentar afastar a dor e ao mesmo tempo concentrava-se na carruagem que começava a se locomover para longe de seu palácio. Odiava perder, odiava se submeter a humilhações desnecessárias. Só que agora ele encontra-se pobre e proibido de exercer sua função de Lorde.

Abriu os olhos que se encontravam frios como antigamente, secos e sem brilho como antes e lançou seu chicote venenoso no vaso de porcelana que se encontrava a sua frente fazendo-o em pedaçinhos nos segundos seguintes.

– Eu vou recuperar tudo que é meu por direito se não, não me chamo Sesshoumaru, Lorde das Terras do Oeste.

-x-

Os aldeões acordaram cedo, começaram a trabalhar arduamente em conjunto para recuperar a vila que fora destruída pelo fogo e pelos os yokais. Kagome e Sango carregavam água enquanto Miroku, Shippou, Inuyasha e uma ajudinha recém-chegada de Kohaku, ajudavam no carregamento de madeira. Kaede ficara com as crianças um pouco longe das construções perigosas e as outras mulheres procuravam ajudar seus maridos carregando coisas mais leves como martelos, pregos e pedras.

– Então quer dizer que a Rin foi embora, Inuyasha-sama? – perguntou Kohaku curioso ao saber da notícia do momento.

– Ela... Ela foi atrás de Sesshoumaru, Kohaku. – pausou por uns instantes e derrubou outra árvore com a Tessaiga. – Eu a ajudei a fugir.

Kohaku arregalou os olhos incrédulos à declaração. – Mas, Kagome-sama disse que... Você não viu nada. Por que não contou a verdade para ela?

– Será melhor assim, Kohaku. Rin realmente parecia determinada. Ela realmente queria encontrar com Sesshoumaru. Ele não ia vim buscá-la. Ele quebrara a promessa. – falou meio tristonho.

– Rin sempre viveu em função daquela promessa. Ela odiava como Kaede a privava de ver Sesshoumaru ou até mesmo de usar os presentes deixados por ele. Rin era revoltada com isso... Chego até a entender a situação dela...

– Rin é apaixonada por aquele infeliz... – Inuyasha estralou os dedos e pulou. – Garras Retalhadoras de Almas! – voltou ao chão e segurou os pedaços de madeira que havia cortado. – Não quero vê-la triste e sofrendo por aquele ser sem coração. Sesshoumaru nunca irá realizar os sonhos de Rin.

– Inuyasha-sama... – Kohaku alinhou as lenhas e pegou algumas para levar até a aldeia. – Sempre gostei da Rin... Sempre quis tentá-la tirar das garras do Sesshoumaru-sama, mas vi que era impossível, por isso que sai da vila, para tentar esquecê-la.

Inuyasha olhou o homem curioso e ao mesmo tempo surpreso. Nunca imaginou que Kohaku seria apaixonado pela Rin, já que o mesmo não dava nem sinal disso ser verdade. Lembrou-se de quando tanto ele, Kohaku e quanto Rin eram mais jovens eles brincavam muito e dividiam segredos e uma amizade muito bonita. Só que, logo ele foi embora e nunca mias voltou. Usando como desculpa o princípio que sairia por aí ajudando pessoas defendendo-as de yokais para pagar seu pecado, seu erro do passado.

Mas, tudo isso só fazia sentido agora. Não foi por causa daquilo e sim porque ele amava Rin e via que não tinha chances com Sesshoumaru.

Inuyasha jogou os troncos no chão e puxou a gola da roupa de Kohaku fazendo com que o menino lhe encarasse.

– Por que não me disse isso antes? Por que guardou isso só para você? Pelo menos se declarou para ela? – Inuyasha bufava totalmente furioso.

– Não entendo porque está tão furioso, Inuyasha-sama. E sim! Eu me declarei para ela... – Kohaku desviou o olhar. – Ela me disse que estava confusa... Em relação a seus sentimentos.

Inuyasha soltou Kohaku e desviou o olhar. Ficou olhando os aldeões e depois olhou para Kagome e Sango.

– Sesshoumaru voltou a ser frio... É disso que tenho medo.

– Rin é forte, Inuyasha-sama, tenho certeza que ela não vá se deixar enganar pelos seus próprios sentimentos.

– Eu espero Kohaku, eu espero.

Um pouco longe dali Kagome viu que a água em seu balde havia acabado. Olhou para Inuyasha e viu que o mesmo estava conversando com Kohaku, Miroku ajudava a pregar os telhados e Sango estava realmente ocupada ajudando o marido.

Pegou os baldes secos e disse a Sango que iria até o lago pegar mais água, a amiga sorriu e balançou a cabeça em sinal afirmativo e sem que ninguém percebesse Kagome migrou para o coração da floresta em busca de um lago com água limpa e cristalina.

Tranquilamente Kagome chegou até seu destino parando na margem do lago. Baixou-se e pegou a água enchendo dos baldes vazios e através do reflexo da água viu que havia uma pessoa atrás de si.

– Desculpa. Você é a Kagome? – falou Yuuki olhando fixamente para miko a sua frente.

– Sou sim...

O yokai cobra sorriu e baixou-se até a altura da moça que ainda encontrava-se abaixada.

– Deixe-me apresentar... Sou Yuuki, um caçador de recompensas...

-x-

Já havia caminhado a horas, a neve deixava que sua pele ficasse abaixo de sua temperatura normal e visto que a qualquer hora poderia pegar uma doença, estava fraca e pouco consegui ver a trilha no meio daquela ventania. Até que depois de muita peleja achou o lugar que sua Hime havia falado. O jardim que, mesmo com o inverno, mantinha sua folhagem verde e colorida. Na verdade, achou aquele lugar um pouco familiar, só que não lembrava direito.

Sentou sobre uma pedra e pegou uma flor analisando aquele vegetal tão peculiar.

– Vejo que estás descansando no meio do trabalho.

Dalila tomou um susto e virou-se na direção daquela voz que parecia muito com a voz de Yuri. Arregalou os olhos com medo, nunca imaginou que ele viria vê-la...

– Você está me traindo, Dalila... Tirei-te daquele Paraíso horroroso afim de que cuidasse de Lady Rin. E olha o que vejo... – Yuri agarrou Dalila pelo pescoço e levantou-a. – Onde está Lady Rin?

– Não sei senhor.

– Diga! Agora! – ele apertou mais ainda o pescoço da yokai. – Ande fale, ou quer morrer?

– Eu não sei, ela me mandou ficar aqui esperando ela voltar... Essa é a verdade – disse perdendo o ar. Yuri soltou-a e deixou que a mesma caísse no chão com falta de ar.

– Quer dizer que Hime Rin voltará aqui? É isso Dalila?

– Sim, mi Lorde...

– Ótimo... – Yuri estralou os dedos e rapidamente raízes brotaram do chão e aprisionaram Dalia. – Que tipo de amiga é você Dalila? Traí a própria Hime.

E com outro estralar de dedos as raízes contorceram-se e mergulharam para debaixo da terra novamente com Dalila presa em seus galhos.

– Hime-san... Desculpe-me...

Yuri sorriu e sentou-se na pedra onde estava Dalila. Sorriu satisfeito e pegou uma flor destroçando-a logo em seguida. Uma rajada de vento veio e levou Yuri junto... Não demorou muito e como se fosse um tipo de teletransporte Yuri estava em seu aposento real... Encarou a bola de vidro que continha um olho só e sorriu satisfeito.

– Creio que tenho uma novidade para você, Soounga... Os cavaleiros negros não fizeram um bom trabalho, mas uma yokai conseguiu fazê-lo plenamente, tanto ela quanto seu irmão. Dalila entregou a localização de Rin e Yuuki conseguiu a confiança de Kagome.

– Tudo ótimo... Tudo ótimo Lorde das Terras do Leste. Agora só basta chamar a atenção dos filhos do Inu no Taisho para cá para a verdadeira luta começar.

– Isso será fácil... – disse Yuri sorrindo maléficamente. – Fácil até demais...

-x-

Após rasgar a barra do quimono, pois pisara na lama várias vezes, Rin conseguiu chegar a casa do ferreiro. Entrou na caverna pouco iluminada e chamou pelo yokai que morava ali.

– Olá! Tem alguém aí? – chamou novamente.

– Quem és tu? – perguntou o grande e preguiçoso yokai verde que fumava algo realmente forte.

– És o ferreiro? – perguntou Rin.

– Novamente digo. Quem-és-tu? – perguntou novamente tragando mais um pouco do cachimbo. – Aprenda as regras mocinha, aqui quem faz as perguntas sou eu...

– Oh! Desculpe-me, senhor! Peço perdão pela minha falta de educação... – Rin pausou e respirou fundo. – Sou Rin, da aldeia do noroeste, venho trazer um desafio para o senhor!

– Assim é bem melhor... – falou o yokai. – O que veio trazer para mim, jovem Rin?

– Ouvistes falar da espada feita por Kaijinbou?

– Oh sim! Toukijin... Bela espada feita pelas mãos de Kaijinbou... Ex-aluno de Toutosai... Sim, minha jovem, eu ouvi muito bem falar desta espada, mas ouvi, por boatos, que a mesma havia sido quebrada.

– Sim, sim, ela foi quebrada... Mas, trago os pedaços dela para o Senhor, eu quero que refaça a espada... Será que consegue?

O yokai olhou bem para mocinha que estava a sua frente e franziu o cenho...

– Achas que sou incapaz, jovem Rin?

Ela não respondeu e simplesmente deu os fragmentos da espada de nome Toukijin.

– Se podes ou não, só irei avaliar depois que tentares concertar esta magnífica espada...

O yokai sorriu, não sabia qual era o verdadeiro motivo da jovem em tentar recuperar uma espada como aquela, mas também não iria questioná-la... Não agora...

Notas finais
Nota da autora: DESCULPEEEEEEE. Eu sei que deveria ter publicado a três sábados atrás (?), mas não deu! O meu curso não me permite nem chegar perto do PC, chego em casa cansada e só entro no face à noite porque ... porque sou viciada mesmo xD É que faltava revisar e eu estava com preguiça xD Mas hoje deixei isso de lado e revisei a fanfic.
Ahh tivemos leves spoilers novamente não é? Capítulos 43, 44 e 45 Inuyasha Clássico se eu não me engano xD Capítulo que vem eu coloco aqui com exatidão os capítulos tá?
Beijos & Abraços apertados,
Bulma Buttowski.