Sacrifices of a Lord
2 A Rainha
Notas iniciais
Ficwriter: Bulma Buttowski.
O sol brilhava intensamente naquela pequena região. Os passarinhos cantavam alegremente enquanto faziam seus ninhos nas árvores mais altas da floresta. O barulho de um córrego podia se ouvir. Alguns feches de luz entravam na floresta iluminando o solo um pouco úmido devido ao temporal. Os moradores da vila saíam de suas cabanas para verem o grande estrago que a última tempestade fizera. Sempre com a ajuda de uma miko e de umhanyou – que vivia pacificamente ali. Às vezes, quando não estava muito ocupado com a família, um monge também cooperava na aldeia. Certamente, todos ali iam ajudar a reconstruir o vilarejo. A vila estava em paz, as únicas ameaças para aquele pobre lugar eram as forças incontroláveis da natureza. Sim, as chuvas, às vezes, era o pior inimigo daquele povo, muito pior que até o inverno rigoroso.
Na cabana da velha Kaede, Rin estava deitada de lado, com o corpo encolhido, com os lábios entreabertos e uma expressão assustada. Seu corpo ainda tremia muito, estava em pânico! Era a terceira vez que acontecia aquilo. Era a terceira vez que sonhava, ou melhor, tinha pesadelos que lhe assombrava a mente. Ninguém sabia. Ninguém imaginava que ela passava por essa opressão, só saía da cabana quando estava bem, quando podia mostrar um grande sorriso satisfatório.
Entretanto...
Incontrolavelmente, algumas lágrimas começaram a escorrer de seu rosto pálido e depois começou a soluçar. Sentindo dores na área do pescoço e dores nas costelas como se houvesse levado uma surra. – mordeu os lábios – O pânico estava a aprisionando com aqueles sonhos sombrios. Sonhos que estavam tirando todo o seu esplendor. E parecia que a tempestade havia piorado seus pesadelos. – fechou os olhos e infelizmente as imagens obscuras voltaram – Era horrível!
As imagens vieram como um murro nas costas: Um cenário mal iluminado, na floresta onde não havia folhas nas árvores, provavelmente inverno, um silêncio notório, um clima tenso e denso, barulho de corvos que pousavam nos galhos secos das árvores e que olhavam diretamente para ela. – Rin encolheu os ombros assustada com os olhares. – Depois um grande tremor, a jovem caiu no chão e quando ergueu a cabeça viu a imagem de umapessoa, na penumbra, que lhe apontava uma espada em direção a seu pescoço, os olhos da criatura estavam vermelhos, mas somente isso podia ser visto, o resto era turvo e escuro. Apesar de estar muito assustada aquela sombra era muito familiar, mas embora forçasse a mente para recordar-se, não conseguia. A criatura ergueu a espada para golpear-lhe. Pronto! Ela ia morrer! E quando a espada ia aproximando-se do seu corpo Rin reabriu os olhos e percebeu que havia caído novamente naquela armadilha de seus pesadelos.
Limpou as lágrimas e levantou-se do futon branco. Perto dali tinha uma bacia contendo água, lavou seu rosto e as mãos, respirou fundo e tentou acalmar o seu coração acelerado, aproveitou para tomar um banho na outra bacia, conseqüentemente maior, para aliviar as tensões que estavam machucando-lhe a alma.
Iria esquecer isso, esquecer que tinha esse "pânico" e viveria normalmente. Uma hora isso ia passar. – assim pensou fielmente.
Enquanto tomava banho outra imagem veio à mente.
– Sesshoumaru-sama... – sorriu distraída, fazia uns dias que começara a pensar nele com freqüência. Sentia falta dele. Pelo visto ele não conseguiu se acostumar com os humanos, com os costumes humanos e usou esse pretexto para esquecê-la também. – Não vou desanimar! Um dia ele vai sentir a minha falta, tenho certeza. Afinal, ele me fez uma promessa, não creio que ele não vá cumprir sua promessa, já que isso não seria de seu caráter... – sorriu mais espontaneamente tirando todos os pensamentos ruins de sua cabeça.
Rin jogou os cabelos para trás de forma graciosa, levantou uma perna se divertindo com a água, sorriu mais descontraída, pegou o sabonete de rosas vermelhas e passou pelo corpo brilhante e escultural. Lavou-se novamente, pegou a tolha ao lado da grande bacia de madeira e redonda e levantou-se deixando o corpo nu escorrer a água em excesso. Passou a toalha ao redor do corpo e enxugou-se. Vestiu um quimono, aparentemente simples, mas que demonstrava muita graça e resplendor. Torceu o cabelo com as mãos para tirar a água que continha ali, pegou uma escova de cabelo dada pela Kagome, penteou-o e amarrou-o do mesmo modo de sempre.
– Sinto-me... Bem melhor. – riu esporadicamente.
A dama sutilmente saiu da cabana e viu que os aldeões trabalhavam muito, encontrou-se com Kagome e cumprimentou-lhe, também falou com Inuyasha que estava perto dela, sorriu e seguiu para onde ia todos os dias, para dentro do bosque daquela densa floresta.
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Já um pouco longe da aldeia, Rin andava formosamente enquanto tocava sua flauta numa melodia que ecoava por dentro do ambiente totalmente verde. O belo quimono quadriculado era de cores nos tons claros e escuros de laranja e apresentava com um obi verde – somente usado para marcar a cintura – que caía-lhe muito bem, ao ponto de deixá-la divina. O lindo quimono arrastava-se pelo chão de forma graciosa e em seus pés um par de meias brancas de algodão e uma sandália de madeira. Os cabelos negros iam até um pouco antes das nádegas e ao longo do comprimento faziam leves curvas o deixando radiante e com um pouco de volume. O penteado não mudara, era o mesmo de quando era criança. Nas orelhas um pequeno par de brincos em forma de bolinha de ouro puro, último presente de Sesshoumaru, antes de ele sumir totalmente de sua vida. A mulher estava no auge de seus 18 anos, com seus 1,75 de altura, bonita, refinada, dona de um par de lindos olhos castanhos encantadores, uma humana tão perfeita e elegante que causava inveja nas outras pessoas, nas outras humanas...
Na verdade, Rin sentia pena delas. Tão novas e com dois ou três filhos, isso antes dos vinte anos, com a face manchada do sol, cabelos secos e quebrados, pele áspera e corcundas por carregarem peso. Acabavam que as camponesas não tinham tempo para si. Para se valorizarem como mulher, de ter vaidade, de ter orgulho próprio, respeito e opinião própria. Rin tinha tudo isso: vaidade, orgulho próprio, se valoriza como mulher e exigia respeito dos homens que chegassem perto dela e principalmente, tinha opinião própria. Com certeza, um dia, quando viesse a casar, não deixaria se dominar pelo seu marido, ser submissa e essas coisas. Ela se considerava uma pessoa livre. E não era um homem que ia lhe aprisionar. Certamente não! – sorriu com o pensamento. – Livre!
Rin parou no meio da trilha e parou de tocar sua flauta doce, deixou os braços retos e olhou fixamente para frente da onde vinha um barulho amedrontado de cavalos.
– Uma carruagem se aproxima. – falou firmemente.
Não demorou muito para que a tal carruagem prevista por Rin aparecesse no meio da trilha sendo guiado por um yokai esquisito todo roxo e com olhos de cor laranja e com uma cara muito feia, muito feia mesmo, ao ponto de deformação total, tinha chifres na cabeça e os lábios carnudos até de mais.
Rin fez uma careta de desgosto quando seus olhos bateram na imagem repugnante do yokai.
Os cavalos estavam correndo em alta velocidade seus olhos estavam tampados, então somente o instinto os guiava. O condutor puxou as rédeas dos animais abruptamente que fez os pobres cavalos ficarem de pé e darem um grito de dor pela puxada forte. Foi tão rápido que eles pararam há centímetros de Rin que agora havia cruzados os braços totalmente descontente.
– Infeliz! Por que parou assim? Não sabe que aqui dentro tem um nobre? O Imperador! Tome mais cuidado aberração – falou o conselheiro real saindo de dentro da carruagem.
– Desculpe-me senhor, mas a humana não saiu do meio! – apontou para criatura.
– Que a matasse! Estamos atrasados e precisamos encontrar a humana Rin. – falou sem olhar para criatura que o oni apontava.
Rin coçou num pigarro a garganta para chamar a atenção do conselheiro.
– O que você quer? – virou-se olhando diretamente para a bela ninfa que o encarava com desgosto.
– Muito prazer, sou Rin. – apresentou-se sem reverência, mostrando sua indignação.
O conselheiro engoliu em seco. Então, os boatos sobre a bela jovem era verdade! A menina era totalmente divina e tinha uma voz tão suave... Era tão delirante. Era quase impossível não se apaixonar por ela. E ela nem precisava de esforços para conseguir o homem que quisesse. O conselheiro ficou mudo e sem nenhuma reação. Olhar para ela era hipnotizante.
– Creio que queres que seu servo me mate atropelada. Ou estou enganada? – sorriu ironicamente.
Cadê a doçura que todos comentavam? O sarcasmo na voz dela, naquela voz suave... Ela não parecia – nenhum pouco – indefesa. Nenhum pouco frágil, mas era tão meiga e sutil... Como pode uma pessoa juntar tantas qualidades, tão contraditórias, daquele jeito? Como se juntasse pólos negativos e positivos em um ser. Então era verdade, ela era mesmo uma deusa, divina. O conselheiro curvou-se diante dela e pediu imensas desculpas pelo grande constrangimento.
– Gomen, tennyo-sama!* – falou depois de um tempo e curvou-se educadamente.
Rin arregalou os olhos, mas logo depois voltou a sua expressão normal, como se aquilo não passasse de um simples "cavalheirismo".
– Afinal, o que traz o senhor aqui a minha procura? – perguntou mais "calma". – Ainda não acredito que um yokai se curvou perante a mim! E depois me tratou como um ser superior – pensou tentando ao máximo não transparecer sua surpresa.
– O Imperador quer falar-te! Com muita urgência! – comunicou ainda de cabeça baixa.
– Onde ele está? – perguntou descontraída brincando com sua flauta em suas mãos.
– Estou aqui! – falou o imperador saindo da cabine folheada de ouro.
O Imperador trajava roupas pesadas, apesar do calor que estava fazendo! Uma hakama*com barra na altura do tornozelo e o haori que era uma jaqueta com mangas amplas e gola estreita feita de seda, na qual estavam bordados insígnias, escudos circulares, que identificava sua classe social. Os detalhes de seu quimono eram folheados a ouro, as cores eram em tons de azul anil e azul celeste, calçava sandálias de madeira e carregava duas espadas na cintura. Os cabelos brancos estavam presos num rabo de cavalo – de modo informal – no topo da cabeça e seu charme era sua barba grande da mesma cor do cabelo. Os olhos eram azuis celestes e suas pálpebras pintadas de verde folha, os lábios finos escondidos pela barba eram pintados de vermelhos e apesar de tudo mantinha uma aparência jovial, o equivalente a idade de um homem de 55 anos bem conservado, o que equivale na idade yokai em torno de 850 anos, sem precisão exata.
Rin fez uma referência ao Imperador educadamente com as mãos estendidas a frente de seu corpo com a mão direita sobre a esquerda.
– Peço perdão pela minha grosseria. – a sua suavidade e sinceridade que saíam de seus lábios contagiaram o Imperador que teve que se controlar para não corar diante daquilo.
– Que cortesia! Não precisa se desculpar. – suspirou – Querida Rin, eu vim exclusivamente, para lhe propor algo... – o yokai chegou bem perto da dama e levantou o seu delicado rosto com dois dedos, o indicador e o dedo médio, com cuidado para não aranhá-la com suas garras.
– Estou disposta a ouvi-lo. – sorriu docemente para o Imperador.
– Ótimo. Então, que tal andarmos um pouco pela floresta? – propôs o Imperador a dama.
– Claro! – sorriu inocente.
– Durante nosso passeio, posso pedir um pequeno favor? – se afastou um pouco da donzela.
– O que o senhor quiser! – curvou-se novamente.
– Toque sua flauta, gostaria de ouvir sua melodia, por favor. – sorriu calorosamente para ela.
Rin retribuiu o sorriu de forma estonteante e começou a tocar sua flauta enquanto os dois andavam pela floresta. Enquanto isso, seu conselheiro e o yokai feio ficaram a esperar a volta do Imperador.
O Imperador educadamente cedeu a sua frente para Rin, logo depois lançou um olhar mortal para cima de seus companheiros indicando que não queria ser interrompido, o pobre conselheiro temeu que ele poderia fazer alguma coisa com Rin, mas... Não iria se preocupar agora. Apesar de ser um yokai da nobreza sua educação tinha que ficar a frente de tudo, ele ainda era um yokai que tinha um olfato muito bem apurado por sinal e não iria deixar de notar o cheiro exótico que a humana exalava inconscientemente. Porém, ele como servo, nada podia fazer.
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Rin tocava uma melodia fraca que se parecia com um cantar de um passarinho na floresta, certamente iria desviar a tensão do Imperador sobre o seu cheiro tão agradável. Ela mesma não sentia o seu próprio cheiro. Mas, Inuyasha e Shippou já tinham lhe descrito. Sorriu ao se lembrar desse dia, mas não ia pensar nessas coisas agora, se não iria desafinar nas notas, então preferiu não mudar de foco.
Durante um tempo tocou a flauta sem desafinar a melodia. E aos poucos foi parando e terminando a música.
– Não é perigoso para um Imperador andar assim sem proteção por terras desconhecidas? – perguntou Rin parando de tocar a flauta.
– Não se preocupe comigo, eu estou aqui para lhe propor algo. – o Imperador parou de andar e ficou na frente da dama fitando seus lindos olhos.
Rin engoliu sua própria saliva que descia pela garganta amargamente. Seria mais um que a pediria em casamento? Mas, pensando bem, ele era o Imperador, mas era tão repugnante apesar dos costumes nobres. – soltou um suspiro preso e tentou manter a calma. – Iria esperar, era melhor não se precipitar.
– Ouvi falar muito bem de você. De seu trabalho como escrivã, que fazes escritos para o chefe da região, que faz poemas, melodias e outras coisas desse gênero. Esse é um dom que não pode ser jogado fora. Estou aqui para lhe oferecer um cargo no conselho geral de cartas aos feudos.
Rin ouviu atentamente tudo que o Imperador falava. Participar do Conselho? Realmente era muita honra.
– Primeiramente, é muita honra. Mas... Isso significa que terei que sair daqui não é mesmo? – perguntou com uma leve preocupação em sua voz.
– Lógico! No castelo terás condição para exercer o cargo. Poderá luxar o quanto quiser. Ganhará bem. Poderá ser tratada como rainha, porque além de um cargo alto, serás a única humana ali. – sorriu.
– Eu sinto muito! Mas, não pretendo sair daqui. Pode ser um vilarejo simples com poucos recursos, mas gosto daqui, ainda não é a hora de me desligar deste lugar formidável. – suspirou desviando o olhar que o Imperador lhe lançava, era fulminante, parecia que a qualquer momento ele ia lhe tirar a vida.
– Entendo... Pelo jeito que falas, até parece que estás a esperar um pretendente... – sorriu a ela.
Rin encarou-o séria. Aquilo a ofendera profundamente, ele podia ser o Imperador, mas não tinha autoridade para se meter em sua vida.
– Por favor, não se meta nisso. Não tire conclusões prematuras sobre minha pessoa, sou muito bem resolvida, como sabes posso muito bem escolher o homem que eu quiser. Além do mais, eu não tenho o direito de lhe responder essa pergunta tão pessoal. E já que só veio falar comigo sobre isso, o senhor já pode voltar para o seu palácio. – ela o olhou e virou-se para ir embora, tratando-o informalmente.
Ao virar-se o Imperador pegou-lhe pelo braço a fazendo voltar a olhá-lo novamente.
– Faça pelo menos uma carta direcionada as Terras do Oeste. Preciso falar com o Lorde daquele feudo. Meus escrivãs estão mortos, eu suplico-lhe. – falou apreensivo.
Ela o encarou dos pés a cabeça – Ele iria suplicar pelo seu serviço? Essas pessoas são estranhas! – pensou e logo confirmou com a cabeça. Não via a hora de sair da presença daquele ser que a enchia de medo e de nojo.
– Obrigado! – agradeceu. – Quero que na carta tenha as seguintes coisas...
O Imperador falou tudo a Rin, tudo que deveria constar na carta e de forma calorosa, já que o Lorde das Terras do Oeste era muito detalhista. Na carta tinha que constar: Que o Lorde devia comparecer com urgência ao castelo central, que o Imperador iria reunir todos os Lordes daquela região para um conselho, que a guerra sem motivos enfrentada entre os Lordes das Terras do Oeste e Leste estão prejudicando os feudos próximos dali, que se eles não acabassem com essa rixa os dois seriam condenados e seus nomes e títulos manchados de sangue. O Imperador acrescentou mais algumas coisas que fizeram Rin ficar surpresa.
– É para quando essa carta? – perguntou curiosa.
– Você tem dois dias para fazer isso. – dito isso o Imperador soltou o braço de Rin e numa rajada de vento forte ele sumiu.
Rin ficou surpresa. Na verdade estava tão abismada que nem sabia o que ia fazer agora. Respirou fundo e decidiu voltar para vila e pegar o material para começar a escrever a carta...
– Carta direcionada as Terras do Oeste... – sussurrou para si e depois sorriu com um olhar perdido.
Ela não sabia se estava empolgada porque iria trabalhar para o Imperador ou se era por causa da frase: "Terras do Oeste", que lhe ascendeu uma chama que estava apagada dentro do seu interior. Como uma pequena frase podia lhe trazer tanta felicidade? Certamente a segunda opção era absurda e então tratou-se de focar-se em um único ponto. Deixando os sentimentos confusos de seu coração de lado. Aquilo podia sim esperar um pouquinho mais.
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– Caro Lorde das Terras do Oeste,
Em proclamação do Imperador, venho através desta perdi-lhe para que compareça urgentemente ao castelo central da corte para debater um assusto de suma importância. Não somente vós, mas todos os quatro Lordes centrais e seus adjuntos comparecerão a esta pronuncia. Então, peço-lhe para que não falte com sua presença. Já que a principal temática é a respeito de vós e de seu companheiro Lorde das Terras do Leste. Eu, Imperador Imagawa, tenho como dever, fazer esse debate para que os senhores cheguem a um acordo amigável, já que essa guerra sem motivo estás a causar desconforto aos feudos próximos, caso se recuse ao ouvir a decisão do Conselho, os títulos e seus respectivos nomes serão manchados de sangue e irão ao vilarejo como um castigo irreversível, serão humilhados perante seus servos, comandantes, generais e... Humanos. Suas poses serão leiloadas e escudos vendidos, o nome de suas famílias serão arrancados dos pergaminhos sagrados e suas vidas condenadas, então, para que não aja nenhum contratempo, faz-se necessário sua graça.
Assinado e revogado: Imperador Imagawa.
Rin limpou o suor da testa e colocou a "caneta" tinteira de pena de águia dentro do pequeno pote de tinta preta e olhou novamente para o pergaminho que tinha uma escrita e uma caligrafia, perfeita. – sorriu satisfeita. – Trabalho pronto! Só faltava o selo real da corte e estava pronta para ser enviada. Olhou para a vela que estava no final e prestes a apagar, sorriu cansada, demorou quase a noite inteira para fazer aquele pequeno parágrafo. Levantou-se do chão e saiu da cabana admirando as estrelas no céu. Novamente a imagem de seu antigo senhor passou-lhe pela sua cabeça.
– Só queria poder ter a chance de vê-lo uma única vez. – suplicou ao universo. – Uma vez somente. – sussurrou para si mesma. – Saber como estás. Se estás bem, se... Se estás se alimentando direitinho, se está penteando aquele cabelo lindo, se trata Jaken-sama melhor, se cuida de Ah-Un e saber se conseguiu atingir seu objetivo. – sorriu e depois entrou novamente dentro da cabana.
O céu estava estrelado, com direito a uma... Estrela cadente e um desejo para ser realizado...
Notas finais
Gomen, tennyo-sama*: A palavra "gomen" 99% de vocês sabem o que significa não é? Mas, vou dizer. Gomen significa "desculpas", já a novidade "tennyo-sama" eu achei num site, é referente à "donzela", referida como uma garota celeste, ninfa do paraíso, "sama" expressão de respeito nesse caso, ou seja, sem tradução, nesse caso! Que fique bem claro! Se eu estiver fazendo o mau uso da expressão, por favor, comunicar-me! Grata! :)
Hakama*: Não sei explicar... Er... Vocês lembram-se do Kenshin de Samurai X? Hakama é que nem as calças do Kenshin xD, claro que, a calça do nosso Imperador é bem mais... Estilosa e modesta parte rica.
Se houver qualquer outra palavra cujo vocês não entenderam, por favor, comunicá-me!
Não se esqueçam de deixar uma review. Lembre-se você está deixando uma pessoa feliz e inspirada para fazer o outro capítulo! :D
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