Sacrifices of a Lord

3 Uma surpresa para ambos


Notas iniciais
Disclaimer: Inuyasha! Inuyasha! Inuyasha! Inuyasha! Infelizmente não é meu! É daquela mulher de óculos, cabelo liso e japa! ¬¬' *aponta para Rumiko-sensei*
Ficwriter: Bulma Buttowski.
Dedicação do capítulo: Srta Kagome Taisho, pela sua grande paciência em revisar minha fic! Obrigada amiga! :D
Um fato: Bulma-san tem preguiça em postar! Sim! ela morre de preguiça! #evilsmile

Sesshoumaru estava de braços cruzados olhando a paisagem alaranjada que se formava no seu jardim através da janela dos seus aposentos reais. O outono estava chegando! – concluiu mentalmente. – Novamente a temperatura havia caído, estava um clima nublado e com névoas e vento frio. O Lorde olhou furiosamente para as nuvens acinzentadas e pesadas no céu, três dias antes estava fazendo um clima agradável de sol e calor e agora aquela maldita chuva iria voltar. – ele estralou os dedos num nervosismo bruto – A mãe natureza estava de sarro com a cara dele. Só podia! Rosnou bravo e cerrou os olhos. Aquilo só podia ser uma brincadeira!

O barulho quase surdo da batida à porta tirou Sesshoumaru de suas intrigas com "mãe natureza". Moveu seus olhos para esquerda, já sabia quem era.

– Pode entrar. – falou friamente não desfazendo sua pose e voltando a fitar a paisagem trágica à sua frente.

– Sesshoumaru-sama, chegou uma carta para o senhor... – falou Jaken entrando no ressinto e entregando o pergaminho para o Lorde.

Sesshoumaru olhou o servo ao seu lado e depois para o objeto em suas mãos, pegou-o e abriu-o. A carta era feita de papel manteiga amarelado de conteúdo muito bem redigido, de caligrafia perfeita e de organização impecável. O jovem yokai permanecia imóvel, somente seus olhos se moviam numa leitura silenciosa e concentrada. Cada linha uma ofensa... Era como se as palavras tivessem vida, como se o afrontasse de modo real e instantaneamente. – terminou de ler, embrulhou o pergaminho e fechou seus olhos.

– Jaken! Prepare Ah-Un vamos ao castelo do Imagawa. – falou seco. Deu o recado ao seu servo e pôs a retirar-se do aposento indo para fora do castelo caminhando lentamente com o pergaminho em suas mãos.

Jaken estava de olhos arregalados, ele ouvira bem? Eles partiriam para visitar o Imperador Imagawa? Eles não faziam isso desde quando Sesshoumaru recebeu o título de Lorde das Terras do Oeste... E isso fazia algum tempo, foi logo depois que ele e os outros derrotaram o Naraku. Sesshoumaru fora convocado pelo supremo Conselho e posto em teste para receber o título de honra, ou seja, de Lorde das Terras do Oeste. O seu segundo nome, assim dizer. Ele teria que conquistar inúmeras terras em pouco tempo e assim o fez! Quase num tempo recorde Sesshoumaru conquistou um vasto território surpreendendo ao Imperador. E por fim receber seu tão almejado título de Senhor Feudal. Jaken olhou o lugar vazio onde estava e recordou-se também de como Sesshoumaru havia erguido seu castelo tão rapidamente, nenhum outro senhor levou mais que umas centenas de décadas para chegar onde Sesshoumaru estava.

E ele só precisou de 10 anos para conseguir um feito tão ou mais esplêndido do que os outros. Aquilo era certamente era o seu maior orgulho.

Jaken percebeu que estava no lugar errado. Sim! Estava nos aposentos de seu senhor e certamente estava sendo inconveniente naquele local mesmo sem a presença do Lorde. O yokai sapo apertou o bastão de duas cabeças contra seu corpo e saiu correndo do recinto, descendo as escadas e saindo do castelo indo buscar Ah-Un, assim como seu Lorde havia ordenado-lhe.

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A neblina estava ficando cada vez mais rasteira e densa. O ar frio e seco estava tomando conta do local. Não era inverno, mas faz muito frio, as nuvens estavam negras e pesadas, porém sem sinal de chuva, por enquanto. Sesshoumaru olhava o céu escuro com raiva em seus olhos. Estava de braços cruzados e com o pergaminho em uma de suas mãos. Encontrava-se pensativo. O tempo frio trouxe consigo leves rajadas de vento gelado. A brisa fria tinha em sua essência um perfume que vinha do pergaminho que o jovem Lorde ainda não havia percebido. O cheiro quase que insignificante passou por suas narinas fazendo com que Sesshoumaru saísse de seu transe. O daiyokai arregalou os olhos ao inalar o cheiro doce de rosas vermelhas e tão exótico e inexplicável, ele mesmo não conseguiu definir aquele cheiro tão diferente e ao mesmo tempoconhecido. Era sangue humano, isso tinha certeza! Todavia, não conseguia recordar-se com exatidão de quem era aquele cheiro. Frustrou-se por não obter essa lembrança de algo que deveria ser automático para seu cérebro, haja vista que o cheiro também estava misturado com de outros. – sangue yokai – E talvez, somente, talvez, esse seria o motivo de sua dificuldade para decifrar o cheiro tão... Versado. – olhou o pergaminho em sua mão esquerda e percebeu que vinha de lá o cheiro tão açucarado. Poderia até ser um cheiro tão doce como mel, mas certamente não era enjoativo.

Novamente sua concentração foi interrompida por Jaken que lhe chamava dizendo que estavam prontos para irem ao castelo central do Imperador Imagawa.

– Oh! Sesshoumaru-sama! – falou o sapo quando percebeu que seu Lorde estava com um olhar distante e distraído. – Já podemos viajar! – anunciou ainda olhando o seu senhor perdido em seus pensamentos. Ele olhava-o, mas não o via. – Sesshoumaru-sama está tudo bem? – perguntou curioso fazendo uma careta.

Sesshoumaru olhou para o servo e depois para Ah-Un. Sentia-se tão... Adventício. Com uma sensação de nostalgia. Devia ser o "tempo" que estava o afetando. Não tinha outra explicação! E sem falar absolutamente nada, montou em Ah-Un sendo seguido por Jaken. Majestosamente, o nobre balançou as rédeas do dragão de duas cabeças e o mesmo começou a voar pelo céu escuro apesar de ser dia.

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Rin estava enfrente a um espelho redondo, pequeno de bordas cobertas de dourado, como se fosse ouro. Penteava seu cabelo com uma mão e com a outra segurava o espelho. Sorrindo para o mesmo contemplou-se. Tinha que admitir para si mesma que era bonita. Muito bonita por sinal! Terminou de escovar seus cabelos e colocou o espelho ao seu lado. Abriu uma pequena caixa redonda de arranjo de flores e pegou um par de brincos que estava dentro de outra caixa bem menor. Abriu e tirou as pequenas bolinhas de ouro. Colocou de uma por uma de cada lado da orelha e voltou a ajeitar o cabelo. Passando a mão numa mecha delicadamente.

– Você é muito vaidosa jovem Rin. – riu a Velha Kaede, agora com seus 62 anos. Apesar da idade ela ainda tinha muita força como miko. Era tão lúcida! Rin sorriu para a idosa humana que cuidou dela durante uma das suas fases mais difíceis de sua vida: Adolescência.

– Kaede-sama, eu só gosto de cuidar de mim, fazendo isso me sinto nova, não que eu não fosse nova, mas me sinto jovial, cheia de vida, com auto-estima lá encima. – sorriu para a senhora que estava a sua frente.

Kaede retribuiu ao sorriso e fechou os olhos para depois retornar a olhar para Rin.

– Você vai sair? – perguntou curiosa.

– Sim! Ontem quando o Imperador veio aqui pegar a carta de encomenda ele me ofereceu um convite irrecusável. – sorriu e depois inclinou o corpo para o lado para pegar o espelho e guardá-lo. – Ele pediu para que eu visitasse o castelo central como forma de remuneração pela carta que eu fiz. Perguntei se podia levar alguém e ele falou-me que eu poderia sim.

– E você pretende ir com quem? Posso saber Senhorita Rin? – Kaede estreitou os olhos em direção a morena.

– Com Inuyasha-sama. – respondeu fitando-a. – Kagome-sama deixou. – concluiu.

– Ah! Então é por isso que estás tão arrumada! – riu.

Rin mostrou à velha Kaede um aspecto contente e depois se levantou. A púbere humana vestia três peças de quimono, já que estava frio. Um fino que ficava por baixo totalmente branco, um quimono quadriculado nos tons de rosa escuro e claro que chegava ao chão o tocando suavemente feito de algodão de ótima qualidade, um obi grosso vermelho que se armavam em vários laços nas costas, uma idéia que Kagome dera e um sobretudo azul claro com detalhes de flores de sakura que seguia o mesmo cumprimento do quimono e um par de sandálias de madeira com meias brancas. Se a vissem achariam que era uma princesa. Ficou na frente de Kaede e deu uma volta.

– Como estou? – perguntou.

– Hum... – a olhou de baixo para cima. – Seus lábios estão ressecados. Por que não passa um batom claro? Você tem um monte e nunca o usou nem se quer o mais clarinho de todos dado por Kagome.

– Não creio que eu precise de maquiagem. – falou pegando a sua caixa redonda e abrindo-a atrás de um batom, pegou o espelho e achou um potinho dourado redondo que continha uma pasta cremosa num tom de rosa bem clarinho. – Kaede-sama! Pode segurar o espelho para mim? – Rin lhe mostrou o espelho.

– Claro. – disse pegando o objeto refletor.

Rin abriu o potinho, pegou um pincel de ponta fina e melou no cosmético, contornou os beiços com a ponta mais fina do pincel delineando os finos lábios, depois melou novamente o pincel pegando mais da "pasta cremosa" inclinou mais o objeto e passou por toda região, disfarçando o ressecamento. Uniu os lábios com força e depois jogou um beijo para o espelho.

– Como você é vaidosa Rin-chan! – retornou a repetir a frase. Kaede levantou-se e guardou o espelho tão precioso de Rin.

A morena sorriu e depois sua atenção voltou-se para algo que se passava fora da cabana.

Inuyasha! Volta aqui! Deixa eu pentear essa coisa que você chama cabelo! – gritou Kagome enquanto corria atrás do seu companheiro.

Feh! Kagome! Me deixa em paz! Para de correr atrás de mim! O meu cabelo tá ótimo! Até parece que eu sou o Imperador! Para com isso, sua doida! – resmungou entrando na cabana da velha Kaede. – Rin! Você está pronta?

Rin riu da situação e afirmou balançando a cabeça. Os dois brigavam constantemente, ela não sabia como eles se aturavam! A relação parecia tão harmoniosa e ao mesmo tempo insuportável, entretanto lá no fundo Rin sabia que existia algum tipo de equilíbrio que segurava aquela convivência, sabia que eles se amavam. – suspirou. – Ela não sabia o que era isso. Amar. Rin não deu a entender que essas coisas se passavam pela sua cabeça tão equivocadamente.

– Inuyasha! – cantarolou Kagome atrás do hanyou entrando na cabana.

– Que é? – perguntou cruzando os braços e olhando para a morena pelo canto do olho.

Osuwari! – falou sutilmente vendo Inuyasha cair de cara no chão fazendo um estrondo. – Está mais calmo? Porque eu quero mesmo pentear o seu cabelo! – sorriu satisfeita ficando de joelhos no chão e penteando o cabelo do Inuyaha enquanto o mesmo murmurava xingamentos.

– Kagome-sama! Não precisa tanto! Era só ter pedido com gentileza que com certeza ele iria abdicar! – Rin falou sorrindo e indo de encontro ao casal.

– Adoraria que tudo que falastes fosse verdade! Uma pena que Inuyasha seja um cabeça dura! – terminou de pentear os cabelos prateados do hanyou e depois se levantou. – Tomem cuidado! Principalmente você Rin-chan! Não vá se deixar encantar por aqueles Lordes de lá.

– Afinal Rin, por que quer ir tanto ao castelo do imperador? – perguntou Inuyasha levantando-se do chão e depois lançando um olhar cruel para Kagome.

– Você disse que não queria trabalhar para ele, disse que ele era repugnante, nojento apesar da classe. – comentou Kagome ignorando o olhar de Inuyasha.

– Eu sinto que tenho que ir. Como se eu pudesse encontrar algo que mudará minha vida. – baixou a cabeça fitando o chão com um olhar perdido. – Não sei explicar, mas quero ir lá.

– Hey! Rin! Não é hoje o negócio lá do conselho? – perguntou Inuyasha torcendo o nariz pelo cheiro doce no ar...

– Sim, mas o Imperador Imagawa disse que não atrapalharei.

– Acho difícil! – sussurrou o hanyou. – Bem! Então vamos! – falou indo em direção a saída da cabana.

Rin despediu-se de Kaede e de Kagome e seguiu Inuyasha rumo ao castelo do Imperador Imagawa, por sorte, Kohaku havia deixado Kirara na vila e eles teriam um meio de transporte para chegar ao palácio mais rapidamente.

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Sesshoumaru já conseguia vê o grande castelo do Imperador Imagawa. Já conseguia enxergar as pessoas que andavam aleatoriamente pelos corredores externos, havia muitas pessoas ali! Pensara que era só uma reunião para os quatro Lordes principais e alguns Lordes de alguns feudos adjuntos. Porém, parecia até que ia haver uma festa. – amaldiçoou o imperador mentalmente ter sido obrigado a ir a essa reunião! – Conduziu Ah-Un para pousar no pátio da casa nobre e aumentou a velocidade do animal. Ah-Un pousou que nem uma pluma no chão e fez um barulho rouco chamando a atenção de todos. Num só salto o Lorde saiu de cima do dragão. Olhou para os lados e para as pessoas próximas. Aquele lugar emanava uma energia sinistra muito forte. De repente, ao dar o primeiro passo, sua espada Tenseiga começou a agitar e uma luz azul a envolvia novamente. Será que estava caindo numa armadilha? Olhou novamente o ambiente e não conseguiu sentir nada que poderia ser considerado um ameaça grandiosa. Deu outro passo e começou a ouvir os gritos desesperados da mulher do bastão de duas cabeças. O jovem Lorde já estava ficando furioso com isso, se sua espada e a mulher do bastão podiam sentir o perigo se aproximando, então por que ele não conseguia prever essa situação também?

Soltou um rosnado involuntário e voltou a seguir seu caminho rumo ao centro do castelo, sempre seguido pelo seu fiel servo Jaken. Antes que pudesse entrar no castelo o Imperador já o esperava de braços cruzados olhando-o fixamente.

– Lorde das Terras do Oeste. Há quanto tempo! Seja bem-vindo. – o Imperador educadamente saudou o convidado.

– É um prazer revê-lo também. – limitou-se a "agradecer" a hostilidade.

Educadamente, convidou o Lorde para entrar na mansão, sempre o guiando para onde seria a reunião.

– Imperador Imagawa, desculpe-me perguntar, mas o senhor imperador vai fazer uma festa? – perguntou Jaken ao Imperador.

– Vou receber uma convidada especial. – sorriu malicioso.

– Convidada? – perguntou Jaken, porém o Imperador não replicou.

Sesshoumaru estreitou os olhos para aquela resposta e foi quando pôde perceber que o mesmo cheiro que estava no pergaminho estava na mão do Imperador, o cheiro estava fraco, mas estava lá. Não fazia idéia do por que se sentir tão furioso com aquilo. Todavia, aquela fúria, era diferente, já havia se sentido assim antes, na verdade há muito tempo atrás. Quando...

Seus pensamentos foram interrompidos quando aquele fedor de pele de serpente passou por suas narinas. Olhou descontente para figura à sua frente: Lorde Yuri – Lorde das Terras do Leste. Como odiava aquele ser miserável. – ele estralou os dedos e estreitou os olhos.

O Lorde vestido elegantemente com seu quimono rubro e negro não deixou intimidar-se pela leve elevação de raiva partida de Sesshoumaru, simplesmente fitou-o com seus olhos violetas e passou a mão nos cabelos pretos azulados. Realmente não queria confusão, estava planejando algo maior, algo que com certeza abateria ferozmente Sesshoumaru, afinal, vingança é um prato que se come frio. E ele seguramente não tinha presa.

– Senhores, eu não quero briga no meu castelo, só o que aviso! – falou o Imperador percebendo a tensão do ambiente.

Sesshoumaru tratou-se de acalmar seus instintos e tentava o máximo possível continuar imparcial. Já Lorde Yuri, limitou-se a sorrir cinicamente.

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Inuyasha e Rin voavam nas costas de Kirara através das árvores, cortando caminho e indo o mais rápido o possível para chegarem logo ao castelo do Imperador. Já haviam atravessado montes e riachos, montanhas e bosques e estavam perto do castelo. Por sorte haviam saído cedo do vilarejo e pelo visto a reunião seria no final da tarde. Inuyasha regeu Kirara a saltar novamente sobre uma árvore para pular por cima de uma nascente de águas cristalinas. Cruzariam mais um vale e estariam perto das portas de ferro do grande castelo. E assim o caminho foi trilhado. Depois de correm e voarem pela floresta, Rin desceu das costas de Kirara, colocou a mão no cabelo totalmente irritada, seu cabelo estava duro! Fechou os olhos e passou os dedos entre as mechas do cabelo sedoso e desembaraçando-o. Depois de muito "pentear" o cabelo com as mãos, literalmente, ajeitou a pequena fita de cabelo rosa que prendia uma pequena mecha no topo da cabeça. Estava pronta! Sorriu satisfeita e depois olhou para Inuyasha que simplesmente balançou a cabeça e começou a andar rumo à entrada principal do palácio.

– Inuyasha-sama... Posso perguntar uma coisa? – indagou com um pouco de medo em sua voz.

– Pode! – cruzou os braços e começou a olhar a trilha da floresta que terminava dando passagem a bela entrada do castelo.

– O que é o amor? – seu olhar estava perdido em algum canto, não sabia se era a hora certa para fazer aquela pergunta, muito menos sabia se era a pessoa certa, mas estava tão curiosa desde hora que vira a relação tão harmoniosa de Inuyasha e Kagome e acabou não resistindo.

– Por que está perguntando isso Rin? – o hanyou a olhou pelo canto do olho.

– É o que você sente pela Kagome-sama? – respondeu dando-lhe outra pergunta.

– Feh! Eu não sei te responder! – bufou cruzando os braços.

– Amor é o mesmo que estar apaixonado?

– Por que você está perguntando essas coisas Rin? Pensei que soubesse, já que tem tantos pretendentes. – Inuyasha fitou a donzela por alguns segundos e percebeu que ela se sentia perdida, havia mudado humor de uma hora para outra. Ele só tinha uma única certeza naquele momento: Nunca iria entender as mulheres.

– Não! Estás a falar daqueles seres desagradáveis que tiveram a audácia de pedirem-me em casamento? A eles que estas se referindo? Sinto em informá-lo que aquelas criaturas repugnantes são apenas seres reprodutivos, usando e abusando de seu instinto primata. Claro que não entendem absolutamente nada de relação conjugal com mais fervor.

Inuyasha abriu a boca num espanto. Aquilo tudo veio dela? Por um momento lembrou-se de Sesshoumaru, do jeito que ele se referia aos humanos, ela falou igualzinho a ele. Piscou algumas vezes e voltou ao normal.

– Sabes disso, mas não sabes o que é o amor! Hump! Eu não te entendo! – torceu novamente o nariz preocupado com o cheiro dela.

– Só sei por teorias... – disse num fio de voz. – Nunca senti algo do gênero. Tentei sentir isso com Kohaku, mas não conseguia vê-lo como alguém a mais e sim somente como um amigo, um irmão. – suspirou. – Eu nem sei o que é estar apaixonada. Lembro-me de uma vez, uma senhora que eu pensei ser bruxa me perguntou se eu estava apaixonada por um yokai quando eu fui atrás do curandeiro Jinenji-san. E eu disse que não sabia o que era se apaixonar. Depois eu percebi que ela estava falando besteiras e o meu tempo estava se esgotando e então tratei de mudar de assunto.

– Quando foi isso Rin? – perguntou curioso.

– Quando os insetos venenosos de Naraku atacaram Jaken-sama, isso no na época que eu andava com o Sesshoumaru-sama. Jaken-sama ficou doente e fui atrás da flor de mil anos.

Inuyasha calou-se... Por que ela iniciara aquela conversa sem sentido? Estava mais confuso do que ela mesma. Limitou-se a bufar e encontrar os soldados que guardavam a entrada do castelo. Tanto Rin quanto Inuyasha cumprimentaram os servos do Imperador. Rin entregou um papel dando-lhe autorização para entrar no castelo sem o cumprimento imperial. Os guardas abriram as portas e Rin entrou no imenso castelo sentindo uma felicidade gigantesca ao olhar a luxuria e elegância do local. Já Inuyasha temera ao entrar naquele castelo, primeiro: a energia sinistra dali estava pesada, segundo: Sesshoumaru estava no local. Não sabia o que fazer: Se arrastava Rin a força de lá ou se rezava para Sesshoumaru não perceber que os dois estavam num lugar extremamente perigoso para Rin. Engoliu a própria saliva amarga temendo o pior.

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Na sala de reuniões os Lordes só faltavam se matar em suas palavras cortesãs. Estavam sentados falando dos efeitos daquela guerra, apontando o dedo para o culpado. Uns defendiam Sesshoumaru outros Yuri. Os que menos debatiam ali eram os acusadores. Sesshoumaru olhava tediosamente para Jaken que o defendia com respostas favoráveis. Nunca tivera dúvida que Jaken era habilidoso quando se travava desses assuntos. De defendê-lo. Lorde Yuri fazia alguns movimentos com as mãos olhando estreitamente para os lados a procura de algo. O Imperador revirava os olhos diante daquela situação sem se pronunciar uma única vez deixando que os outros senhores desabafassem suas angustias.

Até que...

A brisa trouxe uma coisa que perturbou alguns yokais dali: O cheiro exótico de rosas que emanava de uma humana.

Sesshoumaru, Yuri e o Imperador Imagawa foram os primeiros a perceberem. O Imperador levantou-se com mais de mil e pronunciou quase que para si mesmo:

– Ela chegou! – dito isso saiu do recinto abandonando aquela discussão sem sentido.

Lorde Yuri levantou-se também olhando diretamente para Sesshoumaru:

– A humana chegou juntamente com um hanyou. Como é esperta! Não ousou pisar aqui sozinha! – pronunciou sarcasticamente saindo do local também seguindo o Imperador.

Sesshoumaru se sentiu curioso. Era a primeira vez que se sentia assim. Levantou-se também e foi em direção ao local para onde os outros dois yokais estavam se dirigindo deixando que os outros lordes e servos se entendessem e chegassem à alguma solução. – O que achava difícil de acontecer.

Conforme ia avançando seus passos quase que apresados, sua curiosidade aumentava ainda mais, o cheiro ficava mais forte e mais encantador o embriagando. Estava ignorando totalmente o cheiro do hanyou que também era familiar. Agora era assim, seu faro vivia de "algo familiar" não era mais tão certeiro! Certamente havia algo de errado consigo. Desceu o último degrau da escada e atravessou a porta central quase que voando, mas sabia que não podia sair de sua etiqueta, tentou manter a calma. O brilho da luz fraca do sol invadiu o local e quando finalmente pôde sair do castelo, a primeira coisa que viu foi simplesmente... A humana mais bela já vista em toda sua vida.

– Seja bem-vinda ao mesmo castelo, Senhorita... Rin! – falou sutilmente o Imperador chegando perto da moça e pegando sua mão para um cumprimento caloroso, mas antes que os lábios nojentos do Imperador pudessem tocar-lhe a pele, Rin a tirou como num movimento instantâneo.

– Não! – falou rapidamente. – Desculpe-me! – sorriu quando percebeu a leve frustração do Imperador. – Não precisa tanto, Imperador, só de estar aqui é uma grande cortesia. – sorriu totalmente sem graça tentando disfarçar.

– Ouvi falar muito bem de você jovem Rin através do chefe da região onde moras. – comentou Lorde Yuri tentando contornar a situação embaraçosa pela qual o Imperador havia passado poucos segundos atrás.

– Sim! Obrigada pelo elogio! Deves ser Lorde das Terras do Leste, não é? O Imperador falou muito de você e outro Lorde também – sorriu olhando para o senhor e colocando a mão a frente do corpo uma sobre a outra.

– Agradecido e ao seu dispor! – curvou educadamente sorrindo cínico.

Foi então que Rin percebeu que Inuyasha estava muito calado e olhava para uma direção retilínea. Tentou perguntar a ele o que tanto amedrontava sentindo que ele suava frio, parecendo que estava com medo de algo ou pior, foi quando percebeu que alguém a olhava intensamente, resolveu virar o rosto para direção da onde vinha a sensação de ser observada e deu de encontro com um par de olhos dourados a olhando friamente e quase que furiosamente.

Arregalou os olhos ao reconhecer a figura a poucos passos de si extremamente surpresa.

O mesmo pôde-se dizer da pessoa que a observava.

O cheiro irreconhecível deu lugar a uma pessoa totalmente familiar e reconhecível. Rin! Foi exatamente isso que ouviu o Imperador falar, era impossível de acreditar que Rin havia se transformado naquela mulher extremamente formosa e meiga. Sesshoumaru fitava sim Rin, cumprimentando o Imperador e logo depois seu inimigo. Resolveu olhar para a pessoa que a acompanhara e ficou extremamente irritado ao perceber que era o irresponsável do seu meio-irmão que estava ali. Encarou quase que mortalmente fuzilando e perguntando mentalmente o que os dois faziam ali. Depois resolveu olhar novamente para jovem, ela encarava Inuyasha que estava que nem uma estátua. E foi quando seus olhos se encontraram...

Era uma surpresa para ambos...

– Sesshoumaru-sama... – falou num sussurro olhando para a pessoa que desejava vê há alguns dias. Engoliu em seco e começou a se sentir estranha, seus batimento cardíacos aceleraram assim como as borbulhas que estavam no seu estômago, como se fossem borboletas. Era impossível de controlar aquela sensação de ansiedade e nervosismo, aquela coisa que ela definitivamente não sabia explicar e muito menos compreender.

Sesshoumaru também estava surpreso, mas não deixou transparecer. Fitou Rin tão intensamente que percebeu que estava a intimidando e a prova disso era que seu batimento cardíaco havia acelerado. Era difícil de acreditar, era difícil de aceitar, que aquela encantadora figura – infelizmente – humana era, de fato, Rin. O mundo parecia não mais existir, somente eles, ele a olhava e ela fazia o mesmo, analisando detalhadamente cada centímetro do ser de cada um. Nas características que haviam mudado e nas que permaneceram.

Sesshoumaru não estava disposto a aceitar que Rin havia se transformado em uma princesa extremamente linda, estava impressionado internamente com aquilo, talvez abobalhado. Surpreso, não percebeu que Inuyasha pegara Rin pelo pulso tirando-a daquele ambiente totalmente desconfortável ouvindo-o dizer simplesmente:

Rin! Temos que sair daqui, urgente! – o hanyou pegou a moça pelo pulso e correu o mais rápido possível tentando livrar-se daquele local e principalmente da energia sinistra que fazia questão de aprisionar Rin de forma indireta.


Notas finais
Demorei? SIM! UM MILÊNIO! desculpa gente eu sou preguiçosa! Sou mesmo.... enfim, notas que vocês precisam saber:
Bem, na parte que a Rin fala do Jenenji é uma referência ao episódio 96 de Inuyasha Jaken fica doente. Como ela nunca se apaixonou ela não sabe o que é, mas na verdade ela ama Sesshoumaru, só que ainda não percebeu isso! Ela ainda o ver como herói e o admira muito, por enquanto! ^^
Obrigada mais uma vez pelas reviews maravilhosas e claro que vou pedir mais não é?
FAÇA UMA PESSOA FELIZ, COMENTE! :D