Sacrifice

24 Voltando a realidade.


Notas iniciais
Ai meu deus do céu, gente eu quase enfartei do coração aqui em casa, serinho, quando olhei e vi que tinha duas recomendações, minha irmã teve que me fazer massagem cardíaca....MUITO OBRIGADA A MERIDA E GABY PIGATTO, GENTE ESSE CAPITULO É TOTALMENTE DEDICADO A VOCÊS SUAS LINDAS...MUITO OBRIGADA!!!

Não conseguia tocar o rosto dele, e também não poderia tirar a mascara, estava saindo tanto sangue da ferida, a lança o atingira na parte do quadril, respirei fundo, uma, duas, três vezes e puxei a lança, um líquido roxo brilhava sobre o sangue que boiava na ferida, veneno. Olhei no seu rosto, ele estava tão pálido.

- Nicolae, por favor acorde — gritei, as lagrimas estavam escorrendo no meu rosto — eu estou implorando.

Ele não podia estar morto, sem ele, nunca conseguiria.

-seu egoísta — abracei seu peito — não pode me deixar sozinha aqui, não pode.

Fechei os olhos com força tentando expulsar a água que embaçava a minha visão.

- Amanda — a voz de nicolae estava rouca.

Me levantei rapidamente e interliguei nossos capacetes para que pudesse me aproximar dele.

- você esta vivo — meu coração batia dolorosamente agradecido contra as costelas­ – graças a deus.

- temos que sair daqui – ele tentou se levantar e fez uma cara de dor tão grande que me fez perceber o quanto ele estava sofrendo – ai.

Não tínhamos nada para que eu pudesse tratar da ferida, e ela se abria no tamanho de uma bola de tênis, eu não tinha outra escolha, precisava tira-lo daqui o quanto antes, passei meu braço por sua cintura, e mais ou menos ele se apoiou em mim, sua altura dificultava bastante.

Nicolae me levou ate um montante de pequenas fendas cravadas na terra, nunca encontraria realmente Denise se tivesse que procurá-la sozinha, mas La estava ela, encolhida dentro de uma das fendas, coberta pelo pano da barraca, o que a tornava invisível, ela não estava ao ruim, ainda estava com a roupa da festa, então nesse momento se encontrava seminua, e seu cabelo roxo parecia desbotado dentro da mascara de respiração.

Quando nos viu, senti uma sombra de puro alivio passar por seus olhos azuis, coloquei nicolae sobre uma pedra e peguei a mochila dele, a minha tinha se perdido na luta.

- Vamos acampar aqui por perto – sugeri.

- não – nicolae estava quase se segurando em Denise – logo vai escurecer e eles partiram a nossa procura, nos temos que ter uma boa distancia, vamos caminhar.

Demonstrando um alto controle incrível, nicolae se levantou, e começou a andar, a areia sugava o sangue que ele deixava no caminho, Denise me olhou desesperada, eu sabia que ele não mudaria de ideia, mais me doía tanto quanto nele, começamos a segui-lo, eu ia mais atrás, encobrindo o melhor que pude nossos rastros, e principalmente os pingos de sangue.

No meio do caminho notei que Denise estava com os cotocos do que num passado próximo deveriam ser lindos sapatos de salto.

- troque comigo – tirei minhas botas – use isso.

Ela arregalou os olhos para mim, e olhou os próprios pés.

- tem certeza?

- não me faça oferecer de novo por que eu não vou.

Ela sorriu de canto e pegou minhas botas, não avisei a nicolae que paramos, deixei que ele continuasse a nossa frente, já que havia insistido em andar sozinho, a areia parecia em brasas em baixo dos meus pés e minha panturrilha latejava com a mordida , mais estávamos todos acabados, Denise parecia bem acabada com aquele vestido, havia vários rasgos e em alguns pontos estava manchado de vermelho e havia manchas arroxeadas em vários pontos.

Nos esforçamos e andamos o dia inteiro, paramos para comer e beber água mas tirando isso deixamos o dia ir e a noite chegar, o frio veio, impetuoso, e agora meus pés estavam congelando e eu sentia tanto frio que meus dedos estavam dormentes, baforadas de vapor saindo da boca e das narinas, as altas horas da madrugada me sentia incapacitada de andar, então decidi montar o acampamento e acampar.

Denise se sentou no chão e começou a beber água, nicolae se deitou com certa dificuldade, ele parecia ter piorado, e o sangue estava fluindo com mais freqüência, então me ajeitei como pude e fui cuidar dele.

- onde abre esse uniforme? – Denise se aproximou para ajudar.

- atrás do pescoço tem um zíper – retirei me capacete, e em seguida o dele.

Retirei o casaco, parte da ferida estava encoberta, então tive que rebaixar a calça no quadril, peguei o quite de primeiros socorros. Nicolae resmungou bastante enquanto limpava a ferida, ela era mais profundo do que imaginara, revistei os tubos de pomadas ate encontrar um anestésico, uma injeção, de acordo com rotulo, faria ele adormecer rapidamente.

Preparei a agulha e a seringa.

- o que é isso? – ele perguntou rouco.

- vai fazer você se sentir melhor.

Injetei o anestésico e ele adormeceu rapidamente, fiquei imensamente feliz, ele tinha alguns dias de sono para compensar. Terminei de limpar a ferida, retirei todo o veneno que ainda estava ali, não pude fazer nada com os que já haviam entrado na corrente sanguínea, passei ungüento sobre os nervos, e fechei. Cuidadosamente o machucado, então comecei a cuidar da minha perna cada dente marcado chegava a ter dois centímetros cada, passei um anestésico geral e tratei com ungüento. Me recostei na pilastra e deixei a sensação de frescor tomar conta do meu corpo.

- posso trocar de lugar com você? – uma voz interrompeu minha satisfação. – quero ficar do lado dele.

Olhei para Denise, ela havia enrolado o cabelo roxo em um coque mal preso.

Isso veio como um tapa na minha cara, durante toda a viagem, havia pensado em Denise com princesa, a minha protegida que havia sido levada, quase me esqueci da segunda parte.

Me afastei de nicolae dando passagem a ela.

Namorada.

Denise se sentou ao lado de nicolae e passou a mao com carinho sobre o rosto dele.

- é engraçado – Denise murmurou – nunca tinha visto ele dormir.

- como? –franzi o cenho.

A loira me olhou de forma engraçada, ou melhor, roxa.

- sabe sempre que ele passava a noite comigo – ela corou de leve – ele sempre estava acordado quando adormecia, e sempre já havia ido embora.

Me senti nojenta, totalmente suja, havia agido como uma amante, a outra.

- posso ficar com esse saco? – Denise apontou para o saco de dormir, em que e nicolae aviamos passado nossa primeira noite juntos.

- não – respondi rápido de mais.

Ela franziu o cenho.

- e por que não?

- ele é meu – engoli em seco.

- você vai deixar sua princesa com frio para se cobrir?

Deixei meus ombros caírem, nos duas sabíamos que não faria isso.

Ela pegou o saco se deitou ao lado de nicolae, entrelaçando seus dedos.

Senti um lagrima escapar por meus olhos e a limpei rapidamente, não deixaria que ela percebesse algo. Fiquei acordada a noite toda, vigiando, nos ainda não poderíamos suspirar aliviados, não estávamos seguros ainda. A lua se foi e o sol chegou, tímido,clareando pouco a pouco os metros na areia. Eu ainda estava preocupada, não queria que fossemos atacados durante a noite, mais com o chegar do sol ficava mais aliviada.

- você não dormiu – não era uma pergunta.

Me virei, nicolae estava se sentando com dificuldade evidente, fazendo com que ele percebesse que estava de mãos dadas com Denise, seu olhar passou dela, que ainda dormia para mim, desviei o rosto.

- Amanda...

- não. – interrompi – não é hora para isso, temos que levantar acampamento.

Depois de mais alguns minutos de silencio, Denise se mexeu, e abriu os olhos, sorrindo.

- nossa – ela bocejou – já amanheceu.

Ela beijou, nicolae de leve nos lábios e tive que me segurar para não esboçar nem uma reação, tomamos um café corrido, ingerindo nosso ultimo mantimento, já que eu não tinha minha barraca, que também possuía mantimento, depois disso ficamos apenas tempo o suficiente para trocar os curativos de nicolae.

Desmanchamos a barraca e começamos a caminhada, agora poderia caminhar lado a lado com Denise e nicolae, não saia mais sangue da ferida, mais isso não tornava as coisas melhores, nicolae ainda estava muito pálido, e depois de algumas horas de caminha ele vomitou tudo que havia comido, se não pudesse ver a cidadela a olho nu, teria ficado desesperada, dei nossa ultima água para ele, mais ele negou com um aceno, dizendo que Denise poderia querer mais tarde, fiquei extremamente irritada com ela, quando mais tarde bebeu a água, como se estivesse indiferente a situação do namorado.

A cada passo, nos aproximávamos mais de finalmente estarmos livres, chegamos a frente da cidadela, quando o sol já estava se pondo, nicolae e Denise atrasaram muito a caminhada, mais finalmente havíamos chegado, estávamos a frente do grande campo de força de envolvia a cidade. Peguei minha pulseira, e pressionei o comunicador.

- Dorian – chamei – Dorian venha abrir os portões.

- estar viva – ele murmurou, com a voz robótica cheia de emoção. – estarei ai imediatamente.

me sentei no chão, estávamos salvos.

- você esta descalço? – nicolae andou ate mim.

Sorri de canto para ele, vi seu olhar passar para Denise.

O que ele poderia me dizer nesse momento, foi interrompido pelo som agoureiro do tão conhecido sibilar, um estalido alto de estralar a espinha.

Me levantei depressa, peguei a adaga longa da cocha de nicolae, ele me olhou bravo e tivemos uma discussão silenciosa, e eu ganhei, ele estava mais machucado, então ficaria com a arma, coloquei Denise atrás de nos, olhei para o portão e chamei Dorian, ele não respondeu.

Eles chegaram, não consegui contar quantos eram, mais comecei a lutar sem me preocupar com números, nicolae estava protegendo Denise atirando e tudo a sua frente, se senti, cansada minutos depois que a luta começará, minha panturrilha machucada me impedia de ter a firmeza que precisava e o equilíbrio, mais eu não iria desistir tão rápido, eu não iria morrer a frente a salvação.

- Dorian – berrei – abra a merda desse portão

Nesse momento recebi uma cotovelada no rosto e duas coisas aconteceram, primeiro, meu rosto não foi atingido, segundo, meu capacete rachou, o ar poluído entrou dentro do capacete como vendaval, parecia que eu estava tentando inalar chamas, tudo começou a ficar escuro, tentei me equilibrar, mas tudo estava girando.

A ultima coisa que me lembro, foi ver os portões abrindo, e Dorian voando em minha direção depois eu apaguei.

Notas finais
E ai o que acharam???
até a próxima...comentem!