Sacrifice

23 Ventos do deserto


Notas iniciais
o.O

Tudo passava como um borrão eles vindo para cima de mim, o brilho a minha adaga, seus corpos no chão, sabia que o tempo me deixaria mais lenta, já me sentia cansada, quantos havia matado? 50? 100? Tive certeza que se parasse para contar não viveria muito.

Meu braço doía terrivelmente, mas continuava golpeando, quando eu caísse, morreria com a certeza que matei esses desgraçados o suficiente. Um grito primitivo saiu da minha garganta ao sentir uma dor lacerante na perna esquerda, olhei para baixo, um dos leviatãs que eu havia esfaqueado havia se arrastado ate mim e mordido minha panturrilha, deixei uma faca cair sobre sua cabeça só parei de forçar a adaga quando senti seu sangue molhando minha Mao. finalmente acontecera, uma ferida que me deixaria mais lenta. Mordi a língua com força para continuar lutando.

Ao fundo tive a breve impressão de que alguns leviatãs estavam caído, mais é claro que seria um delírio. A mordida então era venenosa? Só estava torcendo para que desse tempo de nicolae e Denise percorrer uma boa distancia, não iria morrer em vão.

E como saído exatamente do meu delírio, La estava ele, gloriosamente sensual enquanto lutava com vários leviatãs ao mesmo tempo, alternando-se entre a arma e a adaga, em um momento, nicolae usou umas mini bombas em seus adversários, eu não deixaria minha doce ilusão lutar sozinha, ele precisaria de ajuda, segurei minha adaga com força e recomecei a luta, ignorando os xingamentos vindo dos meus músculos, o que me pareceu horas depois eles estavam mortos, não era uma boa visão, dezenas de corpos estirados no chão, manchando a areia de vermelho rubro, a terra fizera seu trabalho, sugando o líquido como se fosse a ultima gota de água. acho que se eles tivessem armas melhores, e fossem treinados, o resultado seria bem diferente.

Suspirei aliviada, eu estava viva, olhei para nicolae, esperando ele sorrir e desaparecer, em vez disso ganhei um olhar muito zangado, e uma expressão terrivelmente aliviada. Ele correu em minha direção, me abraçou com uma força inimaginável, me tirando do chão, ficamos assim por um bom tempo, nicolae com o rosto enterrado em meus cabelos, e eu me segurando em seu pescoço. ate ele me colocar no chão e segurar meus ombros com força, se abaixando, para que pudéssemos ficar na mesma altura.

- nunca, nunca mais faça isso comigo – meu ombro doeu sobre seus dedos – achei que não chegaria a tempo, que você estaria...

Ele deixou a frase no ar, deixando bem clara o final dela.

- se fosse necessário eu me sacrificaria – falei com doçura – esse é o nosso dever, e eu faria de bom gosto, eu vivo para isso, defender a realeza.

Nicolae tirou as mãos dos meus ombros e pegou meu rosto.

- não, você é tão importante quanto ela, também merece viver ok?

Isso me trouxe de volta a realidade.

- onde esta Denise? – perguntei olhando em volta.

- eu a escondi – ele sorriu – não se preocupe, nunca acharam ela.

- isso foi imprudente — ralhei — vamos atrás dela.

- vamos.

Pensei que ele me mostraria o caminho do esconderijo rapidamente, em vez disso me ergueu pela cintura e me beijou de forma selvagem, forte e dominante. Quando finalmente me abaixou estava completamente sem fôlego.

- desculpe– ele virou o rosto.

- nunca se desculpe por beijar alguém que também quer te beijar – sorri.

- eu só precisava ter certeza de que esta aqui, queria sentir você – sua voz falhou um pouco, então me virei para ele – quando pensei que tinha a mínima possibilidade de te perder...

- eu estou bem – sussurrei – não se preocupe.

- eu sei é só...

Ele parecia tão vulnerável nesse momento que senti um forte impulso de abraçá-lo e confortar-lo.

- desculpe — murmurei

Nicolae pigarreou e se aprumou, escondendo os sentimentos que mostrara a minutos atrás, sorri, sempre se escondendo atrás de mascaras, ele era sempre assim.

-tudo bem – ele começou a andar – só não faça mais isso.

Formos caminhando, e enquanto nicolae ia na frente, indicando o caminho, e se certificando de que era seguro, notei o quanto ele havia mudado desde que nos conhecemos, ele ainda tinha aquele jeito fechado e durão de quando o conheci, mais agora tinha esses momentos em que ele esquecia as mascaras e fachadas e mostrava o que realmente sentia.

Depois de um tempo, o sol finalmente estava em seu pico, isso significava menos chances de leviatãs, mais chances de desidratação, parecia que o chão estava tão quente que conseguia penetrar na ventilação especial de nossas roupas e nos assar vivos, no meio do caminho nos deparamos com mais três, fiquei realmente surpresa, mais acho que eles não estavam nos procurando, estavam apenas procurando abrigo, dava para ver que não estavam bem, suas peles verdes acinzentadas, que geralmente de tão claras mostravam as veias, ágoras pendiam secas, e havia vários pedaços se soltando, nos os deixaríamos passar mais assim que nos viram, partiram para cima de nos, nicolae pegou a adaga da minha cocha e jogou a arma para mim, olhei para ele de modo questionador.

- sou melhor com laminas – ele deu de ombros.

Foi fácil de mais para mim, com apenas um tiro, e aquele ser enorme estava no chão, gastei o resto dos minutos admirando a luta do meu professor, não demorou muito para serem três o numero de corpos.

Ele se levantou de seu modo agachado e se curvou, com se agradecesse, sorri para ele, e o que recebi de volta foi o mais apaixonante dos sorrisos, nicolae tem um sorriso, que como tudo nele é perfeito.

- obrigada, obrigada.

E foi embora, ele ficou serio de repente.

- Amanda atrás de você

Só tive tempo de me virar e agachar, coma lança que passou pela minha cabeça, levantei rapidamente, alerta, procurando o atirador, estava olhando entre as fendas quando a segunda bateu em meu capacete e quicou, atirei na escuridão, e ouvi o barulho de um corpo caindo no chão, sorri, me virei para nicolae no intuito de me exibir, como ele, mais notei duas coisas.

Primeiro: meu capacete estava rachado, o que não era uma boa noticia, se quebrasse eu morreria com falta de ar, aumentei a quantidade de oxigênio fornecido pela minha roupa, de modo que não deixasse ar poluído entrar, um problema resolvido, por hora.

E segunda: nicolae havia sumido, corri na direção em que ele estivera segundos antes, sentindo toda a extensão da dor em minha panturrilha, sabia que tinha um bom estrago La em baixo.

Tive o horror de notar a distancia, que o que eu pensava que era a lança fincada na areia, na verdade era a lança fincada no corpo inerte do homem que eu amava.

Senti um grito de puro horror me escapar da garganta.

- NICOLAE.

Notas finais
Não me matem....pleace