Sacrifice
18 O que você esta fazendo comigo?
Notas iniciais
minhas lindas um mega capitulo para vocês e espero que gostem... desculpem se eu não descrevi como deveria, ainda estou aprendendo ok...
Mil beijoos
PS: por favor esse é um cap mega especial, então por favor, quero pelo menos 3 comentarios nele ok?!
Estávamos uma de cada lado de connor, o vestido preto que eu usava me dava ao mesmo tempo segurança e constrangimento, ele era aberto de mais, porem me deixava adulta de um jeito bom. meu coração estava batendo forte, com a adrenalina subindo.
- connor – murmurei – arrumou convites descentes?
- claro – connor sorriu – eu já te deixei na mão alguma vez?
- quer que eu enumere por ano ou por vacilo mesmo? – Gabriella perguntou.
Não pude evitar tive que rir.
Chegamos ao setor de festas, que na verdade era uma torre enorme em que a família real promovia festas.
Havia vários guardas na frente do salão com detectores para saberem se o convite era realmente verdadeiro.
- estamos ferrados – murmurei.
- convite por favor – um guarda com cara de mal encarado solicitou.
Connor soltou nossas mãos e entregou os convites, como se nada estivesse acontecendo de mais.
O guarda passou pelo detector, que bipou uma luz verde, para meu alivio silencioso – tudo bem podem entrar.
Assim que passamos pelos primeiros guardas, ainda tínhamos que passar pela segunda leva.
Uma mulher sorridente de cabelos crespos se apresentou.
- a princesa decidiu de ultima hora que gostaria de fazer um baile de mascaras, então se entrarem naquela sala- ela apontou para a direita — encontraram uma quantidade significativa de mascaras, por favor, escolham o que mais agradar.
Nós nos entreolhamos, baile de mascaras?
Entramos na sala, e era verdade, havia uma imensa coleção de mascaras. Escolhi uma preta básica, meu vestido já chamava muita atenção, o preto da mascara realçou o amarelo nos meus olhos. Ilhei para connor, ele escolheu uma mascara azul celeste, era o que mais se aproximava de seu azul gelo. Gabriella preferira uma preta com penas verdes que realçou seu vestido verde jade brilhoso.
- vamos ? – convidei.
Nos finalmente entramos no salão de festa, e fiquei decepcionada com que vi, todas as pessoas dançavam uma musica lenta, Denise estava na parte mais alta do salão, ao lado dos pais e de nicolae, ela usava um vestido longo e roxo, de corte simples e sofisticado, a única coisa que parecia se rebelar em sua aparência era seu cabelo...
- ai meu deus – Gabriella sussurrou excitada no meu ouvido – o cabelo dela esta roxo.
Era verdade, seus cabelos estavam um lilás meio apagado no casco, conforme descia nos cachos, o lilás se transformava em um roxo chamativo e brilhoso, mais ela parecia totalmente calma e estava sorridente, mesmo sua festa parecendo um velório.
- bem já que estamos aqui – connor se curvou de forma galante – senhorita small, dai-me a honra dessa dança?
Gabriella sorriu e puxou um vestido imaginário para os lados, concordando.
Eles foram de braços dados para a pista e fiquei observando nicolae de longe enquanto bebia os coquetéis que serviam. Deve ter se passado uma três ou quatro musicas antes que a rainha se levantasse e fosse a frente se pronunciar, o silencio reinou =, e todos a olharam com grande admiração, ela era forte, pois era claro para todos que ali estavam que vossa majestade Clarisse não estava nada bem, o rosto parecia abatido embaixo da maquiagem, e o corretivo não conseguira esconder as olheiras profundas.
- Hoje é uma noite especial, Hoje a nasceu a menina mais linda, minha filha — ela ofereceu a mão e Denise pegou com doçura, revelando o carinho que ela sentia pela mãe – você foi meu presente mais precioso, e nem uma joia do mundo substituiria você da minha vida, meus parabéns filha, que seus anos sejam prósperos e que seja eternamente feliz ao lado do homem que a faz feliz – nessa hora ela olhou para nicolae, deixando claro a quem se referia.
Ela pode ter dito mais algumas coisas, só que eu perdi o interesse, e comecei a dar uma atenção especial ao champanhe que estava em minhas mãos.
Meus amigos se aproximaram vermelhos e sorridentes.
- sua vez gatinha – connor pegou minha mão.
Olhei em volta, a rainha já havia ido embora.
Estava na metade da pista de dança, quando a fumaça tomou conta do ambiente, Denise por incrível que pareça tinha conseguido mudar de vestido, usando agora uma coisa que parecia faixas mal cobrindo seu corpo, deixando as curvas bem a mostra, e para destacar no branco, sua mascara era roxa na cor dos cabelos.
- vamos começar a festa – eu a ouvi gritar lá de cima.
Uma musica, que mais parecia um batidão começou a tocar estourando os tímpanos, junto com grandes hologramas de Denise em vários lugares da festa, dançando ao ritmo da musica, ela pegou nicolae pela mão e desceu para a pista de dança.
Entendi. aquela baboseira toda de antes, era só para impressionar a rainha.
Nicolae estava a uns quatro metros de distancia de mim, tinha que admitir, ele dançava bem, senti meu estomago se revirar da forma em como aquela menina dançava em volta dele, seus olhos se encontraram com os meus e de alguma forma, tive certeza que ele sabia que era eu.
- que fazer aquele cara se arrepender pela parceira? – connor sussurrou no meu ouvido – ele vai achar que escolheu a garota errada da festa para dançar.
Sorri para ele, sempre lendo minha mente.
Comecei a dançar com connor ao ritmo da musica, como se ele fosse o ultimo homem do mundo, ao meu comando, connor colocou as mãos em meu quadril, colando nossos corpos, dançando ao ritmo da musica, coloquei minha cabeça em seu ombro, e desci o quadril de forma sensual, e não olhava para outra pessoa, nicolae não tirava os olhos de mim, e eu estava disposta a mostrar o que ele estava perdendo.
A musica parou repentinamente, eu estava realmente vermelha, meu coração estava batendo forte. Connor pegou minha mão, sorrindo, olhei em volta, Denise estava falando com umas meninas, nicolae, sumira.
- uau — connor assobiou – nunca tinha visto você dançar assim, você estava mesmo afim de mostrar por cara.
Saímos sorrindo, quando a próxima musica, também num ritmo agitado, começou a tocar.
meu sorriso sumiu no exato momento e que vi o rosto de Gabriella, ela estava vermelha, e parecia que ela havia chorado me soltei de connor e corri em sua direção, e recebi empurrão em resposta.
- Gabriella o que foi? – connor se aproximou.
Ela me encarava com uma fúria evidente no rosto.
- por que você tinha que me tirar ele? – ela parecia que estava se controlando – você já não tem o bastante?
- o que? – franzi a testa – do que você esta falando?
- connor – ela gritou – você sabia que eu gostava dele, eu já te contei faz séculos, por que você tinha que ficar dando em cima dele, daquele jeito — Gabriella apontou para a pista de dança.
- Gabi eu na...
- eu não quero ouvir – ela recomeçou a chorar – para você já não basta ser melhor que eu em tudo?
- não é assim – meu coração palpitava na garganta com a expectativa evidente de perder minha única família — não quero tirar ninguém de você.
- acho que eu vou embora – ela passou a mão nos olhos, enxugando as lagrimas – essa festa perdeu a graça pra mim, e vê se não me segue Amanda.
Pegou minha mão e deixou cair a pulseira de comunicação de Dorian.
- fique com Dorian, que ele proteja você.
Ela se foi, me deixando chocada.
- connor – me virei para ele – tem que dizer a ela, diga que não era por você, que era por outra pessoa.
Connor ainda estava encarando a porta que Gabriella acabara de passar.
- ela gosta de mim a anos? – connor fechou os olhos – e você nunca me contou, mesmo sabendo que eu poderia fazer algo que a magoasse, sem perceber?
- não foi assim – pronto, vou perder os dois – éramos mais jovens quando ela me contou, e ela saia com outros rapazes na época então não me pareceu...
- importante? – ele completou – sabe, eu acho que vou atrás dela, e é melhor você ficar por aqui, deixe Denise te ver, curta sua vingança, vou atrás do que é importante.
Connor foi atrás dela, como dizer a ele que nada valia a pena sem eles?
Não da para acreditar de perdi meus dois melhores amigos por causa de uma dança idiota, eles não entenderiam meus motivos egoístas.
Devo ter bebido umas quatro ou cinco taças depois que eles partiram, dancei um pouco, alguns homens me chamaram mais meio que perdi a vontade, peguei um ponche e fui para um canto virar minha taça. E encostei na janela e quase cai, não era bem uma janela, era uma porta muito bem escondida, entre as cortinas. Apertei a maçaneta em forma de diamante e ela fez um “clic”.
Sai sem ser percebida, não que alguém estivesse ligando para mim.
O cenário que me deparei era de tirar o folego, era uma sacada de pedra com um ar rustico girando a minha volta e dava para ver a cidade brilhando lá embaixo com os pontinhos luminosos indicando onde havia uma residência e logo acima de minha cabeça milhões de estrelas artificiais brilhando lá em cima, só que uma pequena parte do meu cérebro captou essas coisas, minha atenção estava concentrada na pessoa escondida nas sombras
Nicolae estava encostado casualmente na pilastra curta, com uma taça nas mãos, tinha que admitir, ele estava imensuravelmente lindo naquele smoking, a mascara preta e verde oliva deixavam seus olhos mais vivos.
De qualquer forma, oficialmente eu não deveria estar nessa festa então, dei meia volta.
- Amanda?
Droga, droga, droga.
- que merda era aquela? – a voz de nicolae estava sombria – o que esta fazendo aqui com ele?
- desculpa eu – refiz a frase – espera, com ele?
- é dançando daquele jeito – ele começou a se aproximar – não parecia você, estava se oferecendo de forma...barata.
- barata? Que droga eu estava dançando — fiquei com muita raiva, senti meu rosto ficar vermelho – sua namorada também estava dançando assim como as outras garotas, era só uma dança idiota.
Ele se aproximou perigosamente de mim, a única distancia que havia entre nos era a diferença de altura.
- mais ela é assim, as outras são assim, vulgares, oferecidas – sua voz estava dura, fria, parecendo distante – mas você não. Você é minha.
Então ele me beijou.
E eu o afastei antes que pudesse sentir o seu gosto.
- você tem outra pessoa lembra? – provoquei – você tem que fazer uma pessoa feliz essa noite, e ela não sou eu.
- estou mais preocupado com o que eu quero agora – ele rosnou.
- e o que você quer? — aproximei.
Nicolae não respondeu, as labaredas nos olhos dele já eram resposta o suficiente. Eu não sei se foi por causa da bebida, ou se eu realmente o queria a ponto de ficar louca, mais me aproximei na ponta dos pés, passando a mão pelo seu pescoço, puxando sua boca para a minha.
Um tipo de beijo desses não se esquece tão rápido, e nunca haviam me beijado assim, nicolae me beijava com fúria, raiva e era como se tentasse colocar tudo o que sentia num único gesto. Me perdi o equilíbrio, ele era muito mais auto.
Nicolae afastou a boca da minha olhando em volta, então começou e me empurrar de leve para trás, me pegou pela cintura e me colocou sentada na sacada. Me recusei a olhar para traz, ao invés disso me preocupei com o homem que estava a minha frente, ele me beijou de novo, e foi muito melhor estar a altura dele, passei as mãos pelo seu cabelo e ele era mais macio do que eu havia imaginado, nicolae pediu passagem com a língua, enquanto sentia suas mãos nos meus pés, e para a minha surpresa, suas mãos começaram a subir pela minha perna, levando consigo meu vestido e deixando uma rastro de calor por onde seus dedos passavam, ele depositou o monte de tecido em meio as minhas cochas e começou a fazer o caminho de volta, só que dessa vez por debaixo da perna entrelaçando-as nas costas dele, me segurei com firmeza em volta do seu pescoço, quando nicolae começou a se afastar da sacada se interromper o beijo.
Senti meu corpo se arrepiar quando minhas costas encostaram na parede fria, nicolae me prensava contra a parede e seu corpo, me fazendo senti-lo por completo, de seus músculos delineados, ao evidente volume entre suas pernas, estremeci ao notar o quanto ele me queria, fazendo com que eu realmente achasse que havia roupas de mais entre nós.
- o que é isso? Uma porta? – ouvi uma voz de mulher perguntar.
E como um tapa na cara, eu estava sozinha, e caindo, ajeitei meu corpo para que pudesse cair de pé, nicolae estava em frente a porta de vidro segurando a maçaneta com as duas mãos.
- o que foi – uma segunda voz questionou – esta trancada?
- não sei – a primeira parecia desapontada – vamos pedir a um dos soldados para abrir, quero saber o que tem aqui.
Nicolae suspirou aliviado quando a pressão se foi. Ele se endireitou, e me olhou como se eu fosse uma miragem.
- o que eu estou fazendo? – ele passou a mão nervosamente pelo cabelo comprido – o que eu estou fazendo?
- nicolae? – chamei baixinho.
- não – ele levantou a mão me detendo – eu perdi o controle com você, eu não posso fazer isso.
- perdeu o controle? – ironizei – por que não coloca a culpa na bebida? Diga que estava bêbado, e não que você queria.
- você acha que estar bêbado mudaria alguma coisa ? – nicolae se aproximou de mim – eu sei me controlar ate com álcool no organismo.
- então você não tem muitas desculpas não é? — Sorri para ele
- não me provoque Amanda — nicolae rosnou pra mim, mas de forma sensual – não provoque mesmo.
Ele se afastou de novo, só que dessa vez com o som de uma sirene, olhamos para cima, havia uma luz vermelha sendo emitida do alto da torre.
Nós encaramos por um milésimo de segundo, sabíamos exatamente o que aquilo significava.
Leviatãs.
- o que você está fazendo comigo? – ele ajeitou a mascara no rosto e saiu.
Corri para a porta, as pessoas já estavam saindo as pressas com seus devidos soldados acompanhando seus protegidos.
Subi numa cadeira.
- onde você esta? – olhei em volta – Denise.
Devem tela levado a algum dos esconderijos daqui, tirei os sapatos e corri para o primeiro.
- que ela não tenha sido levada – rezei – não podem ter levado ela!
Notas finais
comentem poor favooor....!
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