Sacrifice
19 Uma não pode viver....
Notas iniciais
Minha gente linda, vamos continuar vendo a tensão que se formou no império?
Mil beijoos, boa leituraa...
Vazio.
Vazio, vazio, vazio.
Todas as salas por onde entrava a procura da princesa estavam vazios, não havia nem guardas para garantir a segurança do lugar.
Eu não acredito nisso, ela não estava em lugar nem um. Eu sabia exatamente o que fazer caso fênix fosse atacado, não havia passado por essa aula aqui, estava completamente perdida.
Vi um brilho avermelhado saindo do meu pescoço, olhei para baixo e notei que estava vindo do meu colar-comunicador. Vermelha e não verde, deveria ser uma emergência.
- Amanda – a voz de nicolae fez meu coração dar um salto.
- pode falar.
- o conselho está reunido no setor 4 – sua voz estava dura e fria como era normal quando ele usava aquela mascara de tenente – preciso que esteja aqui o mais rápido possível.
- entendido – e desliguei.
Tirei os saltos e comecei a correr, esse era um compromisso pro qual não deveria me atrasar, não sabia o que era esse conselho mas isso não soava bem, pela primeira vez não me importei com a velocidade de aerotubo, quando as porta se abriram me deparei com um lugar totalmente diferente com que estava acostumada, havia varias mesas, com varias pessoas ao redor, com seus rosto sérios, e vestidos formalmente, discutindo baixinho.
Praticamente todos se viraram para mim quando desci do elevador, tentei manter o máximo de dignidade ao me dirigir onde nicolae estava, ele já havia trocado de roupa e usava o uniforme dos sombras, mandei os fantasmas que rondavam minha para longe, pois eles me desconcentravam e traziam fantasias que não eram próprias para o momento, só para garantir, não olhei nicolae nos olhos.
- que bom que chegou senhorita st’clarer – um velho se aproximou de mim – temos alguns assuntos urgentes para tratar.
Me ajeitei formalmente, evitando, pensar no jeito que ele esquadrinhou meu corpo.
- pode falar senhor .
- nessa noite, um grupo de leviatãs consideravelmente grande entrou na nossa cidadela – ele se sentou, de um jeito que ficava de frente para todos nós – E ficou claro que estavam aqui com um único objetivo, raptar a princesa.
Meu coração caiu, era o que eu temia.
- então eles a levaram mesmo ?
O velho me encarou seriamente .
- sim senhorita st’clarer eles a levaram, mataram as duas meninas que a acompanhavam, as duas da realeza, mortas e abandonadas e a única coisa que eu me pergunto é onde estavam os sombras da princesa nessa hora ?
Se o senhor quer mesmo saber, eles estavam em uma sacada super linda, se agarrando de forma quase sexual. Só que não podia dar essa resposta sem levar um tiro no meio da testa, então fiquei em silencio.
- estávamos na festa lorde Henri – nicolae tomou a palavra – se não me engane, o senhor essa manhã chegou-se a mim e disse para não me preocupar com a segurança, por que o conselho estaria tomando conta de tudo. Curta a festa, não foi o que o senhor disse?
Lorde Henri olhou para as pessoas a sua volta, como se esperasse que eles pulassem em cima dele com facas.
- nunca pensei que eles se atreveriam a adentrar na cidadela na noite do aniversario de vossa graça – ele pós a mão sobre os olhos, parecendo cansando – a rainha mãe não esta forte para receber esse tipo de noticia.
- temos outras coisas para resolver nesse momento lorde – um homem calvo se aproximou da roda que havia se feito – tipo a punição, a rainha pode ter a noticia que sua filha foi sequestrada junto com a noticia de que os responsáveis foram punidos.
- seu desgraçado – nicolae se levantou – punidos? Os responsáveis? Sinceramente Carlos eu esperava mais de você, o que esta pensando, que nos matando vai tirar a culpa de cima do conselho?
Punidos? É verdade, quase havia me esquecido do ditado, se seu protegido morrer, o sombra morre, não pode haver uma sombra se não há uma pessoa. Eles iam me matar, e matar nicolae também.
- lorde Carlos tem razão nicolae – o velho se levantou – ainda temos que resolver a situação de vocês dois.
- vocês não tem que resolver nada – ele apontou para mim – a culpa não foi nossa, na verdade, não foi de ninguém, a única coisa que sabemos é que eles tem algum informante aqui dentro, alguém que esta num nível superior, se não eles não teriam como saber que não estávamos cuidado da segurança de forma rotineira.
Eles se olharam de forma constrangida, como se fosse impensável o fato de haver um delator no meio do conselho.
- senhores, que bom que os encontrei – aquela voz me fez ficar arrepiada – estava mesmo querendo bater um papo com os senhores sobre alguns assuntos.
- tenente Vicente que honra telo aqui – lorde Carlos se levantou para cumprimenta-lo – junte-se a nós.
Senti a fúria costumeira que sempre se seguia quando me encontrava com ele.
- Amanda – ele pareceu surpreso — como esta bela, alguém a chamou para entreter a noite ? ou foi somente para ser um colírio para esses velhos?
Sabia que não podia responder a provocação, Vicente acabara de me chamar de prostituta de forma subliminar, mais deixei passar, eu tinha outras coisas com o que me preocupar.
- acho que posso dispensar vocês – lorde Henri deu uma ultima conferida no meu vestido – nicolae, Amanda, sugiro que se recolham, pois amanhã deixarei que a rainha decida o vossos destinos.
Me curvei de leve e sai.
Assim que desci do aerotubo senti meu estomago embrulhar, e eu tinha certeza que a viagem nada tinha haver com isso. Nicolae estava logo atrás de mim.
- vamos morrer? – perguntei – não minta para mim.
Ele me encarou com aqueles olhos em estranhos tons de verde, só em pensar que a ultima vez que nos olhamos ele estava tirando minha roupa, já era o suficiente para me deixar completamente arrepiada. Sacudi a cabeça de leve, espantando esse pensamento, não era hora pra isso.
- provavelmente sim – nicolae parecia cansado – aqueles velhos vão por a culpa em nos, para poder se livrar, só que eles tem razão, tenho culpa nisso, eu não deveria ter saído de perto dela.
Abaixei a cabeça, o que dizer numa hora dessas? Não é sua culpa?
Nós dois havíamos errado, não deveríamos ter saído de lá. Só que eu sabia que os leviatãs não podem sair de dia, sus peles são demasiadas sensíveis para aguentar o sol, nos ainda podíamos alcança-los.
- vou atrás dela – comentei.
Nicolae me encarou como se testasse minha sanidade mental.
- você ficou louca? – nicolae se aproximou, e dei um passo para traz automaticamente – numa ouve um resgate na historia, todo mundo sabe que é suicídio.
- então diga pra mim o que você prefere ? – gritei – morrer sem nem um tipo de honra ou qualquer forma de defesa ou ir atrás dela e ter a chance de resgata-la.
- isso é impossível – ele murmurou.
- por que? – questionei – só por que ninguém nunca fez? Para tudo se há uma primeira vez.
- não vou deixar você ir sozinha – nicolae passou a mão nos cabelos – nem sabe onde os mapas indicam que é o acampamento deles.
- venha comigo – sorri – me mostre o caminho.
Pareceu que se passara horas que ele estava pensando, os corredores estavam vazios e eu sabia que não encontraria alguém aqui dentro tão cedo. Os guardas deveriam estar do lado de fora da cidadela, se assegurando que estava tudo seguro.
- eu vou – nicolae murmurou – acho que pode dar certo, mesmo tento grandes chances de não dar, e mesmo sendo loucura.
- por onde começamos – perguntei.
- a sala de armas – ele começou a andar – temos que pegar alguns equipamentos.
Eu o segui, achei que haveria um setor especial para as armas aqui presentes, o que mais me surpreendeu foi quando tomamos caminho para a ala de dormitórios da realeza, nicolae caminhava confiante como uma pantera a minha frente e eu apenas acompanhava seus passos, fiquei olhando os quadros com as fotos reais, nos paramos exatamente embaixo da foto do príncipe August, não havia indicação, mas todos sabiam quem era o primeiro príncipe a ser morto por leviatãs enquanto protegia a família, logo após ele havia um menino com aparência de uns 6 ou 7 anos com o rosto duro e parecendo infeliz, mas que sou eu para julgar, seguido de perto pela rainha Clarisse, em sua juventude, ela era realmente bonita.
- Amanda – nicolae chamou.
Onde deveria estar a parede embaixo do quadro do príncipe August estava uma porta larga, nicolae já entrara lá dentro, eu o segui.
Meu queixo caiu, nunca tinha visto um arsenal tão grande, o que havia naquela sala dava para abasteceu um exercito.
- esta faltando um capacete .
- o que? – perguntei.
Ele apontou para um local em que estavam depositados vários capacetes, havia um buraco entre a linha prefeita em que eles estavam postos, revelando que estava faltando uma peça.
- eles devem ter levado para ela – sorri – isso pode dizer que não pretendem mata-la imediatamente.
- o que mais me preocupa é como eles entraram aqui – ele parou por um minuto – vamos temos que pegar muitas coisas.
Ele me entregou uma mochila enorme ela se erguia acima da minha cabeça. Uma muda de roupas pretas em seguida colocou a sua mochila no chão e começou a tirar a roupa, arregalei os olhos perante seu peito nu, forte e lindo. Virei os olhos, constrangida, e tirei minha própria roupa, vestindo-me logo a seguir, não pensando no homem que estava logo atrás de mim. A roupa aderira ao meu corpo como uma segunda pele, constrangedor, mas ela parecia ser forte e resistente, coloquei as luvas, eu estava completamente de preto.
Me virei, nicolae saíra da sala para me dar privacidade. Levantei as mãos para prender meu cabelo, então eu a vi, a pulseira que Gabriella me devolvera.
- Dorian – chamei.
- senhorita- sua voz mecânica saiu arrastada.
- preciso de você.
- estarei logo ai – e a luz se apagou.
Peguei minha mochila e o capacete e sai, nicolae estava arrumando as armas na roupa.
- fique parada – ele orientou assim que me aproximei.
Me colocou uma arma pequenina na minha bota, na cocha, e foi subindo me preenchendo de armar bombas e faças, enquanto me concentrava em não me distrair com seu toque.
- o capacete tem comunicadores embutidos, então não se preocupe – ele regulou o comunicador do meu capacete – o único empecilho será na respiração, mais você se acostuma.
Concordei. Dorian chegou voando. Sim, voando. Sorri para ele.
- Gabriella esta bem – perguntei.
- positivo senhora – ele se aproximou – esta em seus aposentos em companhia do senhor mason.
Ótimo. Pelo menos eles não vão se meter em confusão.
- preciso de um favor.
-senhora – ele se aprumou.
- primeiro, não me chame de senhora – sorri – segundo, preciso que me leve para fora da cidadela.
Ele concordou, e descobri que isso seria útil, ele concordar desse jeito, sem pedir outras informações.
Nicolae passou em seu quarto para pegar alguns mapas que ele achou que seria de alguma ajuda, meu corpo estava vibrando, estávamos prestes a fazer o que ninguém jamais fizera na historia do mundo.
Caminhamos o mais despercebidamente possível ate os portões, havia três guarda de plantão, mais eu sabia que não duraria muito, outras dezenas já deveriam estar a caminho.
- com licença – pedi educadamente.
Eles se viraram em nossa direção, nicolae me olhou de modo que perguntava por que eu havia estragado nosso esconderijo. Chamei meu androide comigo.
- senhorita – o menor e careca se aproximou – em que podemos ajudar.
Ele esquadrinhou meu corpo os olhos. Senti um arrepio indesejado na espinha. Isso era nojento.
- preciso sair – sorri me apoiando em Dorian.
- sair — ele riu jocosamente – tipo pra fora da cúpula da proteção ?
- é.
- isso não será possível mocinha –ele levantou a arma — volte para o quarto .
Foi num milésimo de segundo tão rápido que eu perdi, quando prestei atenção Dorian estava com os dois braços levantados e neles contendo quatro armas gigantes, cada uma apontada para um guarda.
- faça o que ela esta pedindo – Dorian ordenou – posso matar vocês antes que seus dedos cheguem ao gatilho, então abram o portão.
O guarda estava de olhos arregalados olhando para mim e nicolae.
- simas – ele se virou – abra o portão para eles.
- ma...mais senhor – um rapaz miudinho estava na cabine de comando – e as ordens.
- se eles querem morrer – ele sorriu para mim de forma desdenhosa – só nos resta torcer para que seja de forma bem dolorosa não é?!
O rapaz demorou uns instantes para entender o que ele queria dizer, mais abriu a cúpula.
Olhei para Dorian.
- assim que sairmos va atrás de Gabriella, e fique com ela – ordenei – vou chama-lo quando voltar, para reabrir o portão.
- entendido Amanda – ele sorriu – vou esperar o chamado.
Era perturbador e caloroso ver seu sorriso, ela incrível como parecia humano.
Coloque o capacete. Nicolae estava bem a minha frente já na frente do portão.
- vamos pequena – ele me chamou – vamos nos matar.
- ou mudar o mundo – sugeri.
Caminhei para fora, sentindo a areia sobe minhas botas, respirei com dificuldade, encontrar aquela menina viva, seria meu único modo de continuar vivendo. Que ironia, estava dependendo da garota que mais odiava para viver, e eu ia continuar viva, não importava como, eu tinha que encontra-la.
Notas finais
mil beijoos...
Ai o proximo capitulo vai ter coisas que ninguem espera hahaha......bye
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