Sacrifice
34 O melhor dos presentes!
Notas iniciais
18 anos.
Tem um significado muito maior para mim do que para a maioria das pessoas. Não significar que agora posso beber, por que já faço isso a muito tempo. Não significa que posso dirigir por que nunca me interessei por espaçonaves. Mas sim o fato da responsabilidade, eu estava ficando de maior e ao mesmo tempo me tornando responsável por outras vidas. Pequenas vidas naqueles casulos e nos poderíamos cria-los. Eles eram a resposta para recomeçar.
Como teríamos uma festa de comemoração nessa noite, fiquei o dia inteiro sento torturada...digo, cuidada por Gabriella, nicolae ate tentou me mandar profissionais mas eu sabia que minha amiga enfartaria caso não me arrumasse com ela.
Então desde a hora em que acordei, minha amiga esta nos submetendo a tratamento de beleza completa, até connor entrou nessa, esta jogado na cama com uma mascara de pepino com gelo seco.
- tem alguém a porta – nath informou.
Gabriella soltou um gritinho agudo e correu para a porta, com a mascara e morango pingando. nos duas sabíamos o que era.
Meu vestido.
Ela voltou com uma caixa grande, ela a jogou em cima da cama e abriu a tampa, e como num passe me magica, nossos sorrisos sumiram, aquilo definitivamente não era um vestido, era um monte de retalhos, o vestido branco a minha frente, era perfeito para uma prostituta, os poucos panos que haviam nele, mal cobriam minhas partes intimas.
- uou – Gabriella assobiou – que ele acha que é para te fazer usar isso?
Não se estresse, disse a mim mesma.
- não vou usar isso – tampei a caixa – vou usar um da sua criação.
Gabriella arregalou os olhos para mim.
- serio? Faria isso?
- com o maior prazer do mundo – sorri – você escolhe, fica ao seu critério.
- ai meninas – connor murmurou na cama – isso terminou? Por que estou afim de comer minha mascara.
Nos duas rimos, connor nunca mudava.
Terminei minha mascara de abacate e dei uma escapada até o laboratório para ver meus bebês. Cada um deles estavam dormindo tranquilamente dentro de suas incubadoras, três elefantinhos, dois potros, duas éguas, um leão e cinco leoas. Escolhi os animais que demorariam algum tempo ate estarem prontos para termos algum tempo e também para que estivessem prontos quando terminássemos de trabalhar a terra.
- Amanda – Miica chamou – que bom que esta aqui, olha o que consegui.
Caminhei até ela, no balcão onde ela trabalhava havia areia, do tipo que predomina na terra hoje em dia, ela me mostrou um processo que havia tentado, com o sol na temperatura certa, com adubo e com água, a areia se tornou terra de novo, peguei um punhado na mão, estava fofa e macia. Sorri, isso é incrível.
- você é um gênio – murmurei emocionada.
- A proposito – ela colocou a mão em meu ombro – feliz aniversario.
- é o melhor presente que eu poderia receber – eu a abracei.
Meu cordão em forma de lagrima começou a emitir uma luz verde realmente incandescente.
- Amanda eu espero com certeza que não esteja trabalhando no dia do seu aniversario – nicolae falou com a voz carinhosa, mas ela ainda estava bravo – e meus parabéns querida, viu minhas flores?
Quando acordei essa manhã havia um buque de tulipas roxas em cima do travesseiro, as mesmas flores que na cabana nicolae prometera me mostrar um dia, como elas eram extremamente frágeis e como o ar rarefeito e inadequado para as flores, sabia que ela morreria rapidamente, então fiquei com elas ate murchar, depois pedi que Gabriella as colocasse em minha mascara, para que o cheiro das flores ficassem em meu rosto e pescoço, sabia que ele gostaria do cheiro em mim.
- eu amei – sussurrei – de verdade, e elas tem um cheiro maravilhoso.
- são seu perfume que as pétalas com ciúmes roubam de madrugada.
Sorri.
-majestade estão todos ouvindo aqui no laboratório – provoquei.
- então estou certo – nicolae riu jocosamente – você esta trabalhando.
- tecnicamente não.
- saia já dai Amanda é seu aniversario – nicolae me provocou – vá se divertir, o que achou do vestido?
- não vou usa-lo – falei devagar.
- e por que não?
- nicolae você viu o que me mandou?
Não, eu não vi gosto de ter a surpresa de te ver dentro dele – ouvi uma voz falando com ele, depois duas, três, e de repente ficaram em silencio, quase pude ver nicolae levantando o dedo, mandando eles calarem a boca – pedi que Amber o comprasse, porque ela é mulher, achei que ela escolheria algo apropriado.
Amber. Claro, deixe comigo.
- arrumei algo que gostei mais tem problema?
- de jeito nem um minha pequena – quase o vi sorrir.
- então ate de noite.
- serei o homem procurando pela luz da sua vida.
- serei essa luz – espero.
Dei uma ultima olhada em meus bebês, estava quase partindo quando ouvi John me chamar.
- feliz aniversario – ele me abraçou com força- tenho algo pra você.
- não era necessário – ruborizei-me.
Ele tirou do bolso interno do jaleco, uma pequena caixinha retangular, minhas mãos estavam tremendo, o cordão que havia lá dentro era simples e lindo, de ouro fino, com um pingente de borboleta na ponta, feito de rubis.
- John – ralhei – isso deve ter sido caro. Não posso aceitar.
- pode e vai – ele insistiu – você merece, fez uma coisa revolucionaria com apenas 18 anos, é incrível.
- eu agradeço – sorri – vou usa-lo hoje a noite. E você esta convidado.
- será uma honra.
Um dos cientistas o chamou e ele teve que correr, fui cumprimentada por mais meia dúzia de gente antes de puder sair.
Quando voltei ao quarto Gabriella estava surtando, dizendo que estava irrevogavelmente atrasada, então me entreguei ao seus cuidados, só dei por mim, quando ela terminou de ajeitar meu cabelo, ela havia clareado bem levemente as pontas, em apenas um tom, e acentuara os cachos para que desse um pouco de volume, a maquiagem estava ao estilo natural, e me surpreendi ao me virara e notar as sardas pipocadas nas suas bochechas.
- natural?
- connor diz que gosta de mim assim, mais ao natural, então estou me esforçando – ela ficou vermelha, acentuando as sardas.
- você fica linda assim amiga – me levantei — e esta feliz, esse é o mais importante – olhei bem em seus olhos verdes – tem algo mais?
- ele disse que me ama – ela sorriu de orelha a orelha – foi a primeira vez, mais ele me disse que vai compensar os anos de cegueira, dizendo que me ama todos os dias, ate quando brigarmos.
- estou muito feliz por você – a abracei com força.
Quando terminamos a maquiagem, Gabriella trouxe meu vestido, assim que o vi, me apaixonei na hora, ele era vermelho, tomara que caia, ao estilo calda de sereia. Minha amiga sabia exatamente como me encantar, peguei o vestido sentindo o tecido, era maravilhoso.
- lindo – sorri como um gato – é perfeito.
E então 3 horas depois eu estava completamente pronta. Me olhei no espelho, nem parecia aquela garota que chegou aqui a um ano atrás, essa era completamente diferente, mais madura, mulher. É acho que mudanças são boas ao final das contas.
Peguei o cordão de John e coloquei no pescoço, a pequena borboleta começo a brilhar lindamente, sorri para ela.
- só falta uma coisa – Gabriella se aproximou com um batom nas mãos – para combinar com o colar e o vestido!
Ela passou a textura delicada sobre meus lábios colorindo de rubro, da cor de sangue.
- perfeita – ela murmurou.
Fomos eu, Gabriella e connor, como a meses antes, para o mesmo salão em que havia ocorrido a festa de Denise, mas a decoração estava completamente diferente, estava com uma ar. Real. E não de uma garotinha mimada, simplesmente amei o que nicolae havia mandado fazer, havia centenas de tulipas roxas em todos os lugares, era tudo completamente lindo.
Assim que entramos, me perdi entre a multidão que me pegava, me cumprimentava de apertava, abraçava, me senti completamente perdida naquele mar de gente. Eu não conhecia ninguém, mas todos ali pareciam me conhecer e ate admirar.
- onde ela esta? – escutei a voz do meu amado.
E como num passe de magica, todos se afastaram, e pude vê-lo. Nicolae estava usando um conjunto de terno preto, e uma blusa branca, sem gravata, ele usava a aberta em três botões. Lindo e meu.
Nicolae me ofereceu a mão e eu a peguei com delicadeza. Ele me levou até a pista de dança. Eu não disse nada apenas o segui, e comecei a dançar, sem tirar os olhos de seus estranhos tons de verdes.
- você está tão linda que parece que vai explodir em um milhão de luzinhas e sumir.
- obrigada – ruborizei-me.
- nunca vai se acostumar a meus elogios? – ele me beijou de leve.
- não.
- que bom – ele sorriu – porque adoro ver você corar, só assim consegue ficar mais bonita.
Senti os olhos de todos pelas minhas costas, sabia que todos estavam nos vendo e fiquei desconfortável.
- quero te mostrar uma coisa – nicolae anunciou quando a musica acabou.
Ele me levou pelo salão, com todos nos olhando. Pouco a pouco, a atenção saiu de nos para os casais que agora entravam na pista de dança, nos substituindo.
Nicolae abriu a porta que a algum tempo atrás. O ar estava gelado, ventando uma brisa suave, tantas lembranças vieram a minha mente quando cheguei ali, nosso primeiro beijo, nunca em minha vida, poderia imaginar o tamanho da minha sorte.
Me virei para o homem que agora fechava a porta.
- e aqui estamos – sorri – de novo.
- Eu nunca imaginaria que poderia ficar confuso como fiquei naquela noite.
- eu causo esse efeito nas pessoas – brinquei.
Ouvimos as risadas la de dentro, nicolae parecia preocupado, então fiquei curiosa.
- então – me apressei – temos uma festa, o que quer me mostrar?
- isso – nicolae se ajoelhou e retirou um anel de brilhantes do bolso do terno.
Meu coração começou a martelar dolorosamente contra as costelas, eu não sabia como reagir, mudei de ideia, esse era o melhor dos presentes.
- Minha pequena menina, passei o dia inteiro pensando quais seriam as palavras que te falaria neste momento, momento este que sonhei, e em meus sonhos tudo era muito romântico, perfeito e especial. Minha pequena nem mesmo a mais bela das poesias pode enfatizar o que sinto por você, como poetizar se tu és a própria poesia, és a própria beleza, és a maior demonstração do amor, querida menina de joelhos eu te peço, me de a hora de se casar comigo, ou certamente morrerei na abstinência deste amor – nicolae pegou minha mão carinhosamente – preciso de você a cada dia, todo o instante em que paço longe de você e uma doce tortura, e preciso saber nesse instante se quer ser minha mulher, para sempre. Além da morte!
Não, não, não minha mente gritou, você acabou de fazer 18 anos, não esta pronta.
- sim – comecei a chorar, não importa a idade, ele era meu – sim, sim eu aceito.
Ouvi um grito ensurdecedor estourando a bolha de minha completa felicidade.
- não acredito que você pediu ela em casamento – Denise gritou da porta — não vou deixar isso acontecer, nunca!
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