Sacrifice

30 Novas Barreiras


Notas iniciais
MEU DEUS, VOCÊS QUEREM ME MATAR...EU QUASE MORRI...MAIS DUAS RECOMENDAÇÕES.... SUAS LINDAS...MILHÕES DE OBRIGADAS A VOCêS...!
Stephani Malik & Emily Sophia AD...ESSE CAPITULO É ESPECIALMENTE DEDICADO A VOCÊS SUAS LINDASS !

– convite – um dos guardas roupas latiu, reconheci ele como um dos homens que haviam impedido minha fuga.

– ah... eu não tenho – falei – talvez meu nome esteja numa lista ou algo assim.

O homem me olhou de cima a baixo e pegou um convite do bolso interno do paletó.

– Amanda st’clarer?

– eu – sorri.

Ele verificou meu convite e em seguida me deixou passar, o salão estava mais esplendoroso do que da ultima vez, haviam mesas por toda parte, toalhas de linho branco cobriam cada uma delas, e um elegante vaso contendo tulipas vermelhas estava depositado sobre a mesa, taças de champanhe, com detalhes que pareciam em ouro estavam depositadas elegantemente ao lado de cada prato, igualmente belos. Me sentei sozinha em uma mesa, fiquei admirando as bandeiras da família real, um leão, com seus olhos de jaspe. um garçom se materializou se oferecendo para me servir durante aquela noite, fiquei surpresa, cada mesa teria seu próprio garçom. Agradeci e aceitei a taça de champanhe que me foi servida.

Enquanto esperava meu amado, comecei a observar as pessoas a minha volta, eles pareciam tão alienados e fora de si, as meninas mais jovens, sempre com seus vestidos curtos, e maquiagem quase gótica com lábios rubros, ficavam cochichando e olhando para a mesa que certamente nicolae sentaria. As mais velhas ficaram apenas olhando umas para as outras com caras de nojo e de superioridade, eu não pertencia aquele mundo. Os homens, fumavam, bebiam e riam entre si, mas seus rostos pareciam entediados e irritadiços.

A trombeta soou ao longe, indicando a chegada do rei, achei graça, nicolae ate pouco tempo atrás era um soldado, agora ele tinha dois soldados a sua volta. Ele estava com um smoking preto como todos os homens naquele lugar, só havia que diferente o pequeno aro em sua cabeça, indicando sua real nobreza, e o lenço que havia no bolso da frente do seu paletó que era exatamente do mesmo tom de seus olhos, e do meu vestido.

Ele veio acompanhado por seus guardas e se sentou na sua mesa, em seguida veio Victor e seus guardas, Denise também compareceu, usando um vestido negro longo, de veludo, estava quase me surpreendido de como ela estava pacata, quando vi si que a abertura atrás do vestido, quase mostrava a polpa da sua bunda, pelo menos seus cabelos estavam loiros novamente. Pelo visto Nicolae resolvera manter o titulo deles, ele fizera bem, não seria certos jogar os dois na sarjeta, um titulo de nobre era melhor do que não ter titulo nem um, Denise se sentou numa mesa com algumas meninas, e Victor se dirigiu a um grupo de homens, minha intenção era ir ate nicolae, queria que ele visse que havia me arrumado para ele, só que a multidão em volta de sua mesa impossibilitava minha aproximação, então fiquei na minha mesa a noite inteira, bebendo, e o olhando a distancia, em certo momento meu garçom me perguntou se que queria algo de beber mais meu estomago estava embrulhado.

Vi pelo canto do olho alguém se sentar ao me lado. Denise se serviu de champanhe, e ficou passando o dedo indicador sobre a borda da taça.

– se eu fosse você, eu me levantaria e iria lá, retirar ele daquela bagunça.

Olhei para ela, parecia serena, com certeza não se comparava com a garota espumante que sairá do quarto de nicolae aquela manhã.

– você esta bem?

– eu? – Denise me olhou com humor – claro, sabe passei muito tempo obrigando ele a fazer coisas que não queria, descobri que tinha um escravo, não um namorado, e me senti muito culpada.

– então não esta com raiva de mim?

– sim eu estou – ela sorriu – por que sei que dormiu com meu namorado. Mas ainda terei minha vingança.

– na verdade estamos quites – comentei – eu salvei sua vida.

– tulche

Denise sorriu e levantou o copo em um brinde silencioso. Quando ela se levantou e saiu, de alguma forma sabia que ela não me odiava, estávamos caminhando , para algo parecido com amizade, ou quase.

Depois de algumas horas esperando, e com algum nível de álcool no meu sangue, um soldado se aproximou de mim perguntando meu nome, assim que o informei ele pediu que eu o acompanhasse, achei que ele expulsaria sobre a acusação de beber todo o champanhe da festa, mais em vez disso ele me levou ate nicolae, enfrentou bravamente a multidão e saiu de lá acompanhado pelo rei.

Nicolae tomou minha mão e me levou ate a pista de dança, começamos a dançar lentamente

– de desculpe por fazê-la esperar, o conselho esta me sufocando por eu ter desligado meu celular – ele me olhou – você esta incrivelmente linda, eu sabia que gostava dos meus olhos.

– eu gostei mesmo obrigada – murmurei.

– esta chateada?

– não.

– sim, esta chateada – ele pareceu triste, eu não queria fazê-la esperar, não a chamei antes por que não queria que se aborrecesse com esses assuntos chatos.

– não que ria me fazer esperar? – perguntei sarcasticamente – ou não queria que seus conselheiros preciosos vissem que esta saindo com uma garota normal?

– o que? – nicolae se indignou – mais é claro que não, da onde tirou essa idéia?

– não sei, só pensei isso – acho que não estava em minha plena consciência.

Nicolae me puxou e me beijou, seu beijo na era gentil, ele estava zangado, por eu dizer aquelas coisas, e aquela era sua forma de mostrar que não se importava de se visto comigo, ele estava me beijando na frente de toda a realeza mundial. Droga eu o havia irritado.

Quando o ar me faltou, fui eu a me afastar. Ficamos nos encarando por alguns segundos.

– eu não me importo que todos eles vejam – ele rosnou entre dentes – não me importo que saibam. Você foi a única pessoa que eu considerei me abrir, você foi a única pessoa que me viu no meu modo mais afetado, então não diga que eu tenho vergonha de você.

– desculpe – murmurei.

O que ele me diria, foi interrompido por um nobre, não havia notado que a musica terminara.

– sua graça.

– sim – nicolae respondeu rispidamente, pelo visto ele também não gostou de ser interrompido.

O homem demorou um pouco para responder, tendo em vista o tom não muito bem vindo do rei.

– alguns senhores gostariam que o senhor, também oferecesse uma dança a suas filhas.

– já estou acompanhado – nicolae parecia mais bravo a cada segundo, apertei seu braço levemente.

– vamos, você não pode negar uma dança a essas meninas – tentei parecer condescendente.

– não vai ficar com ciúmes?

Fiz sinal com o dedo para que ele se aproximasse.

– você vai arrumar uma maneira de me recompensar.

– com certeza – ele respondeu em um tom quase pervertido.

Fui para um canto do salão e fiquei observando de longe, ele dançar, com garota, após garota enquanto isso continuei bebendo, tirando o fato do homem da minha vida estar ali, aquele lugar não tinha graça, pelo menos para mim, sem pessoas felizes ou amistosas.

Estava indo atrás de alguma coisa para beliscar quando senti um puxão no braço e fui arrastada para dentro das cortinas, reconheci a pessoa sem mesmo ver, porem não era um reconhecimento bom, o cheiro de café e canela pareciam impregnados ate em seu smoking.

– olha minha guerreira – Vincent murmurou na minha orelha – que belo tipo de exibição tivemos aqui não é?

Me afastei com um puxão.

– então você é o brinquedinho da vez? – ele debochou – será que você dura mais que as outras?

– que outras ?- me vi perguntando.

Amanda, qual o seu problema, saia já daí.

– a você não sabe? Seu namorado sempre tem um brinquedinho, ele já estava enjoado da princesinha e mandou ela pastar, uma bela troca se quer minha opinião foi uma bela troca – seus olhos esquadrinharam meu corpo – mas sinto lhe informar que você não é a primeira preferida, ouve outra sabia ?

– outra?

– como era o nome dela? – ele colocou a mão no queixo – Sidney, sim a pequena Sidney.

Pequena Sidney? Pequena? Minha pequena.

– È mentira – murmurei.

Ele me puxou pelo braço e me empurrou contra a parede, Vincent era um soldado habilidosos, e tirando o fato de que eu não estava La muito sóbria, eu meio que havia perdido todas as minhas forças. Senti seu nariz aspirando e inspirando em meu pescoço.

– depois que ele te descartar posso ficar com você? – ele perguntou sarcasticamente – acho que você não dura muito, principalmente com o atual cargo é mesmo?

Tentei me afastar mais foi em vão.

– sai de cima de mim – rosnei.

– mais você esta tão linda – ele murmurou – pensei que poderíamos nos divertir.

De repente ele não estava mais ali, e sim jogado contra a pilastra, com um homem, alto de verdade e bravo de verdade o sustentando pela garganta.

– acho que eu avisei o que aconteceria se tocasse nela de novo – nicolae soltava fogo pelas narinas.

– é avisou – Vincent respirava com dificuldade – assim como avisou para não tocar em Sidney, acho que nunca te ouvi direito meu chapa.

Nesse momento, de alguma forma, eu sabia que nem eu nem qualquer outra pessoa poderia evitar nicolae de matá-lo. Corri em sua direção.

– nicolae – implorei – estamos numa festa, todos vão ver, aqui não.

– aqui não — ele repetiu.

Nicolae chamou pelo seu comunicador e três soldados apareceram em questão de segundos.

– levem-no para a sala de interrogatório – nicolae se aproximou dele – vou cumprir minha promessa de arrancar sua cabeça com minhas mãos.

Fiquei assustada, de verdade, por que sabia que ele não estava brincando.

Ele se virou para mim a expressão mais amena.

– você esta bem minha pequena?

Minha pequena, pequena. As palavras dançavam em minha cabeça.

Concordei de leve.

– eu sinto muito por isso, ele não vai te incomodar mais.

– podemos conversar a sós? – questionei.

– claro me de um minuto – nicolae pegou o comunicador e começou a falar freneticamente no que me pareceu italiano– vamos.

Senti um aperto pelo que estava por vir, eu não sabia ate que ponto Vincent estava certo, mais uma coisa era verdade, nicolae não me contara toda a verdade, e realmente havia uma Sidney que pareceu mexer muito com nicolae, mais ate que ponto essa garota estava na sua cabeça?

Nos fomos andando apressadamente, eu não sabia para onde ele estava me levando, mais desconfiava que nem ele mesmo sabia, ele encontrou uma porta e colocou a mão no scanner que o deixou entrar imediatamente, desconfiei que agora ele poderia entrar em qualquer lugar. Era uma adega, estava coberto de vinho em todos os lugares. Nicolae fechou a porta atrás de mim.

– sinto muito, eu não deveria ter perdido a cabeça daquele jeito – ele murmurou.

– tudo bem – menti.

– que vexame, imagine se alguém da realeza me visse naquele estado, eu sempre soube que seria um péssimo rei, não consigo... – ela retirou a coroa e a jogou no chão passando as maos pelos cabelos freneticamente.

– sim você — consegue interrompi.

– como pode ter tanta certeza? – ele parecia tão exposto — eu estou sendo sufocado a quatro meses, não fui feito para isso.

– sim você foi – insisti – esta não seu sangue, seu DNA, se seu pai conseguiu, você também consegue.

– obrigada por isso – ele pareceu agradecer de verdade, e me abraçou – precisava ouvir isso.

Eu o abracei em silencio, não sabia qual seria considerada uma boa hora para tocar no assunto.

– nicolae quem é Sidney? – arrisquei.

Senti seu corpo se endurecer com tensão, eu havia pisado numa mina.

Ele se afastou para me olhar melhor.

– como sabe dela?

– não foi essa minha pergunta. – murmurei.

Ele se virou em direção a adega e sumiu, fiquei olhando em direção a escuridão, o que ele queria? Um momento sozinho? Nicolae retornou minutos depois com uma garrafa de vinho na mão. Pegou a minha e saiu, só tive tempo de me agachar e pegar sua coroa do chão. Os seus guardiões estavam a postos lá fora, cada um de um lado da porta, armas em punho, eles me olharam feio quando saímos, como se dissessem que era minha culpa o rei estar estressado. Nicolae me levou ate seu quarto e acendeu a luz, eu não havia notado ate esse momento, mais o novo quarto de nicolae era o antigo quarto de Denise.

– esse quarto era seu? – olhei para as estrelas no teto

– sim – ele respondeu suavemente – meu pai entalhou tudo sozinho.

Ele pegou duas taças e as encheu com o vinho, me servindo e em seguida enchendo sua própria taça.

– vou fingir que não sou mais velho hoje – nicolae sorriu travesso – e que você não é de menor.

Revirei os olhos, desnecessário. Eu já havia bebido muito hoje e estava quase completamente sóbria.

– então – insisti – vai falar agora?

Notei uma sombra passar pelos seus olhos.

– Sidney provavelmente seria minha mulher – ele bebeu quase a taça toda – se Vincent não a tivesse matado.

Meu queixo caiu, mulher? Morreu?

– por que não me falou dela ?

– não era necessário – ele murmurou – você perguntou pela minha historia.

– ela fez parte da sua historia.

– e não faz mais, porque ela esta morta.

– eu sei – falei baixinho – fale.

– eu a amava, mais do que qualquer coisa. mas ela era aluna de Vincent — ele encheu novamente a taça ate a boca — ela a matou pelo simples fato d me torturar, Vincent não suportou a ideia de uma de suas alunas gostar de outra pessoa que não fosse ele. E eu não pude fazer absolutamente nada, ela não era minha aluna. Acho que foi por isso que perdi a cabeça quando vi ele machucando você.

– entendi – murmurei.

Nicolae me olhou de forma estranha.

– você esta bem?

– não.

E era verdade, eu estava tonta, não sabia se era por causa da bebida, ou por causa do que eu acabara de ouvir. “eu a amava, mais do que tudo”, ficou voando em torno da minha cabeça.

Nicolae se aproximou de mim e acariciou meu rosto, eu virei a cabeça.

– você a amava?

– sim

– entendi – foi a única coisa que consegui dizer.

Eu só queria sair dali, parecia que todo o quarto estava me sufocando, como se estivessem me comprimindo. Me dirigi a saída, eu precisava sair dali, mas nicolae pegou meu braço com força, como se fosse uma garra de aço.

– o que foi? – nicolae perguntou suavemente.

– não quero falar sobre isso agora – suspirei – só preciso descansar um pouco.

– eu fiz de novo não foi?

– você fez o que?

– eu te magoei de novo, eu sei que sempre faço isso, notava o quanto ficava triste, e antes tinha receio de perguntar o por que. – nicolae me puxou para perto – então, me diga o que foi.

– você já me disse que amava Sidney, respeito esse sentimento, não posso muda-lo – respirei fundo, parecia tudo tão infantil – mas você me ama?

Ele me olhou de forma estranha, como se não pudesse acreditar que eu houvesse feito aquele tipo de pergunta.

– Não.

Notas finais
Ai meu deusss...
gente...perguntinha rápida,vocês acham que ta faltando alguma coisa? ta muito chato? acham que tem que melhorar algo?
ps: a fic ta quase acabando rsrs!