Notas iniciais
Este é um capitulo explicativo, contendo informações relevantes sobre o mundo em que se passa a estória. (Pode ser pulado?) Pode! (Deve ser pulado?) Não! Fica ai a critério de vocês leitores.

A ilha de Surya fica localizada a quilômetros de qualquer outro ponto de terra firme, era o berço de muitas lendas que antigamente cruzavam os oceanos, sendo praticamente inabitada quando os primeiros refugiados chegaram nela. Isso se devia tanto a sua localização nada favorável quanto a relatos de exploradores sobre a fauna e flora hostil do local. As chuvas de lá eram bastante imprevisíveis, apenas no começo do ano tinha-se a certeza de sol claro e céu limpo, algo em torno de três meses, depois daí o clima mudava constantemente e drasticamente.

A ilha vista de cima, tinha o formato um pouco irregular. A parte mais ao norte lembrava vagamente uma esfera com poucas saliências, enquanto a parte ao sul era bastante escorrida, alongada como uma península e era cercada de cordilheiras. Existia também um vulcão a sudoeste.

Surya tinha as dimensões de um pequeno continente, o lado sul, bastante montanhoso e de difícil acesso, era onde ficava o centro da guarnição, vários abrigos e fortificações eram mantidos em cavernas dentro das montanhas, os soldados diziam que eles serviam para abrigar os habitantes no caso de algum desastre. Um vasto exército, vindo de lá, mantinha guarda em posições estratégicas em torno da ilha, o único grupo militar que recebia permissão para se locomover livremente por outras nações. Os seus membros eram quase sempre respeitados.

Ao norte ficava o Orfanato Mizuri, o único da ilha, mantido por um Grão-Monge que pouco era visto. O grande castelo era antigo e ninguém sabia ao certo quem o havia construído, suas paredes grossas eram compostas por blocos gigantes de um tipo de rocha vulcânica negra e era muito bem guardado por batedores e guerreiros, em sua maioria, órfãos que eram treinados no interior de seus muros e, para conseguir permanência vitalícia no local, juravam por sua honra proteger aquelas muralhas com a própria vida.

A Floresta dos Macacos fica exatamente no centro, e é de lá que vem a maior parte das especiarias da ilha. Antes do tratado que hoje garante sua preservação, os monstros de seu interior foram exterminados e as suas bordas foram devastadas e transformadas em pastos e plantações. Hoje essas áreas desmatadas fazem parte do mercado central, em Pistão, um país de mercadores, agricultores e coletores de frutas e especiarias.

As árvores nativas de lá podem chegar a ter cinquenta metros de altura, com alguns exemplares carnívoros, as feras que lá se encontram tem um senso territorial e de proteção muito forte, dessa maneira, viajantes desavisados que caminham por entre suas matas são comumente atacados e mortos, na maioria dos casos seus corpos nunca são encontrados.

É lá que faz morada uma das criaturas mais antigas da ilha e que dá nome a Floresta. Não era exatamente um macaco, mas na época da descoberta, ainda sem o conhecimento da existência de monstros e por falta de adjetivos melhores, foi assim que Durival Endro, o primeiro homem a pôr os pés na floresta o descreveu, e assim permaneceu até hoje. Baduke é o nome correto, quando Arryn perseguiu aquele filhote e o encurralou, o grito que ele soltou era um pedido de socorro para sua mãe. O grito desesperado de um Baduke pode ser ouvido a quilômetros de distância, seu bando costuma ser composto por, em média, sete membros, sendo um deles o líder.

Notas finais
Já deixem aqui seus comentários e aguardem a continuação da estória.