Só o tempo talvez possa curar

16 Fúria refletida em laminas


Byakuya se mexeu ainda meio adormecido, procurando pelo calor pequeno corpo, que horas antes estava em seus braços. Abriu os olhos, ainda sonolento, quando se recordou do ocorrido.

“Rukia...” Será que ele estava louco? Não, não foi um sonho ou um delírio, seu cheiro estava impregnando sob sua pele, os arranhões e marcas sob seu corpo também eram muito reais. E esse também não era seu quarto. Ele tinha feito amor com Rukia, e ela o correspondeu... Chamou por ele.

Uma carranca se formou em seu rosto imediatamente. Onde ela está? Virou-se para procura-la, porém ele estava sozinho no futon.

Sentou-se vestindo seu kimono, pronto para procurar por ela. Quando percebeu um papel ao lado do futon. Franziu o cenho imediatamente pegando o papel, era um bilhete.

Eu sinto muito, mas não posso suportar a ideia de outra criando nosso filho. E também te ver tão culpado, pela chegada dessa criança.

Eu decidi que vou tê-lo sozinha, vai ser melhor para todos. Até mesmo para o clã, e você. Minha partida não tem nada haver com o ocorrido dessa noite.

Por favor, não se preocupe. Eu estarei bem.

Sou muito grata por cada momento, que vivi nesses últimos 50 anos ao seu lado.

Adeus,

Ass. Rukia. ’

Sua garganta estava seca, se ele não fosse especialista em autocontrole, certamente estaria tremendo. ‘Não, não pode ser verdade’ ele não podia acreditar no que estava lendo, ela se foi... Seu coração estava descompassado. Depois da noite de amor que eles tiveram, ele tinha quase certeza que ela sentia algo por ele. ‘ela não deve estar longe’ pensou indo vestir seu traje de shinigami, para procurar por ela.

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Era uma manhã chuvosa, o homem estava encharcado correndo por todos os bairros possíveis, procurando pela sua reiatsu. Era inútil, ele não conseguia a achar, não tinha a mínima ideia de onde procurar. Talvez alguém saiba para onde ela foi... Renji, ele não falava com ela há meses, e também quase não dirigia a palavra a ele também, ele definitivamente não sabia. Quem poderia saber? Ukitake, sim ele deve certamente saber. Sem pensar ele foi até a 13° divisão.

Entrou ignorando os olhares curiosos que caíram sobre ele, por estar todo molhado. Abriu a porta da sala de Ukitake, e entrou sem se anunciar.

“Byakuya? Oque aconteceu?” perguntou confuso, vendo o homem ensopado.

“Onde ela está? Para onde Rukia foi?” sua voz saiu em um tom gélido, mascarando a preocupação. O taichou da 13° divisão olhou desconsertado para seu ex-aluno.

“Oque você está dizendo Byakuya? Aconteceu algo com Rukia?” Byakuya olhou derrotado para Ukitake, provavelmente o homem não sabia onde ela estava.

“Ela desapareceu hoje, deixou um bilhete dizendo que iria ter o bebê longe, sem que eu precise assumir” disse fechando os olhos.

“Ela não faria isso sem motivos. O que vocês estão escondendo de mim, Byakuya?” perguntou serio.

“O clã, quer que a minha futura esposa crie a criança. Tirando assim os direitos de Rukia sobre o mesmo” Ukitake franziu o cenho ao ouvir.

“Não a culpo por fugir então.” disse se virando e pegando seu denreishinki, digitando algo. “Você não fez nada, para tentar mudar isso?” perguntou quando terminou de digitar.

“Eu tentei” fechou os olhos, tentando manter seu tom indiferente “você sabe de alguém que possa saber onde ela está? Ou onde ela pode ter ido?”

“Eu mandei uma mensagem para Kisuke avisar Ichigo-kun, explicando a situação. Ele deve mandar alguma informação. É perigoso que ela saia assim nesse estado.” Disse preocupado.

“E se ela estiver na casa do Kurosaki? ele não dirá” disse em tom áspero, saindo. Sentiu ira só de imaginar Rukia perto daquele moleque imundo.

“Aonde você vai Byakuya?” perguntou um pouco irritado.

“Ao mundo humano” antes que o homem pudesse dizer algo, Byakuya tinha desaparecido com shunpo.

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Ichigo recebeu um chamado de Urahara, que explicou a situação. O jovem mal terminou de ouvir oque o homem dos chinelos de madeira tinha dito, e já pediu para ele abrir a senkaimon.

“Acalme-se Kurosaki-san! Se você não tem noticias dela, não há motivo para ir para a soul society”

“Como não? Rukia está por ai, sozinha!” disse bufando de raiva “ela está gravida é perigoso! Eu tenho que ir procurar por ela!” Urahara abaixou o chapéu sobre os olhos.

“Eu não acho que ela deva estar em perigo, Kuchiki-san jamais colocaria sua vida e da criança em risco” O rapaz não se acalma com as palavras de Urahara.

“Tudo culpa daquele desgraçado do Byakuya! Eu vou matar ele! Se eu soubesse que o clã tinha dito que iria praticamente tomar o bebê dela, eu teria a trazido pra cá, mesmo contra sua vontade!”

“Ficar nervoso assim não vai adiantar em nada, não vou deixar que você vá a soul society assim” disse abrindo seu leque “Talvez ela esteja por aqui”

“se ela estivesse aqui, já teria me procurado” disse preocupado. De repente franziu o cenho em ódio e saiu rápido com shunpo.

Urahara olhou o rapaz sair correndo irritado.

“Essa reiatsu... isso não vai dar certo, não tinha pior hora pra ele vir para o mundo humano” disse se virando para olhar o gato que descia do telhado “não é Yoruichi-san?”

“Esses dois vão acabar se matando” disse o gato preto.

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“Você está aqui” disse Ichigo olhando para o homem que acabava de sair do senkaimon. “Você é sem duvidas o maior desgraçado que eu já vi” disse com ira.

“Com quem você pensa que você esta falando, moleque” disse segurando o punho de sua zanpakutou. Não era segredo que ele nunca gostou do menino, e nos últimos meses essa raiva só aumentava.

“Com um grande maldito, eu suponho” disse com ódio evidente em seu rosto.

“Eu vou perguntar uma só vez, onde está Rukia?” o menino da um sorriso irônico.

“Mesmo que eu soubesse não te diria, pra que você quer saber? Para ter certeza que vai arrancar o filho dos braços dela, quando ele nascer?” irritado Byakuya desembainha senbonzakura. Sua paciência com o garoto estava no fim.

“Isso não te diz respeito” apontou a zanpakutou na direção do jovem “me diga agora onde ela está!” o garoto segurou zangetsu pronto para lutar.

“Isso é do meu interesse sim, e eu já disse que não sei!” uma aura de reiatsu azul emana envolta de Ichigo “mas não me importo de lutar contra você. A culpa de tudo isso é sua, você vai pagar por fazer Rukia sofrer”

“Não seja arrogante, chire senbonzakura!” a nuvem de laminas rosa mortal, foi de encontro ao rapaz.

“Getsuga Tenshou!” o golpe espalhou as laminas no ar. “Não estou a fim de brincar com você, vou levar isso a serio” seus olhos se estreitaram em mais ódio. “Bankai!” uma reiatsu inunda o lugar, em meio à poeira o jovem aparece segurando sua zanpakutou negra “tensa zangetsu”

Byakuya estreita os olhos, emanado uma reiatsu branca, enquanto reunia os fragmentos de senbonzakura. Em seguida solta a espada, que mergulha no chão. “Bankai, senbonzakua kageyoshi” imediatamente fileiras de laminas saíram do chão, “chire” se quebrando em milhões de pétalas assassinas.

Ichigo avança para atacar Byakuya, que levanta uma barreira de laminas, colidindo contra o golpe do rapaz. Em seguida manda uma torrente de pétalas o perseguindo, mas ele desvia dos ataques, não percebendo que estava sendo enjaulado pelas milhões de pétalas.

“Gokei, senbonzakura kageyoshi” formando uma esfera em volta de Ichigo. Byakuya olhou com satisfação enquanto a esfera diminuía pronta pra triturar o adversário.

“Getsuga tenshou!” a esfera se desfez pela onda de reiatsu negra. “Você vai precisar de mais que esses seus truques pra me vencer” o Kuchiki, franze o cenho.

“Senkei senbonzakura kageyoshi” levantou a mão para pegar uma das milhares de espadas que os estava cercando ”agora podemos lutar até a morte se preciso” disse com sua voz profunda.

“Ah sim, com certeza” eles partem um contra o outro colidindo suas laminas.

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“Ah, isso foi o senkei?” perguntou Urahara balançando o seu leque. “Eles vão se matar”

“Byakuya-boo está liberando todo seu reiatsu disponível, e o Ichigo também... se não fizermos algo eles vão morrer” disse Yoruichi terminado de se vestir. “Acho que já deixamos aqueles idiotas lutarem demais”

“Espero que não seja tarde...”

“Vamos Kisuke” falou saindo com shunpo deixando o homem para traz.

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“Arg, arg” ofegava Ichigo, quando sangue jorrou de seu ombro. No mesmo instante Byakuya sentiu sangue em sua cabeça, escorrendo sobre seu rosto.

Ambos estavam bastante feridos.

“Acho que essa luta não vai durar muito mais tempo não é?” disse o rapaz limpando sangue que escorria sobre seu olho “Eu irei te matar, guardei algo que talvez eu não possa nunca mais usar, para o final” ao dizer isso invoca sua mascara hollow. “você nunca mais vai fazer ninguém sofrer”

Byakuya ficou surpreso, desde que o rapaz recuperou seus poderes de shinigami, ele nunca o viu usar a mascara. A reiatsu do garoto cresceu imediatamente.

“Getsuga tenshou!” dentro do senkei a única coisa que o homem pode fazer foi invocar o bakudou n°81 danku, para se proteger da onda de poder.

Mas não foi suficiente, a barreira se quebrou fazendo com que ele seja parcialmente atingido pelo ataque, no abdômen.

Byakuya lutou para permanecer em pé.

“Ainda está vivo?” perguntou Ichigo cansado, enquanto sua mascara se quebrava.

“S-shuukei hakuteiken... senbonzakura kageyoshi” disse tossindo sangue, Ichigo abriu os olhos com espanto. Ele tinha usado todas suas forças no ultimo ataque, e certamente não sobreviria a esse.

O poder se concentrou em torno de Byakuya, formando uma bela ave branca. Bela, porém assassina. Com toda força que lhe restava partiu para cima de seu adversário, que ficou imóvel esperando o inevitável.

“Bakudou #61 rikujokoro” uma voz gritou. Seis hastes de luz prenderam Byakuya que caiu de joelhos no chão, fazendo com que seu ataque desapareça. Antes que Ichigo pensasse em atacar o adversário aprisionado milagrosamente. Ele escuta alguém dizer.

“Bakudou #4 hainawa” uma corda luminosa envolveu o rapaz, que cai no chão impotente.

Byakuya olha para quem o aprisionou.

“Shihoin... Yoruichi” disse com dificuldade.

“Vocês são idiotas ou oque?” disse a morena brava.

“Soltem-me, essa luta ainda não terminou!” disse Ichigo tentando se levantar.

“Kurosaki-san a luta acabou, alias não devia ter começado” disse o loiro serio. “Olhem para vocês! Kuchiki-san quase foi morto por aquele ataque, e você Kurosaki-san? Se tivéssemos nos atrasado por alguns segundos, você teria morrido.”

“E tudo isso por quê?” disse indignada “Por que a Kuchiki sumiu? Vocês deveriam procurar por ela ao invés de matarem uns aos outros.” Ela se abaixa libertando Byakuya do bakudou “Eu sei que você está preocupado Byakuya-boo, mas se matando não vai ser o jeito de tê-los de volta” Byakuya se levanta, embainhando sua zanpakutou. Ele não iria admitir, mas se sentia igual ao dia que foi atingido pelo golpe de Ichimaru. Mal conseguia ficar em pé.

“Você não os merece! Se ela fugiu é porque não quer ficar perto de você! Aceite isso, e a deixe em paz. Esqueça que essa criança tem seu sangue” Disse o rapaz ainda tentando quebrar o bakudou. Byakuya levou um choque com suas palavras, ‘eu não os mereço’ se virou para abrir o senkaimon. Yoruichi pousa a mão sobre o ombro do homem.

“Acho que você deveria a deixar ir” ele abre os olhos ao ouvir, como eles podem dizer isso? “se você não consegue corrigir o motivo que a fez ir embora, na há porque traze-la de volta.” Ele entra no portal sem dizer nada.

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“Pronto fizemos todo o possível, você ficara em repouso agora, em uns dois dias estará totalmente recuperado” disse a mulher simpática, terminando de enfaixar o homem ferido.

“Eu disse que não precisava de ajuda medica” Disse tentando se levantar.

“Kuchiki taichou, seu ferimento no abdômen foi muito profundo. Eu não consegui cura-lo totalmente, então, por favor, se deite ou ira abrir suas feridas” disse a mulher com um sorriso capaz de fazer qualquer um a obedecer. Até mesmo Kuchiki Byakuya. “Você tem sorte de estar vivo, eu vou mandar Ukitake taichou entrar”

Ukitake entra no quarto, olhando preocupado para ele.

“Eu tenho que procura-la” disse sem olhar para o homem.

“Eu sei que você está preocupado, mas sair por ai de cabeça quente não é a solução”

“Você também vai me dizer pra deixa-la ir? Para esquecê-la, esquecer meu filho.”

“Por enquanto sim, Byakuya. Enquanto você não resolver essa questão dos anciões, acho que você não deve procura-la” concluiu triste.

“É uma questão quase impossível” disse olhando a chuva cair pela janela. Ukitake olha surpreso pra ele.

“Byakuya tem mais alguma coisa que você está me escondendo?” Byakuya respira desconfortável, pelos seus ferimentos.

“Não” ele nunca iria contar a ninguém, sobre seus sentimentos, ou sobre a noite que eles tiveram antes dela partir. “Eu quero ficar sozinho”

“Como você desejar, sempre há uma opção” ele se vira triste para a saída “é uma pena, eu queria conhecer seu filho” disse indo embora.

Byakuya olhou para o teto, ele sabia que era o melhor para ela sair de tudo isso. Ele sabia, mas ele era um egoísta, queria tê-la ao seu lado mesmo assim.

Eu sou um covarde, um egoista... ‘

Será que ela o amava? Ele sentiu paixão desejo vindo dela, na hora que eles estavam fazendo amor, ela chamou seu nome. Respondeu-lhe cada caricia, ela não o rejeitou nenhuma vez. Ela o queria tanto quanto ele a queria. Por que ela o deixou depois então, será que pensou que ele não iria achar uma solução para as exigências dos anciões?

Será que ela pensava que ele não a amava? Mas ele confessou seus sentimentos, no momento de sua liberação...

Mas ele a beijou semanas antes e agiu como se nada tivesse acontecido, como se fosse um erro, bem foi errado. A resposta bateu em sua mente como uma bomba.

‘Ela deve estar pensando que eu a usei como um substituto de Hisana’ como ele não pensou nisso? Estava se sentindo um verdadeiro idiota, por não ter chamado por seu nome, por ter dormido sem antes conversar com ela. Ele iria até as ultimas consequências para quebrar as regras, ele tentaria de tudo. Mas certamente ela não pensava que ele seria capaz disso. Ela pensava que era um substituto de sua falecida esposa, e ele deu todos os motivos para ela acreditar que ele simplesmente iria ignorar essa noite, assim como ignorou o beijo.

Rukia não era nada parecida com Hisana.

Hisana era serena, delicada e frágil. Rukia era explosiva, forte, determinada. Ele nunca conseguiu ver semelhanças nas duas, elas são tão diferentes. Não que ele não amou Hisana, ele a amou e muito, porém Rukia era diferente... Ela era mais intensa, era tão vivida. Ele queria descobrir tudo sobre ela, queria passar sua vida com ela.

Mas se ela não o amasse? E se ela tivesse se entregado a ele apenas para satisfazê-lo, se sacrificando apenas para satisfazer seus desejos egoístas? Consolando-o por pensar que ele estava vendo o fantasma de sua irmã nela, se entregando por achar que era uma obrigação... Sem sentir nada por ele...

Sentiu nojo de si, só por pensar nessa possibilidade.

Ele tinha medo da resposta, mas queria estar ao seu lado, mesmo que seja apenas sobre o mesmo teto, sem poder toca-la. Ele a queria de volta, poder ao menos olha-la.

Ele não iria escutar ninguém, ele não deixaria de procura-la. E quanto ao clã que fosse ao inferno com essas imposições estupidas. Nos últimos 50 anos ela foi sua única família, ele iria lutar para ter sua família de volta, era o único que lhe importava.

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Uma jovem sentada na cama enrolada a um cobertor, o cachecol que usava estava cobrindo parcialmente sua boca, era uma manhã chuvosa e fria. Seus olhos estavam opacos, sem o brilho que antes inundavam aqueles belos olhos violetas. A pequena figura estava encolhida na cama, apertando uma pequena caixa contra o peito, seu olhar perdido pela janela. Seu coração ainda estava doendo pela partida, por ter que deixa-lo, mas ela sabia que ele nunca foi seu, nunca seria. A porta se abre e uma jovem ruiva entra, a tirado de seus pensamentos.

“Oh que bom que você já acordou, Kuchiki-san” disse a menina sorridente.

“Inoue, onde você estava?” perguntou preocupada.

“Ah, só estava cuidando dos ferimentos do Kurosaki-kun” Rukia olha assustada.

“O que aconteceu com Ichigo?” Inoue se encolhe, tentando achar palavras pra não assustar a menina.

“Ele... e o er” gaguejou.

“Inoue” Disse seria.

“Bom ele brigou com Kuchiki taichou, mas já curei todos os ferimentos dele. Ele está novinho em folha” disse.

“Então aquelas reiatsus, não foi um sonho” ela olha para a amiga preocupada “e Byakuya? Como ele está?”

“Acho que está bem, ele voltou pra casa, não deve ter sido nada grave” mentiu, ela ouviu Yoruichi e Urahara falando que o homem saiu extremamente ferido. Mas não iria assustar a amiga, no seu atual estado.

“Ah” Rukia se encolhe triste. “Eu devia saber que eles iriam acabar se enfrentando, isso é minha culpa”

“Claro que não Kuchiki-san!” disse esfregando as costas da amiga, em uma tentativa de consola-la “Você não tem culpa de nada. E logo você vai poder contar para Kurosaki-kun e aos nossos amigos está aqui.” disse se sentando ao lado da amiga “Acho que Kuchiki taichou não vai vir mais em Karakura, não vai mais desconfiar que você esta aqui” disse tentando acalmar a pequena.

“Eu só queria, que as coisas fossem diferentes” disse abraçando os joelhos.