Só o tempo talvez possa curar
17 Ameaças futuras...
Notas iniciais
Dois jovens estavam fazendo compras no shopping da cidade de karakura, o garoto de cabelos laranja caminhava emburrado, carregando sacolas. Mas sempre sorria ao observar a menina ao seu lado, que ainda olhava confusa para as prateleiras.
“Acho que devia ter deixado alguém fazer essas compras em meu lugar” disse aflita “não tenho a mínima ideia do que comprar, se você não estivesse aqui eu nem sei o que faria” Ichigo ri.
“Eu já tenho alguma experiência, tenho duas irmãs” disse pegando alguns objetos da prateleira. “acho que isso vai ser suficiente, já compramos tudo” disse indo em direção ao caixa.
Terminando de pagar ele agarra as sacolas saindo, sempre ao lado da jovem, olhando-a com ternura. ‘Ela é tão linda’ ele pensou, Rukia parecia que tinha ficado mais linda com a gravidez, uma aura serena a envolvia. Ele não podia evitar querer estar tão perto dela, queria protege-la, cada vez que a via seu coração se enchia em alegria.
Um grupo de senhoras passou por eles, olhando torto murmurando algo como ‘esses jovens precoces! Quanta irresponsabilidade’ Rukia se encolheu corando intensamente. O jovem colocou a mão reconfortante sobre seu ombro, trazendo-a para mais perto. Permanecendo assim com ela, até chegar à casa de Inoue.
“Obrigada Ichigo” disse sorrindo enquanto o ruivo depositava as sacolas sobre a cama.
“Não precisa me agradecer” ele se aproximou de uma pilha de caixas que estavam em um canto do quarto, e começou a abrir. “Você não sabe como estou feliz que você está aqui” disse desembrulhando as peças de madeira. “Fiquei tão preocupado, quando soube que você tinha fugido”
“Desculpe por te preocupar... Estou feliz de estar aqui também, na presença de nossos nakamas, e você” a jovem olha para o rapaz, que estava começando a retirar o conteúdo da caixa. “Ichigo não precisa se preocupar, eu monto depois”
“Eu tenho o resto do dia vago” disse montando o móvel “e não vou deixar que uma mulher gravida, ficasse fazendo esse tipo de esforço! E também Inoue só vai poder voltar à noite, não vou deixar você sozinha” Rukia olhou irritada para o rapaz.
“Eu não estou invalida, sou capaz de fazer isso! E de me cuidar sozinha” o garoto sorriu e olhou nos lindos orbes violetas teimosos.
“Eu vou montar o berço porque eu quero. Ok?” disse voltando a se concentrar em sua tarefa. “Mas não me importo se você buscar um suco pra mim” disse franzindo a testa, enquanto lia as instruções do móvel. Rukia olhou nervosa para o amigo.
“Você não quer uma massagem também?” disse sarcástica.
“Oh, seria ótimo, mas só o suco já está bom.” Riu debochado.
“Ok... mas vê se não se acostuma” disse saindo do quarto.
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“Pronto nem demorou tanto assim” disse tomando suco, e depois olhando para a menina que estava sentada na cama.
“Realmente ficou bom! Nem parece que foi você que montou” disse zombando do amigo. Que olha irritado.
“Maldita, até pra fazer um elogio você tem que agir assim?” a garota riu mais alto. Pegando uma bandeja com sanduiches.
“Baka. Venha comer, você merece” disse com seu sorriso que sempre fazia seu coração palpitar mais alto. O jovem se sentou ao lado da shinigami, e olhou desconfiado para a comida.
“Er, isso é alguma receita da Inoue?” perguntou preocupado “Você não está comendo as comidas que ela prepara? Está?” disse apavorado.
“Claro que não! Eu não colocaria a vida do meu filho em risco” disse rindo.
“Oh que bom, não sei que mal isso poderia causar ao feto” disse aliviado.
“Tive que aprender algumas coisas, e também descobri uma coisa incrível chamada comida congelada. Pode comer, é seguro”
“Tudo bem eu acredito em você, só não estou com fome” disse se encostando sobre a cabeceira da cama. “Só quero aproveitar esse momento de paz” disse abrindo seu braço em um pedido, para a jovem se juntar a ele.
A jovem se encostou a seu lado, com o olhar vazio direcionado pela janela. O rapaz a puxa para recostar sobre seu peito.
“Há dois anos você entrou pela janela do meu quarto, vivemos tantas aventuras, junto do pessoal” suspirou “E hoje, estávamos comprando coisas para um bebê... é impressionante como as coisas mudam tão rápido” disse colocando a mão sobre a barriga da pequena.
“Ichigo...”
“Eu acho que não posso mais ficar sem falar isso” disse olhando no rosto da garota “Eu queria passar por isso com você, sabe eu quero realmente assumir esse filho”
“Ichigo eu já disse, isso é loucura. Não é sua responsabilidade, não acho certo” disse olhando-o.
“Eu sei que não é, mas eu quero nem que seja apenas participar de tudo isso. Eu não sei, quando isso aconteceu, mas quero estar ao seu lado sempre te apoiando.” Ela sorri para ele.
“Você está sempre ao meu lado, me apoiando. Baka, oque seria de mim sem você?”
“Eu sinto que não é o suficiente” disse tocando seu queixo, passando seu polegar sobre os lábios da garota “Eu só quero que você me deixe tirar essa angustia do seu peito” fechou a distancia entre eles, dando um beijo suave, sentindo seus lábios de mel.
Rukia foi pega de surpresa pela ação do amigo, ficando paralisada. Ichigo se afastou vendo os orbes violetas arregalados.
“Ichigo... eu não posso corresponder a isso. Não é o momento... é muito complicado, sinto muito” disse abaixando a cabeça triste.
“Eu sei, mas saiba se um dia você quiser vou estar te esperando” disse acariciando seu rosto “Só te peço que me deixe ficar ao seu lado, deixe-me tirar sua dor” disse a abraçando. “só te abraçar como agora já é o suficiente pra mim, eu sempre serei seu melhor amigo, não importa se você não me quiser como eu te quero. Você sempre será única e especial para mim”
“Ichigo” disse afundando a cabeça no peito do amigo. Há um ano certamente sua reação seria outra, mas era impossível nesse momento, seu coração já era de outro. “Eu quero que saiba que você também é especial e único para mim, se fosse em outra época...”
“Eu sei, não importa. Sempre estarei aqui para você” ele coloca a cabeça sobre a dela sentindo o doce perfume. ‘sempre estarei ao seu lado, só quero sua felicidade, porque acho que acabei caindo no amor por você’ ele não sabia quando aquele afeto além da amizade virou amor, mas ele se apaixonou por ela. Por mais confuso que isso fosse, ele sabia que poderia sofrer, mas esse sentimento simplesmente nasceu com o tempo.
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Renji estava caminhando pensativo entre os bosques. Nos últimos meses ele assistiu silenciosamente as mudanças da amiga, sempre ia visita-la saber como ela estava... conversar com ela. Ninguém desconfiava que ele soubesse do paradeiro da pequena, graças a sua atitude estupida de meses atrás.
Ele podia notar que ela estava infeliz no mundo humano, e algumas das suas conversas às vezes o deixava intrigado. Sempre que ouvia o nome de Byakuya a jovem se entristecia, mas perguntava por ele mesmo assim, querendo saber se ele estava bem. Era tão estranho... Sua tristeza parecia ser causada pela ausência dele. Como alguém poderia sentir falta de um bloco de gelo, um ser sem coração? Mas ela sentia saudades, ele sabia.
E o mais estranho era que por mais louco que parecesse, seu taichou de gelo também parecia afetado por sua ausência. O Kuchiki nunca desistiu de procura-la, e às vezes ele podia jurar que via uma sombra de tristeza naqueles olhos cinzentos sem vida. Será que aquele homem frio tem um coração e estava realmente preocupado com ela?
Deu mais alguns passos, e olhou para o céu nublado.
“O que está acontecendo com vocês?”
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“Kuchiki-san tudo bem? fiquei cheia de trabalhos acabei chegando mais tarde” disse se sentando no sofá ao lado da amiga.
“Ichigo estava aqui, não precisa se preocupar” disse sem jeito.
“Kurosaki-kun é realmente muito atencioso” disse sem graça, porém notou a amiga que também ficou sem jeito. “Aconteceu alguma coisa?” Inoue apesar de avoada, já tinha notado há muito tempo que os sentimentos do rapaz estavam se transformando.
“Ele me beijou” disse baixo, mas logo se explicou “mas eu disse que não podia corresponder seus sentimentos” Inoue suspira triste.
“Porque não? Eu sei que você já me disse que ama o Kuchiki taichou, mas porque não tenta esquece-lo? Um amor se cura com outro” abaixou a cabeça triste. “Kurosaki kun é um bom homem, e gosta de você. Ele te faria feliz”
“Você não sabe como eu queria arranca-lo do meu coração! Como queria me apaixonar pelo Ichigo, mas eu simplesmente não posso! Meu coração é dele, por mais que isso me doa”
“Ao menos tente, quem sabe ele não toma esse lugar no seu coração.” Seu coração doía por dizer isso, mas ela sabia que Ichigo nunca seria seu. Então ela queria que ele fosse feliz, e que fizesse sua amiga feliz também. Afinal essa historia com Byakuya era complicada demais, talvez Ichigo a ajudasse a curar essa ferida, esquecer esse amor.
“Não seria capaz, de estar com alguém amando outra pessoa” se levantou triste “Eu estou um pouco cansada, acho que já vou dormir. Boa noite Inoue” disse saindo para o quarto.
“Boa noite Kuchiki-san” disse triste. ‘por que tudo tinha que ser tão complicado?’ pensou a ruiva.
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Homem olhou para os seus oficiais feridos, sendo levados para a 4° divisão, era uma visão comum ultimamente. Seu esquadrão foi escolhido para conter os avanços de hollows pela soul society, os monstros estavam aparecendo com mais frequência nos bairros mais pobres, fazendo muitas vitimas.
Seus homens quase sempre voltavam feridos. Franziu o cenho, essa situação não parecia normal, algo estava muito estranho. Seus pensamentos sobre os hollows logo foram esquecidos, a sua mente não conseguia se concentrar no trabalho por muito tempo.
A única coisa que vinha a sua cabeça era descobrir onde Rukia estava, e resolver todos seus problemas com o clã. Fechou os olhos suprimindo um suspiro, antes de se virar para ir embora.
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“Malditos shinigamis! Ainda não me conformo com as perdas de meus coletores!” disse um arrancar, que tinha com estranhos cabelos rosados. “Vou ter que convocar mais hollows!”
“Estão atrasando nossa liberdade!” disse outro arrancar com fúria, com sua voz grave. “Não suporto mais esse lugar!” disse olhando para as lagoas de acido.
“O 021, meu mais promissor coletor foi destruído por aquele maldito capitão da sexta divisão, ele conseguia escapar tão bem dos shinigamis, com sua técnica. Se eles continuarem a se intrometer vão arruinar nossos planos!” disse o primeiro arrancar.
“Vou mandar uma mensagem para os hollows coletores, acho melhor intensificar a coleta na soul society, e iniciar no mundo humano também” disse o outro arrancar, agora com sua voz aguda. “sabe, recebi uma informação, talvez seja útil. Bem, pelo menos para minhas futuras vinganças” Acrescentou com sua voz agora grave outra vez.
“Fale logo” disse o arrancar excêntrico, já um pouco irritado.
“Uma criança foi concebida no dia que o 021 foi destruído, o homem estava afetado pela habilidade no momento do acasalamento”
“Pelo que sei isso não mudaria o fato que a criança carregara apenas os genes do casal, e nada mais.”
“Esse feto não terá nenhuma habilidade hollow ou qualquer outra coisa, apenas herdará os genes de seus pais. Já imaginava isso”
”Talvez nasça com um poder espiritual acima da media. Afinal o 021 tinha o poder de aguçar os instintos, e o homem estava sobre o efeito dessa habilidade, ou seja, há uma grande chance de os genes do pai terem sido carregados com seu potencial máximo” disse ainda sem se interessar pela conversa. “Ainda não entendo o porquê de você me falar sobre isso, se não há nada de relevante” disse aborrecido.
“Não há nada de muito importante nisso” disse com descaso “além de que o capitão da sexta divisão foi o homem afetado pelo poder do 021, é o pai do feto em questão”
“Isso só me faz ter mais descontentamento, por ter perdido aquele espécime! Ele conseguiu afetar até mesmo um capitão! Mais uns ajustes ele poderia feito à coleta de almas praticamente sozinho!” disse voltando a suas anotações “Mas não intendo o que isso tem haver com sua vingança para quando sair daqui, 021 era uma criação minha e nem por isso fiquei tão bravo por ele ter sido destruído, por aquele capitão arrogante”
“Vou manda-los convocar mais hollows para a coleta” Disse pegando um dispositivo para mandar a mensagem. “essa criança vai ser minha ferramenta de vingança.” Disse com a voz aguda mais uma vez.
“Como assim, Aaroniero?” perguntou confuso.
“A shinigami que me matou, é a jovem que carrega o feto, acho que mães se apegam muitos aos seus filhos, talvez os amem até mais que a apropria vida! Vou fazê-la sofrer tanto que ela vai desejar ter sido morta, será a vingança perfeita. Mal posso esperar para sairmos daqui!”
“Vingativo você” disse dando risadas insanas “que pena estava pensando em usar a criança como instrumentos de pesquisa, mas sua vingança é mais... interessante”
“Aporro, temos que sair daqui a qualquer custo” disse olhando para o cientista.
“Nos vamos, só precisamos juntar o máximo de almas convertendo-as em reiatsu, assim meu dispositivo ira nos tirar daqui” disse sombriamente.
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