Só o tempo talvez possa curar
21 As palavras que não foram ditas
“Desgraçado, eu vou matar você antes que a leve” disse fechando o punho, partindo para cima do homem mais uma vez. Em um movimento rápido Byakuya parou a mão do rapaz centímetros antes de acertar seu rosto novamente. Ao inferno com autocontrole.
Permanecia sem olhar para o moleque insolente a sua frente, mas ele não iria suportar mais essa situação quieto. Ichigo franziu o cenho, e preparou outro golpe com sua mão livre.
“Pare!” Rukia gritou vindo da cozinha, e empurrando o rapaz para traz. ”Oque você esta fazendo?” perguntou para o menino.
“Rukia? Ele vai leva-la!” disse visivelmente bravo.
“Não vai, ele só veio conversar” disse olhando para Byakuya atrás de si, o canto de sua boca estava sangrando. Uma marca vermelha em seu rosto, indicando o lugar onde surgiria uma mancha roxa. “Está tudo bem, vá para casa. Depois conversamos”
Byakuya virou o rosto para frente, seus olhos estavam semicerrados, seus orbes frios olhando diretamente para o homem pela primeira vez, desde que o garoto invadiu a casa. Se Rukia não tivesse chegado, ele não teria sido capaz de controlar seus atos. Por incrível que parecesse ele estava aliviado por não ter perdido a cabeça.
“Mas...” tentou argumentar.
“Por favor” suplicou olhando para ele. O Ichigo fecha os olhos, cerrando o punho nervoso.
“Ok, mas se precisar, não pense duas vezes antes de me chamar” disse com olhar bravo, antes de sair tirou atoalha do bolso e jogou sobre a mesa de centro.
O rapaz saiu batendo a porta com força, ela virou-se para olhar para o homem atrás de si. Ele ainda estava imóvel encostado à parede. Aproximou-se tocando o lado de sua face, olhando com preocupação.
“Não foi nada” disse com sua voz profunda, fechando os olhos.
“Venha” disse puxando-o até o sofá “sente-se, já volto” se afastou em direção à cozinha. Voltou com uma caixa e um pacote de gelo. Sentou ao lado do homem umedecendo algodão com antisséptico, e tentou começar a limpar o ferimento em sua boca.
“Eu já disse que não é nada” disse tentando afastar-se, porém a jovem pousa uma mão sobre o seu rosto não permitindo que ele se afastasse e continuou a limpar a ferida.
Olhou para sua face que estava começando a inchar. Suspirou, terminado de cuidar da ferida, pegando o pacote de gelo e colocando sobre o hematoma que estava se formando. Mais uma vez ele tentou se afastar.
“É pra tirar o inchaço” ele olhou derrotado e pegou o pacote, segurando-o sobre sua face. O silencio reinou na sala por alguns instantes “Desculpe, Ichigo é um pouco impulsivo, mas ele não fez por mal. Ele só estava preocupado com Hikari” disse quebrando o silencio.
O homem tirou o saco de gelo do rosto e olhou profundamente nos olhos violetas, depois voltou olhar a criança.
“Hikari?” perguntou.
“É o nome que dei a ela... você não gostou? Desculpe por tomar esse tipo de decisão sozinha” disse um pouco sem jeito.
“Hikari significa luz... Gosto do nome” disse voltando a olhar para a jovem. Colocou o gelo sobre a mesa de centro se sentando mais perto ao carrinho. “Foi uma escolha sabia, em meio a todo esse caos ela é uma pequena luz” levou a mão para tocar o bebê, mas logo a fechou se afastando com receio. Rukia olhou a cena, e levantou-se parando ao lado dele, preste a encoraja-lo apegar a filha.
“Quer segura-la?” disse pegando a criança para entregar a ele. Byakuya olha inseguro para o pequeno ser.
“Eu nunca segurei uma criança antes, posso machuca-la” disse se afastando.
“Eu também não, mas aprendi rápido” disse colocando o bebê no colo do homem, que envolve a criança com seus braços. “É instintivo. Viu?” disse ao vê-lo segurando perfeitamente o embrulho em seus braços.
Ele olha para o bebê em seus braços, enquanto Rukia se sentava ao seu lado. Tantas coisas precisavam ser ditas, esclarecidas, mas ele não sabia como começar. A duvida estava lhe assombrando, e se ela estivesse mesmo com o ryoka? Olhou mais uma vez para a filha pegando a pequena mão, examinando-a.
“Está tudo bem com ela e com você?” perguntou.
“Foi um parto difícil, mas ela nasceu com saúde de ferro, completou 28 dias hoje, ela foi um pouco apreçada... veio ao mundo algumas semanas antes do previsto” disse sorrindo fracamente, se lembrando de que se não fosse por Inoue provavelmente ela não estaria mais viva “E eu estou bem, Inoue estava lá” Byakuya baixou o olhar. Ela pode ver culpa e preocupação, nos orbes cinzentos.
“Perdi praticamente um mês da vida da nossa filha” falou em um sussurro “Eu queria ter estado ao seu lado, segurando sua mão. Te reconfortando, apoiando,” disse com tom de tristeza rasgando seu tom indiferente. “Não me perdoaria nunca, se algo acontecesse com você” Olhou profundamente nos olhos da jovem mulher “Senti tanto sua falta” disse com tantos sentimentos, tantos que ela nunca pensou em ouvir dele.
O coração da pequena quase deu um salto, olhou nos fundo dos olhos cinzentos que ela tanto amava.
“Eu também” disse abaixando a cabeça. “não sabe como foi difícil tomar essa decisão, e ir embora aquele dia...”
Ele não podia mais aguentar, isso era patético. Todos esses meses sofrendo por sua falta, se preocupando, querendo esclarecer as coisas. E agora que ela estava em sua frente ele estava mais uma vez agindo como um idiota! Tomou uma profunda respiração, antes de começar a falar.
“Rukia” disse com sua voz profunda, a jovem levanta a cabeça para encara-lo “Eu fui um covarde em relação a você nos últimos meses” disse fechando os olhos.
“O que? E-eu não intendo...” perguntou confusa. Byakuya olhou no fundo de seus olhos, e com a mão livre tocou seu rosto.
Rukia pousou sua mão sobre a dele. E o olhou, nos seus olhos cinzentos ela podia ver insegurança e... Medo?
“Eu tenho que dizer isso, nem que depois me quebre por dentro” Rukia continuou olhando para seus olhos, sem esperar mais ele se inclinou para perto, unindo seus lábios. Em um beijo suave e lento. Ele franziu o rosto com dor, quando seus lábios se encontraram, sua face estava ferida, mas ele não se importou com a dor causada pelo contato. O gosto amargo da saudade estava sumindo, dando lugar ao doce dos lábios da mulher que ele tanto amava. A dor não era nada comparada com a sensação de ter seus lábios, ele queria mais dessa dor, se esse era o preço para provar seus lábios, ele não se importaria.
Ela respondeu ao beijo, no mesmo ritmo lento. Apreciando o momento, ela sentiu tanta saudade dele, de seus lábios quentes, seus beijos suaves. Byakuya quebrou o beijo, se afastando apenas alguns centímetros, pousando a frente de sua cabeça sobre a dela. Rukia deixou sua mão sair de cima da dele.
“Eu só quero que saiba” disse ainda sem se afastar ou abrir os olhos, Rukia também permanecia com os olhos fechados, seu coração estava acelerado não sabia oque iria acontecer a seguir.
“Aquele dia embaixo da cerejeira, você era a única mulher que eu queria estar beijando” se afastou um pouco para olhar em seus olhos. Rukia tinha aberto seus grandes orbes violetas em surpresa com as palavras. “E na noite antes de você ir embora” disse retirando a mão do rosto da menina, e pegando sua mão. Sua mão que ficava tão pequena dentro da sua. “Você foi à única mulher em que eu pensei, enquanto fazíamos amor” disse soltando a mão da jovem, olhando para a criança em seus braços. “A única que destinei aquelas palavras”.
“Byakuya...” sua voz entalou, então ele nunca a viu como um substituto? As palavras sussurradas naquela noite foram para ela? Ele a amava... Ela não podia acreditar.
“Entendo se você não compartilhar os mesmo sentimentos que eu, se quiser continuar as coisas como estão” tomou uma respiração, ainda sem voltar a olha-la. No mesmo instante Byakuya sentiu a pequena mão pousando sobre a sua.
“Eu também tenho sentimentos por você... mas isso parece tão errado” disse baixo, mas ele foi capaz de ouvir. Byakuya se virou para olha-la. As palavras da menina tiraram um peso de seu coração. Ela tinha sentimentos por ele? Isso significava que ele poderia ganhar seu coração, conquistar seu amor. Rukia abaixou a cabeça. Seus olhos inundados de lagrimas, lagrimas de emoção e incerteza. “Eu não posso acreditar, aquelas palavras foram para mim... você me”
“Eu te amo” completou acariciando seu rosto. Um brilho inundou os orbes violetas. Com o polegar, Byakuya secou as lagrimas que tinham se formado no canto dos olhos da menina “eu sei que tudo aconteceu de uma forma confusa. Mas posso provar que meus sentimentos são verdadeiros, se você me deixar demonstrar.” Suspirou levemente “Prometo que vou tentar ganhar seu coração, aos poucos.” a jovem fecha os olhos e pousa a mão sobre a de Byakuya. Ele pode ver um sorriso se estampando em seu rosto. Ele também deu um sorriso internamente, aparentemente ele não estava errado quando a paixão que sentiu vindo dela naquela noite. “Você seria capaz de me dar essa chance?”
‘Você não precisa ganhar meu coração, ele já é seu’ pensou pronta para falar quando a porta da sala é aberta, ambos se afastam e olham a pessoa que interrompeu a conversa.
“Kuchiki-san, encontrei o Kurosaki-kun no caminho, ele estava tão brav...” parou de falar ao ver Byakuya, mas antes de falar ou pensar sobre oque estava acontecendo. Percebe o hematoma no rosto do taichou. “O que aconteceu com Kuchiki taichou?” Byakuya se levanta desanimado, ela não poderia ter demorado pelo menos uns 5 minutos?
“Inoue” disse olhando para a amiga “Foi o Ichigo” disse sem jeito. Só não sabia se era pelo fato de seu amigo ter atacado selvagemente Byakuya, ou pela conversa interrompida de instantes atrás.
“Isso explica o porquê dele estar com mau humor“ se aproximou do taichou, invocando sua técnica de cura, sem dar chance para o homem se esquivar ou protestar. Em segundos não havia sinal do golpe.
“Obrigado Inoue Orihime” agradeceu, tocando o rosto, que tinha acabado de ser curado.
“Ah, eu... vou subir pro meu quarto! como o Kuchiki taichou te encontrou? Bem não importa, mas ele deve ter vindo a esse mundo somente para conversar” disse se aproximando do homem “é... vou levar Hikari lá pra cima, assim vocês podem continuar a conversar em paz, er vocês tem muito oque falarem” disse pegando o bebê dos braços de Byakuya.
“Ele está em missão, me encontrou por acaso” disse respondendo à amiga que estava visivelmente curiosa.
“Oh Kuchiki taichou vai ficar aqui no mundo humano?” perguntou com expectativa.
“Alguns dias, ou até concluir a missão” disse indiferente. A ruiva olha para os dois.
“Ah, Kuchiki taichou! Você poderia ficar aqui?” falou ansiosa. Byakuya olhou para a jovem por um momento antes de responder.
“Eu vou viajar hoje à noite, e não queria que Kuchiki-san ficasse sozinha aqui. Eu poderia viajar mais tranquila sabendo que o senhor está aqui com ela” disse esperançosa.
“Inoue...” tentou argumentar, obviamente Byakuya não iria querer ficar em uma casa normal, ele deveria estar pensando em se hospedar em um dos mais luxuosos hotéis da cidade.
“Entendo, eu fico.” disse.
“V-você vai ficar?” perguntou sem acreditar.
“Não iria permitir que você e minha herdeira ficassem sozinhas aqui” disse com seu tom impassível “você tem alguma objeção?”
“Não! É claro que você pode ficar...” disse corando. Inoue abre um sorriso.
“Eu vou terminar de arrumar minhas coisas” disse sorridente “Kuchiki-san vou colocar Hikari no berço, fiquem a vontade” deu uma piscada para Rukia, que olhou confusa. Inoue subiu rápido pelas escadas, deixando os dois mais uma vez sozinhos.
Rukia olhou para o homem a sua frente, silencio desagradável permaneceu. Quando Rukia decidiu quebrar o clima incomodo causado pela interrupção de Inoue, o alarme do denreishinki apita. Byakuya suspira frustrado, tirando o aparelho do bolso.
“Tenho que ir, podemos retomar nossa conversa quando eu regressar? Pense no meu pedido até lá” disse em seu tom inexpressivo, mas ela sabia que esse era apenas seu jeito de ser.
“H-hai” gaguejou, Byakuya tocou seu rosto de leve e saiu sem dizer mais nada.
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“Gomen Kuchiki-san estou tão triste” disse a menina olhando para a amiga shinigami “eu interrompi vocês... ah meus Deus, nem acredito nisso que você me contou!” disse alegre “ele disse que te ama isso é incrível” logo sua expressão virou de tristeza “Eu realmente sinto muito, eu...” começou a se lamentar mais uma vez.
“Inoue, você não tinha como adivinhar” disse olhando cansada para a amiga. “Nem acredito que ele vai ficar aqui” disse com um leve sorriso nos lábios, mas logo ficando nervosa.
“Ah vai dar tudo certo” disse pegando a mão da amiga.
“Eu o amo... mas nossos sentimentos são tão errados” disse triste.
“Mas...” falou confusa.
“Somos irmãos,... Adotivos eu sei. Mas todos nos veem como irmãos... eu sou irmã da falecida esposa dele. O clã, todas as pessoas seriam contra” disse fechando os olhos, enquanto suspirava. “é tão surreal, eu ainda não consigo acreditar... ainda penso, será que ele gosta de mim por que pareço com minha irmã?” perguntou confusa.
“Se Kuchiki taichou disse que te ama, não pense nisso! Não encha seu coração com essas duvidas e medos agora.” Disse abraçando a pequena mulher “Eu tenho que ir, infelizmente ou felizmente a família de Tatsuki-chan não vai mais adiar a viagem.” disse se levantando, pegando a mala. “Se cuidem, vai ficar tudo bem” disse sorrindo “e vê se dorme um pouco”
“Oh, diz isso pra Hikari” disse bocejando com sono. “Ei, Inoue? Vocês não iriam amanhã cedo?”
“Vamos! Mas decidi passar a noite lá” disse piscando “Ah, e a casa é só de vocês, aproveitem para conversarem.” disse antes de sair. “vocês merecem uma chance para formarem uma família, pensem nisso. Vocês tem uma filha linda, faça o melhor para ela e vocês” disse fechando a porta, indo embora.
Rukia ficou pensativa enquanto a amiga saia, ainda era tudo tão confuso. Como Byakuya poderia amar alguém como ela? Não fazia muito sentido, pensamentos negativos pairavam sobre sua cabeça. Decidiu esquecer as duvidas como Inoue sugeriu, ela tinha dias para lavar todas suas inseguranças.
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“O que está acontecendo com você Ichigo?” perguntou Isshin entrando no quarto do filho. “desde que chegou não sai dai, suas irmãs já estão preocupadas”
“Byakuya achou Rukia” cuspiu as palavras com desagrado evidente. Isshin olha apreensivo para o filho.
“Ele veio a levar embora, a força?” perguntou preocupado “ainda quer afastar Rukia-chan do bebê?” Ichigo virou o rosto para janela.
“Não... acho que não, eu não perguntei muito sobre, mas Rukia disse que ele só queria conversar” disse irritado. Isshin olhou aliviado.
“Isso é bom” olhou para o filho “eles precisam se entender, por mais que eu goste da ideia de ver minha neta crescendo por aqui... esse não é o mundo delas”
“Onde? Em que mundo a presença daquele cubo de gelo arrogante poderia fazer bem a Rukia e a Hikari?” perguntou confuso.
“Kuchiki Byakuya é o pai” olhou serio para o filho “Rukia-chan não está feliz nesse mundo, se entender com o pai de Hikari e voltar para sua casa vai ser melhor para elas. Se ele tiver resolvido tudo com o clã, eles poderão ser a família que minha netinha precisa” disse virando as costas para sair.
“Nunca isso seria uma família que uma criança precisa! Eles são irmãos! Que tipo de exemplo vai passar pra essa menina? Sem falar que ele...”
“Ichigo, prometa que não vai interferir na aproximação deles” disse calmo, o rapaz olhou confuso para o pai “se você realmente gosta da Rukia-chan, simplesmente não interfira” olhou para o garoto confuso “Byakuya não é tão ruim quanto parece” fez uma pequena pausa antes de dizer as ultimas palavras antes de sair. “e eles não são irmãos. Papeis podem ser anulados” sussurrou a ultima parte e saiu.
O garoto ficou confuso sem entender nada, oque diabos seu pai quis dizer?
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Pulava de casa em casa entediado, aparentemente os hollows tinham ligação com os que surgiram na soul society, estranhamente tinham uma inteligência avançada, diferente dos hollows comuns. Sempre se escondendo e fugindo com estratégias quase sempre eficientes. Isso significava que ele teria que permanecer no mundo humano até descobrir oque estava acontecendo, e resolver a situação.
Por um lado até que isso seria bom, ele poderia ficar ao lado de Rukia, resolver as coisas sem interferência do clã. Seria bem melhor assim, ele poderia aproveitar a tempo para conhecer mais sobre ela, ganhar seu coração. Lembrou-se das palavras da pequena, se permitiu um sorriso discreto, tão discreto que era quase invisível. Ela sentia algo por ele, uma imensa felicidade por saber disso, estava explodindo dentro de si. Ele teria que provar que realmente a amava, e convence-la que não era errado estarem juntos como ela pensava, e que ele iria fazer de tudo para eles ficarem juntos. Tirar todas as dúvidas de seu coração, isso só dependeria de sua resposta.
Parou sobre a casa de Inoue e entrou, tudo estava calmo e quieto. Olhou no relógio que ficava na parede da sala. Já eram 11 da noite, não era de se estranhar que Rukia já estivesse dormindo, afinal ela parecia estar cansada.
Logo avistou um papel sobre a mesa da sala, um bilhete. No papel dizia a localização do quarto que ele ficaria, entre outras coisas como o jantar que estava no forno, e um pedido de desculpa por não conseguir esperar acordada. ‘deve estar sendo cansativo’ pensou.
Colocou o papel de volta na mesa e foi direto para o quarto. O quarto era pequeno, mas aceitável. Sentou na cama de solteiro se livrando das inconvenientes roupas humanas. Substituindo por uma calça cinza de moletom e uma camisa negra. Muito mais confortáveis.
Se deitou, e pela primeira vez em meses ele se sentiu confortável em uma cama, e o sono era convidativo. Não demorou muito para seus olhos se fecharem e ele dormir.
O seu sono foi interrompido, pelos choros do quarto ao lado. Sentou-se na cama, prestando atenção e esperando o silencio voltar, mas não voltou. Levantou-se, e foi até a porta do quarto da jovem e sem pensar bateu. Não demorou para que a shinigami abrisse a porta, Rukia olhou para ele sonolenta franzindo o cenho por um instante.
“Eu não esperei você chegar. Desculpe ” disse enquanto embalava a criança, afim de tentar acalma-la.
“Tudo bem. Amanhã conversamos” disse com seu tom indiferente de sempre “Algum problema, está tudo bem?” perguntou olhando para a jovem, que agora estava sentada na cama.
“Ela está com dor” disse em um tom aflito “Isshin disse que é normal, as chamadas cólicas são normais em recém-nascidos. Não precisa se preocupar”
“Não tem remédio pra isso?” perguntou preocupado.
“Paciência” disse sorrindo para a menina, enquanto a aninhava de bruços no colo na tentativa de acalmar a criança. Byakuya olhou para a jovem visivelmente cansada, e com sono. Aproximou-se pegando a menina dos braços de Rukia, colocando-a em posição vertical com a cabeça apoiada sobre sua clavícula. A jovem olhou confusa para ele, antes que pudesse dizer alguma coisa ele falou.
“Vá dormir Rukia. Eu cuido dela, você está cansada.” dito isso se virou para sair, sentiu sendo puxado pela camisa. Voltou-se para olhar a jovem.
“Você nunca cuidou de uma criança antes” disse encarando-o “e também tem coisas que você não vai poder me substituir” disse virando a cabeça de lado, corando.
“É instintivo, você disse” olhou para uma bolsa de coelhos coloridos. “acho que aquilo pode te substituir, e deve ter tudo que é necessário naquela bolsa” disse apontando com a cabeça, e em seguida pendurou a bolsa no ombro.
“Mas...” tentou argumentar.
“Durma Rukia” disse com sua voz autoritária, sem dar chance para discussões. “você está cansada. Descanse pelo resto da noite, precisamos conversar amanhã. Hikari estará segura comigo.” Suspirou “Eu sou o pai dela afinal” disse, fechando a porta do quarto.
Desceu para a sala, para evitar que os choros impedissem Rukia de descansar. Parou ao lado do sofá. E olhou para a menina que chorava em seus braços. ‘Vai ser uma longa noite’ pensou. Caminhava pelo cômodo, enquanto embalava a criança na tentativa de fazê-la se acalmar. Olhou para a menina mais uma vez. Isso seria um tanto... idiota mais ela não pode evitar.
“O céu está lindo hoje. Então, o que acha de uma caminhada noturna?”
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Duas pessoas mascaradas, corriam sobre as cinzas, pisando em ossos que ainda não tinham virado pó. Pararam do alto de um morro observando piscinas de acido. E em meio às larvas, eles avistaram uma construção estranha em forma de cúpula.
“Como eu imaginei” disse o homem.
“O que quer que seja que eles estão planejando, não deve ser bom” disse a mulher.
“Não se preocupe esses planos, não importa oque seja, vão ter fim hoje” disse serio.
“Está tudo certo?” o homem acenou positivamente com a cabeça “então vamos”
Em flashes os dois se dirigiram em direção à estranha construção.
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