Ryudan - a História de Um Herói

9 Capítulo 9 - Os Humanos Ajudam os Deuses


- Desculpe, amiguinho, mas você não vai a lugar nenhum.

Ninguém havia percebido a presença da voz que pronunciou aquelas palavras. Instintivamente, todos se viraram para a concentração do exército Orc, mas nada viram. A voz repetiu, parecendo ter se movido.

- NINGUÉM sai vivo hoje.

- Revelação! — Chama Reveladora! — As pessoas tentavam achar quem dizia aquelas coisas.

A voz era rouca, e parecia vir de algo grande. Alguns minutos se passaram, e a voz tornou a se mostrar:

- Mwahahaha! Idiotas, por que não correram? Agora irão todos morrer!

Risos ecoaram pela Vila. Risos de Orcs. Muitos guerreiros ainda se recuperavam da luta que ocorrera, e não estavam prontos para uma segunda mini-guerra. O avanço Orc tinha começado pela noite, e o dia já amanhecera havia certo tempo. Todos estavam cansados, vindos de uma noite mal-dormida e uma batalha sangrenta.

De um Arbusto, um grupo consideralvemente alto de Orc Arqueiros apareceu. Suas rápidas flechas dispararam com o efeito surpresa contra os pescoços dos humanos. A pontaria dos Orcs era boa. Muitos caíram nesse ataque inicial.

Quando a defesa humana se recompôs, um líder surgiu. Era um Justiceiro ancião, perto de aposentar suas pistolas. Velho, porém forte, ele trazia uma espingarda nas costas e empunhava duas Raio Vermelho. Sua capa estava rasgada, e seus cabelos, grisalhos, mas seu coração pulsava como o de um herói. E ele ordenou:

- Caçadores! Quero ver se suas flechas são melhores que as dos Orcs! Bardos e Menestréis, Poemas de Bragi seriam de grande ajuda! Ferreiros, choquem a força de seus carrinhos contra aquele grupo ali escondido!

Um grupo de Grand Orcs surgiu atrás de um arbusto. Ninguém os havia notado. Exceto a experiência do velho Justiceiro.

- Desperado!

O grupo tombou contra a reação dos humanos.

- Muito bem! Vejo que o primeiro round acabou! Vamos aumentar a dificuldade...

Dessa vez o número de Orcs foi maior. E jutando-se aos antigos, surgiram novos. Guerreiros Orcs, Senhoras Orcs, Filhotes de Orcs. Estes serviam apenas como barreira, para os Orcs Arqueiros causarem mais dano e os Grand Orcs avançarem.

- Impacto de Tyr! — Bradou um Lorde com sua espada. O Lorde, empolgado, avançou, e se viu cercado pelos corpulentos Orcs azuis.

- Droga...

- Hehe... — Disse o maior monstro.

- Frenesi!

O Lorde ganhou uma coloração rubra por todo o corpo. Em seus olhos, se via apenas o vazio. Levantou a espada calmamente, e depois desceu com uma velocidade sobrenatural, decepando o braço do Orc.

- Hei... — Antes de terminar sua reclamaçar, o Orc foi decaptado.

Os outros Orcs avançaram. O Lorde recebia machadadas a torto e a direito, mas ele parecia incansável. Sua velocidade sobre-humana se manteve. Sua espada parecia uma pena. Uma pena letal.

Após vencer o grupo, o Lorde retornou para a barreira de sua raça, dizendo a uma Sacerdotisa que tentou ajudar:

- Só me deixe... Descansar...

- Lança Congelante! — Um Ninja ajudava a conter a nova onda de ataques.

- Lança Congelante! Lança Congelante! — Ele ia aniquilando os Orcs facilmente.

- Muito bom, Ninja! Continua exterminando os Arqueiros! Mestres, dêem disparos nesses Grand Orcs! — Continuou comandando o Justiceiro.

- JÁ CHEGA! — Estrondou a voz que parecia ter se calado. — Se acham fortes? Bem, vamos ver o quanto são!

De trás de uma árvore negra e imensa, surgiu a criatura. Era o Senhor dos Orcs. Sua pele verde trazia muitas cicatrizes, sequelas de sua bravura. Seus braços, maiores que o maior Cavaleiro que já existiu, se prolongavam até o meio de suas canelas. Os músculos eram super definidos. Nas mãos, trazia luvas pois "humanos não mereciam ser mortos pelas próprias mãos do Senhor Orc", rezava a tradição. Suas pernas, quase um metro e meio cada, não eram protegidas. O Senhor ia para a luta com uma sunga, botas e seu típico capacete Orc vermelho.

- Que a carnificina comece!

E começou. O Senhor dos Orcs era um MvP impiedoso. Por onde passava, jogava guerreiros pelo chão. De tempos em tempos, o monstro dava um salto superior a dois metros de altura, e jogava suas toneladas no chão, derrubando os inimigos. Suas mãos, maiores que um Poring e mais pesadas que uma Bola de Ferro Ensanguentada, prensavam o crânio dos humanos como se quebra uma casa de amendoim.

A resistência humana foi ficando fraca. Ninguém teve tempo de atacar o líder Orc. Nem tempo nem coragem. Nami estava se esforçando para salvar todo mundo, mas ainda estava cansada por ressucitar Akira. O Cavaleiro, por sua vez, não tinha forças para segurar um MvP sozinho. Ryudan era apenas um noviço, não tinha a menor chance. O grupo não podia fazer nada. Estavam à merce dos outros.

Os Orc Arqueiros aproveitaram a brecha para levar mais algumas almas. Foi quando a experiência do velho justiceiro valeu novamente:

- Bruxos, Nevascas nos Arqueiros! Ninja, Lança Congelante no Senhor dos Orcs.

O Senhor dos Orcs tentou impedir os Bruxos em sua conjuração, mas o Justiceiro sacou sua Branch refinadíssima, que possuia poder de monstros aprisionados à ela, e disparou vários projéteis contra o monstro. Salvou os Bruxos, mas agora ele tinha um problemão.

O Orc ficou bravo e correu para cima do Justiceiro, que levou um gancho de direita. O pobre velho foi arremessado para longe, e pairou uns dois segundos no ar.

- Curar! — Vários Sacerdotes e Sumo-Sacerdotes socorreram.

- Muito obrigado. — Disse o ancião.

- Lança Congelante! — Os Ninjas iniciaram o ataque organizado.

O Senhor dos Orcs estava começando a ficar cansado. E furioso. Os Ninjas tinham a tola mania de formar uma fila para atacar em conjunto, e o Senhor dos Orcs aproveitou para derrubar todos com uma só braçada. Apenas uma Ninja fora sagaz o suficiente para evadir.

- Troca de Pele!

O Orc tentou novamente.

- Troca de Pele!

Não conseguia acertar a Ninja que o esnobava. Os Orcs tinham a fama de não serem muito espertos, e o teimoso líder continuou tentando, e só percebeu que a investida seria inútil quando seus Orc Arqueiros caíram todos, após uma série de Nevascas.

- Maldição!

Ele saltou e se jogou de ombros no chão. A terra tremeu. Os guerreiros que lutavam mano a mano foram desfavorecidos, e muitos acabaram sendo mortos felos ferozes Grand Orcs. Uma multidão azul de amontoou na resistência humana.

- Dilúvio!

- Impacto Explosivo!

- Escudo de Chamas!

As habilidades em área começaram a valer a pena.

- Crux Magnum!

- Desperado!

O que parecia ser um sucesso para os Orcs, acabou de tornando um fiasco. As tropas foram fortemente reduzidas. Mas o Senhor não desistiu.

- Ora, vocês vão ver só... — E saiu trotando para o centro da concentração dos que invadiam sua Vila. Virou-se para o Justiceiro. Você! - Pensou. O Justiceiro pareceu ler os pensamentos do Orc, e disse:

- Venha me pegar!

O velho deu mais dois disparos com sua espingarda, e saiu correndo. Prevendo que isso aconteceria, o rei dos Orcs bateu o pé no chão. Todos caíram. O pobre atirador era um alvo fácil. O peso de sua idade o impediu de levantar sem ajuda. O Orc disparou rumo ao líder daquele grupo de humanos.

Quando foi dar o golpe final, foi surpreendido.

- Escudo Mágico!

Nami salvou a vida do Justiceiro. Ryudan resolveu também ajudar o velho:

- Curar! Bênção!

O Orc não ligou para o mísero Noviço. Se voltou para a Suma-Sacerdotisa, e ordenou:

- Grand Orcs, cuidem deste Justiceiro!

Um último pelotão de Orcs, bem menor que os outros, foi para cima do velho. O Justiceiro deu um grito de pavor quando ficou completamente cercado. Depois, não se ouviu mais nada. Os Orcs se viraram e correram para dar suas vidas na vã tentativa de expulsar o resto dos invasores.

Sem o líder, a tentativa de resistência se tornou um caos. A maioria dos humanos voltou pelo portal para a Vila dos Orcs do Leste e de lá rumou para Prontera. A Vila do Leste havia sido desabitada. Os humanos que ficavam sempre por lá ou partiram para a guerra ou partiram para a casa.

- Mantenham o foco, heróis! Eu voltarei para a casa viva hoje! Meu nome é Tsy, da dinastia Guan-Tang, família fundadora de Amatsu. Se me permitirem, conduzirei nossa força de resistência!

Ninguém se opôs.

- Ninjas, continuem com as Lanças Congelantes no Senhor dos Orcs...

Mas não havia mais nenhum Ninja ali.

- Er... Bruxos, Nevasca!

O único Bruxo sobrevivente trazia uma flecha na perna, e estava fora de condições para lutar.

- Ok... Templários e Paladinos, segurem esse MvP!

Os orgulhosos Templários e Paladinos haviam morrido todos: foram os primeiros a tentar segurar o poderoso monstro, e subestimaram a força do Senhor dos Orcs.

- Estamos mortos. — Os lábios da Ninja tremeram nessas palavras.

- MWAHAHA! Tsy Guan-Tang, certo? Parece que seus bravos guerreiros não passam de ratos!

A noite já caíra novamente. A batalha que começara na noite passada, se extendera por todo o dia. Os Orcs vinham sempre renovados, mas sua força já havia sido contida. Só faltava o Senhor. Só que os humanos estavam mais do que cansados.

- Lâminas Destruidoras! — Um Mercenário com Furtividade, aproveitando-se do brey, chegou nas costas do MvP, mas errou a habilidade, no nervosismo. Após um curto soco de esquerda, o Mercenário não causou mais problemas para os Orcs.

- Fracos vocês são, isso sim!

E os monstro tornou a correr do seu jeito frenético, para cima da massa de humanos. Foi ali que uma atitude, uma simples atitude, mudou o rumo do dia.

- Ryudan, não!

Tarde demais. O grito de Akira não interrompeu o desespero do Noviço. Ele pegou sua maça do chão e correu para o Senhor dos Orcs. Sem notar a insignificância que vinha para ele, o MvP foi surpreendido por um ataque em sua coxa esquerda. Seu sangue verde foi derramado quando a lâmina da maça atingiu a carne.

- Ai! — Ele mal sentiu o ataque. — Que isso? Um Noviço?

- Transcedental, idiota! — E Ryudan deu outro ataque, dessa vez no pé do Orc.

- Volte aqui! Seus dentes estarão na minha próxima coroa!

- Vulcão de Flechas!

Rapidamente, inúmeras felchas acertaram as costas do MvP. O Senhor dos Orcs não tinha aparentado estar sofrendo muitos danos, até aquele momento, mas as flechas lhe pegaram de jeito.

- Trouxemos reforços! — Exclamou, sorridente, Yuki Yue, que havia trazido Himitsu, Damien e Maestro Orfeu para salvar os amigos.

A elite do clã The Legend havia sido informada da guerra, através de um Gatuno que fugira da Vila até Prontera e espalhara a notícia.

- Rajada de Flechas! — A notável habilidade de Himitsu com o arco surpreendeu ao Senhor dos Orcs.

- Reunião em família, é? Morrerão todos!

- Zen! — As cinco esferas espirituais dos Monges e Mestres brotaram todas juntas ao redor de Damien.

- Nem pense nisso, Transclassezinho...

- Fúria Interior!

- AAAAAAAAAAh! — O Orc saiu em disparada. Ele correu como nunca. Sabia que após a cansativa batalha ele poderia ser derrotado facilmente por um Mestre.

- Zen! — Mais cinco esferas brotaram. — Preciso que alguém segure esse cara!

- Deixa comigo! — Yuki saltou na frente do Senhor dos Orcs. O revoltado monstro deu-lhe um tapa com as costas da mão, que atirou o Sacerdote para bem longe.

- Não deixa comigo! Corre, Damien!

Himitsu, utilizando-se de sua agilidade e suas pernas fortemente trabalhadas, se colocou na frente do MvP. Mirou duas flechas em cada pé da criatura. Mas isso não atrasadou o enfurecido Orc. Ele agarrou a Caçadora pelos ombros e a atirou parou longe.

- Filha! — Exclamou a enfraquecida Nami.

- Tenho uma melodia perfeita para acalmar esta besta!

E Maestro Orfeu começou a tocar uma música lenta... Sonífera... O Senhor dos Orcs parou por um segundo... Quando tudo parecia dar certo, uma das cordas do alaúde do Menestrel arrebentou.

- Droga. Maldito seja, Bragi!

- O show acabou! — O Orc levantou o músico pelo pescoço. Orfeu perdeu a respiração. O Senhor Orc manteve a posição até seu oponente ficar inconsciente. Depois que isso aconteceu, ele o atirou para longe, e voltou os olhos para o Mestre Damien.

O caminho do Senhor dos Orcs até Damien estava livre. O Mestre nunca teria tempo para um Punho Supremo de Asura. A habilidade Dilema nunca havia funcionado contra MvPs... Foi aí que veio a salvação.

Heróis definem as batalhas. Sempre são os heróis que mudam o rumo da história. Do meio da mata, onde haviam saltado muitos Orcs para causar problemas aos humanos, dois Peco Pecos apareceram correndo. Não eram só dois Peco Pecos, eram dois Cavaleiros! Um brandia uma pesada lança, e o outro uma afiadíssima espada.

Num ataque em conjunto, o Cavaleiro com a espada saltou de seu Peco Peco e enterrou sua espada no flanco esquerdo do Orc-mestre. O de lança atirou sua lança, rugindo:

- Lança Bumerangue!

Foi tempo suficiente para Damien.

- Punho Supremo de Asura!

A habilidade era a mais perigosa de toda a história. Causava danos incríveis, tanto para quem tomava para quanto para quem aplicava. Toda a energia interior de Damien foi consumida. Uma estranha névoa se formou na escuridão da mata, e parece formar uma escrita jamais vista por qualquer um dos ali presentes. Ouviu-se o estrondo. Em seguida, outro. O Senhor dos Orcs havia caído.

Gritos de felicidade saíram da boca de todos. Os dois Cavaleiros se abraçaram, colocaram as mãos um nos ombros do outro e bateram as cabeças.

- Bela luta, hein!

- Ora, pois! Foi fantástico!

O primeiro cavaleiro, o de espada, trazia uma armadura completamente negra. Seu Peco Peco era alto e robusto. Já o segundo era notavelmente forte, e trazia várias jóias em sua armadura e sua lança. Seu Peco Peco usava uma coroa de esmeraldas na cabeça.

- Você viu como eles foram rápidos?! — Disse o espadachim. — Seu Melckburn quase atropelou o Orc!

- Sim, sim, meu Peco é muito veloz, mas você viu a força da sua Tina? Foi magistral para uma fêmea!

E os Cavaleiros iam conversando, gritando e exclamando, sem perceberam que todos os olhavam atentos. Quando o lanceiro se deu conta, disse:

- Ah, pessoal... Desculpe-nos por atrapalhar vocês! Estávamos no meio da Vila e ouvimos um Guerreiro Orc contar que o Senhor estava vencendo uma batalha por aqui. Resolvemos nos aventurar!

- Sua intromissão foi mais do que necessária. Acredito que estamos todos agradecidos. — Disse Damien. — A propósito, eu sou Damien. Quem são vocês?

- Meu nome verdadeiro não é de seu interesse, mas me chamam de Black Drangon. — Falou o espadachim.

- O nome dele é José, por isso ele tem vergonha de falar! — Caçoou o lanceiro.

- Cale a boca, Chuck! É mentira dele, eu sou um Cavaleiro sinistro! Por isso, Black Drangon!

- O certo não seria Black Dragon? Dragão Negro? — Arriscou Himitsu.

- Não. Sem dúvidas, os dragão são criaturas formidáveis, mas eu sou superior a eles. Eis o porquê de meu nome ser diferente.

- Nada convencido esse meu caro amigo, não é? Bom, meu nome é Sir Chuck van Norr. — Pronunciou-se o lanceiro. — Mas podem me chamar de Norris. Chuck Norris.

- Sir Chuck van Norr e José, adoraria que vocês nos acompanhessem amanhã cedo até Prontera. Vejo que não carregam nenhum emblema, e eu gostaria de apresentar-lhes o líder do nosso clã. Ele avaliará se vocês podem se juntar a nós!

- Não é assim que eu quero ser chamado! — Os dois esbravejaram juntos.

Todos em volta riram. Os Cavaleiros riram também. Amanhã a viagem até Prontera seria longa... Ainda mais depois de um dia inteiro de guerra.

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- Aqui está você novamente, guerreiro. — O Hall das Valkírias era um lugar explêndido. Situado nos céus, era um fino corredor que dava até o trono da Valkíria. Ela era linda, cabelos loiros cor-de-mel, uma armadura finíssima em termos de qualidade e uma espada maior que o prórpio Ryudan.

- Você não vai cortar meu pescoço outra vez, né?

- Cale-se! Seu treinamento foi árduo... Sua vida foi árdua... Mas você se empenhou. Merece subir em sua classe. Merece completar sua transcendência. Conversei com seu mestre. Ele concorda que você está pronto. Fale com ele.

Ryudan se dirigiu até o Bispo, que perguntou:

- É isso o que você quer, meu jovem?

- Não tenho dúvidas quanto a isso.

- Sabe, na primeira vez que você disse isso, eu gostei da sua determinação. Agora você já tá sendo mal educado. Custa muito dizer um por favor ou um muito obrigado? Esses jovens de hoje em dia...

E Ryudan ouviu atentamente a reclamação do Bispo. Bem, quando não desviava o olhar para a linda Valkíria. Mas tudo se seguiu bem. Depois do sermão, o antigo mestre disse:

- Parabéns, Mestre Ryudan. Suas roupas estão logo ali. — E apontou para um canto onde jaziam as típicas roupas de um Mestre.

- Visitantes. — Disse a Valkíria.

Menos de um segundo depois, um baque foi ouvido pelo Hall. Fumaça voava por tudo quanto é lado. Sombras surgiram, e da fumaça, apareceu o que parecia ser um exército. Parecia não, era.

- Thor e os Aesir. — Completou a Valkíria. — Que mensagem trazem para aparecerem na presença de humanos?

O deus Thor, o maior combatente que já existiu no mundo, deu um passo a frente, causando um estrondo. Seu pesado machado Mjölnir pendia preso ao seu cinto. E ele pronunciou:

- Não é mensagem. É uma convocação. — E virou-se a Ryudan e os mestres de ofício que se encontravam no Hall — Avisem sua raça que lutarão lado a lado conosco no Ragnarök.

Notas finais
Nesse capítulo eu praticamente iria encerrar a história, mas muitos detalhes deixariam de ser contados, então resolvi adiar o fim xD