Ryudan - a História de Um Herói

8 Capítulo 8 - O Ataque Orc


Ryudan, Akira e Nami acordaram cedo, e foram atrás de Grand Orcs, para aumentar ainda mais a experiência do Noviço Transcedental.

A Vila dos Orcs era um lugar encantador. Diferente do que se supõe, os Orcs cuidavam bem de seus domínios. As plantações eram bem tratadas, a grama era de um verde único, e os pássaros cantavam todas as manhãs.

Os humanos haviam invadido e se instalado na parte leste da Vila, e até montado casas lá. Na zona oeste, apenas uma pequena parte havia sido invadida. Os poucos que se aventuravam a ir mais adentro a Vila dos Orcs do Oeste raramente voltavam.

E era justamente no coração da Vila que a trama se desenvolvia. Na tenda central, ficava o Senhor dos Orcs, um forte MvP. Sempre que esse MvP era derrotado, um novo Senhor já era escolhido. O mesmo acontecia com o Orc Herói, que ficava sempre andando na Vila do Oeste e vigiava o exército dos Orcs.

Cansados da invasão humana, os Grand Orcs começaram a se rebelar. Eles não eram nada fortes como o Herói, mas, unidos, representavam ameaça.

Corpulentos e azulados, os Grand Orcs eram a maioria da Vila. Habilidosos com seus pesados machados, se escondiam sobre um capacete, sua única proteção. O Orc Herói, o Orc mais forte da tribo, apenas usava um elmo ornamental. Eram criaturas sanguinárias, que nem sequer se importavam com sua defesa.

Anoitecia na Vila. Ryudan estava diferente. Sentia o cheiro de armação. Seu turno como vigia estava parecendo demorar mais. Segundos se transformavam em minutos. Olhou para Nami, que estava adormecida. Seus cabelos negros reluziam, mesmo com a fonte mínima de luz. Akira dormia ao lado de seu Peco Peco. O animal devia ser muito forte, pois respirava normalmente, suportando o peso dos músculos e da armadura do Cavaleiro.

Ryudan se sentia fraco perto dos amigos. Ele era só um Noviço. Não tinha nem a capacidade de se defender sozinho. Jogou as mãos pelos cabelos loiros, e, com os braços na frente dos olhos, pode notar a tonificação dos seus músculos.

O poder alheio é o mais forte. — Pensou

_

- Ora, ora, ora... Que temos aqui?

- Ela é a única que está na casa, chefe. Foi amarrada porque reagiu mal às tentativas de captura.

- Orgulhosa, é?

O Desordeiro, vestido no notável manto negro que ele sempre vestia. Ele usava um cinto, firmemente apertado. Calças e botas também negras. O transcedental podia ser confundido com a própria Sombra.

- Deixe esta cidade em paz! — Gritou a Mestra Taekwon.

- Quer dar uma de heroína? Você contra meu clã todo?

Genzs, líder do clã Lâmina Fatal, raramente se deixava intimidar. Mas ele sempre lidava com os fracos ou guerreiros desprotegidos. Ele e seus seguidores.

- Qual seu nome, doçura? — Perguntou um Arruaceiro.

- Isso não te interessa, porco.

- Não fale assim com meus súditos, mocinha, ou Nifflheim pode vir mais cedo.

- Não me tente a fugir do seu mau hálito, Desordeiro.

Um ou dois Arruaceiros riram. Genzs olhou para trás com olhar de reprovação. Tornou a olhar a mulher.

- Nya Kiru. Você acha que eu escolho minhas vítimas sem antes analizar?

- Se sabe quem eu sou, sabe que meu marido tem um castelinho por aqui... Palácio da Sombra, conhece?

Genzs tremeu ao ouvir o nome do castelo que sempre pertencera ao The Legend. Não podia ser. Uma simples Mestra Taekwon casada com um poderoso guerreiro do The Legend?

- Matem-na.

- M-mas, senhor! O The Legend é um clã muito forte! Não vamos arrisc...

- Matem-na! Ela não está com uma aliança. Não é casada.

Os Arruaceiros voltaram o olhar para a mão da Mestra Taekwon, que nada podia fazer.

- Podemos... Er... "Brincar" com ela, chefe? — Pediu um deles.

- Matem-na de uma vez, imbecis!

O sangue escorreu ligeiramente pelo chão. Após ter o pescoço cortado, o coração de Nya continuou batendo por volta de meia hora. Batia num ritmo suave:

Ryu-dan. Ryu-dan. Ryu-dan. Ryu-dan... Ryu-dan... Ryu... Dan... Ryu... Dan... Ryu...

_

Uma corneta soou naquela noite. Orcs frenéticos saíram de seus tocas, correndo e decepando todos os humanos que encontravam pela frente. Ryudan foi acordado rapidamente por Akira, que cumpria seu turno na vigília.

- Ataque Orc! Chame a Nami, vou preparar meu Peco!

Ryudan virou-se para a Suma-Sacerdotisa, que já estava de pé. Seu semblante estava cerrado. Ela sacou seu cajado e soltou algumas magias nos membros do grupo.

- Bênção! Aumentar Agilidade! Angelus! Kyrie Eleison! Assumptio!

Devidamente protegidos, os três saíram para conter a invasão.

- Brandir Lança! — Akira levou vários Grand Orcs com uma única habilidade.

- Combro Triplo! Combo Quádruplo! O Último Dragão! — O Orc Arqueiro logo caiu perante o peso da maça de Ryudan.

- Luz Divina! Luz Divina! Luz Divina! — Nami também fazia sua parte.

E as pessoas em volta foram ajudando. O susto inicial diminuiu. O exército dos Orcs não estava tão bem preparado...

Quando o avanço parecia estar contido, um novo pelotão surgiu. Novamente, todos se empenharam.

- Perfurar em Espiral! — Rugiu um Lorde, protegendo Nami de um traiçoeiro ataque pelas costas.

- Obrigada, gatinho.

O Lorde corou, e acabou levando uma machadada no peitoral, muito bem aplicada. Fraquejou por um instante. Quando se recuperou:

- Perfurar! Perfurar!

O Grand Orc que atacava caiu.

- Desculpa, gatinho! — Nami disse, sem saber o que falar.

- Choque de Carrinho!

- Barreira de Gelo!

- Tiro Preciso!

Todos faziam sua parte, e quando o avanço parecia estar sendo contido, novamente um outro pelotão de Orcs avançou.

- Eles são muitos! — Disse Akira.

- Ryu, Akira, venham aqui! Eu tenho um plano!

E Nami explicou:

- Provavelmente tem alguém comandando os ataques ali, no centro. — E ela começou a fazer rabiscou no chão. — Vamos aqui por cima, no canto direito, descobrir quem é. A tendência é essa pessoa nos seguir, ou mandar um pelotão atrás da gente. Aí, nós voltamos para cá e o pessoal nos ajuda.

- Não é quem eu estou pensando, certo? — Perguntou Akira.

- Torça pra não ser o Senhor... — Responde Nami.

E eles colocaram o plano em prática. Os três seguiram rumo aonde surgiam os batalhões de Orcs, paro o espanto de muitos.

Numa clareira, avistaram o Orc Herói passando instruções para um novo batalhão de Orcs!

- Droga! — Exclamou alto demais Nami. — Ops!

As criaturas humanoides voltaram-se para a Suma-Sacerdotisa.

- Ataquem! — Esbravejou o Herói.

- Disparo de Esferas Espirituais!

- Impacto de Tyr!

O pequeno batalhão foi contido facilmente.

- Se quer algo bem feito, faça você mesmo! — E o Orc Herói foi para cima dos bisbilhoteiros. Sua pesado machado reluzia. Estava ensanguentado de dias. O Orc fedia mais que os esgotos de Prontera, e sua voz era como pedras sendo jogadas ao chão. Parecia bater nos ouvidos.

- Corram! — Disse Ryudan.

O plano estava se saindo perfeitamente. O Orc Herói caira na armadilha. Quando saíram da clareira e avistaram a resistência humana, chamaram por ajuda:

- MvP!!!

Todos foram para cima do Orc Herói. Alguns por tentar ajudar; outros pela ganância de seu elmo. O Orc Herói lutou bravamente, mesmo com a desvantagem. O Lorde que havia ajudado Nami foi o primeiro a atacar. E o primeiro a morrer.

- Mwahaha! — Riu o monstro.

Um Super Aprendiz que estava na luta tentou:

- Lanças de Gelo!

O Orc sofreu com a habilidade, mas não parou. Seu corpo, pesado e desengonçado de um Orc alto e musculoso, o atrasou. O Super Aprendiz teve tempo de mais.

- Lanças de Gelo!

Um Bruxo veio ao socorro do pequeno grupo que estava sobre o MvP. Era do clã A Ordem, renomado em Prontera, por sempre ficar com Hrist, um ótimo castelo.

O Bruxo era forte, mas era lento. Suas habilidades seriam úteis, mas a conjuração na podia ser interrompida, senão estariam perdidos.

- Nevasca!

O Orc Herói viu o que lhe estava reservado.

- Não!

E foi cambaleante, se desviando de todos, atacar o Bruxo. Akira tomou uma atitude corajosa:

- Mas não mesmo!

Enfincou a lança na barriga do Orc Herói. Mais furioso do que nunca, este se virou e fincou o machado no ombro do Cavaleiro. Akira caiu, sem durar mais de um segundo no Peco Peco após o golpe.

- Punho Supremo de Asura! — Um Mestre desferiu o golpe mais mortal já conhecido. Não foi muito eficiente, mas deixou o Orc Herói enfraquecido.

- Também quero brincar! — Disse um Monge que estava lutando contra alguns Guerreiros Orcs. — Invocar Esferas Espirituais! — As esferas surgiram em volta do monge.

- Fúria Intrior! — Uma aura o envolveu por completo. E por fim:

- Invocar Esferas Espirituais!

Com seu poder maximizado, bradou:

- Punho Supremo de Asura!

Em seguida, a neva do Bruxo do A Ordem foi conjurada. O Orc Herói tombou, e seu elmo rolou aos pés do Bruxo, que o pegou e colocou na cabeça.

Ryudan e Nami correram para ver como estava Akira. O corte fora extremamente profundo. Ele perdia muito sangue.

- Ele ainda está respirando! — Gritou afobadamente Nami.

- Curar! Curar! Curar! Curar! Curar!

- Não adianta... Não gaste suas forças, Ryu...

- O que a gente faz então?

- Você tem alguma gema azul?

- Tenho uma que ganhei da Nya... Pra que você quer?

- Me dê.

Ryudan passou a gema para a Suma-Sacerdotisa. Ela fechou os olhos. Cerrou o cenho, e conjurou:

- Ressuscitar!

A gema azul se quebrou. Do seu núcleo, uma luz forte caminhou flutou até o corpo de Akira, e entrou por sua boca. O ferimento se fechou, misteriosamente. As respirações do Cavaleiro ficaram menos espaçadas, e, após certo tempo, ele se levantou.

- O que aconteceu?

- Te contamos depois. — Falou Ryudan.

- O que aconteceu com ela? — Perguntou Akira, apontando para Nami.

- Só estou... Cansada... A arte... De ressucitar... É... Cansativa... — Respondeu a Suma-Sacerdotisa, entre pausas ofegantes.

- Ah... Obrigado... Descanse sim... Ryudan, o que você acha que devemos fazer agora?

Ryudan, que estivera muito pensativo ultimamente, respondeu:

- Vocês devem ir comigo até Juno. A Valkíria me espera. Vou virar um Mestre. Mas antes, iremos para Payon. Vou encontrar minha família e vou me casar.