Ryudan - a História de Um Herói
5 Capítulo 5 - O Tempo Voa e o Mundo Vai
Após anos de treinamento, finalmente Ryudan estava frente a frente com a Valkíria.
- Tem certeza de que deseja renascer?
- Sim.
A Valkíria brandiu sua espada. A lâmina avermelhada parecia pulsar como um coração, e sangue parecia circular dentro dela. Uma gota de sangue pingou. Depois outra. Sangue começou a escorrer da espada. Ryudan estava indiferente: tinha visto muitas coisas estranhas no mundo desde seu treinamento. Não ficaria paralisado de medo com aquilo.
A Valkíria virou os olhos para Ryudan. Olhou bem no interior de sua alma, e desferiu um golpe com a espada sangrenta no lado direito do pescoço do Monge.
- Ryudan. — A mesma voz do sonho o chamava.
- Estou aqui. Quem é você? — Ele teve coragem de responder essa vez.
A sala, antes branca, estava totalmente negra. A visão de Ryudan nada valia naquele ambiente. Um longo tempo se passou, com o Monge avaliando a sala. Monge? Não. Ele voltara a ser um aprendiz. Estranho era que, sempre que ele tinha contato com quem quer que seja o dono dessa voz, ele era um aprendiz. Muito tempo se passara desde seu primeiro sonho. Mas ele se lembrava.
Você é protegido pelos deuses. Seu destino é grandioso. Juntar-se-á à nós, e mudará o rumo da História.
E a voz, finalmente, retomou:
- Que bom que não esqueceu meus dizeres no nosso último contato. Eu comecei dizendo: "Tenho uma mensagem para você.", se lembra?
- Você é um mensageiro.
- Deixe de ser estúpido. Sou a maior força do Universo. Superior aos deuses. Eu traço o destino de todos os seres.
- Quem é você? Superior aos deuses? Como isso é possível?
- Diga-me. Qual o maior deus?
- Odin.
- Certo. Por que Odin não tem um dos olhos?
- Porque ele sacrificou, jogando no poço de Mimir, para obter um gole de sabedoria.
- Certo. Agora me diga: Quando Noviço, qual você pensava ser o maior poder?
- O poder divino.
- E quando Monge?
- O poder interior.
- E agora que já renasceu?
Ryudan parou para pensar. Não tinha feito essa pergunta para si mesmo. Aliás, ele tinha acabado de renascer. Qual é o maior poder? O divino? Certamente é um grande poder, mas o deuses não podem fazer tudo. Eles não podem fazer as coisas pelos humanos. Então o poder interior? Se o ser humano quer uma coisa, ele tem que ir atrás. Não... Não é isso...
- O poder alheio.
- Esse sim, é um pensamento de Mestre. Por mais forte que seja o poder divino, por mais forte que seja o poder interior, o poder alheio pode sempre ser superior.
- Por que me perguntou essas coisas?
- E se eu te disser que, apesar da sabedoria, Odin tivesse um pensamento muito errado sobre o poder? E se alguém, por ventura, tivesse o pensamento correto, e ficasse mais sábio que o deus?
- Você é mais sábio que Odin?
- Sim. Sou mais sábio que tudo que existe nesse mundo e em qualquer outro.
- Quem é você?
- Odin morreu. Fenrir cumpriu seu objetivo. O Universo logo se perderá.
- Quanto tempo ainda temos? Por que não responde a minhas perguntas?
- Acorde. Acorde, Ryudan. Ryu, acorde!
Novamente a imagem ia ficando distante e esbranquiçada. Mas dessa vez Ryudan não acordou num pulo. Levantou calmamente. Eles estava em algum lugar de Nifflheim, sendo cutucado por uma Kafra sombria, que, misteriosamente, sabia seu nome.
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- Caçar os mortos! Você e o Yuki estão avançados!
- O estranho e irônico foi achar você aqui. — Disse Himitsu.
Depois que renasceu, Ryudan foi mandado para Nifflheim, a Terra dos Mortos. Por sorte, Himitsu e Yuki Yue andavam por lá, e ajudaram o amigo, que agora era apenas um aprendiz e não podia se defender por lá.
- O que é isso? — E apontou para uma insígnia que ambos traziam no peito.
- Ah, nosso clã. The Legend. — Disse o Sacerdote, que estava mais forte do que nunca.
The Legend? Era o clã mais conhecido de Midgard! Ryudan mal podia acreditar que seus amigos entraram para aquela família!
O emblema trazia uma letra L de ouro, com as bordas feitas do mais rico mineral — o Emperium -, e um círculo de prata pequeno por trás. Trabalho de um dos melhores Mestres-Ferreiros de Midgard. Das sombras, um manto azul apareceu.
- Prazer em conhecê-lo, guerreiro.
Um Desordeiro. Ryudan conhecia bem aquele Desordeiro. Drekan. Líder do The Legend. Sábio, justo, amigável e generoso com seus amigos. Letal para seus inimigos.
- Tenho que admitir, suas histórias são fantásticas. — Puxou assunto o Desordeiro.
- Não tanto quanto as suas. — Respondeu o aprendiz.
- Hehe... Bom, percebi que você não carrega nenhum emblema em seu peito. Gostaria de entrar para a família The Legend?
O aprendiz mal conseguia acreditar. Ele, no maior clã de Rune-Midgard! O primeiro aprendiz a se juntar ao The Legend!
- Sim.
- Muito bem. Pegue sua insígnia aqui. Isso. Bom, vamos ficar por Nifflheim mesmo? Quando você for forte suficiente para virar um Noviço, pegaremos nosso caminho para Prontera.
Foi uma questão de dias. Ao lado de um dos maiores guerreiros do mundo, Ryudan ficou muito experiente. O aprendiz transcedental foi escoltado para Prontera, e correu para a Catedral, para falar com o Bispo.
- Ryudan! Você já transcedeu! Meus parabéns!
- Obrigado, Bispo. Diga-me, como será o teste dessa vez?
- Sem teste! Você já é um grande guerreiro! Pegue seu manto e corra para livrar nosso mundo desses monstros!
E assim o Noviço seguiu. O ex-aprendiz estava rumo ao seu destino. Virar um Mestre não era fácil.
Notas finais
Quanto a evolução de Ryudan, eu acelerei porque a fic não tem como objetivo narrar o caminhar do Ragnarök, e sim o fim dele.
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