Notas iniciais
O capítulo será narrado pelo Luca. Boa leitura.

Ok, agora é a minha vez de contar o meu lado da história. Eu sempre fingi esquecer o meu livro de Física em casa, para poder sentar do lado da Lily. E ela começou a fazer umas coisas loucas na escola, apelidaram-na de Ruquinha, achei estranho. Tem dois anos que estou a fim dessa garota, mas não tenho coragem nem de chamá-la para conversar, quanto mais para namorar. Lily vive andando com o Alan e com o Fernando, um deles deve ser o seu namorado. E ela nunca iria reparar em mim. Eu sou fechado, um garoto solitário. Já ela? É uma ruiva perfeita, com olhos verdes escuros e com uma face de menina ingênua.

Eu sempre gostei do seu jeito maluco e de suas brincadeiras. Hoje mesmo ela caiu no chão andando de skate, fiquei com vontade de ajudá-la, mas travei e não fiz nada. Ela mexeu comigo na hora que colocou um rock muito bom no som da escola, foi muito engraçado. Todos os roqueiros (e não roqueiros) da escola começaram a dançar junto com ela no meio do pátio. Tinha que ser ela à autora das brincadeiras.

Na hora da oração eu a olhei, e vi que estava fazendo um biquinho com os lábios. Parecia pensar em algo muito sério. Deixei escapar uma risada, e ela me olhou. No mesmo instante, voltei o meu olhar para frente, por sentir vergonha. Alguns segundos depois, ela caiu no chão. Fiquei preocupado, e por isso me abaixei e parecia que ela estava sentindo dor. Pergunte-a:

— Você está bem?

— Eu... eu...

A cor da sua face mudou de branca para vermelha e cinco segundos depois ela desmaiou em meus braços. Sua amiga, qual não sei o nome, me encarou surpresa e depois disse:

— Vamos levar ela para enfermaria — sussurrou, para não atrapalhar a oração dos outros alunos.

— Ok — respondi.

Peguei a ruiva no colo e a garotaquenãoseionome, pegou a minha mochila e a mochila da Lily. Durante todo o caminho que fizemos até a enfermaria, a menina ao meu lado não parava de olhar, preocupada, para a amiga. Essas duas sempre estiveram juntas, mas eu nunca prestei atenção nos amigos da Lily... Bem, nos amigos do sexo contrário ao dela eu sempre prestei, é uma forma de saber se ela estava solteira ou não. Mas, de verdade? Tenho dúvidas sobre essa amizade que ela tem com esses meninos. Com “esses meninos”, estou me referindo ao Fernando e ao Alan.

— O que aconteceu? — perguntou a enfermeira, assim que entramos na enfermaria.

Carreguei a ruiva até a cama e a deitei ali.

— Eu dei uma cotovelada na Lily, mas ela nunca desmaiou antes por causa disso — respondeu a amiga da Lily.

— Miranda, esse menino não é o...

— Sim — a garota respondeu.

Pronto, agora eu sei o nome dessa garota. Mas o que tem eu?

— Vocês dois podem ir para sala de aula, eu vou cuidar dela — eu e a Miranda assentimos.

Eu e Miranda andamos lado a lado até a nossa sala, e assim que o professor nos viu, deixou-nos entrar e assistir sua aula. Depois de sentar-me na cadeira, abri o livro de história em uma página qualquer e comecei a pensar...

Por que Miranda deu uma cotovelada na Lily? E por que a enfermeira falou aquilo? O que tem eu? O que essas meninas estão escondendo? E o que a Lily tem? Tenho tantas perguntas em mente, mas coragem nenhuma para fazê-las. Eu queria não ser tímido, porque assim, quem sabe, eu teria alguma chance com a ruiva.

Notas finais
Até mais. :3