Runaways

18 Capítulo 17 - Vai ter volta


Notas iniciais
mais tretas pra vocês õ/ hahahaha

– Que falta de educação beijar uma garota e depois vomitar. — Lily falou, tampando o nariz e segurando uma risada. Ela encarou o amigo que ainda estava com uma expressão de mal estar e percebeu que a baixista estava pouco ligando para o que tinha acabado de acontecer. Na verdade, Taylor estava com o rosto todo franzido e ela parecia estar com medo. Lily acompanhou o olhar da ruivinha e viu Tony indo em direção a eles com passos largos e pisando fundo.

– Sebastian, sai daqui. Agora! – Evans sussurrou no ouvido do amigo.

– Por quê? — O’Brien perguntou, mas não teve tempo de obter uma resposta da garota. Ao invés disso ele recebeu um soco no estômago, que o fez cair no chão e ficar todo encolhido. Lily levou as mãos na boca e logo depois saiu de lá para buscar ajuda. Taylor tentava entrar na frente de Tony, mas ele estava determinado a esfolar Sebastian vivo.

– Por que você fez isso? – O moreno perguntou com dificuldade e tentou se levantar, mas recebeu um soco no rosto. – Dá pra você parar porra?

Sebastian estava desnorteado. Sua cabeça girava e sua visão estava desfocada. Ele sentiu um gosto de sangue na boca e seu estômago ainda doía.

– Você beijou a Taylor! — Jarvis disse com raiva e deu mais um soco em Sebastian, que cambaleou pra trás e tentou se equilibrar. Ele estava acabado. O’Brien não se lembrava de sentir tanta dor física em sua vida. Ele não conseguia revidar porque seus sentidos estavam confusos e pelo peso dos socos de Tony, o guitarrista estava descontrolado.

Jarvis se aproximou de Sebastian mais uma vez e ao invés de um soco ou um chute, ele enfiou um de seus dedos no olho machucado do rapaz.

– Chega! Para Tony! – Taylor pedia e se pendurava no braço do guitarrista, que não movia um músculo. – Para com isso agora!

Quando Jarvis estava se preparando pra dar mais um soco em Sebastian, uma mão segurou seu punho cerrado e o empurrou para longe.

– Já chega. Vai embora.

O guitarrista arqueou as sobrancelhas e Taylor quase suspirou aliviada. Jaime se colocou entre Tony e Sebastian. Lily foi socorrer o amigo caído no chão. Mike, Judy e Will já tinham ido embora. Evans só encontrou Jaime saindo do banheiro masculino e então pediu ajuda.

– Vai ter volta seu pirata de merda! – Jarvis disse apontando para Sebastian. – Vai ter volta!

Taylor o levou para longe e Jaime ajudou Lily a colocar O’Brien em uma cadeira. O moreno estava com um corte na boca e outro no nariz, e havia sangue escorrendo do lado esquerdo de sua testa.

– MAS QUE PORRA ACONTECEU AQUI? – Erika gritou e encarou o rosto do amigo de perto. – Quem foi que fez isso?

– Eu dei uma surra no Tony. – Sebastian respondeu e a ruiva arqueou uma sobrancelha. – É sério. Se você acha que eu to mal, devia ver a cara dele.

– Ahan. Ok. – Erika respondeu e passou a mão no rosto do amigo, que se encolheu com o toque. – Você ta muito horrível.

– Obrigado.

– Por que vocês brigaram? – Quem perguntou foi Jaime.

– O Tony não gostou de ver o Sebastian beijando a Taylor. – Lily respondeu e pegou um papel para limpar o sangue do rosto do moreno.

– Você beijou a Taylor? – Erika perguntou com a voz mais alta do que ela queria.

– Eu pensei que era você. — Sebastian respondeu baixo e a ruiva engasgou com a própria saliva. Jaime fechou o rosto com as palavras do moreno e Lily fez uma careta.

– Você deve estar muito bêbado mesmo. – Evans disse. – Como você foi capaz de confundir a Taylor com a Erika?

– As duas são ruivas e ela estava de costas. – Sebastian respondeu, dando de ombros e Erika continuava pasma com a situação. – Meu olho ta doendo. O Tony enfiou aquele dedo nojento no meu olho. Cadê meu colírio?

Lily abriu sua pequena bolsa e entregou o frasco para Erika. A ruiva ainda estava sem reação. Jaime revirou os olhos e cutucou a amiga:

– Acorda! – O Collins número 1 falou e Erika piscou várias vezes. – Alguém viu o Jack?

– To aqui. — Bower se aproximou deles encarando Sebastian.– Deixa eu adivinhar… Tony?

Os quatro concordaram e Jack assentiu. Erika saiu do seu transe pessoal e tirou o tapa-olho de Sebastian, fazendo uma careta quando viu o olho do amigo ainda mais vermelho.

– Ta muito ruim? – O’Brien perguntou. – Aquele filho da puta. Vai ter volta.

– Acho que você vai precisar de um colírio mais forte. – Erika respondeu. – Eu disse que não era pra você ter saído de casa! Quando você não me escuta acontece essas merdas! – Ela terminou o sermão dando um tapa ardido no braço dele.

– Não me bate! E pinga logo esse colírio pra ver se para de coçar. – Sebastian levou a mão ao olho, mas Erika segurou seu braço. – Ta doendo.

– Para de reclamar. Homens são tão intolerantes com qualquer dorzinha.

– Dorzinha?! Eu acabei de levar uma surra, Erika!

– Pensei que você que tinha dado uma surra nele. – Lily respondeu com um sorriso de canto e fazendo Jaime e Jack darem risada.

– Cala essa boca.

Enquanto as meninas “cuidavam” do amigo, Jack e Jaime deram a ideia de ficarem por ali mesmo. Sem beber, mas pelo menos comendo alguma coisa e conversando. Até Sebastian concordou. O moreno não queria ir pra casa. Queria menos ainda a conversa séria que teria com Erika. Ele também gostaria de esquecer que quem o “salvou” fora o nerd idiota… Mas beber novamente não era uma opção. Então ele aceitou ficar ali conversando, comendo e dando risada no bar. Até Lily resolveu cantar em público, e ela nunca canta em público, mas digamos que ela estava inspirada e Mike não estava ali para ficar a agarrando o tempo todo.

Will e o irmão foram embora porque receberam uma ligação da família. Judy estava cansada e só se despediu de Jaime antes de ir. Tony e Taylor foram os últimos dos The Lobsters a irem embora.

– Você não vai cantar? – Collins perguntou para Erika que gargalhou em resposta.

– Ela não canta. – Sebastian respondeu com um sorriso de desdém no rosto e Jaime percebeu que ele o estava alfinetando.

– Sabe, não escutei nenhum “obrigado” saindo da sua boca para a minha pessoa. – Jeremy disse seriamente.

– É porque eu não disse. – O moreno respondeu.

– Acho que eu vou cantar mais uma. – Jack disse, antes que outra briga começasse ali.

– Não! – Lily quase gritou. – Você tem uma voz horrível.

Esse não era o real motivo para ela não querer que ele cantasse, mas funcionou.

Emma cochilava pela terceira vez no sofá do apartamento de Bower e Dashner. O relógio marcava 2:58 da madrugada. Miller se levantou num susto ao escutar uma batida forte na porta. Ela olhou o horário no seu celular e ficou de pé no escuro da sala. Outra batida forte na porta e depois um barulho parecido como um molho de chaves. Ela se aproximou da porta e escutou quando alguém tentou abri-la, mexendo a maçaneta várias vezes. Ela pegou uma chave que estava em cima do balcão e girou na fechadura. Sua mão parou na maçaneta… E se fosse um louco que estava tentando arrombar um apartamento? Bom, aquele não era seu apartamento mesmo.

Miller abriu a porta e abafou um gritinho quando um corpo caiu sobre o seu.

– Você abriu a porta.

Emma saiu de baixo do corpo e ficou de pé rapidamente, acendendo a luz.

– Ai meu Deus! Você ta bem?

Ben a encarava com uma expressão confusa. Os olhos claros de Dashner passeavam desordenadamente pelo rosto de Emma, que retribuía seu olhar confuso.

– Agora eu to te imaginando… – Ben tentou levantar, mas cambaleou. – Ótimo.

Miller caminhou até ele e o fez se apoiar em seus ombros. Ela o levou até o sofá e voltou para fechar a porta.

– Você ta bêbado! E eu não sou uma ilusão, eu to aqui! De verdade.

– Perfeito. – O loiro respondeu sorrindo sarcasticamente. – Trouxe o Tony com você? Vieram profanar minha casa? Transaram na minha cama?

Emma ficou vermelha, sentindo seu coração bater forte contra o peito e a cada pergunta estúpida de Dashner era como levar um tapa no rosto.

– Não! – Miller respondeu um pouco ofegando. – Eu vim me desculpar.

– Por ter transado na minha cama com outro cara? – Ben perguntou rindo e Emma se segurou para não socá-lo.

– Eu não transei na sua cama com ninguém! – Emma gritou e Dashner arregalou os olhos fingindo um falso pavor. Miller respirou fundo e fechou os olhos. – Me desculpa. – Sua voz saiu como um sussurro. – Eu sei que fiz merda e vim me desculpar.

Emma abriu os olhos e encontrou Ben a encarando com uma expressão de deboche. E então, ele desatou a rir. Aquilo com certeza era como um soco no estômago. Por que ela tinha achado que ele seria diferente? Tudo bem, Jack tinha dito que o primo ficou muito bravo, mas agora parecia que pra ele tudo não passava de uma piada. Miller sentiu uma vontade imensa de chorar e sentiu-se mais acuada ainda. Ela odiava se sentir acuada. Ainda mais por ele.

Emma deu as costas para o sofá e caminhou até a porta, parando com a mão na maçaneta de novo. Ela não podia ir embora, não podia desistir agora. Ele estava bêbado. Por isso agia como um babaca. Amanhã eles conversariam de igual pra igual.

– Não acredito que eu vou fazer isso. – Emma deu meia volta e forçou um sorriso na direção do loiro.

– Não vai embora?

– Não. Uma vez eu estava bêbada e você nem me conhecia, mas ainda assim cuidou de mim… Eu to em débito com você.

– Não preciso de ajuda. Eu to bem. — Dashner tentou levantar, mas cambaleou, caindo de bunda no chão e fazendo uma cara de dor. – Ok, talvez não tão bem assim. Minha cabeça ta explodindo.

Emma caminhou até ele e o levantou com dificuldade, o deitando no sofá novamente. Ela foi até a cozinha e pegou uma aspirina e um copo d’água.

– Toma. — Ben se sentou devagar e colocou o comprimido na boca e bebeu um pouco da água. – Acho bom você saber que se você vomitar, eu vomito junto.

Ela pegou o copo da mão dele e voltou para cozinha. Emma fuçou os armários e encontrou uma caixinha de chá mate. Ela sempre amou chá e achou uma boa ideia fazer uma xícara para Ben.

– Eu to fedendo. – O loiro gritou da sala. – Preciso de um banho.

Ah, que ótimo.

– Espera um pouco, to fazendo um chá pra você. – Ela respondeu e Ben fez uma careta.

– Chá é bebida de gente velha! Acho bom você saber que se eu tomar essa porcaria, eu vou vomitar.

Miller revirou os olhos e guardou a caixinha no armário. Voltando para sala viu Ben tentando se levantar sozinho. Ela colocou um dos braços do rapaz em seus ombros e o carregou até o banheiro. Sentou o bêbado no vaso e tirou sua camiseta suja. Por que ele tinha que ser tão gostoso? Só podia ser o Diabo a testando. Sim, o Diabo porque Deus não seria capaz de tamanha maldade. Ela se agachou, ficando com o rosto na mesma altura do dele.

– Consegue desabotoar sua bermuda? – Ela perguntou e ele riu.

– Não precisa ficar vermelha. – Ben respondeu e Emma revirou os olhos. – Consigo. Pega uma roupa limpa pra mim no meu quarto. É o segundo à direita.

Emma saiu do banheiro pensando que quem ia precisar de um banho depois disso seria ela. Um banho muito frio. Miller seguiu as instruções de Ben e entrou no segundo quarto a direita. As paredes eram brancas e tinha alguns pôsteres nas paredes. Ela não reparou muito, só parou em frente ao armário do rapaz e começou a pegar as primeiras roupas que encontrava pela frente. Uma camiseta azul clara e uma bermuda com um tecido confortável. Emma abriu a primeira gaveta e arregalou os olhos. Cuecas. Milhões de Cuecas. Milhões de cuecas de Benjamin Dashner. Ela pegou uma box preta e ficou a encarando por um bom tempo.

– Emma! – O loiro gritou e ela deu um pulo. – Cadê você?

– J-já to indo! – Ela gaguejou.

Miller saiu do quarto correndo e escutou o barulho do chuveiro. Ela entrou no banheiro e encontrou Ben totalmente pelado e de costas pra ela.

– AI MEU DEUS!

Emma falou e colocou as mãos no coração. O grito da garota fez com que o loiro se virasse e foi impossível não encarar aquilo.

– Isso é a minha cueca? – Ben perguntou, estreitando os olhos para a mão esquerda de Miller e depois encarando seu rosto e percebendo o olhar “apavorado” dela. – Desculpa.

Ele cobriu aquilo e virou de costas, mas não conseguiu deixar de rir. Emma ainda estava estática e agora encarava a bunda firme e redondinha de Dashner. Agora ela sabia que ele era inteiramente gostoso. Em todas as partes.

– Você consegue tomar banho sozinho? – Ela perguntou baixinho. – Precisa que eu fique aqui?

– Fica ai. – Ele respondeu sério e Emma engoliu em seco. – Seu olhar libidinoso é de grande ajuda.

Ben começou a rir e Miller percebeu que aquilo era uma piada. Então saiu do banheiro fechando a porta fortemente atrás de si. Ela se escorou na porta e ficou ali enquanto tentava suavizar sua respiração descompensada. Emma ainda podia escutar a risada desafinada e mole de Dashner.

– Idiota.

Quando ela ia começar a caminhar em direção a cozinha, ele gritou:

– Minhas roupas!

Emma deu um pulo e olhou para as próprias mãos, que ainda seguravam as roupas limpas de Ben. Ela abriu a porta do banheiro e o encontrou sentado no chão cantarolando alguma música. Miller desviou o olhar e deixou as vestes do rapaz em cima do vaso, fazendo um grande esforço para não encará-lo pelado de novo. Dashner sorriu ao perceber o desconforto de Emma. Ela o deixou sozinho rapidamente, podendo respirar quase aliviada.

Ben demorou mais uns dez minutos no banho, até que chamou Emma. Ela entrou no banheiro e desligou o chuveiro, que por incompetência ele havia deixado ligado. Ben já estava sentado na privada e precisou da ajuda de Emma para colocar sua bermuda. Miller deus graças a Deus por ele já estar de cueca e com a camiseta. Com as roupas no corpo, Ben se apoiou na garota de novo, que dessa vez o levou para o quarto ao invés do sofá.

– Melhorou um pouco? – Ela perguntou.

– Minha cabeça ainda dói e eu to morrendo de fome.

– Fome? Sério? – Emma olhou para seu relógio que marcava 3:45. – O que você quer comer?

– Bacon com ovos.

– Não, eu não cozinho nada que um dia já respirou. – Ela respondeu firmemente. – Você vai comer pão com ovo. E não vai comer muito porque eu já disse o que acontece se você vomitar…

Emma não deixou o loiro responder, só marchou para fora do quarto e foi “cozinhar” pra ele. Depois de fazer Ben comer, esperar pra ver se ele iria vomitar e do banho. Emma finalmente se escorou no puff que tinha no quarto do loiro. Ela estava exausta. Se sentia como uma mãe solteira de cinco filhos. Ok, exagero, mas ela estava muito cansada. Miller observou enquanto Ben fechava os olhos e puxava o cobertor para cima de si. Ela tinha decidido que gostava mais do rapaz bêbado do que sóbrio.

Emma sorriu ao ver que a respiração de Dashner se tranquilizou… Ele estava dormindo. Sentiu que fez um bom trabalho e que ela mesma merecia um descanso. Miller levantou-se devagar e tomou cuidado para não fazer barulho. Antes de sair, ela se aproximou de Ben e ficou o encarando bem de perto, até que resolveu depositar um beijo rápido e leve em seus lábios. Ela afastou seu rosto lentamente e sorriu. Quando Emma estava prestes a parar de encará-lo como uma maníaca, Ben esboçou um sorriso.

– Ia sair de fininho? – Ele perguntou ainda de olhos fechados. – Ia sair de fininho depois de me beijar, Emma?

– Pensei que você estivesse dormindo.

– Eu estava, mas você me acordou. Senti seu perfume se aproximando. – Ben abriu os olhos e o coração da garota martelava cada vez mais rápido. – Mas você não respondeu minha pergunta.

– Eu to cansada e você precisa dormir. Vou pra minha casa.

– São quatro horas da manhã. – O loiro disse. – Não vou te deixar ir embora de madrugada. Posso estar de ressaca, mas ainda consigo raciocinar.

– Eu nem vou atravessar a rua, Ben. – Ela sorriu e conteve o impulso de acariciar o cabelo dele. – E você não está de ressaca… Ainda ta bêbado.

– Você não vai embora. — Ben disse, se movendo para o lado esquerdo de sua cama. Emma arqueou as sobrancelhas e o loiro bateu no lado vazio de sua cama. — Não vou te fazer dormir no sofá e eu também não vou dormir lá, mas eu sei dividir.

– Você me desculpou? – Emma disse sorrindo.

– Não. – O sorriso de Miller morreu na hora e ela engoliu em seco.

– Então não faça algo que você não quer só pra ser gentil com alguém! Você não me deve nada!

Emma ia se levantar do espaçinho da cama em que estava sentada, mas Ben agarrou seu pulso fortemente.

– Eu nunca fui gentil com você e não é agora que eu vou ser. – Ele respondeu. – Eu estar com raiva ou não ter te desculpado não significa que eu não me importe… Então deita logo aqui e para de me fazer pensar em coisas pra dizer… Porque minha cabeça ainda ta rodando.

Emma não teve tempo de responder. Ben a puxou pelo pulso e a fez se deitar a seu lado. Ele continuou a abraçando. Ela estava de costas pra ele e sentia a respiração do rapaz em seu pescoço. Emma sorriu e fechou os olhos pensando se Dashner também estaria sorrindo e se sentindo tão confortável quanto ela.

Notas finais
então, agora já ta tudo sincronizado com o tumblr õ/ UHUL o capítulo 18 está em fase de produção e se tudo der certo eu posto na sexta :DD beijooos