Runaways
9 Capítulo 8 - É complicado
Notas iniciais
– Que droga ilícita a Emma te fez usar? — Disse Erika assim que Lily lhe contará sobre o baterista bonitinho do The Lobsters.
– Eu só disse que o achei bonito.
– Pensei que você não achasse ninguém bonito.
– Erika, eu não sou cega... E eu achar o cara bonito não significa nada. Milhões de pessoas acham outras milhões de pessoas bonitas e nem por isso algo a mais aconteceu.
– Mas você quer que aconteça.
– Eu o conheci hoje.
– E daí? A Emma viu o Ben por cinco minutos e já quis ficar com ele!
– Eu não sou a Emma! E para de falar dela porque ela é uma traíra!
Erika revirou os olhos e se sentou no sofá, perto da amiga. Elas estavam no apartamento de Lily e Sebastian. O rapaz ainda não tinha chegado, e quando a ruiva foi para seu apartamento, Emma também não estava lá, então, ela foi conversar com Lily.
– O que ela fez?
– Falou meu nome completo pros membros do The Lobsters.
– Depois eu que sou burra!
– Você também já fez isso! Contou meu nome completo pro Sebastian!
– Ele descobriu na chamada, Lily.
– Detalhes.
Erika bufou e olhou pro relógio. 23:45. Onde o Sebastian tinha se enfiado? Provavelmente de baixo da saia de alguma menina. Não que ela se importasse, claro. Ele nunca chegou a jurar fidelidade a ruiva... Só em seus sonhos. Mas enfim, isso não é importante. Onde Emma havia se metido?
Quando o pensamento na amiga passou por sua cabeça, Erika escutou batidas na porta e a voz de um homem gritando: “Emma”.
– Ta escutando isso? – A ruiva perguntou e Lily assentiu.
As duas andaram até a porta e Erika espiou pelo olho mágico o garoto que batia incessantemente na porta do apartamento da frente.
– AI MEU DEUS! – A ruiva gritou e o garoto olhou para o apartamento do outro lado do corredor. – É o Caleb!
Erika controlou seu tom de voz e se abaixou para o garoto não vê-la. Não que ele fosse enxergar algo através do olho mágico, mas...
– Que Caleb?
– O Caleb, ué! Suposto namorado da nossa amiga!
– Não acredito! – Lily empurrou Erika para ver se era mesmo o tal “namorado” e assim que ela botou os olhos no garoto, uma ideia lhe veio imediatamente à mente. – Não acredito! Isso é perfeito.
A loira sorriu maliciosamente e a Cabeça de Fósforo a encarou sem entender nada.
– Perfeito?
– É perfeito pra eu me vingar dela. — Lily continuou sorrindo e então abriu a porta.
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– Eu não acredito que você não vai tentar mais nada com a ruiva! – John dizia à seu irmão. – Você é muito viado mesmo, Jeremy.
– Pra começar: Não me chama de Jeremy. – O Collins número 1 respondeu sem tirar os olhos do jogo do celular.
Os gêmeos estavam em casa se preparando pra assistir a maratona de filmes dessa madrugada. Jack também estava no apartamento e os três esperavam a chegada de Ben para finalmente começarem a assistir os filmes.
– Eu cheguei a falar que eu e a Lily estamos de boa? – Jack disse todo sorridente e John revirou os olhos.
– Estou cercado por homossexuais! Cadê seu primo, hein?
– Falar a palavra homossexual te deixa mais gay ainda, sabia? – Jack falou. – E não sei onde meu primo se enfiou. Ele disse que ia tomar um ar na praia.
– Qual o problema de tomar um ar aqui? – Jaime disse, ainda sem tirar os olhos do jogo. – O ar daqui também é limpinho.
– Eu sei lá. – Jack deu de ombros. – Você sabe que o Ben tem essas coisas de passar um tempo na praia e no mar... Ele é esquisito.
– Um esquisito que pega mais mulher que você! – John disse, dando risada.
– O que não é muito difícil, né?
– Ah, para. – John falou. – Qual foi a última vez que você pegou alguém?
– Sei lá. Faz tanto tempo que eu nem lembro. Talvez se eu fosse menos “homossexual” e estivesse numa balada ao invés de aqui com vocês vendo filmes de ação...
– A gente ainda não ta vendo nada. – Jaime disse e Jack sorriu. — Só uma observação.
– Jeremy, às vezes você é um pé no saco, sabia?
– Faz parte do meu charme.
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– Você costuma ficar vagando sozinho pelo píer?
Emma perguntou em forma de piada, mas Ben a respondeu sério:
– Só quando você está por perto.
Há-há. Teria sido engraçado se a ironia não fosse tão palpável em sua frase.
– Poupe-me do seu sarcasmo, ok? Não estou num bom dia.
– Já é de noite. – Ben disse e olhou no relógio. – Exatamente meia noite e onze.
Emma bufou e começou a voltar para a areia. O loiro a seguia com um sorriso nos lábios, mas ela não podia ver porque estava de costas.
– Minha noite também não está das melhores. – Emma falou por fim e virou-se bruscamente para encará-lo. – Por que está me seguindo?
– Não estou te seguindo. Só estamos indo na mesma direção. Mera coincidência.
– Pensei que você quisesse ficar sozinho.
– Por que achou isso?
– Sei lá... Combina com você. – Emma deu de ombros e voltou a andar.
A verdade, é que ela não queria ter encontrado Ben naquele momento. Por um simples e pequeno motivo: Ele a irritava. E ao mesmo tempo que a irritava, a deixava insegura e acuada. Coisas que ela odiava sentir, ainda mais perto de pessoas extremamente atraentes. O que com toda certeza era o caso do loiro, que insistia ficar em seu encalço, mesmo ela ainda não admitindo.
Eles caminharam em silêncio até chegarem a calçada e então Ben finalmente perguntou:
– E você? O que estava fazendo no píer?
– Queria ficar um tempo sozinha... O que obviamente não foi possível. Graças a você!
Emma enfiou seu dedo indicador no peito do loiro e se arrependeu até o último fio de cabelo. Como ele era musculoso. Meu Deus, imagina só esse cara sem camisa! Pera, quê? FOCO! Ela tentou recuar a mão, mas Ben segurou seu braço e Emma até soltou um gritinho com a atitude do rapaz.
– Não é porque eu estou em dívida com você que a senhorita pode ser mal educada comigo.
– Tá.
“Agora pare de respirar tão perto da minha boca.” Foi o que ela pensou. Emma tentava manter o contato visual com ele, mas era extremamente difícil ficar olhando sem proder provar. Não que tenha algo aa impedindo disso, mas seu orgulho era maior e ela ainda queria o guitarrista do The Lobsters... Mesmo ele sendo um pouco maluco.
– Seu rosto continua roxo. – Emma observou e se retraiu para não tocá-lo.
– Eu sei. – Ben soltou seu braço e Emma respirou fundo, aliviada por poder tomar uma distância saudável dele. – Eu tenho espelho em casa.
– É impossível conversar com você! – Emma quase gritou e Ben segurou uma risada. — Eu não posso ser mal educada, mas você pode?
– Puxa, pensei que ia demorar pra te fazer entender.
Ben disse sarcasticamente e Emma bufou. E ai estava o ser repugnante e chato de sempre. Como ele pode ser tão bonito e tão imbecil ao mesmo tempo? Não entrava na cabeça dela.
– Você é muito egocêntrico!
Ela atravessou a rua correndo e Ben gritou do outro lado:
– E você é mimada! E maluca! Nunca te ensinaram a olhar pros dois lados antes de atravessar?
– Não tem nenhum carro na rua, babaca. E eu não sou uma pessoa muito cautelosa!
Os dois estavam aos berros em frente ao Jamba Juice, e logo uma cabecinha azul e outra preta apareceram no vidro pra ver o que estava acontecendo. Leonardo e Sebastian.
– Namorado? — Leonardo perguntou ao colega.
– Bem que ela queria. – O’Brien respondeu rindo. – Mas não, é só mais um cara que a Emma vai enlouquecer até o fim do ano.
– Ah, então esse tipo de situação é normal?
– Tipo isso. Mas hein, vamos voltar ao que interessa... Sua irmã.
Leonardo revirou os olhos e fez uma careta.
– Olha cara, eu odeio ficar perto da minha irmã, odeio falar da minha irmã, odeio ter que conversar sobre a minha irmã... Então, se você quiser, acho mais fácil você só chegar nela.
Aquele papo estava deixando Sebastian preocupado. Será que a garota era tão chata assim? Mas, pera... Desde quando ele ligava pra isso?
– Beleza, mas qual o nome dela?
– Victória.
– Valeu.
Sebastian se levantou e começou a andar na direção da loirinha que tomava seu suco tranquilamente. Ele não sou bem o motivo, mas assim que tocou no ombro da garota, o rosto de Erika veio em sua mente.
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– Então quer dizer que você estava no Brasil?
– É, eu estava... Eu morava lá antes de me mudar para a Califórnia com o meu pai.
Enquanto Lily e Caleb conversavam animadamente na cozinha de seu apartamento, Erika só visualizava a imagem de Emma soltando os cachorros em cima delas por um simples motivo: O suposto namorado ali, conversando com Lily sobre qualquer assunto aleatório.
– Lily, eu preciso falar com você! – A ruiva disse, encarando a amiga furtivamente. – A sós!
Erika saiu andando até seu quarto, e Lily a seguiu. Assim que a ruiva fechou a porta, ela começou a gritar:
– Mas que porra você pensa que ta fazendo? Eu sei que você ta com raiva da Emma, mas caralho! Ela vai matar a gente!
– Não precisa gritar, Erika! E pra sua informação, o Caleb mandou uma mensagem de texto pra ela avisando que estaria aqui!
– De qualquer jeito isso é loucura!
– Isso é loucura? – Lily perguntou ironicamente. – Loucura é você continuar dormindo com o Sebastian mesmo sabendo que ele é um cachorro e que não dá a mínima para o que você sente por ele! – Erika ficou estática e sua boca até formou a perfeita letra “o”. – Desculpa ter que te falar isso, mas você sabe que é verdade!
– Eu sei!
– Então vá resolver sua situação e deixa que eu me viro com a Emma.
A jogada de Lily funcionou perfeitamente. A cabeça de fósforo saiu como um foguete do apartamento em busca de Sebastian. Erika nem usou o elevador, ela correu pelas escadas, passou pela portaria do prédio e pisou na calçada. A brisa fria a atingiu em cheio, mas a ruiva não estremeceu. Agora, mais do que nunca, ela estava determinada a ter uma conversa franca com Sebastian. E dessa vez sem interrupções ou distrações.
Desde quando Erika Houston se deixava dominar por algo ou alguém? A ficha já havia caído naquela noite no Johnny’s Bar, mas aquele grande filho da puta resolveu beijá-la sem nenhum motivo aparente. Desde quando Erika Houston abaixava a cabeça pra alguém?
– Sebastian! – A ruiva praticamente gritou ao pisar do Jamba Juice e encontrar o amigo conversando com uma loira. – Precisamos conversar!
O’Brien a encarava com os olhos arregalados. Erika soltava fumaça pelas narinas. Que péssima hora pra querer conversar. A madrugada já estava pra começar e ele conversava com a irmã de Leonardo sem nenhum problema até então.
– Eu to meio ocupado agora, Cabeça de Fósforo. – Ele respondeu tentando parecer simpático, mas a frase soou extremamente egoísta e arrogante.
Erika não o respondeu. Só o encarou por um tempo e depois caminhou até ele e o segurou pelo braço. A loira que estava conversando com o rapaza, encarava a ruiva com um olhar assustado na cara.
– Você vem comigo AGORA! — Erika saiu puxando Sebastian para fora do Jamba Juice e só parou de arrastá-lo quando ambos estavam na rua deserta. – Que merda a gente ta fazendo?
– O quê?
– Você entendeu! Na verdade, eu já sei a resposta. – Erika riu com ironia. – Só vim aqui pra dizer que eu não sou sua puta e que...
– Eu não acho que você seja minha puta. – Sebastian a interrompeu com uma careta.
– NÃO ME INTERROMPE! – Erika deu um tapa forte em seu braço e ele recuou. – É sério! Somos amigos, ok? Não quero que você fique me fazendo de troxa, mas também não quero perder a porra da sua amizade, entendeu?
– Ta bom, Erika. – Sebastian respondeu duramente e a ruiva sabia que ele estava bravo porque a chamou pelo nome e não pelo apelido. – Como você quiser.
– Não adianta fazer essa cara como se estivesse perdendo algo essencial pra você! Sexo você encontra em qualquer lugar não é mesmo? Com qualquer uma! E eu não quero ser qualquer uma! – Erika se controlava pra gritar e Sebastian somente a encarava com as sobrancelhas franzidas e o maxilar tenso. – Eu não sou qualquer uma, Sebastian!
– E você acha que eu penso isso?! – Agora, ele também gritava. – VOCÊ É A MINHA MELHOR AMIGA, SUA IDIOTA!
– UMA MELHOR AMIGA QUE VOCÊ ENXERGA COMO SEXO FÁCIL PRA QUANDO VOCÊ ESTIVER ENTEDIADO!
O’Brien demorou pra responder porque apesar dele mesmo não querer que aquilo fosse verdade, talvez, lá no fundo, fosse. Talvez a ruiva estivesse certa e ele não passasse de um merda que se aproveitou dela. Um merda ele já sabia que era, mas nunca havia pensado em ser um merda com uma amiga. Ainda mais com Erika. Que definitivamente não merecia nada disso.
– Eu não sei o que dizer. – Sebastian sussurrou, por fim. – Desculpa?
– Você não presta, sabia?! – Erika disse e o amigo abaixou a cabeça. – E eu te odeio por isso! Te odeio por me fazer de babaca! E te odeio ainda mais por me fazer agir como uma pré-adolescente estúpida que não enxerga nada porque está apaixonada por um cara que não vale a pena!
– Você está apaixonada por mim? – Sebastian perguntou, mas não havia nenhum um tom de surpresa em sua voz. Ele já sabia disso.
– Estou! – Erika riu sem humor. – Mas não por muito tempo!
A ruiva deu as costas pra ele e começou a voltar para seu apartamento. Ela deu dois passos até Sebastian segurar seu braço e dizer:
– Não vai ser tão fácil assim me esquecer, Cabeça de Fósforo. – Agora ele sorria maliciosamente e sua proximidade com a ruiva era perigosa.
– Você é muito filho da puta às vezes, sabia?
– Eu sei.
– O pior é que você se orgulha disso! – Erika disse, e com um safanão tirou seu braço da mão do amigo. – Não sei como eu não consegui exergar como você é podre!
Ela voltou a andar rapidamente e Sebastian começou a segui-la.
– Não vai ser fácil me esquecer porque você me vê todo dia! – Ele gritou atrás dela.
– Então talvez eu precisa de férias de você!
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– Não precisava me acompanhar até em casa. – Emma dizia enquanto girava a chave para abrir a porta de seu apartamento.
Depois de discutirem no meio da rua, Dashner achou que seria bem engraçado acompanhar a garota até a porta de sua casa. O caminho foi silencioso, mas ele se sentia bastante satisfeito consigo mesmo por irritá-la com tanta facilidade.
– Eu sei, mas eu sou um cara gentil. — Ben respondeu e a loira revirou os olhos, entrando em casa. – Não vai me convidar pra entrar?
Emma deu um passo para o lado e o rapaz entrou antes que ela. Enquanto Miller trancava a porta, Ben encarava Lily conversando animadamente com um estranho sofá. Se Jack visse a cena, iria morrer de ciúmes, mas negaria até a morte. O pensamento fez ele se lembrar de que estava atrasado para a noite de filmes, e que John deveria estar tendo um filho nesta hora.
– Amor, você chegou!
O rapaz que estava sentado no sofá olhou pra Emma e sorriu, fazendo Ben arquear as sobrancelhas.
– Amor?
Ele repetiu e então Emma finalmente se virou pra ver quem era o maluco que se referia a ela como “amor”.
– Caleb?! — O choque foi tão grande que ela se escancarou contra a porta pra se equilibrar. – O que você está fazendo aqui?! – Sua voz soou rude e Emma percebeu a tempo para tentar consertar. – Quer dizer, eu pensava que você estava no Brasil com sua mãe.
– Eu voltei! — Ben revirou os olhos com o comentário óbvio do tal Caleb. – Quem é ele?
O novato apontou para o loiro alto que sorriu e encarou Emma, curioso com a resposta que ela iria dar.
– U-um amigo. – Ela gaguejou e depois pigarreou para controlar o nervosismo aparente em suas palavras. – Ben, esse é o meu... namorado, Caleb Foxx.
– Namorado? – Dashner mudou totalmente sua expressão. O que antes não passava de um jogo engraçado pra fazer Emma ficar desconfortável se tornou em algo além disso. – Você tem um namorado?
– É o que parece. – Emma respondeu dando de ombros e Caleb riu.
– Senti falta do seu bom humor.
O rapaz finalmente levantou do sofá e correu até a namorada, a beijando na boca sem nenhum pudor. Lily encarava toda a cena com um sorriso satisfeito no rosto. Ela com certeza se sentia vingada. Enquanto Ben observava o quão idiota podia ser a ideia de Emma namorando alguém. Quer dizer, não que ela não fosse do tipo de pessoa que nunca namora, mas ela parecia se dar tão bem com a liberdade.
– Eu também senti sua falta. – Emma disse, ainda com os lábios colados no dele. – Por que não me avisou que vinha?
– Eu te mandei uma mensagem. Você não viu?
– Ela está com cara de quem viu? – Ben falou cansado das frases idiotas que aquele cara soltava. – Bom, eu vou embora. – Ele disse antes mesmo que alguém tivesse a chance de falar o quão rude fora seu comentário. — Até mais, Emma... E boa sorte.
Ben caminhou rapidamente até a porta saiu do apartamento. Seu cérebro ainda tentava associar o que tinha acabado de acontecer. Emma namora. Seria bom ela ter mencionado isso quando estava bêbada e tocando deliberadamente em seu abdômen. Ou ter mencianado em qualquer momento. Como ele poderia adivinhar que ela tinha alguém? Seria impossível. Namorado. A ficha ainda não tinha caído.
Ele estava parado no corredor olhando pro teto e encostado na parede. Por que raios essa maluca tem um namorado? Quem poderia querer um furacão Emma em sua vida? Aquele cara deve ter algum problema. É, ele tem problema.
– Namorado? – Ben sussurrou pra si mesmo e fez uma careta com a ideia. – Ridículo.
Ele soltou uma risada sem humor e se preparou pra ir embora, mas Lily adentrou o corredor e o encarou surpresa.
– Ah, oi. – Ela reparou a expressão do rapaz e o encarou mais detalhadamente. – Ta tudo bem?
– Ta. Só estava pensando e esqueci de ir embora.
– Ah. Entendi. – Lily respondeu quase rindo. – Bom, eu vou pro meu apartamento. Tchau, Ben.
Ela estava destrancando a porta quando o loiro a surpreendeu com uma pergunta:
– Vai deixar a Emma sozinha com aquele cara?
Lily arqueou as sobrancelhas e riu mais uma vez.
– Vou... É o namorado dela.
– É. Isso. Namorado. Ok. Tchau.
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