Runaways
10 Capítulo 9 - Encontros e acasos
Notas iniciais
– Sente saudades?
– Lógico que eu sinto. Que pergunta idiota.
– Não é idiota. Você sabia o que estava fazendo e que em algum momento ela iria fazer exatamente o que fez... Sabia que a amizade de vocês estava em jogo e não deu a mínima pra isso.
– Você fala como se eu nem me importasse com ela...
– E se importa?
– Lógico.
– Então bem feito!
Lily e Sebastian estavam tendo um conversa franca durante o café da manhã sobre o ocorrido de uma semana atrás. Na verdade, era mais uma discussão do que somente uma conversa franca.
– Bem feito por quê? – O’Brien perguntava, indignado.
– Porque você não deu valor para o que realmente importava!
Sebastian suspirou e Lily sorriu. Era bom ver o amigo sentindo um pouco de compaixão por uma garota que ele já tinha desvirtuado. Mesmo essa garota sendo Erika.
– Só quero a minha melhor amiga de volta.
– Talvez você também precise tirar umas férias dela... Só faz uma semana, espere as coisas esfriarem.
– Você sabe que eu não sou uma pessoa paciente.
– Mas vai ter que aprender a ser! – Lily disse rispidamente. – Que droga, você parece uma criança.
– Eu sou uma criança, Delillah.
Sebastian usou seu nome inteiro porque queria provocar e sabia que ela detestava isso.
– Quer perder outra amiga? – Ela perguntou e O’Brien segurou uma risada negando com a cabeça. – Então não me chame assim.
Lily pegou sua bolsa que estava em cima da mesa e ia saindo do apartamento, mas Sebastian perguntou:
– A onde você vai?
– Sair.
– Vai se encontrar com a Cabeça de Fósforo? – Sebastian perguntou um pouco eufórico.
– Não.
Lily fechou a porta atrás de si e desceu as escadas rapidamente. Assim que pisou na calçada a luz do sol a cegou e ela colocou seus óculos escuros. Evans atravessou a rua cuidadosamente e foi em direção à praia. De longe ela podia ver a silhueta de Emma sentada na areia e olhando pro mar.
– Atrasei? – Ela sentou-se do lado da amiga.
– 27 minutos e ainda jogou areia em cima da minha canga. – Emma começou a espanar os últimos grãos de areia de sua canga. — Digamos que hoje não seja seu dia de sorte.
Lily deu risada e olhou para o seu relógio. 9:57. Exatamente 27 minutos de atraso.
– E então, terminou com ele?
– Eu até pensei em não terminar, mas ontem a noite ele fez uma coisa inaceitável.
– O quê?
– Uma coisa que qualquer pessoa que fiquei comigo por cinco minutos sabe que eu odeio!
– Ele espirrou perto de você?
– PIOR! Ele espirrou em mim!
Lily tentou conter uma risada, mas foi em vão. Realmente dessa vez Caleb tinha ultrapassado os limites da burrice.
– Não acredito nisso. – Ela gargalhava enquanto Emma estava começando a dramatizar.
– Não, calma que piora! – Ela fez uma pausa dramática pra esperar Lily terminar de rir. – Foi durante o sexo! Ele espirrou em mim durante o sexo! – Mais uma pequena pausa. – Eu gosto de sexo, mas não gosto de espirro! Quer um motivo melhor pra eu ter terminado com ele?
Cinco, dez, quinze, vinte minutos se passaram e Lily ainda estava rindo do acontecido. E como não rir? Até Emma soltou uma risadinha. Era uma grande ironia da vida.
– Eu sempre disse que ele era burro.
– Pois é. Eu devia ter confiado mais na sua palavra.
– Devia.
– Sabe o que pior?
– E tem como piorar?
– Me diz você... – Outra pausa dramática. – Foi no meu apartamento e a Erika escutou tudo e deu risada na nossa cara!
Cinco, dez, quinze minutos se passaram e Lily continuou rindo. O que interrompeu seu ataque de riso foi o som de seu celular avisando que ela tinha recebido uma mensagem. Ela o tirou do bolso do shorts jeans e encarou o número desconhecido que aparecia em sua tela. Franziu as sobrancelhas e Emma perguntou:
– Que foi?
– Conhece esse número? – Ela mostrou o aparelho para a amiga que deu de ombros e negou com a cabeça.
A mensagem era bem simples e assustadoramente estranha: “Oi.”
Era só uma simples saudação, mas causou certo arrepio em Lily, que começou a olhar pra todos os lados da praia e procurar por pessoas que estavam mexendo no celular.
– Será que você tem um stalker? – Emma disse sorrindo alegremente e batendo palmas.
– E isso seria bom por que...? – Lily deixou um tom de ironia e continuidade em sua frase.
– É emocionante! – Miller mantinha o tom de entusiasmo em sua voz e Lily fez uma careta.
– Você é maluca, sabia?
– Já me chamaram de coisa pior. – Emma pensou vagamente em Ben e em seus insultos idiotas. Idiotas porque ela não se considerava uma garota mimada, mas ele sempre insistia em dizer isso, o que a irritava ainda mais. – Mas pense: A procura de seu amor misterioso!
– Você bebeu algo alcoólico no café da manhã?
– Não, mas deveria ter bebido. — Lily riu e encarou a mensagem novamente. – Pode ser uma linda história de amor do século vinte um! Uma história de amor da era virtual! Pode até virar filme! Que atriz você acha que deveria te interpretar?!
Lily ignorou a amiga e respondeu a mensagem: “Quem é?”.
– Emma, não surta.
– E eu seria o cupido de vocês! – Miller disse e Evans revirou os olhos. – Acho que a Cameron Diaz daria uma ótima Emma Miller!
– Você é ridícula.
– Eu só to brincando, Lily... Até parece que a Cameron Diaz seria capaz de me interpretar! Teria que ser uma atriz mais forte... Tipo a Angelina Jolie!
– A Angelina Jolie é morena.
– E qual o problema? Já ouviu falar na mágica da tinta de cabelo? – Lily revirou os olhos novamente e Emma deu risada. – E já pensou ela leva o Brad Pitt nos bastidores do filme só pra me conhecer?! – Miller terminou a frase com um suspiro.
– É, tudo isso é muito provável. – Lily a respondeu com ironia e Emma riu novamente.
As duas continuaram conversando por mais cinco minutos até o celular de Evans vibrar novamente: “É o Michael... do The Lobsters. Lembra de mim?”
Assim que viu o conteúdo da mensagem, suas bochechas ficaram vermelhas e Emma rapidamente tomou o celular das mãos da amiga e encarou o visor com um sorriso de orelha a orelha.
– Ah, eu sabia que tinha rolado um clima entre vocês!
– Cala a boca.
~*~*~*~*~*~*~
– Você acha que eu fiz merda? – Erika perguntou antes de enfiar uma colher lotada de cereal em sua boca.
– Não. Acho que ele merecia tudo o que você disse. – Jaime respondeu enquanto olhava para a televisão e jogava GTA. – Você sente falta dele?
– Um pouco... Mas pensei que ia ser bem pior.
– E você pretende a voltar falar com ele algum dia?
– Lógico. Só preciso de mais um tempo pra minha cabeça esfriar.
– Acho que sua cabeça esfriar é um fenômeno meio impossível de se acontecer. – Jaime a encarou e sorriu. – Mas relaxa, tudo passa... Você só ficou muito tempo presa a alguém que não valia a pena... Então demora mais.
Erika suspirou e assentiu com a cabeça.
– Cara, às vezes eu acho que você nasceu com uma periquita, sabia?
– Meu irmão diz a mesma coisa. – A ruiva deu risada e Jaime continuou concentrado em seu jogo. – Mas você sabe que eu não sou gay.
– É, eu sei... Mas sei lá, acho que às vezes é bom você me dar uma lembrada.
Jaime pausou o jogo e encarou Erika arqueando uma sobrancelha.
– Você ta me cantando?
–Talvez.
– Pensei que só os caras fossem tão diretos assim... Vai ver você nasceu com um pinto.
Eles riram e Erika sentou-se mais próxima a Jaime no sofá. Era um teste.
– Quer verificar?
Jaime a encarou com uma cara assustada e se afastou enquanto ela ria.
– Você ta maluca? Acho que o Sebastian realmente não foi uma boa influência pra você!
– Ele nunca será boa influência pra ninguém! E por que raios você está recusando uma garota?!
– Erika, eu acho que você está misturando as coisas. Somos amigos e eu não quero acabar na mesma situação que você se encontra com Sebastian. Te conheço há duas semanas, mas não quero ter o risco de perder sua amizade.
Erika sorriu e abraçou Jaime, que ficou sem entender nada. Então, ele sentiu sua camiseta se molhando. Ela estava chorando. O Collins número 1 colocou seus braços em volta da ruiva e afagou seus cabelos.
– Odeio chorar na frente das pessoas. – Erika sussurrou e Jaime sorriu. – Era isso que ele tinha que ter me falado, entendeu? – Ela desenterrou seu rosto do ombro de Jeremy e o encarou ainda com algumas lágrimas escorrendo. – Eu nunca cheguei a dizer essas coisas pro Sebastian, mas ele tinha que ter feito o que você fez!
Jeremy continuou a abraçando enquanto ele finalmente entendia a jogada da ruiva. Ela só queria provar se todos seriam como Sebastian. Mas agora, mais do que nunca, Jaime entendia o lado de O’Brien... Não era tão fácil assim resistir a Cabeça de Fósforo, mas ele não era tão egoísta quanto Sebastian. Ela precisava de um amigo e não de um amante. Precisava ser respeitada e não usada novamente. De repente, Jeremy percebeu que realmente se importava com Erika. Se importava tanto que sentiu ódio de Sebastian. A raiva subiu pelo seu corpo deixando suas bochechas vermelhas. Como ele teve coragem de fazer isso com ela?
– Olha, se existe justiça nesse mundo, e eu gosto de acreditar que existe, então o seu amigo está se remoendo até o último fio de cabelo por ter feito isso com você... Mas se você não acreditar na justiça do mundo, eu posso ir lá dar uma surra nele.
Erika deu risada e limpou o resto de suas lágrimas.
– Obrigada... Mas quem levaria uma surra seria você. E eu não quero mais um motivo pra detestar o Sebastian.
– Agradeço a fé que você tem na minha força física. Muito obrigado! – Jaime ironizou e a ruiva riu novamente.
– Você é baixinho, Jeremy... E fracote.
– Eu pratico luta com bastões, esqueceu?
– Ah, é... Você é quase um cavalheiro! Se sua espada não fosse de madeira...
– Não é uma espada. – Jaime a interrompeu. — É um bastão!
– Dá na mesma.
~*~*~*~*~*~*~
O mar estava agitado. As ondas eram fortes e cada vez mais altas. Perfeito para quem gostava de surfar. Ben ainda estava na areia, só observando a praia com a prancha em sua mão. Jack e John estavam de pé ao seu lado, em silêncio. O que era um milagre, já que Bower dificilmente ficava calado. Os três permaneciam estáticos só encarando o mar e vendo vários surfistas tomarem caldos tenebrosos. Jack começou a rir e Ben o encarou sorrindo.
– Vamos? – O loiro disse e os dois amigos assentiram.
Os três correram em direção à imensidão azul e se afastaram um pouco. Jack adorava surfar. Sua cabeça só parecia relaxar totalmente quando ele estava surfando. Esse era o único momento em que Jackson não estava pensando em Lily. Ele não conseguia entender porque mesmo depois de tanto tempo ela ainda conseguia ficar presa a seu subconsciente. Não que ele não gostasse, mas seria bom saber se a recíproca era verdadeira. E mesmo ele tendo esperanças, Jack odiava criar expectativas e depois se decepcionar. Mas Lily era um enigma que ele estava disposto a desvendar... Nem que isso demorasse mais quatro anos.
Ben foi o primeiro a pegar uma boa onda. Dentre os três, ele era o melhor surfista. Foi ele quem ensinou o primo e John a surfarem e até hoje, John ainda tem dificuldade. O loiro estava pronto para pegar um tubão, quando uma cabeça apareceu em sua frente. Um banhista que parecia estar se afogando e que definitivamente não pretendia estar ali. Ben estava prestes a atropelá-lo.
– EI, EI! SAÍ DA FRENTE! – Ele gritou e então o banhista virou o rosto, mostrando que na verdade, ele era uma garota. Mas não uma garota qualquer. Ben revirou os olhos e soltou uma risada. Destino de merda.- EMMA, SÁI DA FRENTE!
Mas já era tarde demais. Dashner pulou da prancha para não atingi-la com seu corpo, mas assim que voltou para a superfície, Emma não estava mais lá. E foi então que ele começou a se desesperar.
– EMMA! EMMA! – Ben gritava e olhava para todos os lados procurando a garota, mas nada dele aparecer. – EMMA, RESPONDE CARALHO!
Nada.
– O que aconteceu? – Jack apareceu do seu lado em cima de sua prancha.
– Eu atropelei a Emma.
– Sério?
– Não, é mentira. Lógico que é sério, seu babaca!
– Calma, cara. Cadê a sua prancha?
– Você acha que eu to me importando com a minha prancha?
– Relaxa, a gente vai encontrar as duas. Você tá muito exaltado. — Ben revirou os olhos e continuou olhando em volta. – Olha ali! Sua prancha!
– Eu já disse que não ligo pra porra da minha prancha!
– Com a Emma em cima, seu afobado!
Ele finalmente olhou para onde Jack apontava e encontrou a loirinha pendurada em sua prancha e cuspindo água. Ela estava com uma cara horrível e Ben achou isso engraçado. Ele começou a nadar em sua direção, e quando chegou, foi recebido com um jato de água em seus olhos.
– Ta maluca? – Ben disse, limpando esfregando seus olhos.
– Você ta maluco? Eu podia ter morrido!
– Eu não te atropelei de propósito!
Emma bufou e o encarou com uma careta.
– Será que dá pra me ajudar? – Ela estava debruçada por cima da prancha com o rosto um pouco vermelho. – Acho que eu vou ficar vomitando areia até amanhã!
– Exagerada. – Ben a pegou pela cintura e começou a nadar para fora do mar.
– Eu sou exagerada mesmo! Eu escapei da morte por um triz!
Ele revirou os olhos e continuou nadando sem dizer nada. Quando chegaram onde dava pé para ela, Ben a soltou e Emma se desequilibrou, agarrando o braço do garoto novamente.
– Não consegue tirar suas mãos de mim?
– Eu to zonza!
O loiro riu, mas a ajudou a chegar até a praia e a sentou na areia, se sentando ao seu lado depois.
– Quer uma água?
– Não. Eu acabei de engolir um monte de água e você quer me dar mais?!
Ele ficou quieto e continuou ali do lado dela sem dizer nada. Era o mínimo a se fazer depois de quase atropelá-la no mar. Eles ficaram em silêncio por vinte minutos até Jack chegar e chacoalhar seu cabelo molhado em cima deles.
– E ai, Emma? Ta melhor?
– Um pouco. Não graças ao seu primo, mas estou!
Jack deu risada e Ben fez uma careta.
– A Lily está com você?
– Não. Ela estava, mas foi embora porque hipoteticamente eu a estava irritando.
– Você irritando alguém? Que estranho. – Ben falou com ironia e dessa vez foi Emma que fez uma careta.
– Enfim, ela foi pra casa pra poder conversar em paz com o Michael.
Jack franziu o cenho e encarou a garota.
– Ela está com o Michael? O Michael baterista do The Lobsters?
– Eles não estão juntos fisicamente, só estão conversando por mensagem.
– Ah, que ótimo. – Jack falou ironicamente. – Vou indo nessa. Tchau.
Emma percebeu que tinha falado demais, mas não pediu desculpas porque o rapaz já tinha ido embora e porque ela queria que a amiga desse uma oportunidade para o baterista.
– Bom, então eu acho que a minha dívida está paga. – Ben falou, se deitando na areia.
– O que te faz pensar isso?
– Eu salvei sua vida.
– Você arriscou minha vida. Isso sim! Sua dívida permanece!
Ele deu risada e Miller também se deitou na areia. O sol estava forte e logo ela teria que ir embora para evitar ficar muito queimada. Depois que Lily fora embora, ela decidiu entrar no mar para lavar a alma... Ela acabou lavando bem mais do que isso graças a Ben. Emma sentou-se novamente e viu de longe um grupo de garotos tocando violão. Ela estreitou os olhos e viu que não era um grupo de garotos qualquer. Era Tony, com Will e Judy. Emma ficou de pé, tirou a areia de seu corpo, colocou a canga em volta de sua cintura e começou a andar em direção a eles.
– Onde você vai? Já ta melhor? – Ben perguntou assim que ela deu cinco passos.
– Eu vou ali cumprimentar uns amigos. Acho melhor você ficar ai.
– Por quê? – Ben se levantou e olhou para metade da banda The Lobsters que estava logo ali. – Você ainda quer ficar com o Tony? Pensei que você estivesse namorado.
– Terminei com ele ontem.
O loiro engoliu em seco e começou a tossir, fazendo Emma arquear as sobrancelhas.
– Então, você está solteira?
A pergunta foi tão ridícula que Miller deu risada. Ela pegou os óculos escuros que estavam em sua bolsa e os colocou no rosto.
– Eu sempre estou solteira. – A garota o respondeu e voltou a andar em direção a seu próximo alvo. Ela passou vagarosamente ao lado deles e jogou “sem querer” um pouco de areia em cima da canga de Judy, fazendo a garota olhar pra cima e a encarar.
– Emma... Oi! – A vocalista disse sorrindo.
– Oi, gente! Não tinha visto vocês ai... Estava dando a minha caminhada antes do almoço. – Ela sorriu e olhou para Tony, que a media de cima a baixo com um sorriso malicioso estampado no rosto. – Ensaiando?
– Não, só relaxando. – Will respondeu. – Senta ai com a gente.
Emma se sentou e Tony finalmente dirigiu a palavra a ela:
– Como está o rosto do seu amigo? – Jarvis tirou os óculos de sol, mostrando seu olho quase inteiramente recuperado de um roxo. – Pois é, ainda estou com a minha marca de guerra.
Emma riu e Judy revirou os olhos. Por que todas as garotas caiam de amores pelo seu primo? Ela nunca iria entender.
– Eu vou comprar um suco. – A vocalista falou e Will largou o violão na areia e a seguiu. Ele não queria ficar de vela.
– Então, não foi mais nos meus shows...
– Estava meio ocupada resolvendo umas coisas. – Emma pensou em Caleb.
– E resolveu?
– Sim, tudo perfeito novamente.
– Sabe o que seria legal? Você almoçar comigo hoje.
Mesmo a mudança de assunto sendo repentina, ela gostou do convite do guitarrista.
– Seria um encontro?
– Se você quiser que seja. — Tony respondeu e se aproximou dela furtivamente, colocando uma mão em sua nuca e puxando seu rosto lentamente de encontro ao seu. Emma tirou os óculos de sol e até fez biquinho, preparada para o beijo, mas Jarvis encostou seus lábios no canto de sua boca e se afastou. Ele ficou de pé, pegou o violão e o resto dos pertences de seus amigos e disse:
– Te vejo ás 13 horas na frente do píer.
Emma o observou ir embora com uma careta. Que tipo de cara faz isso?
– Filho da puta.
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