Ruivas
5 Micheli
Notas iniciais
Não me lembro do que fui fazer naquele mercado nem me importa lembrar, eu passava de um corredor para outro olhando as pessoas quando meus olhos curiosos viram a loira de cabelos longos na seção de produtos capilares segurando duas embalagens de tintura vermelha, não contive a curiosidade e me aproximei olhando para ela e para as embalagens. Nunca havia conhecido uma futura ruiva, não que eu me lembre.
– Qual acha que combina comigo?
Ela perguntou me mostrando as embalagens obvio que ela estava falando comigo mesmo assim me virei para conferir. Uma tinta era vermelho intenso e a outra violine eu olhei para o rosto delicado dela, tinha uma expressão tímida, não devia ter mais de 18 anos e tinha uma pequena falha entre os dentes usava um pircing na língua, aquilo me incomodou um pouco.
– Por que quer tingir de vermelho seus cabelos?
Perguntei tentando decidir qual das cores deixaria ela mais interessante.
– Por que quero ser diferente, maioria das garotas que conheço são loiras ou usam cores na moda eu não gosto da ideia de ser mais uma.
Sorri para a resposta dela, peguei uma caixa escrita vermelho acobreado e dei a ela.
– Resalta a cor dos seus olhos e combina com seu tom de pele.
Seus olhos eram castanhos claros — cor de mel acho que é esse o nome. Por um minuto me senti a especialista em moda feminina. Ela olhou para mim e se decidiu por levar duas caixas de vermelho acobreado.
– Posso ver como vai ficar?
Perguntei a visualizando de cabelos ruivos.
– Claro que pode, vou pintar em minha casa se importa em vir comigo?
– Não. Qual seu nome?
– Micheli e o seu?
– Blood
Ela fez uma careta e disse que Blood não era nome eu justifiquei dizendo que gosto de vermelho. Fomos para sua casa, ela estava sozinha com seu cachorro irritante que latia sem parar para mim como se eu fosse um... Qual é a palavra?!... Deixa pra lá isso não importa. Ela mandou o vira-lata se calar e entramos em seu quarto onde a olhei soltando os cabelos loiros amarelados e passando a solução de tinta vermelha neles.
Ela tagarelava sem parar sobre sua vida eu prestei atenção em cada palavra com curiosidade à história de vida de uma jovem divertida e impopular entre os garotos que resolveu tingir os cabelos de algo mais extravagante. Que ousadia ser ruiva não é extravagância alguma.
Depois de uma longa conversa em que apenas ela falou a ajudei lavar os cabelos, o resultado não me deixou muito satisfeita embora ela estivesse radiante por eu tê-la ajudado com o tom perfeito para seu cabelo eu sorri depois conversamos mais por alguns minutos ela então me contou sobre o garoto de quem gostava ele não era muito a fim de loiras e ela não era muito bonita, a ouvi falar no garoto por cerca de dez minutos e acabei me irritando me levantei para sair quando abri a porta do quarto aquele cachorro irritante veio latindo em minha direção.
Eu não queria ter feito aquilo, mas dei um chute no animal acho que foi forte demais ele se ergueu do chão e bateu na parede. Micheli gritou um palavrão qualquer e foi socorrer o vira-lata pediu que eu ajudasse e falei que devia quebrar o pescoço dele assim morreria mais rápido e o pouparia de uma morte lenta e dolorosa.
Ela se levantou irritada e me deu um tapa era mais forte que aparentava e o tapa doeu pra valer. Virou as costas para mim e pegou o telefone para ligar para um veterinário, quando desligou gritou para que eu fosse para o inferno de onde havia saído. Aquilo foi extremamente ofensivo para mim, tirei o cinto fino que usava em minha cintura passei em volta do pescoço dela que estava ajoelhada olhando o cachorro e puxei. Ela se debateu por um tempo e acabou perdendo a consciência.
Caminhei por duas ou três horas e voltei sem notar para frente da casa dela, havia carros em frente da casa e um deles era da policia fiquei de longe observando sai quando vi uma mulher de blusa amarela e cabelos pretos chorando abraçada á homem alto enquanto os homens de uniforme colocavam algo que estava em um saco preto grande dentro de um compartimento em forma de gaveta do furgão branco e vermelho.
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