Ruivas
7 Ana Rosa
Notas iniciais
Faz quase um mês que ajudei Katherine e os especuladores ainda me chamam de killer eu posso dizer com toda certeza que não sou isso ai coisa nenhuma, pouco me importa sou inocente de qualquer acusação eu não as matei por que quis com exceção de Bruna é claro e da modelo alcoólatra que me pediu um favor. Mas por hora vou me focar em minha nova melhor amiga de infância, Ana.
Eu a conheci dois dias depois que desci nesta aglomeração de pessoas que chamam de cidade ela estava sozinha sentada na praça central lendo um livro, meu olhos faiscaram de prazer quando a vi, usava um longo vestido preto sem detalhes e modelando suas curvas perfeitas, tinha um laço preto prendendo os cabelos que eram de um ruivo incrível, não era natural é claro, mas era a combinação perfeita de vários tons de ruivo que a deixava sedutora.
Fiquei parada a olhando do outro lado da rua por um tempo e ela ergueu seus olhos para mim, tinha o rosto de expressões fortes e os olhos moldados em preto que deixava seus olhos orientais ainda mais belos. Me olhou por alguns minutos e voltou atenção para seu livro, continuei a olhando sentada na calçada enquanto ela lia. Quando terminou sua leitura ela se aproximou de mim e com um delicado sorriso que não demonstrava emoção alguma me convidou para acompanha-la. Eu fui não tinha nada mais útil para fazer, ela me levou para o alto do prédio onde morava e ficamos as duas em silêncio olhando o por do sol.
– Das flores mais belas és teu o perfume que sinto, das horas mais felizes ás que passei de teu lado são das quais me lembro, dos sorrisos mais doces são os teus que me iluminam, dos olhos mais lindos são os teus os únicos que vejo.
Eu olhei para ela enquanto sua boca se movia vagarosamente recitando o que eu tomei por poesia, seu rosto de perfil sob a luz laranjada do por do sol á deixava ainda mais linda ela se virou para mim com aquele sorriso que mais parecia um risco sem direção em sua face misturado com aquele olhar cheio de pesar, senti como se ela invadisse o mais profundo e escuro canto de meu ser onde minha mente e meu coração se tocavam. Não consegui desviar os olhos dos delas por maior que fosse minha vontade ela era encantadora.
– Como se chama? – seu tom de voz era diferente ouvi-la era como ouvir a mim mesma.
– Blood
– Meu nome é Ana Rosa, por que me olhava lá na praça?
– Não tinha mais nada para observar e achei interessante, uma oriental ruiva.
– Era para aparentar fogo e não uma ruiva.
Ficamos por mais um tempo em silêncio até que ela se levantou e descemos para o apartamento dela, tinha algo em Ana que era hipnotizante e não era apenas os cabelos, pena que eu só fui descobrir o que era tarde demais. Ela pediu que fizesse companhia para ela por um tempo, ela pediu pizza e tomamos vinho enquanto conversávamos. Acabei dormindo em seu sofá e agora estou aqui, amarrada á cama dela amordaçada, completamente nua e não faço a menor ideia do que esta acontecendo.
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