Rubro como sangue

17 Extra - 1100 visualizações


Notas iniciais
Olá (de novo) Bem, este extra/especial é muito especial para mim. O caminho que temos percorrido foi cheio de adversidades, mas mesmo assim, nós chagamos as 1100 visualizações e isso me deixa extremamente feliz. Dedico este capitulo a minha imouto-chan MissSutcliffSpears, a minha senpai Mari Mitarashi, a Wqueen (eu sei que você esta lendo) e as todas as outras 16 pessoas que também estão acompanhando a fic. Enfim, espero que gostem. p.s.: acho que não ficou muito bom, mas foi feito com o coração. ♥

Eric, Alan e Tristan estavam sentados na recepção do hospital, esperando, quando uma duvida surgiu na mente do moreno de olhos verdes.

— hum... Tris... — chamou Alan,com leve rubor tomando conta de suas bochechas . O mais velho se virou para ele, mirando-o com um sorriso gentil. O esmeraldino levou a mão em direção a lateral do rosto e moveu uma mecha levemente mais comprida da li para detrás de sua orelha. Eric lhe tocou a mão em um gesto que o encorajou, muito embora o loiro não tivesse ideia do porque de ele estar nervoso e envergonhado ao falar algo para o amigo. — você e o Ron... e-estão j-juntos a um tempo... c-certo? — indagou recebendo um aceno simples do mais velho em resposta. — e-eu queria s-saber... — ele fez uma pausa e tomando fôlego. Os olhos de Eric estavam arregalados, ele não sabia o que Alan diria, mas tinha uma hipótese e a mesma era totalmente contrária a personalidade do menor e sabia que ele jamais perguntaria aquilo, principalmente em um lugar publico. O silêncio perdurou até que Tristan pigarreou, fazendo o mais novo voltar a seu raciocínio anterior. — como vocês...sabe... — as bochechas estavam tão rubras quanto o resto da face dele. — começaramanamorar — falou em um uníssono fechando os olhos e escondendo a face no peito do companheiro que sorria de sua forma tipicamente debochada, mas que expressava alivio.

Tristan riu baixo e tocou o ombro do amigo mais jovem, ainda com um sorriso nos lábios. Aquele rosto tão belo, mas tão parecido com o pai, para o moreno era uma maldição.

— Não tem problema algum perguntar isso, terei o maior prazer de responder. — disse francamente ao receber um olhar receoso de Alan. — bem, não é uma história muito emocionante ou excepcional como a do meu irmão com Ciel, ou a de vocês, ou até mesmo a de Grell com William que está ainda na primeira rubrica* do segundo ato — afirmou, fazendo Eric sorrir encarando o de olhos verdes. — Mas, vamos lá então...

[ Tristan POV]

Estava eu caminhando em direção à minha sala de aula quando senti um cheiro forte, era tabaco sendo queimado, ou seja, cigarro. Olhei a minha volta, procurando a pessoa que estava fumando, mas tudo que eu pude ver foi um garoto, com mais ou menos a minha idade, cabelos loiros em um corte Chanel com pontas de cachos abertos e suaves e olhos tempestuosos de um tom cinzento como fumaça. A pele clara, coberta por tons pesados, naquele dia preto, o tornava ainda menor e mais difícil de ser notado.

Ele era muito bonito e para mim, que já me conhecia e aceitava, achar aquilo não era estranho. O segui pelo corredor e descobri que frequentaríamos a mesma classe. Sorri comigo mesmo, poderia perguntar a ele seu nome e quem sabe aquele menino bonito não pudesse ser...meu amigo. Amigos, eu queria ter um amigo.

Então eu o segui e quando ele parou em uma das primeiras mesas, quase esbarrei nele e pedi desculpas. Mas foi só ai que notei que ele estava com fones de ouvido. Quando sorri para ele, sua reação foi uma carranca e um “tanto faz” em resposta ao meu pedido de desculpas.

Murchei o sorriso e suspirei, “talvez não fosse muito de conversar” pensei logo olhando a minha volta e notando que a única mesa disponível era justamente ao lado do garoto loiro.

Depois de que me apresentei, acabei descobrindo, através do professor, que o garoto de belos olhos de ressaca se chamava Ronald Knox. E por algum estranho combinado do destino, a ele foi incutida a responsabilidade sobre mim.

Assim que a sirene vermelha do corredor anunciou a finalização do terceiro período e o inicio do intervalo, Ronald revirou os olhos e me puxou pela manga do meu casaco, sussurrando em um tom rouco um "me siga" e assim o fiz.

Andamos em silencio até chegarmos ao corredor onde o vi pela primeira vez, foi quando ele agarrou minha manga novamente e me puxou com força para dentro de uma salinha minúscula que me fez me sentir claustrofóbico.

"você tem que prometer não contar para ninguém" disse ele sem me olhar nos olhos e com mesmo tom rouco que provavelmente deveria soar de forma assustadora, mas acabou sendo mais uma súplica "sobre os cigarros?" questionei, embora já soubesse que era sobre aquilo.

“Sim” afirmou ele, pela primeira vez realmente me olhando nos olhos, eu assenti, estendendo meu dedo mínimo para ele, que revirou os olhos e voltou a olhar para baixo. Eu pensei em falar algo e o que saiu foi “seu nome é Ronald não é?”, ele balançou a cabeça em concordância, “O que tem de bom para se fazer por aqui?” perguntei. Ele franziu o cenho e depois de alguns segundo respondeu “Depende do que você considera bom, mas tem o karaokê que eu costumava ir e...” eu o interrompi “então você gosta de karaokê?” então ele corou. Acho que nunca tinha visto uma pessoa corar de forma tão bela. “ Porque nós não vamos no karaokê, tipo, amanhã?” chamei com um sorriso amigável. “Você está me chamando para um encontro na lata assim?” disse ele, com um tom suave e divertido, mostrando que não estava realmente ofendido com aquilo. “Você não quer ir?” perguntei receoso, afinal, eu ainda queria ser amigo dele. “Claro que quero” disse ele com tom irritadiço, pegando um celular de seu bolso e virando-o para mim “coloque seu numero, assim poderemos nos encontrar” novamente ele corara. Eu fiz o que ele disse e poucos segundo depois o meu celular apitou sinalizando a mensagem recebida.

No dia seguinte nós realmente nos encontramos no karaokê, a partir daquilo, nós nos tornamos amigos e pouco mais de cinco meses depois eu descobri que havia me apaixonado por ele, não sei o que foi talvez o jeito e as manias dele, mas eu me apaixone e não demorou muito para que eu contasse para ele. “Eu acho que te amo” foi a forma que eu escolhi para dizer. Primeiro ele riu, depois me encarou “está falando sério?” eu assenti e automaticamente ele corou. O que ele fez em seguida, foi tocar meu rosto e, hesitando, encostar levemente seus lábios rachado contra os meus e por fim dizendo “talvez eu te ame também”

— Foi assim. Muito brega e clichê não é? — Tristan terminou o relato. Os amigos sorriam para ele, mas arregalaram os olhos no momento em que Ronald parou ao lado do namorado com o nariz torcido. O moreno segurou a mão do aloirado e, de frente para ele, disse: — Mas eu amo ser brega com você.

Notas finais
Well, espero que tenham gostado e vou usar aqui para agradecer, agradecer pelos 28 comentários, agradecer pelos seis favoritamentos, agradecer pela recomendação, agradecer por acompanharem e me ajudarem a continuar com essa fanfic, do fundo do meu coração eu digo, muito obrigada. Não gosto de ficar pedindo comentários, mas eu quero saber que vocês ainda estão ai, então eu vou pedir, por favor, onegai, deixe um comentário, mesmo que seja para dizer que o capitulo foi uma droga e que você tá de "saco cheio" dessa fic. enfim, mais uma vez, obrigada p.s.: perdão por ter me excedido no numero de palavras, mas não teve como tirá-las. kisu Michaelis