Rubro como sangue

13 Acte trois - ... meu corpo... dói...


Notas iniciais
Bonjour, Ohayõ, Good morning, bom dia (~apesar de já ser noite) Enfim chegamos ao ultimo ato desta fanfiction. Espero(~ramos) que a vontade dos senhores e senhoras de atentar contra minha existência tenha diminuído. Agora caminhamos para a reta final e espero(~ramos) que estejam preparados para fortes emoções. Bem, para não acabar me escapulindo algum spoiler vou aqui já lhes desejar uma boa leitura.

— Ronald, não entra em pânico, mas avisa aos garotos... que estamos no hospital. — Aquelas três simples palavras foram o suficiente para que o aloirado fizesse exatamente o contrário do que foi instruído a fazer.

Os outros rapazes, que antes estavam distraídos, se viraram para a varanda ao ouvirem o som do telefone celular. A curiosidade uniu-se a eles, mas não foi necessário mais que alguns segundos para que ela fosse saciada.

— Ron... — disse Tristan minimamente, mas se interrompeu ao ver o namorado pasmo, com os olhos vidrados no chão e uma pequena lágrima lhe escorrendo pela lateral da face.

— Grell...garotos...hospital... — murmurou de forma desconexa, mas que fora o suficiente para que os outros entendessem.

***

Passara-se uma hora desde que eles haviam chegado à emergência do hospital com Grell. Alan suspirou longamente observando o seu senpai ruivo deitado sobre a maca, inconsciente, pois o mesmo perdera muito sangue e precisara ser sedado.

O acastanhado tinha os olhos marejados, imaginando quais horrores seu adorado senpai havia passado nas mãos daquele bakamono*. “Grell-senpai não merecia isso...” pensou rangendo suavemente os dentes.

O som baixo da porta do quarto sendo deslizada fez com que ele se sobressaltasse e imediatamente virar-se para a mesma, deparando-se com uma figura conhecida.

—Senhora Spears! — exaltou-se em um tom baixo, para não acordar o ruivo. A mulher levou o indicador aos lábios, em um pedido mudo de silêncio, que foi compreendido e obedecido por Alan.

A morena deslizou pelo quarto até a maca onde Grell estava e parou ao seu lado, primeiro verificando os aparelhos que estavam ligados a ele, constatando que seus batimentos estavam bons e a pressão também. Depois deu a volta na cama, checou o soro, estava “ok”, e também a bolsa de sangue O- , que estava quase no fim. Por fim, a mulher levou a destra até o rosto do jovem, tirando alguns fios molhados de seu rosto, e fazendo um carinho gentil no menino como naquela tarde em que lhe cuidara quando era pequeno.

— Pobre menino... — murmurou sentindo o peito remoído pela angustia, pois muito estimava aquele ruivinho. Ela fechou os olhos e recolheu a mão, respirando profundamente para conter as lágrimas que ameaçavam começar a cair. Em seguida, virou-se para o garoto moreno e o puxou pela mão para fora do quarto, fechando a porta vítrea atrás de si. — Qual seu nome meu bem? — perguntou a mulher com tom doce. Ela não o reconhecera, pois o garoto mudara um tanto desde quando haviam se mudado para Londres.

— Humphries, Alan Humphries. — se identificou, fazendo-a lembrar-se dele. — A senhora trabalha aqui não é? — perguntou tentando manter a calma, recebendo um aceno afirmativo da parte da mulher a sua frente. — Como ele está? Ele vai ficar bem? — questionou tomando as mãos da mulher nas suas e olhando-lhe com visível desespero.

— Alan... — proferiu tentando fazê-lo acalmar-se, porém sem muito sucesso. — fisicamente, ele ficará curado em breve, mas eu não posso afirmar, na realidade posso apenas ter a esperança, de que ele se cure psicologicamente. — confessou sentindo o mais novo estarrecer. Porém, antes que ela ou ele pudessem exprimir qualquer som, uma figura vermelha se aproximou.

— Supervisora Spears! — exclamou Angelina, vindo pelo coredor “a milhão”. A mulher morena então girou o corpo e exibiu o semblante sério.

— Doutora Durless, não deveria estar na sua ala, cuidando de seus pacientes? — questionou usando um tom severo, que era desconhecido pelo garoto ao seu lado, que assustou-se ao ver aquela “tia” mudando tão drasticamente em poucos segundos.

— Perdão senhora Spears, porém fui informada através de fontes seguras de que meu sobrinho estava aqui. — disse com convicção, correndo os olhos até a porta do quarto ocupado por Grell.

— Ciel encontra-se junto aos demais amigos de meu filho, na sala de espera. — explicou com calma, mas a mulher ruiva negou com a cabeça franzindo o cenho.

— Não me refiro a ele e sim a meu outro sobrinho. Sutcliff, Grell Sutcliff. — exasperou tentando ler o nome escrito abaixo do numero do quarto atrás da sua superior.

— Como és parente dele? — perguntou a mulher cobrindo a identificação do quarto.

— Meu irmão, ele é pai de Grell. — explicou tentando passar pela morena, afinal concluira que aquele quarto pertencia ao seu sobrinho.

— Achei que tivesse apenas a Rachel de irmã. — insistiu a senhora Spears, mantendo-se bloqueando a passagem. Angelina desistiu de tentar passar e bufou, cruzando os braços.

— Peter Sutcliff, é filho incestuoso de meu pai com uma mulher do distrito de shinigami, e também pai do garoto que é amigo do seu filho. Ele é um imprestável, mas o garoto... você o conhece, sabe o quão doce ele é.— divagou ao falar sobre o meio-irmão, mas encarou os orbes verdes da mulher quando se referiu ao sobrinho. A morena investigou a face da ruiva na procura de qualquer sinal que lhe despertasse desconfiança, porém a face da outra não exibia o mínimo sinal.

— Pois bem, doutora Durless, termine seu turno e dar-te-ei o final de semana livre para cuidar do seu sobrinho — ofertou. Angelina arregalou os avermelhados e assentiu fervorosamente, saindo da mesma forma que entrou, “um verdadeiro furacão vermelho” pensou a senhora Spears, voltando a olhar para o garoto que estava pasmo com a chegada , estadia e saída da médica ruiva.

— Ela é... normal? — pensou em voz alta, logo tapando a própria boca e tendo a face rubra pela vergonha. — gomen’nasai Spears-san — pediu se curvando para a mãe de William, que retribuiu a mensura.

— Tudo bem Alan. — perdoou-o com um sorriso leve, mas logo lembrou-se do ruivo e sua expressão tornou-se triste. — acho que é melhor William estar aqui quando ele acordar. — disse ela vagamente, outra vez tentando conter as lágrimas que ameaçavam a se formar.

— sim afinal eles... — novamente Alan iria dizer o que pensava, mas se interrompeu, despertando a curiosidade da morena.

— eles... o que? — questionou a médica com um olhar curioso para o garoto. O acastanhado engoliu a seco. “Que genial Alan¹, o que eu digo?” pensou enrubescendo.

— afinal eles são... melhores amigos de infância! E... e... bem... er... — Alan respondeu entre gaguejos, sentindo a face queimar. A mulher desconfiou, mas por fim ficou calada, dando um sorriso discreto com sua própria imaginação borbulhando, criando suas teorias, embora já tivesse quase que certeza sobre o que ele falaria.

— sim, sim. — concordou — venha, vamos chamar William para ficar aqui com ele, o efeito do sedativo acaba em 10 minutos aproximadamente. — solicitou, já a alguns passos do mais novo.

Enquanto isso², sala de espera.

William encarava fixamente a porta por onde haviam entrado os enfermeiros com Grell e Alan. Muitas coisas se passavam pela sua mente, mas nenhuma realmente prendia sua atenção, com exceção ao que se relacionava ao ruivo. Como ele estava? que tipo de sentimento era o que sentia em relação ao mesmo? Mas, principalmente, porque o deixara?

Tristan, que estava igualmente preocupado, notando a inquietação do amigo, foi até ele (com um ainda pasmo Ronald abraçado a si).

— Você sabe que não é sua culpa, não é? — disse o de orbes âmbar tocando o ombro de William suavemente. O moreno mais velho suspirou. Um suspiro triste e sofrido.

— se eu não o tivesse deixado... — murmurou com os olhos ‘mui verdes marejados. Porém, antes que Tristan pudesse rebater o triste lamento de William, a porta vítrea a frente deles abriu-se e por ela passaram a senhora Spears e Alan. — mãe... — chamou baixinho, levantando-se e indo de encontro com a mesma, que o recebeu com um abraço carinhoso e reconfortante.

— meu bem, seu amigo precisará de você quando acordar está bem, tente ficar calmo e não o estressar. Ele vai acordar bem confuso, assustado, talvez grite com você e o mande embora. Se ele o fizer, obedeça. Agora vá e boa sorte meu menino. — orientou, deixando um leve osculo em sua testa.

William andou incerto, devido às palavras de sua mãe, até o quarto de Grell, parando diante da porta com o nome do mesmo indicado. “O que devo lhe dizer? Devo só esperar ele iniciar uma conversa ou...” pensava confuso, tentando criar coragem para entrar. Enfim, ele entrou. Através de passos silenciosos, William se deslocou até estar ao lado do corpo inerte do ruivo. “Eu falhei de novo com você Grell” pensou observando a respiração calma do outro, sabendo que em pouco tempo não mais assim estaria.

O moreno moveu sua mão até o rosto sedado, acarinhando ternamente o hematoma escuro presente na têmpora do mesmo. “Aquele monstro... porque ele fez isso com você?” lamentou, agora retirando alguns fios ruivos de sua face delicadamente.

Seus orbes oliva foram enchendo-se com as lágrimas amargas que se formaram devido ao seu coração que pesava em culpa. Com um soluço sofrido, William desabou sobre o amigo. As salgadas(lágrimas) fluíam como cascatas de seus olhos. Seu corpo estava debruçado sobre o de Grell, abraçando-o.

— Me perdoe... por favor... me perdoe...isso é minha culpa... Grell me perdoe...de novo eu... me perdoe... — implorava a partir de murmúrios em meio aos soluços desesperados. O moreno se agarrava ao outro de forma possessiva e era visto que estava claramente abalado. Porém o garoto abaixo de si moveu-se.

— ... você veio... — disse fracamente, ainda semiconsciente. William então estarreceu. Como aquilo acontecera? Porque o ruivo havia lhe dito aquilo? Eram algumas das questões presentes em sua mente, mas que se dissiparam ao sentir os finos braços lhe envolvendo. Foi quando os olhos brilhantes de Grell expressaram alegria que ele notou o que fazia.

— Sim, Grell, eu vim. Não se preocupe, eu nunca vou te deixar novamente. — falou curvando-se ainda mais sobre ele e escondendo seu rosto na curva do pescoço extremamente ferido do ruivo. Foi então que o menor notou que algo estava errado.

— Wiru... dói... meu corpo... dói... — expressou e o amigo imediatamente ergueu-se. O que era aquilo? Ele não se lembrava do que acontecera? William se espantou com a possibilidade e decidiu não comentar a respeito, pelo menos não especificamente, tal como sua mãe o orientara.

— Eu sei Gureru... — disse o moreno procurando alguma forma de livrar-se de ter que mentir para o ruivo, mas o menor se pronunciou antes que William o pudesse fazer.

— ... eu... preciso... de algo doce... — pediu sorrindo fraco. O maior internamente suspirou aliviado e retribuiu a expressão segurando a mão de Grell.

— Assim que encontrar minha mãe vou perguntar a ela se você pode comer algum doce. — falou.

***

Enquanto isso, mansão XXXXXX...

— Seu imbecil! Porque fez isso?!

— perdão, YYYYYYYY...

— Não! Cansei de seus falsos arrependimentos! Vá e não volte mais! Se por acaso eu vê-lo novamente irei revelar sua farsa!

— Mas YYYYYYYY...

— nada de “mas,YYYYYYYY” ZZZZZZ! Suma da minha vista, da minha existência.

— Paixão para acalmar, hesitação para resolver, amor para as lápides. Tu irás atrás de mim YYYYYYYY.

— Prefiro à morte.

***

De volta ao hospital...

Eric havia enchido seu kouhai de perguntas à respeito do garoto ruivo, porém após saírem em direção a lanchonete do hospital, um silencio desconfortável (~ poderia se dizer até que perturbador) se instalou entre eles. No trajeto até o local e durante a refeição, Eric observava o mais novo com curiosidade. Com toda a complicação que a situação envolvia, o loiro não havia ainda parado e refletido a respeito do ósculo recebido anteriormente, porém, agora, neste momento em que se poderia nomear como de calmaria, a questão parecia discutível.

Claro que Eric já desconfiava dos sentimentos do moreno por si, mas não esperava que ele tomasse aquela atitude. “O que ele estava achando? Que seria a ultimas vez que nos veríamos?” Com estas questões em mente, o mais velho segurou a mão de Alan e olhando em seus olhos perguntou:

Você me ama?

Notas finais
¹ - comentário de Nameless: Genialan... (~entendedores entenderão) ² - comentário de Nameless: na sala de justiça. -------------------------*--------------------------------- Tres bien, eu sei que o capitulo foi pequeno, (~ minusculo você quis dizer nee?)[cala a boca Nameless!] cependant temos algumas boas notícias e outras nem tanto. 1- recuperei a maldieta nota de geografia. (happy) 2- 800 visu *u* arigatou coisinha lindas 3- tem prova durante mais 2 semanas Finalement, vamos tentar não julgar o capitulo se foi muito ruim certo? A Michaelis aqui dormiu muito pouco e muito mal estes ultimos dias e não queria deixá-los sem este capitulo ok? Se puderem eu peço encarecidamente que deixe um cometário, pode esquecer o pedido que fiz ali encima(~guria bipolar essa). Agora kisu minhas coisinhas. Michaelis