Rubro como sangue

21 Acte Trois - finale (parte 1)


Notas iniciais
Olá, Eu estou quase em prantos por causa desse final (;-;), bem, quem leu o aviso sabe que o ultimo capitulo precisou ser dividido em dois, portanto, esta é a parte 1. (ainda ficou grande) desejo uma boa leitura e até lá em baixo.

Depois de um ano, um longo e trabalhoso ano, Grell começou a voltar a ser quem era antes. Desde o ano anterior o rapaz havia parado de cortar os cabelos, fazendo apenas aparos para manter a adorada franja. O ruivo voltara a fazer aulas de violino, fato este que recebeu total apoio da avó, amigos e namorado do mesmo.

Seis meses depois do "acontecimento", William havia comprado um anel para Grell, finalmente realmente pedindo-o em namoro diante da família dele, fato este que deixou o menor extremamente emocionado e feliz.

Os amigos sempre estavam por perto e isso ajudava ao ruivo a melhor esquecer aquilo que ainda assombrava seus pesadelos. Além, é claro, da paciência e carinho com que William o tratava. O moreno entendia que o outro deveria ter seu tempo devido ao que aconteceu e não planejava acelerar aquilo, afinal, aquilo não era o mais importante.

No oitavo mês após o "acontecido" Grell se apresentou em um pequeno concerto na universidade. Todos os seus parentes e amigos assistiram e ele nunca se sentiu tão livre, tão confiante e tão apreciado. Ao fim da apresentação, William o encontrou no camarim, em suas mãos, ele carregava um buquê de açucenas brancas*.

Grell sorriu radiante para o amado e lhe beijou delicadamente, feliz de uma forma que não cabia em si mesmo. O moreno conduziu o namorado exultante para sua casa, casa esta que o ruivo, mesmo após inúmeros protestos, ganhara da avó de presente pelos seus 24 anos.

Ao chegarem à casa ambos retiraram os sapatos e William levou o ruivo até o quarto do mesmo, deitando-o na cama e deitando-se ao seu lado.

"Você foi incrível Grellie" elogiou o moreno acariciando a cabeça do menor, que jazia sobre seu peito.

"o-obrigada" murmurou o pequeno com as bochechas rubras, soltando um breve bocejo em seguida. William suspirou cansado. "Esse dia foi um dos melhores" disse o ruivo girando seu corpo e o erguendo levemente, fitando os olhos oliva.

O moreno segurou de forma suave o maxilar de Grell, puxando-o delicadamente para um ósculo apaixonado. O breve selar de lábios foi aprofundado pelo ruivo, tornando aquela ação inocente em algo sensual. Graças ao oxigênio, separar aquele beijo foi um mal necessário, porém, ao se afastar, Grell mordeu o lábio inferior de William, sugando-o levemente.

A visão do ruivo com os lábios avermelhados após aquele beijo foi um teste ao autocontrole de William e quando o mesmo passou sua perna sobre o tronco do moreno e tocou-lhe os botões altos da gola da blusa social, algo despertou em seu interior.

Os dedos longos do violinista começaram a tirar os botões de suas casas e assim que a pele do pescoço do moreno estava visível, hesitante, Grell deslizou seus lábios ali, sentindo sua temperatura e textura.

William permaneceu imóvel, apenas sentindo a carícia, com medo de que, se reagisse, o outro lembrasse que aconteceu no ano anterior. Porém não foi necessário que o moreno fizesse nada já que, nos segundos seguintes, lágrimas quentes pingaram na camisa de William.

"d-desculpe e-eu… e-eu n-não consigo… p-por favor me perdoe W-wiru" gaguejou Grell apertando seus punhos no tecido da roupa do moreno.

William tocou a nuca do ruivo com delicadeza, acariciando os cabelos rubros. Em sua mente, os pensamentos se organizavam vagarosamente, primeiro voltando ao racional e depois formulando a frase que diria a seguir.

"Grellie…" chamou calmamente, erguendo o rosto do mesmo. Os olhos estavam transbordados de lágrimas e o nariz avermelhado, assim como as bochechas, pela vergonha. William continuou acariciando os cabelos do menor até que o mesmo fungou. "você sabe que não precisamos disso" afirmou, deslizando os de dos no comprimento da mecha ruiva "eu estou feliz sem isso, e voce… está?" aquelas palavras atingiram o centro do peito de Grell, fazendo-o arregalar seus olhos e em seguida, seus lábios tremeram, anunciando que ele iria chorar.

O ruivo engasgou com a própria saliva e lágrimas e deixou mais algumas das últimas escorrerem.

"e-eu te amo W-wiru" disse ele deitando a cabeça no peito do maior novamente, agora já mais calmo. William sorriu, depositando um beijo no topo dos cabelos ruivos.

"eu também te amo, Gureru"

Dez meses depois do "acontecido", Sebastian e Ciel encenaram Hamlet para suas cadeiras de artes teatrais. A peça foi um completo sucesso, assim como a apresentação de Grell. Além disso, naquele mês, Tristan e Ronald viajaram para a França, como presente de aniversário ao aloirado, que sempre sonhou em conhecer o país. Lá eles ficaram por aproximadamente uma semana e quando voltaram, trouxeram boas recordações, as quais compartilharam com os amigos, pelo menos a maioria, já que algumas, eles preferiram guardar para si.

No décimo primeiro mês depois do "acontecido", Eric apostou todas as suas chances quando, com um daqueles arames de amarrar saco de pão, pediu a mão de Alan em casamento. O menor, incrédulo, piscava os olhos de modo a tentar "acordar" daquilo, mas era real e as mãos suadas do loiro segurando as suas realmente estavam ali. Depois de segundos sufocantes, inclusive para todos que assistiam, sendo eles Grell, William, Sebastian, Ciel, Tristan e Ronald, o garoto de cabelos castanhos e brilhantes olhos verdes disse sim. A festa daquele momento se encerrou com a promessa de Eric a todos os presentes de comprar um anel descente. Um pouco cedo você pode estar imaginando, mas alguns motivos fizeram com que aquela atitude fosse tomada, motivos estes que não são necessários de serem comentados no momento.

Nas semanas seguintes, porém, um clima triste e mórbido tomou conta do grupo de jovens. Primeiro de Ciel, pois se passara um ano da morte de seu pai, e após ele os outros caíram em um efeito dominó.

E então se passou 1 ano do "acontecido" com Grell.

[...]

Em comemoração ao primeiro ano de namoro e seis meses de namoro oficial, Grell e William passariam o final de semana na casa pertencente à família do moreno no distrito de Shinigami. Casa esta que nunca fora vendida, apesar de a família ter se mudado.

Algumas coisas precisaram ser organizadas e caso os amigos não os tivessem ajudado na semana anterior, tal "viajem" não teria sido possível.

Sebastian, Tristan e Eric fizeram a parte mais pesada do serviço, tal como mover móveis de lugares e concertar alguns detalhes como fios expostos e lâmpadas queimadas. Assim como a limpeza mais "grossa", que os rapazes admitiram adorar fazer pós uma pequena “Pressão amigável”.

Coisas mais delicadas, como forrar as camas, adicionar lençóis extras ao maleiro, assim como toalhas, e organização de decoração sobraram para os demais, com exceção a William e Grell, pois os dois foram deixados de fora das arrumações.

Enfim, na sexta-feira pela tarde, os seis amigos apareceram na casa de Grell para entregar as chaves do que viria a ser o paraíso deles naqueles dias que se seguiriam.

O moreno que lhes recebeu, avisando que o menor estava terminando de se arrumar. Ciel e Alan não o esperaram terminar de falar antes que já estivesse entrando no quarto do ruivo.

Lá dentro, Grell suspirava pesadamente olhando para sua mochila aberta encima da cama. O ruivo já tivera colocado diversas vezes peças de roupas ali, porém em seguida as retirava, insatisfeito com o que escolhera para passar aquele final de semana tão especial.

Frustrado, Grell olhava para si mesmo diante ao espelho, brincando com uma mecha mais comprida da franja. Naquele momento, Ciel e Alan entraram no quarto, assustando ao ruivo, que se sobressaltou e por pouco não derrubou as roupas que estavam sobre seu colo.

— Pronto Grell? — perguntou Ciel em voz alta.

— Ciel! Alan! — ele foi em direção aos amigos e lhes abraçou (outra coisa que mudara em Grell), sendo retribuído por ambos (deixando visível que isto mudara em Ciel também).

— Pronto? — questionou Alan segurando uma das mãos do ruivo. Grell maneou a cabeça, dando uma breve olhada para a bagunça encima de sua cama. Ambos os morenos seguiram o olhar do ruivo e antes que ele pudesse dizer algo, os dois falaram juntos:

— Pode deixar que nós iremos te ajudar com isso. — Grell arregalou os olhos, surpreso com como os amigos haviam falado de forma idêntica. Risadas seguiram aquilo e os dois ajudaram ao ruivo a fechar a mochila e a escolher uma nova roupa, algo que fosse mais ele.

[...]

enquanto isso, na sala

William estava nervoso. Aquela seria a primeira vez que viajaria sozinho com o namorado e tinha medo do que poderia acontecer. As mãos do moreno suavam, talvez ate mais do que as de Eric quando pediu Alan em casamento.

Apesar de ser um completo "relógio desregulado" a demora de Grell o deixava apreensivo, “e se ele tivesse desistido?”, “ e se ele estivesse com medo?”, as hipóteses que se formavam eram cada vez piores e os amigos se demoraram até perceber isso.

— William, você está bem? — perguntou finalmente Tristan, ao deixar de dar atenção ao seu namorado que contava algumas piadas sendo acompanhado por Eric. O de olhar âmbar notara a quietude do amigo e depois seus ombros tensos. — Ei, Will! — exclamou um pouco alto, fazendo com que os outros se calassem e olhassem para o de cabelos ébano.

William balançou a cabeça tentando afastar os pensamentos e a ergueu ao notar que estava sendo chamado. O olhar apreensivo em seu rosto fez com que todos assumissem expressões sérias.

— Will... — Sebastian começou a falar, afinal, ele era amigo do de olhos oliva a mais tempo — vai dar tudo certo — falou de forma sincera, sorrindo de forma a tranquilizar o amigo. Os outros concordaram com múrmuros e sorriso e aquela pequena ação fez com que William respirasse fundo e se acalmasse.

Foi então que a porta do final do corredor se abriu. Todos olharam para ela como se uma noiva fosse passar por ela a qualquer momento, porém a visão de uma noiva qualquer entrando por ali era insignificante diante da figura e expressão do ruivo.

Grell conseguira ficar mais encantador do que já era naturalmente. Seu cabelo, que a este momento já passara da altura dos ombros, estavam soltos e bem penteados, permitindo alguns cachos suaves se formarem. Seu rosto estava limpo, com exceção ao batom “nude” que Ciel e Alan insistiram que ele usasse (além de secretamente terem posto em sua mochila).

Ele vestia um adorável suéter de tom capuchino, que ficava um pouco largo em si sendo que as pontas das mangas chegavam ao meio de suas mãos, o suéter ainda tinha o pequeno detalhe de sua gola larga deixar visível uma falsa gola de camiseta social. Acompanhando isto, ele vestia uma calça de tom escarlate. Nos pés, uma peça cuja importância era uma das maiores, coturnos pretos de pequenos saltos e detalhes rubros como as calças se faziam presentes.

O queixo de William “caiu” com aquela visão e seu coração descompassou, nunca tinha visto o ruivo tão belo quanto naquelas simples roupas que era “a cara dele”. No mesmo segundo que Grell chegou ao começo do corredor, o moreno já estava diante de si, com um dos mais belos sorrisos que já havia visto.

— vamos? — questionou o menor olhando com uma expressão completamente inocente para William. O maior se inclinou um pouco e depositou um osculo na bochecha vermelha de vergonha de Grell.

— Você está lindo — murmurou o moreno sem perder o sorriso e tomando a mochila das mãos do mesmo. — Vamos. — afirmou alto e bom som, segurando a mão do namorado de forma carinhosa.

[...]

A viajem até shinigami era cansativa, quase três horas de carro a uma velocidade média de 80 Km/h. Naquele momento, eles haviam acabado de passar pela entrada do distrito e algumas lembranças da infância voltaram a tona, a maioria boa, bons momentos em companhia de William e posteriormente de Alan.

— Lembra-se da vez que viemos ao parque com os meus pais? — perguntou William ao passarem pelo mais belo parque do distrito. Nele diversas cerejeiras, ou como ali eram chamadas, sakuras, estavam presentes.

— Sim... foi quando nós dividimos aquele milkshake. — recordou o ruivo ganhando leve rubor nas bochechas. Eles eram apenas crianças na época, mas era uma pequena demonstração de afeto que só voltaria a acontecer anos depois. William riu com a lembrança. O pequeno Grell não tinha dinheiro para comprar a bebida e negava que os pais do amigo lhe comprassem uma, porém não pode recusar quando o amigo lhe oferecera que dividissem a bebida.

[...]

Após mais alguns minutos, eles finalmente chegaram a casa e William estacionou em frente à mesma. A fachada da casa não mudara nos últimos anos, embora ela não tivesse sido cuidada apropriadamente durante muito tempo.

O moreno rapidamente saiu do carro e fez questão de abrir a porta para que Grell também saísse, recebendo um “obrigada” extremamente corado em resposta. William também fez questão de carregar toda a bagagem, não que fosse muita ou muito pesada, mas ele queria carregar aquilo pelo seu ruivo.

Grell abriu a porta por ser ele quem estava com as mãos livres e assim que entrou, ao contrario do que imaginava aquela casa não o fez se lembrar do acidente em que perdeu a memória. Seus olhos esmeraldinos brilharam ao contemplar em como a casa estava bela e bem arrumada, fazendo-o suspirar.

— vamos subir? — questionou William apontando para a porta que estava aberta no andar de cima. Grell enrubesceu, o aposento em questão era o quarto de hospedes, lugar onde ele e o moreno passaram algumas noites “curiosas” juntos, porém tais histórias sobre tais noites deverão ficar para outra ocasião.

Após refletir em segundos o ruivo assentiu e seguiu o maior até o quarto, subindo as escadas enquanto segurava no corrimão. William parou os olhos fixamente em um ponto da estrutura de madeira, um lugar onde um grande “talho” estava presente. Ele suspirou e começou a falar sobre algumas coisas que ele notava que estavam diferentes, como por exemplo o quadro que os recebeu ao final da escadaria.

— Aqui antes tinha um quadro abstrato, eu particularmente não gostava dele. Este esta muito melhor. — afirmou com um sorriso orgulhoso olhando para o quadro que ele mesmo havia pintado.

— Eu me lembro Wiru... esse sem duvidas esta melhor — disse Grell com um sorrisinho brincando nos lábios.

Então eles entraram no quarto. Ali, onde antes havia uma bicama, se encontrava uma cama de casal. As bochechas de Grell não puderam deixar de ficarem rubras com o pensamento que veio em sua mente e a lembrança não muito agradável da ocasião de meses atrás que, por mais que tenha terminado bem, era extremamente vergonhosa para si.

William, ao notar a expressão do outro, largou a bagagem e se espreguiçou, bocejando alto, atraindo o olhar esmeraldino para si.

— Bem, eu vou olhar a cozinha e ver se aqueles seis compraram algo. — anunciou passando pelo menor com calma.

Grell suspirou sentindo-se um pouco aliviado. Não que ele e William não tivessem dividido a mesma cama depois daquilo, porque dividiram e sempre dividiam quando dormiam um na casa do outro, mas aquela era uma situação diferente.

O ruivo estava se preparando psicologicamente para aquilo há algum tempo. Ele queria quebrar aquela barreira que o fazia se sentir uma pessoa fraca, queria provar a si mesmo que o amor que sentia pelo outro era forte o bastante para fazê-lo superar o que aconteceu no ano anterior.

Ele estava decidido de que conseguiria e dizia isso para si mesmo todos os dias quando achava que não venceria aquele trauma. Apenas esperaria até o momento certo, até o momento que pudesse mostrar que estava pronto.

[...]

No andar de baixo

William abriu a geladeira e verificou que havia mantimentos ali dentro, assim como em alguns dos armários. Pelo menos não vou ter que arrumar um lugar aberto para comprar nada esta noite disse para si mesmo. Shinigami era um distrito pequeno, não havia uma só loja, mercado ou padaria aberta após as 20 horas, seria difícil conseguir mantimentos àquela hora da noite, sendo que se passavam das 22 horas.

O moreno decidiu dar a Grell mais alguns instantes sozinho e começou a preparar um chá de erva cidreira, assim como sanduíches leves para que pudessem ter algo no estomago antes de dormir.

[...]

— Isso está muito bom Wiru — afirmou o ruivo, que já vestia o pijama, enquanto comia o sanduiche que o moreno lhe havia preparado. — Obrigada — agradeceu deixando um rápido beijo na bochecha direita de William. O outro, que já havia comido o seu, sorriu em resposta lambendo seu polegar e levando-o em direção ao canto da boca de Grell, esfregando-o ali.

— Estava sujo — disse levando o polegar em direção a própria boca, lambendo os resquícios do que ali estava. Grell ruborizou com a pequena ação do outro, ele achava aquele tipo de coisa desnecessária, porém cada vez que ele as fazia se derretia completamente e sorria de forma boba, assim com estava fazendo agora. — O que você quer fazer amanhã? — perguntou calmamente juntando a louça suja de cima da mesa e a levando para a pia. O ruivo pensou em ajudar, porém foi impedido de se aproximar da pia. — Eu faço isso — afirmou William dando um selo nos lábios do menor, fazendo-o ruborizar novamente.

— E-eu não sei... — disse Grell cobrindo suas bochechas avermelhadas. O moreno riu e começou a lavar a louça enquanto o ruivo se encostou ao portal da porta observando.

— E que tal o parque? Podíamos tomar um milk-shake, dar pão para uns patos, observar pessoas tropeçando no nada... — sugeriu enquanto enxaguava a louça que já estava completamente ensaboada. O ruivo pensou por um instante e depois riu.

— Pode ser, mas... e de noite? — arriscou a perguntar. O dia seguinte era o dia do aniversário de compromisso, portanto era a ocasião que o menor esperava.

Talvez a forma que questionou tivesse parecido muito insegura, pois a expressão de William mudou do sorriso de antes para um semblante sério, mas sem parecer agressivo, apenas sério. Porém logo ele voltou a ter a mesma expressão de antes, somente parecendo um pouco forçado o sorriso.

— O que você quiser. — murmurou secando suas mãos na própria calça, após colocar o último prato no secador de louça. Grell deu um passo pra o lado, saindo da divisória entre a sala e a cozinha e esperou William para que pudessem subir.

E assim aconteceu, o moreno foi junto com o ruivo para cima, e lá William foi até o banheiro para se trocar, mas não antes de dar prioridade para que o outro escovasse os dentes.

Minutos depois, ambos já estavam deitados, Grell do lado direito e o moreno do lado esquerdo. A luz foi apagada e assim eles dormiram, muito embora, em silêncio, ambos tenham derramado lágrimas aquela noite.

Notas finais
*açucenas brancas : altivez, elegância, graça. A açucena branca também é associada à pureza. {...} enfim, ansiosos? está tão pertinho do fim ;-; se puder deixe um comentário