Rubro como sangue

2 1st act - Professores... exêntricos


Notas iniciais
Yoo minna-san! (gomen por isso) Estou de volta com mais um capitulo e este aqui eu dedico a minha honey querida imouto-san de coração MissSutcliffSpears e a diva Ciella. Como dito no titulo alguns professores serão apresentados e algumas descrições foram feitas com ajuda da Wiki Kuroshitsuji. Alem disso uma pequena observação: Grell e William = 20 anos Ciel, Sebastian e Alois = 18 anos Ronald Knox = 19 anos (alone o coitado) Claude Faustus = 36 (o coroa) Sema mais delongas, boa leitura.

— .... ah que adorável... mas acho que deveriam estar na aula... vocês não acham? sussurrou uma voz vinda de um local mais escuro.

O ruivo arrepiou-se completamente. “O-o que foi isso?” pensou com os olhos arregalados, examinando a área ao seu redor na procura da pessoa dona daquela voz assustadora. William, por impulso, puxou Grell para perto de si praticamente abraçando-o. Ambos os corações batiam rápido, talvez fosse pelo medo ou pela aproximação repentina entre os dois corpos.

“Que diabos está acontecendo aqui?” pensou o moreno tentando manter a calma.

— Quem é você? Saia devagar de onde quer que esteja se escondendo! — exclamou o maior. Grell tremia em seus braços, muito assustado com tudo aquilo. Ele era um rapaz delicado, não gostava de guerras, nem brigas e tinha sérios problemas em relação a sangue, não podia ver uma gota que já ficava zonzo e ameaçava desmaiar.

A tensão era grande e os corações dos rapazes podiam ser ouvidos ressoando no ar. “Por que não aparece, i-isso não é normal...” pensou o menor apertando o braço de William com certa força. O moreno fechou o rosto, “Universitários bakas! Não se deve assustar as pessoas assim” resmungou internamente, estreitando os olhos.

— Vocês já conseguiram nos assustar, agora apareçam logo ou eu vou levar isso à direção! — ameaçou William, com um tom severo na voz. Instantes se passaram e passos com um som de saltos batendo no piso tornaram-se audíveis e, do lado oposto ao que eles estavam, surgiu uma pessoa.

Oya, oya... o que nós temos aqui? — perguntou a pessoa se aproximando deles assustando o menor, que instintivamente escondeu o rosto no peito do outro. William girou o corpo para trás, para poder ver quem era o dono da voz e surpreendeu-se ao enxergar um dos professores vindo até si.

— Undertaker-sensei, foi o senhor que falou aquilo? — perguntou o de óculos negros.

O professor Undertaker é um homem um tanto quando excêntrico e misterioso. Ele tende a pontuar suas palavras com gestos largos e risos assustadores, e passa considerável parte de seu tempo dentro de armários. Undertaker é alto e tem um longo cabelo cinza com uma única trança, e com uma franja que lhe oculta a maior parte do rosto. Os seus olhos refletem uma cor esverdeada, assim como o ruivo e o moreno, porém um tom verde-amarelo brilhante. Undertaker tem extensas unhas pretas e uma cicatriz visível em seu rosto, pescoço, e dedo mindinho esquerdo. Seu manto é predominantemente preto; adicionalmente um cachecol cinza amarrado no peito e atado pelos quadris. Ele usa um anel de esmeralda no dedo indicador esquerdo. Na cintura, uma corrente que contem pequenos medalhões, balança no ritmo de sua caminhada.

Aquilo... imagino quem tenha sido... apenas imagino... mas direi se desejam saber... tenho apenas um pequeno requerimento... professor riu de uma forma estranha e tocou, com ambas as mãos, os ombros do moreno, que lançou-lhe um olhar para que continuasse — Dê-me uma boa gargalhada... se conseguir... hi hi hi... não importa o que queira saber... eu vou lhe contar... He He He...— Undertaker tinha agora seus braços cruzados e um sorriso arrepiante nos lábios. Grell estremeceu novamente nos braços de William, novamente fechando os olhos e escondendo sua face no peito do maior.

— N-não é necessário sensei, arigatou. Gomen’nasai pelo incômodo. Vamos Grelly , agora nós dois temos que trocar de roupa. — desconversou educadamente o moreno, puxando o ruivo para dentro do vestiário e deixando o professor com uma expressão frustrada.

... hi hi hi, algo grande está para acontecer... — murmurou Undertaker escondendo seu rosto com as mangas longas do manto, deixando visíveis suas longas unhas pintadas de preto.

***

Ciel pendeu a cabeça levemente para o lado direito tocando, acidentalmente, o ombro de Sebastian. O mais alto suspirou com o contado breve e sem pretensões do outro e deixou um leve sorriso se apoderar de seus lábios finos.

Em frente ao quadro branco se encontrava o professor de história da arte Aleister Chamber ou, como é conhecido entre os alunos veteranos, Visconde Druitt.

O professor Chamber é um homem alto, de pele na cor de porcelana clara e cabelos loiros, descrito como "bonito" por muitos dos colegas e alunos. Ele está sempre sorrindo com um olhar galante e sedutor em suas íris violeta. Quanto ao seu vestuário, ele é sempre visto com roupas extremamente finas, para não mencionar que quase sempre ele se veste em ternos brancos com gravata estilo lenço e uma variedade de acessórios, incluindo broches de cores vivas e luvas brancas, que combinam com o terno, como um verdadeiro Visconde.

Presunçoso, galante e um tanto egocêntrico, nunca se preocupou em esconder isso. Ele tem sua reputação como "bonito" e mesmo que chegue a chamar a atenção não hesita em reclamá-los. Seus gestos e reações são um tanto quanto teatrais, mas no fundo ele não passa de alguém que realmente ama a arte.

— É como o mais sublime dos sentimentos, é assim que se expressa ... — O professor teria continuado se não fosse pelas batidas na porta. Os orbes violetas se reviraram e a contragosto disse — Entre. — seu tom saiu rude, mas nada fora do comum para quem já conhecesse o loiro egocêntrico.

A porta de madeira abriu lentamente, mas logo permitindo a visão de quem era aquele que ousara interromper a aula do Visconde. Alem da porta estava duas pessoas, um jovem de aproximadamente a mesma idade de Ciel, com orbes grandes de íris azuis claras, de tez clara e um cabelo loiro platinado. Suas vestes consistiam em um sobretudo vinho, calças negras justas, botas de salto alto e seu pescoço era adornado por uma fita negra amarrada, formando um laço. A outra figura se tratava de um professor assistente, recém-contratado, seu nome era Faustus, Claude Faustus. O professor Faustus é um homem alto, com cabelos pretos e olhos dourados. Ele veste um sobretudo negro comprido até a metade de suas canelas e usa óculos de grau com lentes retangulares. Claude tem comportamento geralmente equilibrado, falando e agindo sem demonstrar emoções, fato este que incomoda o professor Chamber.

— Ah professor Faustus, o que trás a sua ilustre e bela presença a minha magnífica nova turma? — Questionou com seu típico ar de superioridade, pontuando sua ação abrindo os braços e um sorriso espúrio*. O professor mais novo continuou inexpressivo, mas deu um passo a frente, carregando consigo o garoto loiro que segurava firmemente no antebraço do maior. Ele simplesmente ignorou a fala do colega de trabalho e levou menor até a frente da sala.

— Atenção todos vocês, este aqui é o novo colega. — Disse ele para a turma que olhava para o loiro. Alguns com curiosidade, outros indiferentes. Os olhos heterocromáticos se prenderam aos azuis e uma faísca estranha foi emitida, criando certa tensão no ambiente, superando até mesmo a aura desconfortável criada pelo professor moreno. Mas o maior rolou os olhos e se abaixou, aproximando seu rosto do ouvido do loiro. — Não se preocupe highness, vai ficar tudo bem. — sussurrou em um tom bem baixo, dando uma discreta e imperceptível, a um observador externo, lambida no lóbulo da orelha alva. O menor sentiu-se estremecer e uma onda de coragem inflou seu peito, fazendo um sorriso singelo despontar em seus lábios.

— Meu nome é Alois, Alois Trancy, estudava na Sociopathic* antes de vir para cá. — Alois fechou os olhos e sorriu hipocritamente, inclinando a cabeça para a direita.

O ódio queimou no peito de Ciel “Maldito... Porque ele não simplesmente volta a sua insignificância?” praguejava com os ombros tensos, rangendo os dentes silenciosamente. Os olhos rubros, que até então miravam assustados o professor Faustus, desviaram-se para o menor ao seu lado ao sentir as mãos inquietas apertando fortemente as suas, a ponto de deixar os longos dedos de Sebastian dormentes. O maior aproximou-se do rosto do outro e, notando que estava com os dentes cerrados, tentou dizer algo que o tranquilizasse, mas o terror dominava-o de forma cruel, retorcendo suas ideias e convicções. “Ele está te vendo, está te observando... Esperando o momento em que vai baixar a guarda, que vai deixar o que é importante para ti cair nas garras dele... sou fraco, mas tenho que ser forte... pelo Ciel”

Porém, antes que qualquer um deles pudesse agir a porta foi aberta abruptamente, ao mesmo tempo em que uma alta sirene ecoou por toda a universidade.

— Parece que a sua nem tão perfeita turma acabou de livrar-se de sua adorável presença. É uma pena... — disse Claude exibindo um semblante de falsa consternação. O Visconde não respondeu a provocação, pois foi cortado pelo moreno, que virou-se para a porta, mirando as pessoas que paradas lá estava. — Olha só, se não é o senhor Knox... Acho que você se atrasou um pouco Ronnie e... quem são esses dois?

***

O garoto ruivo ainda expunha uma expressão assustada mesmo após eles já terem saído do ginásio e estarem se aproximando do prédio administrativo. O coração do menor batia descompassado pelo medo e pela proximidade que seu corpo estava do de William, eles andavam praticamente colados um no outro, abraçados de forma tão intima que alguém externo julgaria serem eles amantes. Para Grell, era tudo muito confuso, muito assustador. Estava ele andando abraçado a outro homem e este homem sendo seu conhecido de pouco mais que 20 minutos. E o pior era que não se sentia incomodado pelo toque dele.

“Quem é esse William? Por que me sinto tão bem perto dele?” perguntava-se o ruivo, intrigado.

O moreno estava tão desorientado e perdido em seus pensamentos que só retornou a agir de forma civilizada quando esbarrou em uma pessoa que andava de cabeça baixa, com os cabelos ocultos por um capuz e fones que tocavam uma musica muito alta.

No encontrão que deram, tanto o desconhecido quanto Grell foram ao chão. William chacoalhou levemente sua cabeça recuperando-se do impacto enquanto retonava a realidade.

— Ai. — gemeu Grell levando ambas as mãos em direção a sua face, tentando escondê-la, pois estava completamente corada. O moreno de olhos verdes abaixou-se para ajudar o ruivo a levantar-se e este ultimo novamente teve receio antes de aceitar a ajuda do outro.

— Você está bem Grellie? — perguntou espalmando os cabelos e a blusa do menor, como se retirasse a poeira. Grell com o semblante ainda corado abraçou o próprio corpo, pois uma brisa o encontrou de repente e ele ainda vestia as roupas molhadas que colavam em seu corpo esguio.

— S-sim... — murmurou em resposta, abaixando a face e desviando os olhos, antes de espirrar mais uma vez. “ótimo, agora com toda certeza ele vai adoecer” pensou William tocando no braço, sob a camiseta úmida.

Mais uma vez seu corpo não respondia a sua mente e automaticamente o moreno cercou o corpo do menor com os braços, abraçando-o protetoramente, transmitindo-lhe certo calor. O coração de Grell descompassou novamente ao ser envolvido daquela forma, caso não estivessem em uma situação tão comprometedora, ele teria sorrido, mas seu nível de embaraço era superior a felicidade interna que nem ele mesmo sabia o porque de sua existência.

— Caham! — Pigarreou o garoto encapuzado. — Poderiam deixar para se agarrar depois? Sabe, vocês me derrubaram e o mínimo que eu espero é que me ajudem a levantar e peçam meu perdão. — disse rispidamente o garoto, ainda sentado de mau jeito no chão.

O rapaz pendeu a cabeça para trás e seu capuz exibiu seu rosto. Sua expressão era plácida, mas seus olhos continham um brilho revolto. Olhos estes, cinzentos, tempestuosos. Seus cabelos são loiros, mas uma parte atrás é castanha, dando-lhe um ar charmoso, há uma ondulação moderna que lhe dá um topete à direta superior. Seus olhos são adornado por óculos de armação espessa negra em formato pentagonal e tem um relógio, também negro, no pulso esquerdo. Ele veste um sobretudo preto (n.a.: o gente pra gostar de sobretudo preto ein?) e visivelmente uma blusa social da mesma cor, assim como uma calça social e uma gravata vermelha. Calçava um par de luvas negras e um cigarro estava abandonado próximo a seu corpo. O cheiro dele comprovava que antes o aglomerado de nicotina lhe pertencia.

Grell sentiu seu rosto queimar, assim como suas orelhas e forçou os braços do outro, desfazendo o contato. William tem uma expressão contrariada sem ao menos perceber, e vai à direção do loiro, junto ao ruivo, ajudando-o a levantar-se. Quando este já está de pé, o moreno curva-se para frente e encara os sapatos lustrosos do loiro.

— Gomen’nasai por ter esbarrado em você e tê-lo derrubado. — disse com a voz vaga. O loiro desviou os olhos e enfiou a mão direita no bolso do sobretudo, retirando de lá uma caixa de cigarros e um isqueiro preto. Da caixinha ele retirou um maço e o levou aos lábios acendendo-o e dando uma tragada, liberando o gás toxico em seguida.

— Aceito as suas desculpas. — murmurou inclinando-se suavemente e em seguida dando outra tragada. Os olhos nublados como uma tempestade, correram até onde estava o ruivo e em seguida disse. — A sua namorada é uma garota estranha... — um sorriso impuro brotou em seus lábios. William sobressaltou-se e corou suavemente enquanto Grell não parecia poder ficar mais vermelho.

— Grelly não é uma garota, muito menos meu namorado. — disse o moreno por fim, arrancando dois suspiros, um do garoto loiro e o outro de Grell.

— Não foi o que pareceu, mas mesmo assim eu peço desculpas por te chamar de garota — falou com um sorriso de canto para o ruivo, balançou as mãos no ar enquanto negava com cabeça.

— N-não t-tem p-problema... não precisa desculpar-se por isso... — afirmava com a voz trêmula graças a sua timidez. O loiro sorriu mais abertamente e depois ficou sério, ao notar o olhar assassino que o moreno lhe lançava.

— Certo, certo. Sou Ronald, Ronald Knox e eu acho que vocês estão um pouco atrasados. — apresentou-se estendendo a mão em sinal de paz para o mais velho que a apertou.

— William T. Spears e sim, estamos atrasados. Este aqui é Grellie Sutcliff. — disse passando a mão sobre os ombros do ruivo, quase que possessivamente.

Vocês cursam artes não é? Posso levá-los até a sala da sua turma...

Notas finais
Bem, aqui um pequeno glossário: *Espúrio: Falso *Sociopathic: Sociopata em inglês (¬¬ jura?) No caso apenas uma pequena brincadeirinha com a loira bipolar, este seria o colégio onde ele estudou .... hi hi hi ... tá mais para sanatório onde estava internado... Fangirls do Alois: O QUE VOCÊ DISSE? a verdade..... fangirls do Alois*param para pensar um segundo*:é ... 'cê ta certa... sempre... *** Agora depois dessa discussão sem objetivo, permita-me agradecer a você por ler. Obrigada. Sentiria-me muito grata mesmo se deixasse um comentário. Ficaria verdadeiramente feliz. Isso é tudo docinhos. Kissus e até semana que vem. Ass.: M. Michaelis