Rubi - A descarada
35 Capítulo 35
Notas iniciais

Hotel Novo Manhattan
Rubi e Alessandro também saíram do restaurante. A bela estava muito nervosa com toda a situação, por Alessandro preferiu levar ela para o hotel em que ele estava hospedado.
– Porque fez isso? Porque não contou a verdade pro Heitor? – Questionou Rubi que não entendia a atitude de Alessandro.
– Porque eu te amo Rubi e te quero bem. Quero que você seja feliz, e se você acha que sua felicidade é o Heitor, eu jamais irei atrapalhar. – Respondeu Alessandro.
– Você é incrível. – Respondeu Rubi o abraçando.
– Não quero que ninguém, principalmente o Heitor venha lhe maltratar. – Respondeu lhe dando um beijo na testa. – Tem certeza que não quer ir embora comigo?
– Tenho sim... Apesar de tudo, eu o amo.
– Quer que eu fique mais alguns dias?
– Eu vou ficar bem. – Respondeu sorrindo. Eu sempre fico bem no final, e você sabe disso.
– Rubi, eu sou a pessoa que mais te conhece, pra mim você não precisa fingir que as coisas não te abalam. Eu sei que você está chateada. Pode desabafar.
– O problema é que ninguém confia em mim de verdade. Nem você Alessandro, eu sei o quanto eu errei e o quanto é difícil recuperar a confiança de todos, mas eu tenho me esforçado. Tenho tentado ser uma boa mãe. Mas...
– Você é uma boa mãe. Eu teria orgulho de ter uma esposa como você, queria muito ser o pai dos seus filhos. Tudo ia ser tão diferente se você tivesse no passado a mesma atitude que está tendo agora Rubi.
– Eu juro que se pudesse tudo seria diferente, mas não posso mudar o que eu já fiz. Você foi o meu primeiro amor Alessandro, te amei de uma forma que eu não sei nem explicar. Mas eu estraguei tudo como sempre
– E você é o meu único amor Rubi.
– Alessandro você deveria... – Disse Rubi tentando contar a verdade para Alessandro.
– Eu sei que você está apaixonada pelo Heitor, não vou forçar uma situação entre nós dois.
– Você sempre vai ter um lugar no meu coração, na minha vida... Sempre!
– E eu sempre vou te amar. Agora vamos, vou te levar pra casa.
– Eu estou de carro, obrigada. E de qualquer forma eu não vou direto para minha casa. Tenho que resolver alguns assuntos. Você realmente vai embora amanhã?
– Sim, já fiquei muito tempo em Nova York. Tenho que voltar para o hospital, para meu consultório. Meus pacientes já devem estar querendo me matar. – Respondeu rindo. – Mas não me arrependo de estar aqui, embora eu desejasse muito que você voltasse comigo. Vou poder estar tranquilo todas as noites por saber que você vai estar bem e que eu lutei por nosso amor. Mas vou estar mais feliz ainda por saber o quanto você está disposta a ser uma pessoa melhor.
– Eu nunca pensei que eu pudesse ser feliz longe de você, e também nunca desejei que você tivesse outra, enfim.. Eu nem sei como dizer isso, mas desejo que você seja muito feliz. Boa viagem, e espero que esse não seja nosso Adeus. – Respondeu Rubi saindo do Hotel.
Mansão dos Ferreira
– Heitor meu filho, o que foi? Onde está a Rubi? Vocês não foram almoçar? – Indagou Genaro, que estava na sala com Dona Elisa.
– Nós brigamos. Estávamos eu, ela e o Alessandro, e eu comecei a acusa-la, mas ela não tinha nada com ele. O próprio Alessandro me garantiu.
– Filho, eu te avisei que o Alessandro fazia parte do passado da Rubi, mas você parece não entender as coisas. – Murmurou Genaro.
– Eu também avisei. A Rubi mudou meu filho, não é a mesma. Você não pode se descontrolar assim. Olha a família maravilhosa que você tem. Quer por tudo isso a perder? Quer que a Rubi pegue as coisas dela, e leve os seus filhos embora daqui Heitor?
– Não madrinha. Não é isso que eu quero. Você sabe que ela é a coisa mais importante da minha vida.
– Mas não parece. Você vive com ciúmes do Alessandro e esquece de viver, não tem tranquilidade. Você ama a Rubi, mas não consegue esquecer o passado.
– Eu já esqueci isso faz tempo.
– Não Heitor. Você não esqueceu. Embora hoje em dia eu tenha certeza do amor que a Rubi sente por você, nós dois sabemos do remorso que te corrói por dentro por ter roubado a noiva do seu melhor amigo.
– Madrinha, pensei que já tivesse superado tudo isso...
– Eu posso te perdoar, seu padrinho pode te perdoar, e até o Alessandro pode te perdoar. Mas você consegue se perdoar Heitor? Consegue dormir todas as noites tranquilas após trair o seu melhor amigo?
– Eu não fiz nada de errado. Aconteceu.
– Sim, aconteceu! E vocês agora tem dois filhos. Faça ao menos tudo isso valer a pena. Se esforce para fazer os três felizes. Não me faça levar a Rubi embora daqui. Porque se você a maltratar novamente, eu mesma levarei ela embora. Estamos entendidos meu filho?
– Sim senhora madrinha.
– Agora me dá um abraço. Eu sei o quanto isso tudo lhe afeta meu amor. E você sabe que pode contar comigo. Eu vou procurar a Rubi, e tentar explicar tudo o que aconteceu.
– E se ela quiser me deixar?
– Ela não vai te deixar Heitor. A Rubi te ama, só você não consegue perceber isso meu filho. – Respondeu Genaro.
– Dê um tempo a ela. Para que assim ela possa estar mais calma. Eu imagino o quanto ela deve estar chateada com toda essa situação. Meu filho, a sua esposa tem tentado ser uma pessoa melhor e você deve ter paciência com ela.
– Não posso perder a Rubi. Não posso...
Mansão dos Montenegro
– Onde está a Flora? – Disse Rubi entrando na casa.
– Dona Rubi, a senhora não pode ir entrando assim. – Respondeu Antonella.
– Eu não te perguntei se eu posso entrar. Perguntei onde está a Flora.
– Eu estou aqui Rubi. – Respondeu Flora entrando na sala. – Algum problema?
– Sim. E eu não queria estar em sua pele. Desde o momento em que pisei nessa casa pela primeira vez, você vem me tratando mal. Mas agora já chega! Você tem inveja de tudo o que eu tenho. Meu marido me ama, enquanto o seu é apaixonado pela amante.
– Cala boca sua estúpida. – Gritou Flora tentando dar um tapa em Rubi que foi mais esperta e segurou a mão dela.
– Não ouse levantar sua mão novamente pra mim. – Disse Rubi a ameaçando. – Fique bem longe da minha família, e nunca mais tente me destruir. Você não me conhece de verdade e não sabe o que sou capaz de fazer.
– Olha, ela finalmente está mostrando quem é, a boa santa Rubi...
– Saiba que eu sempre cumpro o que prometo, e se tem dúvida, procure investigar um pouco mais sobre mim. Você não vai querer me desafiar.
– Claro, eu realmente devo esperar o pior da mulher que fugiu com o melhor amigo do namorado.
– O Alessandro não era meu namorado.
– Mas ele é apaixonado por você. E o Heitor era noivo da sua melhor amiga.
– Fazer o que se é impossível resistir a mim... Qualquer homem daria tudo para ter uma mulher como eu... Pergunte ao seu marido se ele não gostaria... – Respondeu Rubi mordiscando os lábios e sorrindo sarcasticamente em seguida.
– O Rafael lhe disse isso?! – Gaguejou Flora.
– Não, eu não preciso que as pessoas digam isso. Eu sei o quanto eu valho e não sou insegura como você. A alguns anos passou em meu país uma telenovela chamada Teresa. E a protagonista sempre dizia uma frase que parece ter sido feita para mim: Entre ser ou não ser; Eu sou! Então, prepare-se para a guerra. – Alertou Rubi saindo.
– Rubi, volte aqui agora! – Esbravejou Flora em vão.
Mansão dos De La Fuente
– Maribel?! – Disse Jean Pierre entrando no quarto da amada. – Como você está meu amor? – Completou.
– Eu estou bem. Estava com saudades. – Queixou-se Maribel.
– Eu também. Seu pai disse que a Dona Elisa vai chegar essa semana.
– Sim, não vejo a hora. Ela me faz muita falta...
– Bom, eu fiquei sabendo que existe outra pessoa que lhe faz muita falta.
– É e quem lhe disse?
– Um passarinho verde. – Sugeriu Pierre rindo. – Feche os olhos. – Propôs o rapaz.
– Onde vamos?
– Em lugar nenhum. – Murmurou indo até a porta e fazendo sinal para alguém entrar. – Você não confia em mim?
– Ai meu Deus. – Respondeu Maribel fazendo o que o rapaz disse.
– Pronto, agora já pode abrir.
– Ah... Eu não acredito! – Exclamou Maribel. – Nana é você mesmo?
– Menina, como eu senti sua falta. Você está maravilhosa com essa barriga. Vem aqui me dar um abraço. – Respondeu Magda emocionada.
– Ai Nana, você voltou! Eu preciso tanto de você. – Respondeu Maribel chorando.
–Eu estou aqui para te proteger de tudo menina. E o nosso Vicente, como está?
– Ele vai nascer daqui a alguns dias, mal posso esperar para vê-lo.
– Nem eu. – Interrompeu Pierre. – Estou louco para ter esse meninão nos braços.
– Se fizer a minha menina sofrer vai ter que se ver comigo rapaz.
– Eu quero muito fazer a Maribel feliz, e quando formos pra nossa casa a senhora vai conosco.
– Eu? – Admirou-se Magda.
– Sim, a Maribel gosta muito da senhora. Então se ela gosta de você eu também gosto.
Mansão dos Ferreira
– Dora, como estão meus filhos? – Perguntou Rubi.
– Estão bem senhora. A Lisa não teve mais febre durante o dia e o Henrique eu nem preciso dizer. Estão no quarto. – Respondeu a empregada.
– Rubi, precisamos conversar. – Exclamou Heitor.
– Não temos nada para conversar Heitor! Não tem sentido o nosso casamento se você não confia em mim. – Lembrou Rubi. – Estou cansada do seu descontrole e do seu ciúme. Eu já te demostrei de todas as formas possíveis o quanto amo você. Mas se você não entendeu ainda, eu não posso fazer nada. – Prosseguiu.
– Meu amor, me perdoa. Eu fui um estupido. Deveria confiar em você Rubi, eu sei, mas eu tenho medo de te perder. Eu tenho medo que qualquer dia você entre por aquela porta e diga que vai embora. E eu não sei viver sem você... Porque você é a primeira e a ultima pessoa que eu penso. Você Rubi, é a pessoa com quem eu quero compartilhar meus sonhos, meus planos. Minhas conquistas. Tudo o que eu fizer só vai ter sentido se você estiver ao meu lado. – Explicou Heitor. – Você tem todo o direito de ficar chateada comigo, por aquela cena ridícula no restaurante, mas por favor, não me deixe. Eu prometo que da próxima vez tudo vai ser diferente.
– Tudo bem. – Respondeu de forma indiferente
– Então quer dizer que?! Você me perdoa? – Questionou Heitor abraçando-a.
– Ainda estou chateada com você e não sei quando vai passar, então não me toque. Você me decepcionou muito...
– Eu sei, me desculpa; Vou fazer o que estiver ao meu alcance para que você me perdoe.
– Vou ver os meus filhos. – Falou Rubi. – Peça ao Toledo que vá me procurar no quarto deles. – Ordenou ao marido.
...
– O que foi? O que aconteceu no almoço mais cedo? Ouvi alguns comentários mas estou louco por detalhes. – Cochichava Toledo.
– Eu estou salva. E tudo graças ao meu Alessandro. – Respondeu com um sorriso de vitória.
– Como assim? – Questionou Toledo. – Eu não entendi.
– A idiota da Flora não conseguiu me destruir. O Heitor chamou o Alessandro para o almoço. Ele ligou para o hotel e deixou um recado em meu nome. Quando o Alessandro chegou, ele começou a me acusar, mas o Dr. Cárdenas desmentiu tudo para me salvar.
– Eu não acredito! Porque o Alessandro fez isso?
– Nem eu, ele fez isso porque me ama e sempre vai me amar, mas isso não vem ao caso. O importante é que agora o Heitor se acha o errado da situação. E nunca mais vai desconfiar da boa santa esposa dele. – Zombou Rubi. – Ele vai fazer tudo o que eu quiser, e eu vou me fazer de ofendida, assim todos vão ficar a meu favor.
– Fofinha, eu pensei que você estivesse apaixonada...
– E estou, mas ele é tão imbecil que não percebe. De qualquer forma, isso não dá a ele o direito de me tratar assim. Quem o Heitor pensa que é?
– Com licença. – Respondeu alguém batendo do outro lado da porta.
– Dona Elisa, pode entrar. – Respondeu Rubi. – Agora acabou o assunto. – sussurrou no ouvido do amigo.
– Será que podemos conversar a sós?
– Eu já estou de saída. – Comentou Toledo. – Até mais minha rainha.
– Adeus Toledo. – Respondeu Rubi. – Algum problema dona Elisa. – Respondeu tristemente.
– Eu sinto muito pelo que aconteceu mais cedo. – Respondeu Dona Elisa. – Eu estava aqui na hora em que aquela mulher veio tentar lhe prejudicar. Eu conversei com o meu filho, tentei fazer com que ele entendesse que isso não era verdade, mas você sabe o quanto o Heitor é em relação ao Alessandro.
– Eu sei, e estou muito chateada com toda essa situação. – Mentiu Rubi. – Eu amo muito o Heitor, mas ele sempre está desconfiando de mim. Eu posso não ser uma grande esposa, mas eu tenho me esforçado. Eu faço tudo o que posso para que ele e meus filhos fiquem bem. Tenho tentado cuidar da nossa família. Mas eu não sei mais se sou a mulher ideal...
– Minha filha, dê mais uma chance a ele. O Heitor está consciente do erro que cometeu, e posso garantir que ele está muito arrependido. Você foi feita para o Heitor, eu criei aquele menino e posso lhe garantir que ele te ama muito. Porque não vai lá conversar com ele?
– A senhora tem razão. Onde ele está? – Perguntou Rubi.
– No quarto, ele está muito abatido.
– Vou falar com ele. A senhora fica aqui com os meninos?
– Sim é claro. – Respondeu Dona Elisa vendo Rubi sair do quarto.
...
– Posso entrar? – Anunciou-se Rubi ao abrir a porta do quarto.
– Claro. – Respondeu Heitor quase suplicando.
– Eu sinto muito por tudo. – Disse Rubi o abraçando. – você não tem culpa de nada. A culpa é toda minha. Se eu fosse uma esposa melhor, talvez você confiasse em mim.
– Não meu amor. – Discordou Heitor a abraçando mais forte ainda. – Eu não deveria ter agido assim, fui um idiota, mas eu te amo Rubi, e tenho muito medo de te perder.
– Você nunca vai me perder porque eu só amo você Heitor. – Disse sorrindo.
– Me perdoa?
– Se eu não tivesse perdoado, eu não estaria aqui agora. – Respondeu Rubi a Heitor, vendo o rapaz beija-la.
– Eu te amo Rubi! Foram as únicas palavras que o rapaz conseguiu pronunciar antes de beija-la novamente. Rapidamente, as caricias ficaram cada vez mais intensas. Rubi por um instante tentou resistir e repreendeu o rapaz.
– Heitor, a sua coluna... – sussurrava entre os beijos.
– Rubi, eu quero você.
Rubi narrando
Eu estava furiosa com Heitor. Ele havia me humilhado na frente de várias pessoas, e eu prometi que ele pagaria caro, embora eu fosse a errada da situação.
A proposta de Alessandro fora tentadora, voltar para o México, viver ao lado de um homem bom, que sempre me amou... esse era o momento ideal para sumir com meus filhos da vida de Heitor. Mas o que eu faria sem o Heitor? Sem os seus beijos, suas caricias... Ele estava me enlouquecendo, e embora eu o odiasse nesse momento e quisesse lhe dar um tapa, tudo o que eu conseguia era suspirar como se estivesse derretendo. Quando ele deslizou os dedos por cima de minha calcinha, tudo o que consegui fazer foi morder os lábios e gemer. Meus mamilos endureceram mostrando o quanto estava excitada.
– Meu amor, por favor... é sério, sua coluna, e se ela começar a doer? Aqui em casa não tem remédio.
– Shiu... – Murmurou Heitor tirando minha camisa e acariciando meus seios. – Você é o meu remédio. Eu te amo. – Sussurrou em meu ouvido fazendo um enorme sorriso aparecer em meu rosto.
– Eu também te amo. – Concordou Rubi. – Odeio brigar com você... – Respondi acariciando a ereção dele. – Mas confesso que adoro essa forma de fazer as pazes com você.
– Aposto que você está toda meladinha para mim. – Retrucou Heitor com um sorriso malicioso
– Estou louca por você meu amor, e nem consigo mais raciocinar... – Gaguejei movimentando meu quadril contra sua ereção para enlouquece-lo mais ainda. Ele não conseguiu se conter por muito tempo, e liberou toda a tensão que estava dentro de si me penetrando de uma vez.
– Mais um pouco meu amor, estou quase lá. – Balbuciava Heitor enquanto minha cabeça caia para trás. Por alguns segundos ficamos abraçados e ele respirava em meu cabelo. – Você sabe que eu não vou deixar você ir embora nunca não sabe?
– E daí se você vai deixar ou não? Quem disse que eu quero ir?
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