Notas iniciais
Boa leitura :D

Anos depois

Alguns anos se passaram. Heitor e Rubi finalmente conseguiram acertar suas diferenças e viver em paz com seus filhos Henry e Lisa. Vez ou outra, Rubi ficava atormentada com a ideia de suas mentiras serem descobertas e as cartas anônimas a ameaçando continuavam chegando, mas uma coisa era certa: Ela amava seus filhos e seu marido como nunca havia amado ninguém. E tudo o que desejava era continuar feliz e viver em harmonia com as pessoas que estavam ao seu redor, embora vez ou outra discutisse com Flora, sua principal rival que ainda a acusava de ser uma interesseira.

Rubi concluiu sua graduação nos Estados Unidos com méritos, e após muito esforço, a bela se tornou vice-presidente de uma das maiores agências de publicidade, embora tivesse que se desdobrar para ser uma grande profissional e dona de casa.

Finalmente após alguns anos, o casal e seus filhos voltaram ao México, mesmo que rapidamente para o aniversário de 15 anos de Fernanda, e embora a bela estivesse com medo de seu possível reencontro com Alessandro, ela queria muito rever sua irmã e sua sobrinha, além de Dona Elisa que era sua grande amiga e defensora.

México

– Nem acredito que depois de tanto tempo estamos aqui novamente!

– Nem eu Heitor, mas jamais deixaria de vir no aniversário de 15 anos da Fernandinha. Você sabe o quanto eu a amo. – Dizia Rubi. – Henry, deixe sua irmã em paz! – Repreendeu Rubi ao filho que incomodava a irmã.

– Não liga mamãe. O Henrique é um boboca mesmo. – Dizia a pequena Lisa.

– Vocês devem se comportar. – Dizia Heitor que nunca brigava com os pequenos.

– Se não se comportarem, a vovó Elisa vai ficar muito triste com vocês dois.

– Porque a Vô Elisa e minha irmã tem o mesmo nome? – Questionava Henrique.

– Porque eu quis assim. – Respondeu Rubi.

– E porque eu não me chamo Genaro como meu avô?

– Porque Henrique é um nome maravilhoso. – Explicou Rubi dando um beijo na bochecha do garoto e o pegando no colo.

– Papai, me pega no colo também? – Indagou Lisa.

– É claro minha princesinha.

– Meu Deus como eles estão enormes. – Exclamou Genaro entrando no apartamento de Heitor. – Você deveria vir aqui com mais frequência meu filho.

– Você sabe o quanto eu queria isso, mas é quase impossível. Eu tenho muito trabalho na construtora e a Rubi também trabalha demais na agencia.

– Mal sobra tempo para nossos filhos Sr. Genaro, essa é a verdade. – Ponderou Rubi.

– Mas vem aqui, deixa eu te ver. Você está cada vez mais linda Rubi. E agora, é uma das maiores publicitarias dos Estados Unidos. Meu filho deve estar muito orgulhoso de você.

– Eu espero que ele esteja. Tenho me esforçado para ser uma boa empresaria, mãe e esposa. Não é nada fácil...

– Fiz ou não uma ótima escolha padrinho? – Respondeu Heitor sorrindo.

– Não tenho dúvidas. – Respondeu. – E esses dois pestinhas. Quem vai brincar com o vovô?

– Eu! – Responderam Lisa e Henry quase ao mesmo tempo.

– Mas só depois não é? Nós acabamos de chegar, os garotos não descansaram, comeram... Quem não obedecer não vai sair com o vovô Genaro.

– Mamãe porque você é sempre chata? – Indagou Henrique

– Eu sou chata? – Questionou Rubi fazendo cocegas no menino.

– Não, você é linda mamãe. – Esbravejou Lisa defendendo a mãe.

– E você é bem mais bonita do que eu, minha princesa.

– Estou com sono papai. – Murmurou a pequena.

– Você já vai dormir minha filha. – Respondeu Heitor.

– Bom, eu acho que vocês deveriam ter ficado em minha casa ou na casa de sua madrinha. Lá as crianças teriam mais liberdade, poderiam brincar, ir a piscina...

– Decidimos ficar aqui mesmo. Sei que nos oferecem de coração, e sei também que esse apartamento não é tão espaçoso como a casa de vocês, mas como vamos ficar poucos dias preferimos ficar aqui mesmo... Andei pensando em ir ao Vale do Bravo com eles no fim de semana. O que acha?

– Maravilhoso. Acho que eles vão adorar ir à praia meu filho.

– Aqui também tem praia? Meu pai já me levou na Califórnia. – Perguntou Henrique espantado? – Pensei que só na Califórnia tivesse praia.

– Sim meu amor. E o vovô vai te levar. Você quer?

– Claro. Vai ser muito irado.

– Onde está minha madrinha? – Perguntou Heitor.

– Ela não deve demorar.

– Bom, vou dar um banho nos meninos antes do almoço. – Disse Rubi. – Heitor, você pede ao Hernani que leve as malas lá pra cima?

– Claro meu amor.

– Eu te amo. – sussurrou Rubi ao rapaz dando-lhe um selinho e saindo com os meninos.

– Vejo que sua relação com a Rubi está cada vez melhor.

– Está sim. Minha esposa é uma mulher maravilhosa. É atenciosa, carinhosa, ela tem muita paciência comigo e com os nossos filhos, ela é uma excelente profissional, enfim não tenho nada a reclamar.

– Mesmo assim, sua madrinha me disse que você estava hesitando em vir.

– É padrinho. Eu confio na minha esposa, mas pensar em encontrar o Alessandro me deixa desconsertado.

– Até hoje meu filho? Achei que Alessandro não fosse mais um problema em sua vida.

– Eu vou conseguir estar em paz, enquanto aquele imbecil do Alessandro estiver perto.

– Mas tente se controlar Heitor. Sua esposa pode se chatear se souber que você não confia nela. E você não quer arrumar problemas com a Rubi não é?

– De forma alguma. O que eu quero é que as coisas fiquem cada vez melhores, quero ter outro filho com a Rubi, quero que ela realize seus sonhos, quero estar com ela padrinho.

– Pois então trate de se controlar. Na festa da sua sobrinha, você não precisa ser simpático com o Alessandro. Sei que a amizade de vocês acabou para sempre, mas apenas se respeitem, faça isso por sua esposa e por seus filhos. Eles ficariam muito assustados se você começasse a discutir na festa.

– Tem razão, eu vou tentar me controlar; Mas ele que não ouse chegar perto da minha família.

– Você não entendeu nada que eu expliquei ne? Esquece o Alessandro filho.

– Heitor. – Gritava Rubi do segundo andar. – Será que pode vir me ajudar com os seus filhos? Eu não fiz eles sozinha.

– Já vou meu amor. – Respondeu Heitor. – Tenho que ir padrinho, nos vemos no almoço com minha madrinha?

– Infelizmente eu não poderei ir, mas se der eu volto aqui mais tarde.

Mansão dos Rivera

– Tia Rubi, você veio! – Exclamou Fernandinha surpresa.

– Meu amor, eu jamais perderia a oportunidade de estar aqui comemorando com você.

– Lisa e Henry, como vocês estão lindos. – Exclamou Fernandinha abraçando aos pequenos. – Tio Heitor, estou muito feliz que tenha decidido vir.

– Rubi você está Radiante. Eu senti muito a sua falta minha irmã. – Respondeu Cristina. – Seus filhos estão lindos.

– Obrigada Cris. Eu também senti saudades, mas você sabe que eu estive muito ocupada nos últimos anos. Prometo tentar ser um pouco mais frequente não é Heitor? – Disse Rubi.

– Sim, é claro meu amor.

– Nós não vamos demorar, eu só vim aqui dar um beijo na Fernandinha e avisar que chegamos e estamos bem.

– Você já vai embora tia?

– Tenho que me arrumar, para sua festa minha menina. Tenho que ir ao salão, a maquiadora, a manicure, tudo isso bem rápido pois tenho que chegar em casa e tomar conta de dois pestinhas e de um marmanjo. Disse Rubi rindo.

– Acho que eu sou o marmanjo. – Disse Heitor irônico enquanto todos riam.

– E sei que hoje será um dia muito corrido para vocês.

– Mamãe, a gente não pode ficar na casa da tia Cristina? – Questionou Henry.

– Não, sua tia está muito ocupada. Você vai ficar em casa com o seu pai.

– Por favor mãe. – Disse Lisa demonstrando que também queria ficar.

– Não tem problema Rubi. Deixe-os aqui. A Dona Lola pode cuidar deles... – Respondeu Cristina.

– Heitor?! – Indagava Rubi buscando apoio.

– Bom, por mim, se eles querem ficar não vejo nada demais. Se a Cristina disse que eles não vão atrapalhar em nada.

– Nem sei porque ainda te pergunto. Você sempre faz o que eles querem. Enfim, vocês podem ficar. Eu volto mais tarde para buscar os dois.

– Tudo bem.

– Qualquer problema você pode ligar para o meu celular ou para o celular do Heitor e em um minuto nós estaremos aqui. Não os deixe brincar com água, porque quando um fica gripado o outro também fica, parece até mágica. E se eles sentirem fome, dê apenas uma fruta.

– Até parece que eu não sei cuidar de criança. – Respondeu Dona Lola entrando na conversa. – Eu cuidei da Fernandinha e olha como ela está enorme hoje em dia.

– Cuida bem dos meus filhos ouviu Dona Lola pois se alguma coisa acontecer com eles, você já viu.

– Pode deixar Rubizinha.

– Vamos meu amor? Você não deve se preocupar tanto assim. – Questionou Heitor. – Até mais tarde Cristina

– Sim. Vocês dois comportem-se – Murmurou Rubi na direção dos filhos. – Prosseguiu Rubi saindo.

Mansão De La Fuente

– Como foi com o almoço com a Rubi e com Heitor ontem Dona Elisa? – Questionou Maribel.

– Foi ótimo minha filha. Meus netos estão cada vez mais lindos e cada vez maiores. Estou ficando velha Maribel. Não falo só pelos filhos do Heitor, já viu o tamanho do seu filho?

– O Carlinhos realmente está enorme. Mas ainda não entendo o que a senhora foi fazer com aquela cobra. – Dizia Magda rancorosa. – Aquela mulherzinha nunca me enganou.

– Nana, até hoje você não esqueceu isso? Eu também não gosto da Rubi, ela me fez muito mal, mas tenho que admitir que ela não é a mesma. Você sabe muito bem que se não fosse por ela, eu não estaria aqui. Ela salvou a minha vida e a do meu filho também sem saber.

– Eu não consigo entender isso até hoje. Ela não faz nada de graça, a Rubi apenas aproveita as oportunidades minha filha.

– Minha nora mudou demais. É certo que cometeu alguns erros no passado, mas todos nós temos um passado Nana. Além do mais a Rubi tem sido muito boa com o Heitor, os filhos e com o trabalho. Ela realmente tem se esforçado Magda.

– Até você ela conquistou Dona Elisa. Não sei qual macumba ela fez, mas sei que jamais acreditei na bondade da Rubi... Ela te pediu desculpas alguma vez pelo que fez Maribel?

– Não Nana, desculpas ela não me pediu. Mas quando ficamos trancada na casa do Conde, ela foi sincera comigo, me contou tudo o que sentia, tudo o que realmente tinha acontecido. Embora eu não compreendesse tudo o que ela fez... E naquele dia, eu vi o desespero dela ao imaginar que algo poderia acontecer com os filhos. Ela os ama de verdade.

– Ao menos os filhos ne...

– Nana, tente perdoa-la. Eu confio sim em seu arrependimento e a quero como uma filha. – Disse Elisa

– Vocês só podem estar loucas. – Respondeu Nana.

– Por favor na festa da Fernanda, tente não arrumar confusão com ela. – implorou Elisa. – Se não for por mim, faça isso pela Cristina.

– Vou tentar mas não posso prometer nada. – Respondeu Magda.

Mais tarde

Mansão dos Rivera

– Oi. – Disse Lisa.

– Olá bonequinha. Como se chama? – Indagou Alessandro.

– Meu nome é Lisa. Estou tão bonita quanto minha mãe? – Questionou a menina após se borrar toda com um batom vermelho que havia encontrado entre os pertences de Fernanda.

– Não sei quem é sua mãe, mas você é maravilhosa.

– Você tem filhos?

– Não tenho.

– Que pena, eu acho que você seria um pai bem legal.

– Alessandro? O que faz aqui? – Questionou Rubi ao chegar na casa de Cristina.

– Rubi?! – Murmurou Alessandro confuso.

– Lisa, o que é isso na sua boca minha filha? Porque fez isso?

– Queria ficar bonita como você mamãe.

– Ai meu Deus, vamos ir até o banheiro limpar isso. – Repreendeu Rubi. – Você é bem mais bonita que a mamãe, já te disse isso várias vezes. – Completou a pegando no colo e saindo de perto de Alessandro.

– Espera. – Implorou Alessandro segurando o braço de Rubi.

– Agora não posso Alessandro. Tenho que cuidar dos meus filhos. – Respondeu Rubi. – Henry, venha até aqui. – Gritou Rubi ao garoto que estava no jardim com Dona Lola.

– O que foi mãe?

– Você vai cair e machucar. Te avisei que era pra você se comportar. Quer que eu ligue para o seu pai? – Indagou Rubi.

– Não mãe, mas acontece que a tia Lola estava brincando de futebol comigo.

– Ela não é sua tia, já te expliquei isso. Você não cansa de jogar futebol?

– Eu amo futebol mamãe. Quando crescer, vou ser um jogador bem famoso.

– Imagina o Riquizinho sendo um grande jogador. – Murmurou Lola enquanto Alessandro apenas observava a situação.

– O Apelido do meu filho é Henry Dona Lola. – Disse Rubi brava. – E Deus me livre Henrique, você vai estudar! Você pode ser um arquiteto como seu pai, ou um engenheiro como seu avô.

– Eu quero ser médica. – Dizia Lisa.

– Não. Médica também não.

– Ai Rubizinha, os anos passam e você continua sendo amarga.

– Porque ela não pode ser médica Rubi? – Questionou Alessandro.

– Parem de se meter por favor. – Respondeu Rubi brava. – E eu não quero que meus filhos sejam como você Alessandro.

– Não pensei que fosse ter essa reação ao me encontrar.

– O que você esperava? Tenho certeza de que Heitor não vai gostar de ver você por perto. Agradeço o que fez por mim no passado, mas agora é hora de ir embora.

– O que ele fez por você no passado mamãe? – Indagou Henry curioso.

– Nada demais. Você é muito curioso. – Ponderou Rubi.

– Seus filhos são muito inteligentes e você Lisa é tão linda quanto sua mãe sim.

– Obrigada tio.

– Dona Lola, avisa a Cris que eu já estou indo embora, só vou limpar a boca da Lisa, já que você não prestou atenção e deixou ela fazer essas coisas. – Avisou Rubi. – Quem quer ir tomar um sorvete?

– Eu! – Respondeu os dois pequenos uni sonoramente.

– Vai embora porque eu estou aqui? – Questionou Alessandro.

– Não Alessandro. – Mentiu Rubi. – Quero me arrumar para o aniversário da Fernandinha. E combinei de encontrar a Dona Elisa e o Heitor no clube, para deixar os meninos lá. Eles estão loucos de saudade da avó. E eu não sei porque estou lhe dizendo isso, não tenho que te dar explicações.

– Nos encontramos na festa da Fernandinha. – Respondeu Alessandro.

– É melhor você se afastar Alessandro. Pelo bem de minha família.