Rubi - A descarada
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Rubi narrando
Fiquei andando por horas e havia chegado à conclusão que não sabia o que realmente sentia por Heitor e por Alessandro. E no meio dessa confusão estavam os meus filhos. O que eu tinha certeza é que não poderia simplesmente deixar o meu marido de uma hora para outra. Nossa relação era maravilhosa e a dedicação dele a meus filhos era linda. Ai Alessandro, se você não tivesse mandado pra cadeia, tudo seria tão diferente...
– Fofinha, onde você estava? Quase saí por aí pra te procurar.
– Oi Toledo. Cadê os meus filhos?
– Estão no quarto. O que aconteceu com você e com o Heitor? Estava aqui mortinho de curiosidade.
– Nós discutimos. Ele encontrou aquela maldita foto do Alessandro no meio das minhas coisas e está furioso.
– Mas...Você não tinha jogado aquela foto fora quando arrumou as coisas para vir para Nova York?
– Sim, eu ainda não sei quem é, mas tem alguém tentando destruir o meu casamento com o Heitor. Aquelas cartas malditas vivem chegando aqui em casa, agora essa história da foto, o que mais será que vão fazer? Estou enlouquecendo Toledo.
– Já pensou se contarem pro seu maridinho que os seus filhos são na verdade do Alessandro?
– Fala baixo Toledo. Alguém pode te escutar!
– Não tem ninguém em casa. – Não? Onde eles estão? Onde está o Heitor? – Cristina e Marcos vieram mais cedo, mas já voltaram para o hotel. E a tal da Flora ligou para seu marido e ele foi até a casa dela com os seus sogros.
– Hum... Vou ver os meus filhos, vamos Toledo? – Eu adoraria queridinha, mas fiquei o dia inteiro aqui nessa casa te esperando. Agora eu vou andar por aí para conhecer os bofes da cidade.
– Tudo bem então. Boa sorte! – Respondeu Rubi rindo.
Mansão dos Montenegro
Heitor narrando
Eu estava inquieto, Rubi havia sumido o dia inteiro. E se ela realmente pedisse o divórcio? O que eu iria fazer? Meu amigo Rafael recepcionou muito bem os meus padrinhos e Flora parecia mais a vontade com a ausência de Rubi.
Ela demonstrava o tempo todo sua personalidade forte, mas não tratava meus padrinhos com a mesma hostilidade que tratava Rubi. Antonella estava por perto, sempre atenta a tudo. Pronta para atender aos Montenegro, e ao menino Lucas, que estava em seu quarto brincando.
– Seus padrinhos são adoráveis. – Disse Rafael a Heitor.
– Fico feliz que tenha gostado deles. Respondeu Heitor.
– Sabem que podem nos visitar sempre que quiserem.
– Nós voltaremos em outra oportunidade. – Respondeu Elisa
– O Heitor me contou que o senhor é dono de uma construtora na capital Sr. Genaro.
– Sim. O meu filho me ajudava, mas preferiu vir pra Nova York com a Rubi...
– Falando em Rubi, onde ela está? – Indagou Flora
– A Rubi está ocupada com os preparativos do batizado dos meninos amanhã e preferiu ficar em casa. – Interviu Elisa dando uma desculpa qualquer.
– A Rubi é uma mãe tão dedicada. – Disse Flora de forma irônica.
– Ainda bem que sabe disso meu amor. Mulheres como ela, dedicada a família são tão raras hoje em dia não acha? – Respondeu Rafael repreendendo a esposa.
– A Rubi ama aqueles meninos. Tenho muito orgulho da mulher que ela é hoje em dia. – Disse Elisa
– Porque disse ter orgulho da mulher que ela é hoje em dia? Vocês já tiveram algum desentendimento no passado Dona Elisa?
– Vamos deixar a Rubi em paz? – Questionou Genaro.
– Com licença, eu vou atender a uma ligação. Já volto. – Disse Heitor.
Heitor se dirigiu a sala principal para ter privacidade. A ligação era de um numero desconhecido que insistiu várias vezes até que ele atendesse. Do outro lado da linha, uma mulher que não quis se identificar, dizia ao rapaz que Alessandro Cárdenas estava em sua casa, com sua esposa e com seus filhos e que Rubi estava sendo infiel. Flora se aproximava e notou que Heitor estava inquieto e decidiu se insinuar ao rapaz.
– Sabia que se eu fosse sua esposa, jamais o deixaria sozinho?
– É mesmo?
– Sim. Eu acho ridícula essa história de cuidar dos filhos... Pra que cuidar deles se posso contratar alguém para fazer isso, e me dedicar integralmente ao homem amado... – Respondeu Flora passando a mão nos braços de Heitor.
– Eu fico muito feliz que minha esposa pense diferente, e cuide dos meus filhos. Eles são o que temos de mais importante, e se você não sabe valorizar o que é sagrado, eu sinto muito. – Respondeu Heitor que só conseguia pensar em ir para casa e comprovar se Alessandro estava lá.
– Eu sei valorizar sim. Mas eu valorizaria mais ainda se estivesse ao lado de alguém como você. Bonito, inteligente, forte.
– Boa noite Flora. Vou fingir que nunca tivemos essa conversa.
Mansão dos Ferreira
Rubi foi até o quarto dos filhos. Os amamentou e brincou um pouco com eles. Ficou no quarto até os pequenos dormiram e após isso foi tomar um banho. Decidiu que iria fazer as pazes com Heitor. Colocou sua melhor camisola, usou o perfume de sempre e passou uma maquiagem básica. Estava lindíssima. A campainha tocou e como os empregados já tinham se retirado, Rubi foi atender e quando abriu a porta teve uma enorme surpresa.
– Você? O que faz aí? – Disse Rubi tentando fechar a porta mas foi impedida por Alessandro que entrou na sala e foi andando em sua direção.
– Você está maravilhosa. – Respondeu Alessandro a deixando encurralada entre ele e a parede.
– Como achou o meu endereço? E o que faz aqui em minha casa? Alessandro, o Heitor vai te matar se te encontrar aqui. – Dizia com a respiração ofegante.
– Não me importo com Heitor, porque tudo o que eu queria era te ver novamente. – Alessandro a olhava e acariciava os lábios de Rubi com um dedo.
– Isso não é certo Alessandro, eu estou casada, eu amo o meu marido e eu amo a minha família. Você não deveria ter vindo. – Disse Rubi saindo.
– Tem certeza que ama o Heitor? – Respondeu-lhe Alessandro a puxando e agarrando sua cintura. – Você não pode ter me esquecido Rubi, não tem um dia que eu não acorde e pense em você. No quanto eu queria que você estivesse ao meu lado.
– Isso faz parte do passado. Não era pra ser. Tivemos várias oportunidades. Mas no fim não conseguimos ficar juntos. Você nunca confiou em mim, e eu não quero mais sofrer Alessandro.
– Eu sei o que você fez por mim.
– Não sei do que está falando.
– Do Thiago.
– O que você sabe sobre o Thiago? – Questionou Apreensiva.
– Sei que tentou me salvar. Sei que o que queria na verdade era impedir que ele me fizesse mal, e eu achando que você era amante dele.
– Jamais poderia deixar que alguém te machucasse. Eu fiz de tudo pra impedir que ele te machucasse, ele me jurou eu nada de ruim ia acontecer com você. E eu acreditei... Eu queria morrer quando me disseram que você tinha sumido.
– Meu amor. – Diz Alessandro a abraçando.
– Acho que nunca vou poder te esquecer. – Você acha? Eu tenho certeza.
Alessandro ia beijá-la, mas ambos foram surpreendidos pelo som do choro de Henrique. Rubi aproveitou o momento para fugir da situação. Alessandro ficou parado por alguns instantes e ao chegar na porta do quarto dos pequenos, esboçou um enorme sorriso ao se deparar com uma Rubi que jamais pensou existir. Ela estava com o filho no colo, e conversava com ele. O garoto a observava e Alessandro se aproximou dos dois.
– Posso pegar ele?
– Eu não sei Alessandro. O Henrique sempre chora quando vai ao colo de alguém que ele não conhece. Alessandro pegou o garoto, e ele olhava sem entender o que acontecia.
– Oi pequenininho. Estava com saudades dela é?
– Se o Heitor chegar aqui ele vai te matar.
– Seu pai vai ficar com ciúmes é? Eu sei, ela é linda não acha? – Henrique olhava e sorria para Alessandro.
– Acho que ele gostou de você.
– E eu também gostei dele. É um garoto esperto, tão bonito quanto sua mãe, nem parece filho daquele imbecil. Vai fazer um sucesso com as mulheres.
– Me dá ele aqui Alessandro. – Respondeu Rubi nervosa ao escutar de Alessandro que Henrique não parecia filho de Heitor. – Tenho eu fazer ele dormir. Está tarde. – Dizia Rubi
– Tudo bem. Eu espero lá fora.
– Ok, mas vá logo, anda...
Rubi ficou com o menino até que ele adormecesse novamente. Rezou pra que Alessandro já tivesse ido embora, mas o rapaz continuava a espera-la na sala.
– O Henrique dormiu de novo. Acho que ele adivinhou que deveria me segurar no quarto o máximo possível. – Alessandro a observava e sorriu ao escutar ela dizer isso.
– Será que até ele já sabe que a mãe dele não resiste ficar perto de mim?
– Alessandro não começa! Você deveria ir embora. Já te avisei que o Heitor vai chegar a qualquer momento.
– Ainda não conversamos Rubi. Você mesmo admitiu que ainda pensa em mim. Não vou embora sem te convencer a ficar comigo. Não vou embora sem te beijar novamente. – Respondeu-lhe aproximando dela. Rubi ficava cada vez mais nervosa.
– Não Alessandro, por favor... Eu não quero.
– Não Rubi, eu sei que você quer isso tanto quanto eu. – Alessandro disse a Rubi em seguida a beijou. Ela hesitou por alguns instantes mas rapidamente se entregou ao beijo. O coração dela estava acelerado e ela tentava manter o controle, mas esqueceu de tudo quando Alessandro começou a acariciar seu corpo. A respiração de ambos estava cada vez mais ofegante até que Rubi interrompeu o momento.
– Isso não deveria estar acontecendo.
– Por favor, não faz isso com a nossa história. Você me ama tanto quanto eu te amo. Eu durmo e acordo pensando em você, preciso de você ao meu lado. Será que não entende isso?
– Eu não posso largar o Heitor!
– Não pode ou não quer?
– O Heitor tem sido um marido maravilhoso, ele confia em mim. Me valoriza como ninguém. Me apoia, nos momentos bons ou ruins. É atencioso e me ama. E tem sido um pai maravilhoso.
– Que bom. Fico feliz que o Heitor tenha deixado de ser violento, que ele tenha deixado de te maltratar. É obrigação dele te tratar bem, cuidar dos filhos dele. E eu juro que iria embora se você tivesse dito uma única coisa.
– O que?
– Que não pode deixar o Heitor porque o ama.
– Alessandro pelo amor de Deus. Vai embora. Eu não vou decepcionar o Heitor. Te avisei a alguns meses que jamais iria te perdoar por ter me mandado me prender.
– Eu sinto muito por isso. Mas você não pensa em mim e no quanto eu sofro com sua ausência? – Indagou Alessandro sem perceber que Heitor havia voltado para casa com seus padrinhos. Ele fez um sinal para que ambos ficassem quietos e escutassem a conversa.
– Já deixei de me importar com você faz tempo Alessandro. Será que não entendeu isso?
– Pensa bem, se você largar o Heitor, nos finalmente vamos formar uma família. Eu poderia ser um pai para os seus filhos.
– Meus filhos já têm um pai. E o pai deles é o Heitor, você gostando ou não. Eu não sei porque perdeu o seu tempo vindo aqui em Nova York. Eu jamais vou me separar do Heitor porque o amo. Então como já te disse outras vezes, eu acho melhor você ir embora.
– Não ouviu imbecil? Ela mandou você ir embora. – Interviu Heitor mostrando que estava presente.
– Filho por favor, não arrume uma confusão. – Implorava Elisa.
– Ele não vai arrumar porque o Alessandro já está de saída não é?
– Não Rubi, ainda não terminamos nossa conversa.
– Está enganado. Não temos mais nada para conversar. E se não sair por bem, vou ser obrigada a chamar a polícia.
– Tudo bem, eu vou embora.
– Sr. Genaro o acompanhe até a saída.
– Vamos Alessandro. – Dizia Sr. Genaro o levando o rapaz.
– Heitor, precisamos conversar. – Disse Rubi.
– Também acho Rubi. – Respondeu Heitor. – Boa noite madrinha. – Disse o rapaz Elisa.
– Boa noite Dona Elisa.
– Boa noite meus queridos. Espero que saibam resolver os problemas. Até pouco tempo, eu era contra esse casamento, mas vejo com alegria que a Rubi mudou muito. Tem sido atenciosa, carinhosa, uma boa esposa e principalmente uma boa mãe. Eu sei que você a ama, e acho que devem fazer de tudo para não ficarem separados.
– Obrigada Dona Elisa. Fico muito feliz que me aceite como esposa do seu filho. Eu farei o impossível para salvar o meu casamento.
Respondeu Rubi indo para o quarto. Heitor passou no quarto dos bebês para dar um beijo neles e em seguida também foi para o quarto conversar com a esposa.
– Heitor, antes de tudo eu queria dizer que sinto muito por tudo isso. Você tem o direito de ficar chateado por ter encontrado aquela foto no meio das minhas coisas. Aquela foto realmente era minha.
– Como?
– É uma foto antiga, de quando ainda éramos namorados. Eu a rasguei mas confesso que a guardei por algum tempo. Até que finalmente decidi deixar o passado e a joguei fora. Eu não sei como ela veio parar em minhas coisas aqui em Nova York, mas sei que alguém quer nos separar.
– E porque alguém ia querer nos separar?
– Eu não sei. Mas estou com medo. A alguns meses eu comecei a receber algumas cartas anônimas, e agora, essa foto... Não sei mais o que esperar Heitor.
– Cartas anônimas? Porque não me contou? Eu acho que pode realmente ter alguém querendo nos separar. Hoje recebi uma ligação de uma mulher avisando que o Alessandro estava aqui em casa.
– Eu não queria te preocupar, porque essa tem sido a melhor fase de nossa vida.
– Eu também acho Rubi.
– Nunca me senti tão amada, tão segura e feliz. Você é dedicado, é amável e carinhoso. Temos dois filhos lindos, que nos une cada vez mais. Hoje sei, que não poderia ter escolhido um homem melhor para ser o meu marido. E eu não quero me separar de você meu amor. Será que você pode me desculpar?
– Meu amor. Eu jamais poderia ficar longe de você. Só queria entender o que estava acontecendo. O Bill é realmente um grande homem. Eu estava furioso e ele sugeriu que antes de tudo eu viesse conversar com você. Confesso que fiquei morto de ciúmes ao encontrar aquela foto, e quando cheguei em casa e o encontrei aqui, pensei que fosse te perder.
– Eu estava sozinha em casa quando ele chegou, tentei fechar a porta, mas você sabe que ele é mais forte do que eu. O Henrique acordou e eu fui faze-lo dormir, e ele ficou na sala me esperando. Não ficamos nem dez minutos sozinhos, eu juro. Eu expliquei a ele o quanto te amo, e acho que ele não vai mais nos incomodar.
– Eu escutei quando você disse ao Alessandro que não pretendia pedir o divórcio. Parecia uma leoa defendendo o nosso casamento. Me senti o máximo ao ouvir aquilo.
– Seu bobo! – Exclamou Rubi o abraçando. – Ainda me ama?
– Sempre vou te amar Rubi. – Respondeu Heitor a beijando.
– Você é o homem mais incrível que eu conheço. Eu te admiro, te respeito... Eu te amo meu amor.
– Eu comprei um presente pra você.
– Pra mim? – indaga Rubi surpresa.
– Sim, quando nós brigamos eu pensei em comprar esse anel. – Respondeu Heitor tirando uma pequena caixa do bolso. Rubi segura a sua mão impedindo de abrir a caixa.
– Eu fico feliz que queria me agradar, mas acho que não posso aceitar o seu presente.
– Porque Rubi.
– Porque deu a impressão que com esse anel você compraria o meu amor e ele não está à venda. – Responde Rubi chateada.
– Me perdoa. Não foi essa a minha intenção.
– Eu sei que não. – Respondeu dando um beijo em Heitor. – Vamos dormir? Amanhã é o batizado de nossos filhos, e eu quero estar radiante.
– Vamos sim meu amor.
Hotel Novo Manhattan
– Quem era no telefone Marcos?
– Era a tia Rubi? – Indagou Fernandinha.
– Não, era o tio Alessandro meu amor. – Agora acho que está na hora de você dormir.
– O que o Alessandro queria?
– Ele está em Nova York. Veio atrás da Rubi. O Alessandro só pode estar louco. A Rubi já superou essa maldita obsessão que tinha por ele... Só que ele não consegue fazer o mesmo.
– Temos que ir até lá e impedir que os dois se encontrem Marcos.
– É tarde demais Cris. Ele acabou de sair de lá. Estavam conversando quando o Heitor chegou.
– E o que aconteceu?
– A Rubi o mandou embora e você já deve imaginar como ele está...
– Você deveria ir visitá-lo. Deveria falar com ele pra ir embora e deixar a minha irmã em paz.
– Não adianta meu amor. O Alessandro não me escuta, e não escuta a ninguém. Ele disse que não vai desistir da Rubi. De certa forma eu acabo entendendo tudo o que ele sente porque jamais conseguiria ficar longe de você.
– Mas a Rubi é casada e acabou de ter dois filhos com o Heitor.
– E qual o problema? Esqueceu que a Fernanda é filha de outro homem?
– É diferente Marcos.
– Claro que não. Eu amo a sua filha como se fosse minha. E sei que se a Rubi decidisse ficar com o Alessandro, ele também amaria aquelas coisinhas lindas como se fosse dele.
– Tenho que conversar com a Rubi...
– Meu amor, devemos deixar que ela escolha. Não temos que dar palpite. Deixe ela seguir o coração.
– Você tem razão meu amor. – Respondeu Cristina. – Vamos dormir porque amanhã quero ir ajudar minha irmã.
Mansão dos Ferreira
Os convidados estavam encantados com a festa que Rubi havia preparado. Heitor estava repleto de felicidade e parecia não acreditar que tinha dois filhos maravilhosos. Dona Elisa ajudava Rubi em alguns detalhes e Fernandinha corria pela casa com as outras crianças presentes.
Toledo rapidamente se aproximou de Rubi ao perceber que o prefeito havia chegado com sua família. E logo se enturmou com seu modo extrovertido. Tudo corria perfeitamente bem até que Rubi percebeu que Alessandro estava em sua casa novamente.
– O que faz aqui? Já disse que não temos mais nada para conversar.
– Eu não vou sair daqui sem falar com você.
– Eu não posso ficar aqui de papo com você. Está vendo aquele homem ali perto da piscina? É o maior colunista social de Nova York. O outro perto do Toledo é o prefeito, e outras inúmeras pessoas esperando uma confusão para destruir a carreira do meu marido. Você tem que ir embora agora.
– Já disse que não vou embora sem falar com você.
– Me diz o lugar e o horário que eu te encontro.
– Estou no mesmo hotel que a Cristina e o Marcos. Me encontre lá as sete.
– Ok. Amanhã as sete. Agora vai embora.
– Eu te amo!
– Tchau Alessandro. – Respondeu irritada.
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