Notas iniciais
Espero que gostem Deixem comentários e boa leitura!

Mansão dos Ferreira

Cristina observava de longe a cena e assim que Alessandro saiu, ela se aproximou. Preocupada com as decisões da irmã, procurou saber o que ele queria.

– O que o Alessandro fazia aqui?

– Ele quer conversar comigo. Vai acabar arrumando um problema com o Heitor.

– Vou conversar com ele, pedir que não te procure mais e que vá embora.

– Não adianta Cristina. Enquanto eu não o ouvir, ele não vai voltar para o México. Ele quer que eu me divorcie do Heitor e volte com ele.

– E você o quer?

– Ai Cristina quantas perguntas, vá tomar conta da sua vida. E pare de se preocupar com a minha, o que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta.

Respondeu Rubi saindo de perto da irmã e indo em direção a Heitor e Bill que estavam com seus filhos.

– Será que posso pegar eles agora? – Questionou Rubi. – Eu não gosto de bancar a chata mas eles devem estar com fome. Já passou hora deles mamarem.

– Claro Rubi. Cuide bem da minha afilhada hein!

– Pode deixar Bill. – Respondeu Rubi sorrindo.

– Quer que eu vá te ajudar meu amor?

– Não. Não é necessário. Obrigada! – Respondeu indo para o quarto dos bebês.

– Vocês devem estar mortos de fome não é meus amores. – Conversava Rubi com Henrique e Elisa. – E mal sabem que o verdadeiro pai de vocês estava aqui, nem que seja por alguns minutos. O que eu faço? O que vai ser melhor para nos três? Você gostou dele ontem Henrique? Ajudem a mamãe...

– Está falando sozinha fofinha? – Interrompeu Toledo.

– Não. Estou conversando com os meus filhos.

– Acho que você está cada vez mais louquinha.

– Eu realmente devo estar louca ao aceitar me encontrar com o Alessandro amanhã.

– Você está brincando não é? Olha tudo o que conseguiu e até onde chegou. Vai voltar a estudar publicidade em alguns meses e já tem vários contatos Rubi. Esquece esse Alessandro que só te causou problemas durante anos.

– Como você quer que eu o esqueça, se toda vez que olho para meus filhos eu lembro dele?

– Então o seu suposto amor por Heitor era mentira?

– Não. Eu amo o Heitor, ou pelo ao menos acho que o amo, mas, nunca poderei ser indiferente ao Alessandro. Não consigo esquecer seus beijos, seus abraços, suas caricias. Nossa noite no litoral... – Respondeu suspirando.

– Mas você disse a ele ontem a noite que não pediria o divórcio ao Heitor...

– É claro, Eu percebi que meu marido e meus sogros haviam chegados, então tive que fingir que estava incomodada com a presença do Alessandro. O Heitor já estava furioso por aquela maldita foto, se eu não tivesse dito aquilo, nem sei o que ele seria capaz de fazer. Não posso colocar a perder tudo o que conquistei até hoje.

– E o que pretende fazer?

– Eu ainda não sei Toledo. O beijo que ele me deu me deixou totalmente confusa.

– Vocês se beijaram?

– Sim. E por pouco eu não terminamos na cama fazendo amor.

– Rubi... Tão bela quanto confusa! Dói o meu coração perceber que o seu homem amado é e sempre vai ser esse doutorzinho.

México

Maribel e Jean finalmente tiveram o tão esperado encontro fora do Hotel. Ela estava empolgada com tudo o que estava acontecendo e Jean também parecia sentir algo pela bela embora estivesse sempre na defensiva quando ela tentava descobrir algo sobre sua vida.

— Porque você diz que não acredita no amor? Duas pessoas podem realmente se amar por uma vida inteira. – Dizia Maribel.

— O que sabe sobre amor Maribel? É tão inocente. Não deve ter vivido nenhuma gran­de paixão. Vive amargurada por seu problema na perna e por ter tido algumas tentativas de casamento fracassadas.

— E o senhor já viveu alguma coisa?

— Vamos parar com essa formalidade, me chame de Jean. Isto não vai nos tornar tão íntimos. E você sabe que o homem é diferente da mulher. Estou acostumado a ter pequenos romances.

— Oh, que pretensão! – Respondeu Maribel irada. – Você realmente aparenta ter casos de sobra!

Maribel afastou-se de Jean para sentir mais segurança, mas inconscien­temente queria que ele a estivesse cada vez mais próximo.

— Creio que não seja má ideia começarmos um pequeno caso, aqui e agora...

— Você consegue me surpreender a cada dia que o conheço!

— Aposto que gostaria que eu a beijasse desde o primeiro momento em que me viu! –Respondeu Jean

— É você quem está tentando me beijar, não eu!

— Muito pelo contrário. Só a estou provocando. Você me fas­cina Maribel.

— Quero continuar com nosso passeio. Vamos? – Respondeu Maribel desconversando.

— Poderíamos andar pela praia...

— A praia é mais bonita com a luz do sol.

— Ela é muito mais misteriosa ao luar, Maribel! Está com medo de mim?

— Não sei. Devo sentir? – Indagou Maribel.

— Você sabe que não vou lhe fazer mal. – Dizia Jean tomando-lhe a mão.

— Jean! Por favor.

— É maravilhosa a forma como pronuncia meu nome. Você sabe assim como eu que estamos sentindo algo devastador. – Sussurrou segurando o rosto de Maribel com firmeza. Ela não reagiu e em seguida ele a beijou. – Te adoro, te desejo.

Nova York

Já era tarde. Flora e Rafael mais uma vez discutiam e ele amaldiçoava o dia em que havia se

casado com ela. Lucas estava no quarto com Antonella, que tentava minimizar a briga dos pais garoto. Rafael mais uma vez saiu deixou a esposa sozinha. Fora até a casa de sua amante e começara a desabafar.

– Como foi o batizado dos filhos do seu amigo?

– Normal. Nada em especial.

– Você e a Flora brigaram outra vez?

– Sim, eu não sei até quando vou aguentar aquela mulher. Ela é mesquinha, superficial, vazia. Deveria morrer e nos deixar em paz.

– E porque você não a deixa e fica comigo de vez?

– Você sabe que eu não posso deixa-la Viviana, eu não posso abandonar o meu filho. Ela não dá atenção ao garoto, ele está sempre com a empregada. E ela vive ameaçando ir embora com o menino caso eu a deixe.

– A Antonella é uma verdadeira mãe pra ele. O Lucas é um amor! Não sei como a Flora consegue maltratar ele.

– Nem eu. E eu não quero que ele cresça um garoto problemático.

– Meu amor. Você tem que relaxar...

– Como você quer que eu relaxe Viviana?

– Eu vou te mostrar como lá no nosso quarto.

No dia seguinte

Rubi estava inquieta e desconcertada com o encontro que teria com Alessandro. Ela logo tratou de inventar uma desculpa para que Heitor não desconfiasse de nada, embora o rapaz estivesse muito ciumento após a visita de Alessandro. As sete horas em ponto como havia planejado, Rubi estava batendo no quarto 402, suas mãos suavam e seu coração acelerou ao ver Alessandro abrindo a porta.

– Rubi. Que bom que você veio. – Respondeu Alessandro sorridente.

– Espero que seja breve. Não tenho tempo e nem a mínima vontade de estar aqui conversando com você.

– Não fale assim, eu sei que você me ama tanto quanto eu te amo.

– Amava Alessandro. Será que ainda não entendeu isso? Que eu estou bem, que estou feliz e refiz a minha vida com o Heitor.

– Você pode estar bem, pode negar a todos que ainda me ama, mas o seu beijo me disse que você ainda é minha. É e sempre vai ser a minha Rubi.

– Alessandro! – Exclamou Rubi acariciando o rosto dele.

– Por favor, não me deixa sozinho. Eu só preciso de você ao meu lado. É a nossa chance. – Respondeu Alessandro a beijando

– Eu já te disse os meus motivos. Meus filhos...o Heitor... – Dizia Rubi entre os beijos

– Não queria criar empecilhos.

– Foi você quem os criou. Se não tivesse me mandado pra cadeia, tudo seria tão diferente.

– Será que não consegue esquecer tudo isso? Eu já te pedi perdão várias vezes meu amor.

– Não, nunca vou esquecer o que aconteceu. Você me acusou de assassina Alessandro. Aquelas mulheres que estavam na mesma cela do que eu eram pavorosas; e só de lembrar que eu já estava grávida...

– Como assim você já estava grávida? Você e o Heitor estavam separados.

– Eu... É

– Rubi, não mente pra mim. Existe a possibilidade do Henrique e da Elisa serem meus filhos.

– É claro que não. Eles são filhos do Heitor. E já está ficando tarde. Acho melhor eu ir embora.

– Não Rubi. Só vou te deixar sair daqui do quarto quando tiver certeza que você vai voltar comigo para o México.

– Me ama tanto assim?

– Sempre vou te amar. Ainda não percebeu isso? – Respondeu beijando o pescoço de Rubi que deu um leve gemido

– Eu também ainda te amo. – Disse sorrindo. – preciso de você Alessandro. De seus beijos, suas caricias, nem acredito que fizemos amor uma única vez.

– Mas isso vai mudar. – Respondeu Alessandro. – Vou te ter ao meu lado todos os dias. – Dizia sorrindo. – Meu amor! – Exclamou pegando-a no colo e levando para sua cama.

Alessandro a deitou na cama delicadamente. Ambos pareciam um casal de namorados e ficaram ali trocando beijos e juras de amor por alguns minutos. Alessandro tirou a blusa de Rubi e ficou acariciando os seios dela. Não tinha pressa. Rubi por alguns instantes tentava manter o controle, e questionava o que estava acontecendo.

– O que pretende fazer?

– Quero que você seja minha novamente.

– Eu não posso. Vou embora.

– Não só pode como vai ser minha. Eu sei que você também quer isso. – Respondeu forçando o seu corpo contra o dela.

– Você me enlouquece, e nem sei se isso é certo. Te amo tanto Alessandro.

– Minha Rubi. – Respondeu Alessandro com a voz rouca. – Quero beijar cada parte do seu corpo. – Cada caricia resultava em Rubi uma sensação diferente.

– Não me torture mais Alessandro.

– Quero que você se lembre desse momento pelo resto de sua vida. Não tenha pressa meu amor. – Respondeu Alessandro que beijava os seios de Rubi e em seguida desceu para seu sexo. Rubi acariciava os cabelos dele.

– Meu amor, eu preciso de você! Eu quero você, por favor.

Implorava Rubi a Alessandro que também parecia desesperado de tanto desejo. Ele a penetrou e ambos viviam plenamente o amor totalmente a sós. Rubi correspondia até que finalmente um calor percorreu o corpo de ambos fazendo-os chegar a um intenso orgasmo. Rubi deitou nos peitos de Alessandro enquanto ele lhe acariciava.

– Eu te amo Alessandro.