Notas iniciais
Boa Leitura Espero que gostem :D

Shopping

– Eu acho que não deveríamos ter trazido os meninos pra cá. O Shopping está cheio, e os meninos são tão novinhos. Será que eles não vão se assustar com essa barulho todo? – Perguntou Rubi.

– Também não é pra tanto Rubi. – Respondeu Elisa. Acho que é até bom, porque assim eles já acostumam com a vida agitada que vão ter.

– É... Falando em vida agitada, tenho que te contar uma novidade madrinha. Eu decidi mudar para Nova York novamente.

– Como assim? Agora? Vai deixar a Rubi sozinha com as crianças?

– Claro que não. Jamais faria isso, sempre vou ficar com minha esposa e com meus filhos. Eu vou leva-los; Vai ser melhor assim, a senhora sabe as vantagens que minha família vai ter ao morar lá. Já consegui até um projeto maravilhoso em uma construtora de grande prestigio.

– Justamente agora que eu estava amando mimar os meus netos?

–Bom, eu tenho uma ideia. – Interrompeu Rubi. – Porque a senhora não vai com a gente? Eu sei que está casada com o Arthur, mas é só por uns meses. Até eu me sentir segura. A senhora é uma boa avó e tem cuidado tão bem dos meus filhos. O que acha Heitor?

– Eu adorei a ideia. Mas quem decide isso é ela Rubi.

– Bom, eu estou surpresa com o convite. Aliás você tem me surpreendido muito ultimamente Rubi. Eu vejo a dedicação que tem a meus netos, o vínculo que vocês formaram é maravilhoso. Creio que não precisa de minha ajuda. Você tem se saído bem!

– Bom, eu insisto que a senhora vá; E é impossível não ama-los. Olha o rostinho deles. É perfeito. O cheiro, o sorriso. Acho que gosto até do choro deles. – Disse Rubi rindo.

– A Dora também vai conosco. E eu vendi minhas ações do hotel para o Conde. – Comentou Heitor.

– Falando no Conde, você foi ao hotel hoje não foi? – Indagou Elisa.

– Fui sim madrinha, porque?

– Viu a Maribel?

– Não. Porque?

– Hoje aconteceu algo estranho. Fui visitar a Maribel, e uma das empregadas disse que o Conde não queria que ninguém a visse. Fui até o quarto dela e ele estava trancado, mas quando abri a porta, não havia ninguém lá. Ele chegou e inventou uma desculpa, só que estou preocupadíssima com a minha menina.

– Não deve ser nada demais. – Respondeu Heitor. – Mas se eu souber de algo te aviso.

– Vou me sentir mais tranquila assim.

Mansão dos Aragón

Rubi narrando

“Heitor havia esquecido de entregar alguns papeis para a venda de nossas ações ao Lúcio. Então eu decidi traze-los pessoalmente. Claro que estava curiosa para saber o que acontecia naquela casa, mas tinha que ser cautelosa. Então me apresentei, e uma das empregadas pediu para que eu esperasse na sala. Não demorou muito e aquele ser desagradável surgiu pela me cumprimentando.”

– Rubi, que prazer em vê-la. Está mais bela do que nunca. A maternidade lhe fez bem.

– Olá Lúcio, Heitor pediu para que eu viesse trazer esses papeis.

– Então finalmente conseguiu o que sempre queria. Vai morar em Nova York?

– E você duvidava que eu iria conseguir? Uma mulher como eu consegue tudo o que quer. – Respondeu Rubi sem notar a presença de Maribel em um dos cantos espionando os dois.

– A única coisa que você não conseguiu foi Alessandro Cárdenas. – Respondeu Lúcio de forma irônica. – Alias fiquei sabendo que Heitor só decidiu ir para Nova York para afastar o Alessandro de vocês.

– O que eu sentia por Alessandro faz parte do passado. Eu amo e respeito o meu marido, a minha família e tudo que nós temos construído. E se ele acha que ir para Nova York é o melhor para nós, eu aceito a decisão dele.

– Rubi você bancando a boa moça chega a ser engraçado sabia? Para mim, você não precisa mentir. Esqueceu que eu sei de suas traições ao seu marido?

– Eu era apaixonada pelo Alessandro, e como eu disse, isso faz parte do passado.

– E pelo Tiago? Você também era apaixonada?

– Você mais do que ninguém, sabe que eu nunca fui amante do Tiago. Eu fui obrigada!

– Você não foi obrigada Rubi...

– Fui sim, aquele desgraçado do Tiago foi esperto. Quando me fez escolher entre ficar com ele ou ver o Alessandro morto, ele já sabia minha resposta.

– E o Alessandro no final te achou uma vagabunda. Como é a vida não é?

– Não me importo com o que pensam de mim, era minha obrigação defende-lo.

– Nunca pensou em contar nada a ele?

– Não. Nunca contei e nunca vou contar. E você já está me cansando com essa conversa. – Respondeu-lhe Rubi levantando do sofá e em seguida Maribel correu para seu quarto achando que Lúcio não havia notado sua presença. – Eu tenho que ir, tenho que ver meus filhos.

– Além de boa esposa é uma boa mãe. Estou encantado com suas virtudes Rubi. – Disse sarcasticamente.

– Adeus Lúcio.

Ao se despedir de Lúcio, a bela fingiu ir embora, mas decidiu se esconder e procurar saber de algo. Seguiu Lúcio até o sótão, onde escutou um pedaço da discussão entre ele e Maribel.

– O que foi fazer lá embaixo sua estúpida?

– Eu fui comer alguma coisa.

– Eu já disse que não quero que saia daqui. Você come quando eu achar que deve comer.

– Eu não entendi qual erro eu cometi.

– Maribel não banque a estupida. Você foi ver quem era, na certa ia pedir ajuda, mas se decepcionou ao ver que era a Rubi e que ela nunca iria te ajudar.

– Você está louco Lúcio.

– VOCÊ VAI CONHECER O LOUCO SE TENTAR SAIR DESSA CASA DE NOVO. EU ACABO COM VOCÊ MARIBEL. EU VOU ATRÁS DE VOCÊ ATÉ NO INFERNO E TE MATO. – Gritava Lúcio segurando de forma bruta o rosto de Maribel.

– Me solta, está me machucando. – Gritou Maribel que em seguida deu um chute em Lúcio, e saiu correndo em direção a um dos quartos onde se trancou. Rubi rapidamente se escondeu para que ninguém notasse sua presença.

– Maribel, abre a porta.

– Abre a porta agora. Eu não estou brincando...

– MARIBEL ABRE ESSA PORTA.

– Maribel... escuta, eu só quero conversar...

– Só conversar, eu preciso ver o seu rosto meu amor. – Insistia Lúcio e Maribel não o respondia.

– Escuta meu amor, abre a porta. Eu não vou fazer nada. Eu preciso ver o seu rosto. – Tentou mais uma vez em vão até que perdeu a paciência.

– ABRE ESSA MERDA DE PORTA AGORA! MARIBEL, ABRE A P-O-R-T-A! – Gritava Lúcio que começou a chutar a porta tentado arromba-la.

– Para por favor! – Gritou a moça em vão enquanto Lúcio entrava no quarto.

– Vem aqui! Você acha que estou brincando com você? – Indagou Lúcio dando um tapa em Maribel.

– Tira a mão de mim.

– Faz isso de novo que eu não vou ter pena de você.

– Estou cansada de você. – Resmungou Maribel interrompendo.

– Cala a boca quando eu estiver falando e me escuta.

– Eu estou escutando você.

– Você tem que me respeitar. Calada quando eu falo. – Disse Lúcio antes de dar outro tapa em Maribel. Este fora tão forte que lhe lançou ao chão.

Rubi estava assustada com tudo que estava acontecendo. Observava a cena e não conseguia acreditar em tudo que presenciava. Lúcio agredia fisicamente e verbalmente Maribel. A descarada pensou em ir embora e contar a todos o que estava acontecendo, mas o lado bom que ainda existia nela falou mais alto e ela resolveu intervir.

– Lúcio? O que está acontecendo aqui? – Interrompeu Rubi.

– O que você faz aqui Rubi. Decidiu bancar a detetive agora é?

– Não, você mal esperou minha saída dessa casa e começou a bater na Maribel.

– O que foi? Esta com pena dela? Vai me dizer que sente pena da mulher que te mandou pra cadeia? – Maribel ainda estava no chão, não falava nada. Apenas observava sua maior rival a defendendo.

– Eu vou embora, e vou avisar a todos o que está acontecendo nessa casa. – Respondeu Rubi saindo do quarto.

– Você não vai a lugar nenhum. – Respondeu Lúcio a segurando forte pelo braço. Se não eu...

– É claro que vou. Se não você o que? Vai me prender aqui? O Heitor sabe onde estou, e não demoraria a vir me procurar.

– Não Rubi, lembra da nossa conversa mais cedo? Eu sei que você é capaz de tudo por amor e eu vou lhe ferir machucando o que você mais ama.

– Se você está se referindo ao Alessandro, fique... – Dizia Rubi que foi interrompida por Lúcio.

– Acho que agora você tem dois filhos. O menino chama Henrique e a menina Elisa como a madrinha do seu marido não é? Eles estão em casa sozinhos com a empregada, e esse mundo anda tão violento. De vez em quando ouvimos notícias sobre a morte de bebês.

– NUNCA MAIS OUSE AMEAÇAR MEUS FILHOS. – Gritava Rubi enquanto dava vários tapas em Lúcio.

– Bom, eu tenho que resolver alguns assuntos. Então vou te deixar algum tempo aqui no quarto com a Maribel, vai ser bom para você refletir e ver o que realmente importa. Vamos ver se até a hora que eu voltar, você ainda vai querer medir forças comigo Rubi. – Respondeu Lúcio enquanto saía do quarto. – Ah, e quem sabe eu vá até sua casa visitar seus filhos. – disse trancando o quarto.

– LÚCIO? LÚCIO?! MEUS FILHOS NÃO, por favor não. – Gritava desesperada enquanto encostava na porta chorando.

Maribel olhava a cena e não conseguia entender o que estava acontecendo. Aquela era Rubi. Mas não a mesma que ela conhecera anos atrás. Uma Rubi que havia aprendido amar, que havia se arriscado. Agora ela estava ali, sentada, com uma expressão de desespero, e Maribel não sabia o que fazer. Mesmo assim, resolveu questionar o porquê daquela situação.

– Eu não entendi porque você me ajudou com Lúcio...

– Nem eu, não sei porque eu tinha que me meter em sua vida. Dona Elisa ontem veio aqui, e suspeitou que estava acontecendo algo. Eu resolvi conferir e quando vi a forma que ele te batia... eu não sei o que deu em mim. Agora ele vai matar os meus filhos por sua causa.

– Eu não acho que o Lúcio seja capaz de matar duas crianças.

– Acho que você ainda não entendeu que o Lúcio é capaz de qualquer coisa. Eu tenho que sair daqui. Tenho que ir pra casa, ou avisar ao Heitor.

– Não tem como sair daqui Rubi. Você vai ter que ficar aqui até a hora que ele quiser.

– Eu não posso. Tenho que ver meus filhos. Temos que ir embora daqui sua estúpida. – Disse Rubi chorando.

– Quando o Lúcio voltar, vou pedir para que ele deixe seus filhos em paz. Se ele disser que vai ficar tudo bem com os meninos eu fico aqui sem reclamar. – Rubi a observava e não conseguia parar de chorar. Pela primeira vez sentia remorso e resolveu falar.

– É tudo culpa minha.

– Não Rubi, não é culpa sua.

– É sim! Se eu não tivesse fugido com o Heitor anos atrás, se eu tivesse sido menos ambiciosa, você seria a esposa dele agora, e jamais estaria aqui apanhando do Lúcio.

– Isso faz parte do passado Rubi. Eu não quero mais falar sobre isso.

– Mas eu quero, eu preciso falar. Você passou todos esses anos se fazendo de coitada, mas você não era. Sempre teve tudo para ser feliz, mas preferia passar a maior parte do seu tempo, lamentando o fato de andar mancando. Quando Heitor te abandonou, todos me chamaram de interesseira e eu realmente era, me casei com ele porque queria todo o seu dinheiro. Mas você não sabe quais foram os motivos que me levaram a ser assim.

– Você era minha melhor amiga Rubi. Eu acreditava em você, e torcia pela sua felicidade. E na primeira oportunidade que teve, você me traiu; destruiu todos os meus sonhos e fez muita gente sofrer.

– Você falando de sofrimento... Você não sabe o que é sofrer de verdade. O meu pai morreu porque nós não tínhamos condições de pagar o tratamento que ele precisava. As pessoas sempre me humilhavam por ser pobre. Eu tinha que vestir roupas usadas, porque minha família não tinha condições de comprar roupas novas. Viagens? Nunca aconteciam, e viu o lugar que eu morava? Duvido que você aguentaria muito tempo naquele lugarzinho, onde os vizinhos estavam sempre cuidando da minha vida. As pessoas sempre me criticavam, e eu jurei a meu pai que sairia dali a qualquer preço. Ele sempre me disse que eu merecia o melhor!

– Mas o seu problema não era só o dinheiro, vivia tentando me destruir.

– É claro. As pessoas viviam me menosprezando por sua causa. Minha mãe passou a me odiar pelo que fiz com você, ela não conseguia entender que o que eu realmente queria era dar uma vida melhor a ela. Meus vizinhos, aqueles nojentos mortos de fome viviam fazendo fofoca, a Dona Elisa nunca perdeu uma oportunidade de dizer ao Heitor que ele deveria ter ficado com você. E até o Alessandro. O meu Alessandro vivia dizendo que você sim era uma mulher de verdade. Queria que sentisse o que por você?

– Eu não tive culpa.

– NEM EU! Mas eu estou cansada. Já não aguento mais lutar contra tudo e contra todos. Eu queria esquecer tudo que aconteceu até hoje, mas parece que nunca vou conseguir viver em paz. Ele vai matar os meus filhos, e o Heitor vai me odiar por não ter sido uma boa mãe.

– Eu não vou deixar que nada aconteça com os meninos Rubi.

– Você não pode nem se defender do conde, quem dirá defender meus filhos.

– O Heitor deve estar em casa...

– O Heitor está cuidando de nossa mudança. No máximo quem vai estar lá é a Dona Elisa ou o Sr. Genaro.

– Tenho certeza que eles não vão permitir que nada de ruim aconteça.

– Eu tive uma ideia. Quando o Conde entrar no quarto, eu vou dar um jeito de distrair ele e você corre e pede ajuda.

– Nós vamos sair daqui juntas Rubi.

– Não tem como. Uma vai ter que ficar.

– Eu fico, você vai atrás de seus filhos e pede alguém pra vir me ajudar.

– Se você ficar, ele vai te matar sua idiota. Eu fico, você corre, liga pro Marcos e pede ajuda. Liga para o Heitor também e pede para ele cuidar bem de meus filhos. Não avisa nada do que está acontecendo porque o Heitor pode cometer uma loucura. Pede apenas pra que ele cuide bem dos meus filhos.

– Tudo bem. Mas eu não entendo... – Retrucou Maribel

– Você não tem que entender nada, faz apenas o que eu mandar.

Heitor narrando

Estava estranhado o fato de Rubi demorar a voltar para casa. Os garotos já choravam de fome, e desde que eles nasceram, ela nunca ficou tanto tempo fora de casa. Meu celular tocou, e era o número dela, mas ao atender, me surpreendi: Era Maribel. Ela estava chorando, e eu não conseguia entender bem o que ela queria. E isso me deixou mais preocupado ainda...

– Heitor?!

– Maribel?! O que faz com o celular da Rubi?

– Ela pediu pra que eu ligasse e avisasse que ela não ia demorar.

– Como? Vocês estão juntas? – Questionou Heitor confuso. – Onde vocês estão?

– Heitor, fica com os meninos. Não sai de perto deles até a Rubi voltar. Por favor.

– Maribel o que houve? Você está me deixando preocupado.

– Ela não queria que eu contasse nada, mas... – Dizia Maribel quando a bateria do celular acabou.

– Maribel? Maribel? Droga! Onde será que elas estão?

Heitor saiu em direção ao quarto onde estavam Dora e Elisa. Ambas notaram a expressão de preocupação do rapaz, que não demorou muito a encher as duas de pergunta.

– Alguém sabe onde a Rubi foi?

– Bom, ela disse que iria a casa do Conde levar alguns papeis que você pediu. Mas isso já faz tempo. Na certa deve estar com Toledo. Respondeu Elisa.

– Não tenho tanta certeza. Maribel acabou de me ligar do celular da Rubi. Disse umas coisas estranhas até que a ligação caiu.

– A Rubi e a Maribel juntas? Você tem certeza meu filho?

– Sim, ela disse que era pra eu ficar com os meninos. Estava me explicando, mas a ligação caiu.

– Que estranho. Vou ligar pra casa da Maribel e ver se descubro algo.

– Faz isso e me avisa depois madrinha.

Mansão dos Aragón.

– Lúcio acabou de chegar. – Disse Rubi olhando pela janela. Então fique esperta. Quando eu disser Corre, você sai correndo, ouviu?

– Ouvi, mas o que você pretende fazer Rubi?

– Você vai ver. Ele vai se arrepender de ter ameaçado meus filhos, mas se está com medo que eu o mate, pode ficar tranquila porque você já sabe que não sou uma assassina.

– Rubi... é... Eu realmente sinto muito por isso.

– Eu não quero ficar conversando com você Maribel. Não somos amigas. – Disse Rubi tentando manter a pose.

– Quando você estava na sala com Lúcio, eu escutei o que ele disse sobre o que houve entre você e o Tiago.

– Eu também não quero conversar sobre isso.

– Porque não contou pra ninguém? Porque não procurou uma delegacia?

– Porque ninguém acreditaria. O Heitor estava na Áustria fazendo o tratamento. E se eu contasse, ele mataria o Alessandro. Ele me obrigou e ainda me enganou. Fez com que todos pensassem que eu tinha um caso com ele. Mas eu não me arrependo; Se eu não tivesse passado a noite com o Tiago, Alessandro estaria morto agora. Tudo que eu fiz foi por causa do grande amor que sentia por ele.

– Ama tanto assim o Alessandro?

– Meus sentimentos por ele mudaram. Eu não sei se deixei de amar, mas sei que minha relação com Heitor está cada vez mais forte e eu finalmente posso dizer que estou feliz.

– Por causa do nascimento de seus filhos?

– Não. Meus filhos jamais seriam um impedimento para minha relação com Alessandro. – Disse Rubi, ao pensar que ele era o verdadeiro pai de seus filhos. – Eu aprendi a respeitar e a admirar o Heitor. Por um tempo não conseguia perceber as virtudes do meu marido. Até que decidi dar uma chance a ele; aliás uma chance a mim, de ser feliz, e Heitor não tem me decepcionado, tem sido um pai maravilhoso... Eu não tenho que reclamar da vida que tenho hoje em dia. Mas sei que muitas das coisas que acontecem tem acontecido comigo é por causa de... – Rubi ia dizendo até que ouviram alguém abrir a porta.

– Ouviu? – Questionou Maribel.

– Sim, é agora.

Continua{...}