Rubi - A descarada
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Mansão dos Aragón
– Sim, a hora é agora. – Sussurrou Rubi se escondendo atrás da porta com um vaso de vidro.
Lúcio abriu a porta e quando olhou ao redor, encontrou apenas Maribel em um dos cantos. Furioso, foi até a esposa questionar sobre onde estava Rubi, até que a mesma deu-lhe com o vaso na cabeça.
– Corre agora Maribel. – Gritou Rubi.
– Sua vadia maldita! – Gritou Lúcio a puxando pelo cabelo. – Acha mesmo que a estúpida da minha esposa vai conseguir salvar vocês?
– Eu não sei, mas tenho certeza que ela vai tentar.
– Isso vai te custar muito caro Rubi. Eu disse que você deveria pensar sobre o que realmente importa e acho que você já fez sua escolha.
– Sim, pela primeira vez eu escolhi o que era certo. E você nunca vai conseguir fazer mal a meus filhos, porque antes de você encostar um dedo neles, eu te mato.
– Sabia que é excitante olhar assim pra você brava?
– Você me dá nojo Lúcio. – Disse Rubi cuspindo em seu rosto.
– Sua vagabunda. – Respondeu Lúcio dando-lhe um tapa na cara.
Hospital Boa Ventura
“Estava quase na hora de ir para casa quando Maribel me telefonou. Ela estava desesperada, chorava e demorei um pouco pra entender o que ela dizia. Me surpreendi ao saber tudo o que estava acontecendo. Não era um dos fãs de Rubi, mas jamais permitiria que algo ruim acontecesse com ela.”
– Era Maribel. – Comentou Marcos nervoso a Alessandro.
– Você sabe que eu e Maribel não nos falamos mais desde que ela casou...
– Ela teve alguns problemas com o marido, fugiu de casa mas Rubi ainda está lá.
– Rubi? O que a Rubi tem a ver com isso? Porque ela estava lá?
– Você só se preocupa com a Rubi não é Alessandro?! Eu não sei bem o que houve. O Lúcio estava maltratando a Maribel, a ela foi ajudar só que agora está presa na casa com o Lúcio. A Maribel conseguiu fugir, mas está com medo que aconteça algo com a Rubi.
– Se alguma coisa acontecer com a ela, eu juro que mato aquele desgraçado. Eu vou lá imediatamente.
– Não acho que seja conveniente.
– Não me importa, eu vou pra lá você querendo ou não. – Disse Alessandro.
– Tudo bem Alessandro. Vamos depressa.
Ernesto narrando
“Faz dias que eu estava tentando ver Maribel, ficava horas e horas ao redor de sua casa mas quem eu sempre conseguia ver era aquele maldito conde. Ao vê-la saindo correndo daquela casa, tive certeza que algo ruim estava acontecendo. Ela chorava e apenas implorava para que eu a levasse até a casa de Rubi. Durante o trajeto, ela me contou o que estava acontecendo, e implorou para que eu voltasse e ajudasse a rival, que no momento estava mais para aliada.”
– Maribel, eu não posso te deixar sozinha. Eu tenho vontade de matar aquele conde, como ele foi capaz?!
– Ernesto, eu vou ficar bem aqui. Volta e ajuda a Rubi, por favor. Ajuda ela, eu vou ligar para a polícia.
– Mas...
– Vai Ernesto. – Implorou Maribel saindo do carro e tocando o interfone na casa de Rubi.
– Quem é? – Questionou Dora ao atender.
– É Maribel, Dora eu preciso falar com Heitor. Abre por favor.
– Tudo bem senhora. Respondeu abrindo o portão.
– Onde está o Heitor? Indagou Maribel.
– Está no quarto com as crianças. Porque? – Perguntou Dora que não obteve resposta, apenas viu Maribel correndo.
– Maribel? O que faz aqui? Porque me telefonou aquela hora e onde está Rubi?
– Rubi... você tem que correr Heitor. Tem que salva-la, ela está na minha casa. O Lúcio está louco. Eu fico aqui com seus filhos. Agora vai!
– Ai não, Rubi. – Sussurrou Heitor correndo para o carro.
– O que houve Maribel? – Perguntou Elisa a moça. – Porque você está assim? Liguei pra sua casa mas ninguém me atendeu.
– O Lúcio estava me mantendo presa. A Rubi foi me ajudar e o Lúcio a prendeu, ameaçou matar seus filhos e agora eu estou aqui. Liga pra polícia Dona Elisa e avisa que é pra ir pra minha casa.
– A Rubi te ajudando?
– Ela se arriscou por mim. Ele disse que se ela não se intrometesse, tudo ficaria bem, mas mesmo assim, ela me ajudou. Jamais imaginei que a Rubi fosse capaz de algo assim.
– Eu também não. A Rubi anda estranha. Ela parece realmente gostar do Heitor, ela está apaixonada filhos e cuida muito bem deles, a princípio, achei que fosse fingimento, mas depois de tudo isso que você me contou...
– Espero que tudo fique bem com ela.
– Eu também minha filha. Eu também. – Respondeu Elisa abraçando-a.
Alessandro narrando
“Marcos entrou correndo pela casa, e eu estava atrás dele. Quando vi Lúcio maltratando Rubi, queria morrer. Ele ficou furioso ao perceber nossa presença, mas não importava. Iria tirar ela dali de qualquer jeito.”
– Rubi? – Exclamou Alessandro abraçando a mulher amada.
– Alessandro, ainda bem que você chegou.
– Você está bem? Ele te machucou?
– O que pretende Lúcio? Maltratando duas mulheres? Ameaçou a matar duas crianças. A polícia está a caminho. – indagou Marcos.
– Não aconteceu nada demais. Eu estou bem. E meus filhos? Você sabe dos meus filhos?
– Está tudo bem. A Maribel está com eles. – Respondeu Marcos.
– Vou te levar embora daqui meu amor. – Disse Alessandro a Rubi.
– Vocês não vão a lugar nenhum. – Respondeu Lúcio pegando uma arma dentro de uma das gavetas. – Acho que vocês esqueceram que eu sou um conde. Tenho vários contatos, e jamais vou ser preso. Agora acho melhor vocês voltarem.
– Não me obrigue... – Alessandro ia falando quando de repente foi interrompido por Lúcio.
– Te obrigar a que? Vai me matar?
– Se for preciso sim. Você é um canalha, um covarde maldito e se encostar mais uma vez na Rubi, eu juro que te mato.
– Você não tem coragem. Está aqui agora defendendo a Rubi, mas não passa de um fraco Alessandro. – Lúcio segurou forte o braço de Rubi. – Olha essa cara de boa moça dela, salvando a inimiga...
– Você não me conhece. – Respondeu Alessandro, empurrando Rubi para trás. – Não sabe o que sou capaz de fazer pela mulher que eu amo.
– É uma pena que você ainda ame a Rubi Alessandro... Você sabe que sou amigo pessoal da família e posso te garantir que ela está apaixonada pelo marido. Eles iriam até se mudar para Nova York. Aposto que não sabia disso.
– Não me importa. Contando que ela esteja bem e feliz, eu também vou estar bem.
– Que lindo seu amor por ela, mas já me cansei desse bla bla bla. Quem vai ser o primeiro a morrer?
– Acho que você é o único. – Respondeu Ernesto que acabara de chegar.
– Que emocionante. Mais um que veio defender a mulher amada.
– Se não amava a Maribel porque a pediu em casamento? Porque a maltratou? – Indagou Ernesto segurando Lúcio pela gola da camisa.
– Moleque, não seja tão ousado. Não pensarei duas vezes antes de atirar em você. Quer mesmo saber? Então vou lhe contar já que você vai morrer em seguida mesmo.
– Fala... Estou esperando.
– Tenho várias dividas. Devo a muita gente perigosa, não queria vender minhas propriedades, e você sabe que tenho um padrão de vida elevado. Maribel tem o dinheiro necessário para que eu volte a ser o poderoso Conde de Aragón. Só que pra isso, eu não podia pedir o divórcio, então decidi enlouquece-la e assim quando mandar ela para o hospício, tudo vai ser meu.
– Como você é cruel Lúcio.
– Olha, o doutorzinho ainda está no quarto. Você é tão insignificante... acho que por isso você vai ser o primeiro a morrer.
– Você não vai matar ninguém. – Gritou Ernesto agarrando a mão de Lúcio tentando tirar a arma de sua mão.
– Solta a arma seu estúpido. – Respondeu Lúcio.
De repente, a arma disparou. Todos ficaram apreensivos. Rubi, nervosa correu e abraçou Alessandro, ele correspondeu ao abraço. Queria tira-la dali, queria protege-la beija-la, mas apenas a abraçou. Marcos por sua vez foi ajudar ao ferido que estava perdendo muito sangue.
Continua {...}
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