Rubi 2
4 Capitulo 4 - Viagem
Notas iniciais
Deitada em minha cama pensei que como nós últimos dias minha vida havia se tornado uma loucura. E pensei no que viria pela frente sei que teria que ir procurar Alessandro me justificar sobre a noite de ontem, não poderia por tudo a perder. Levantei fui escova os dentes e iria à padaria comprar pão como fazia todo o sábado tentaria agilizar uma das campanhas, mas tarde poderia está ligando para o Carlos e envolvendo ainda mais na minha trama.
– Oi José. Como vai?
– Bem Senhorita Rubi. – falou o porteiro do meu prédio, realmente eu parecia com minha tia fisicamente e herdei alguns do seu caráter, mas com a mãe que tive também aprendi a tratar todos bem, pois não sabemos o dia de amanhã e minha tia era a prova viva disso.
Segui o meu caminho de todo Sábado de manhã ia à padaria comprava um pão uma rosca, pois passaria o sábado todo trabalhando, realmente eu era diferente das garotas da minha idade todos no fim de semana aproveitava para sair, mas quanto mais campanha eu fazia conseguiria mais dinheiro para manter minha vida na Capital e ainda ajudar minha tia. Não sei o que ou quando eu resolvi a ajudar minha tia na sua vingança pessoal. Só não acreditava que ela tenha sacrificado tudo por dinheiro até o próprio amor. Então ajudaria a sentir e traria o amor de volta a sua vida e gostaria de ajudar ela nisso sei que ela me usava também para se vingar da Maribel e sei que iria até o final para ajuda-la.
– Rubi?
– Oi! – falei já estava quase na entrada do meu prédio. — Desculpa eu ter vindo assim. – e para minha surpresa era o Alessandro estava tão perdida em meus pensamentos que nem reconheci sua voz. – eu não consegui para de pensar no que vi ontem eu precisava falar com você.
– Como descobriu onde eu morava? – era só isso o que me passou na cabeça. — O telefone que deixou no momento em que marcou a consulta era do seu prédio. – ele estava com uma aparência abatida provavelmente não dormiu a noite. — Vamos entrar?! – tudo que eu queria no momento era tentar sair daquela enrascada.
Fui entregar a rosca para José sempre comprava uma para sua filha, enquanto Alessandro subia para o meu apartamento ele conhecia o caminho perfeitamente ele estava todo o momento de cabeça baixa era tão diferente do homem que minha tia me contou. Assim que entrei ofereci um café, pois sua aparência estava abatida e ele sentou-se à mesa enquanto preparava depois sentei em frente a ele e tomamos o café olhando um para o outro.
– Você esta namorando? – ele falou me tirando do transe que estava ao olhar abatido.
– Alessandro. – parei e olhei nos seus olhos e via dor. – Poderia falar que não, só que eu não fiquei esses anos todos te esperando eu tinha que continuar minha vida. – cada palavra que falava parecia que estava torturando. – Você continuou não? Você por algum momento pensou em mim esses anos?
– Sim e Não. – falou olhando direto nos meus olhos. — Como isso e possível? – falei tomando um gole de café.
– Realmente o meu casamento com a Maribel foi um refugio sou feliz ao lado dela, algo que você nunca me fez sentir era puro pleno sem medo.
– Então o que esta fazendo na minha casa, acho que deixei claro que não te procuraria mais. – falei já saindo da mesa e indo para o sofá ouvir aquelas palavras me faria querer destruir a felicidade dela, pois sei o que minha tia passou sofrendo esses anos todos.
– Desculpa e que precisava te explicar. – falou saindo da mesa e indo em direção ao sofá. –faltava algo não sabia o que era, mas não podia acreditar que fosse você, pois eu só sofri ao seu lado. Rubi, Eu Te Amo! – ele falou já próximo do meu rosto e ajoelhado na minha frente.
– Amor? Você acabou de falar que foi feliz ao lado da Maribel quando amamos alguém só conseguimos pensar em ter a pessoa do nosso lado. Fiz muitas burrices mais para ter você ao meu lado fui capaz de tudo, isso e amor. Enquanto estava em NY eu estava aqui trabalhando tentando juntar um dinheiro para pagar e poder concluir minha faculdade arranjar um serviço digno e sobreviver. E você ficou lá ganhando prêmios saindo em grandes colunas da sociedade e eu comprei cada jornal acompanhei cada história que você saiu. Pra que? Para ouvir você fala que não pensou em mim. – nesse momento tirei suas mãos do meu rosto e me afastei do sofá para sair da frente dele, conseguia sentir ódio por essa conversa.
– Eu não entendia, não sabia que precisava de você. – ele falou sentando no sofá ao meu lado. — Então só foi me ver ontem na pizzaria feliz com outro que pensou a quero de volta.
– Não. Soube disso deis do dia que apareceu no hospital para me vê eu voltei a me sentir completo com você ao meu lado. Não consigo dormir Rubi só sei pensar em você em estar com você.
– Alessandro não, por favor. — falei me levantando do sofá. – Você não vai largar a Maribel por mim então prefiro que me esqueça.
– Rubi. – ele me falou me agarrando por trás. E quando virei de frente para ele não podia aguentar sua dor, mas não sou forte o suficiente não conseguia vê-lo sofrer a minha tia quebrou esse homem em mil pedaços e eu tentava juntar cada pedaço dele e sabia o que tinha que fazer.
– Beija-me Alessandro. – não sei se as minhas palavras pareciam como um pedido, ordem ou suplica, mas ele não pensou duas vezes ao me beijar me segurou ainda mais em seus braços e foi como se fosse um encontro de duas almas a minha podia sentir toda a dor que a alma dele estava sentindo até o momento desse beijo e conforme nós beijávamos pude sentir o alivio cada sentimento que passava em seu corpo era sentido pelo o meu corpo amor, ódio, raiva, medo, alivio, obsessão sentia tudo com aquele beijo até o momento em que me separei dele encarei profundamente o seu olhar as confusões que ele estava sentindo o que me fazia ter mais duvidas do que eu estava fazendo.
– Acho que e melhor você ir! – falei tentando sair dos seus braços.
– Não foge de mim. – ele falou e sua voz estava mudada depois do nosso beijo.
– O que você pretende? — Ainda não sei, mas não vou deixar você escapar de mim mais.
– Alessandro. – falei acariciando o seu rosto. – Resolve os seus pensamentos e me procura eu vou te esperar e não se preocupa aquele beijo de ontem só foi para a Maribel não me vê estou tentando viver em paz.
– Posso voltar aqui? — Vou te passar meu numero, sempre que quiser me vê me liga antes.
– O que está querendo me esconder? – ele perguntou com um tom de voz de raiva provavelmente estava com ciúme.
– Nada, mas trabalho e os seus horários são loucos e odeio surpresa. – me desprendi dos braços dele, pois não gostei da forma como havia falado comigo.
– Ok me desculpe. — Mais só me procure quando tiver alguma posição em minha relação. – anotei o meu numero no celular dele e antes que fosse embora ele me beijou novamente.
Tudo estava um pouco fora do controle eu tinha que colocar minhas ideias em ordem para não perder o controle. Assim que Alessandro saiu fui organizar algumas coisas em casa e fui da uma olhada sobre a nova campanha da Agencia, fiz algumas anotações tive algumas ideias interessantes em que iria apresentar na agencia segunda. Fui tomar um banho e resolvi ligar para o Carlos tinha que fazer esse menino se apaixonar por mim, mas agora era o momento dele estar mais presente em casa, pois ele tinha que acompanhar todo o sofrimento que o pai iria fazer a mãe sofre.
– Alô? — Carlos! – falei com a voz mais sedutora possível.
– Rubi desculpe, Paola. – pude sentir a excitação em sua voz a falar comigo.
– Vai se acostumar. – falei rindo. – Já tem alguma coisa para mim.
– Sim, fiz um relatório aqui com alguns tópicos e estava pensando que na campainha poderíamos distribuir panfletos com algumas coisas que marquei.
– Uau, que curso você faz acho que tenho um grande concorrente na publicidade. – falei rindo
– Minha mãe. Comentei com ela sobre esse projeto ela adorou e falou que se precisar de algo ela poderia ajudar.
– Ok mais sou muito reservada quando o assunto e campainha mais fala para ela que agradeço e que adorei a ideia dela. – era o cumulo a manca querer me ajudar, sabia que era melhor do que ela em publicidade estava me formando com êxito.
– E quando nós encontramos? – percebi a expectativa em sua pergunta.
– Segunda, que tal no horário do almoço nós encontramos na lanchonete e comemos algo.
– Ok, vou ser o cara de branco te esperando. – falou rindo e o acompanhei rindo também.
– Então até mais Carlos. – me despedi e ele ficou por pelo menos um minuto em silêncio. – Carlos? Esta me ouvindo?
– Até mais Paola. – finalmente respondeu.
– Xau. – e desliguei o celular.
Havia acabado de desligar e percebi que havia uma mensagem no meu celular.
Heitor
Como está o seu dia hoje?:)
Logo quando olhei respondi.
Rubi
Bem. E o seu?
Heitor
Sou um homem ocupado trabalhando muito. Kkkkk
Rubi
Não estou muito diferente de você Sr. :)
Heitor
Agora nós tratamos com cordialidade Sra.
Rubi
Nem um pouco querido. :)
Heitor
Gostei do querido!
Rubi
O que pretende fazer hoje?
Obs. Querido
Heitor
Pretende me sequestra hoje de novo?
Rubi
Não pretendo ser sequestrada!
Heitor
Isso me da muitas ideias.
Estarei indo de pegar as 17:00.
Rubi
Tao cedo? O que pretende?
Heitor
Estou com saudade do Querido.
Rubi
Não fuja das minhas perguntas QUERIDO KKK
Heitor
Segredo :)
Rubi
Magoei :(
Heitor
Não esqueça esteja pronta as 17:00.
Bjos
Rubi
Bjos.
Ao lado do Heitor me sentia que nem as mulheres ficavam em um filme mega romântico. Olhei no relógio era 15:20hrs não sábia o que vestir que roupa colocar então resolvi tomar um banho e lá pensaria na roupa. O banho não me ajudou a ter ideia, não sabia aonde iria ou que roupa colocar e já eram 15:50hrs, meu Deus quanto tempo fiquei no banho. E resolvi colocar algo confortável e sensual ao mesmo tempo. E para fugir um pouco de mim fiz uma escova no cabelo, deixaria um pouco dos meus cachos de lado. E assim que estava finalizando com um batom a campainha toca e vou prontamente atender a porta. (2ºfoto do link)
– Heitor. – meu Deus estava realmente me apaixonando por ele.
– Oi. – ele falou ao me cumprimentar e assim que foi beijar meu rosto ele provavelmente percebeu que eu estava usando o perfume que me deu.
– Vamos então?
– Sim vou só pegar minha bolsa. E para onde vamos? – falei curiosa ao fechar a porta.
– Ainda e uma surpresa. – quando fui da um tapa nas costas deles por estar me escondendo aonde iriamos, acabei perdendo o equilíbrio e ele me segurou e não pude me segurar precisava experimentar o gosto dos seus beijos mas uma vez. Só que ele foi maldoso e apenas deu uma mordiscada no meu lábio inferior e sussurrou no meu ouvido. – Sem pressa essa noite você e só minha.
Aquilo me deu medo. O que ele pretendia eu nunca havia ficado com ninguém não saberia o que fazer mais entrei no carro, hoje ele estava com o motorista e fomos nos afastando da cidade em 15 minutos havíamos chegado no aeroporto mas era uma área privada.
– Aonde estamos indo? Não sabia que tinha um avião?!
– Não e meu e de um amigo que me deve alguns favores. – falou me ajudando a subir no jatinho particular do tal amigo.
– Surpresa! você e uma garota muito ansiosa. – falou no pé do meu ouvido e ouvir sua voz tão perto me fazia estremecer. Assim que entramos havia uma comissária que nos auxilio nos detalhes e a colocar o cinto, logo o piloto falou que já iriamos decolar e dentro de 1hrs estaríamos aterrisando.
– Heitor? – pensei não sabia se queria saber a resposta. – Quem sabe que você esta vivo? – ele que estava em uma poltrona em frente a minha esperou a comissária servi o espumante em nossas taças para falar.
– Só os meus padrinhos meu filho e Elena. – falou e bebeu um gole de espumante.
– Por quê?
– No começo meus padrinhos só iria esperar eu melhorar para falar a todos, mas eu os fiz jurar que não era para contar para ninguém queria recomeçar era como se tivesse renascendo de novo. – falou seriamente.
– Por minha causa?!
– Também, Rubi nós machucamos tanto. – e pensar em tudo o que minha tia havia me falado ao pensar que toda mulher amaria ser amada do jeito que ele a amou e tudo o que ele sofreu nas mãos da minha tia e agora estava aqui mimando e lutando para tê-la do seu lado depois de cada loucura, aquilo me fez sentir mais carinho e pena dele não sábia o que estava fazendo sabia que se ele descobrisse o machucaria ainda mais não conseguia pensar em fazer ele sofrer e isso me fez chorar.
– Rubi, não se preocupa esquece não falaremos disso estamos aqui para viver o agora, ok. – falou ele tirando o cinto e indo para poltrona que estava do meu lado e enxugou minhas lagrimas com sua mão e deu um beijo terno em meu rosto. Por um momento me deu vontade de gritar não sou a Rubi sou a Fernanda e estou me apaixonando por você e, por favor, me perdoa. Mais sei que no momento que falasse isso o perderia de vez e não estava pronta para isso ainda.
– Desculpa. – falei engolindo o choro e me confortando com o seu carinho. Até o momento que o piloto falou que estaríamos aterrissando e pediu que todos permanecessem em seu lugar e coloca-se o cinto.
– Acho que agora poderia-me falar onde estamos?!- falei já me recuperando do meu choro.- falei.
– Acapulco. – falou rindo.
– Acapulco?! Por quê? – falei intrigada.
– Pois durante a noite de hoje e o dia de amanhã, quero está longe de tudo o que lembra o passado quero renascer aqui com você. – falou ele olhando ternamente para mim ele havia continuado na poltrona do meu lado.
– Heitor. – aquilo foi a suplica para poder beija-lo de novo e dessa vez ele não excitou me deu um beijo que me fazia sentir no céu eu realmente estava completamente apaixonada por ele e sabia que não conseguiria ficar longe dele. Mais apesar desse sentimento único não conseguiria abandonar todas as promessas que fiz para minha tia. O beijo estava ficando mais intenso eu estava querendo agarra-lo mais só que o cinto nós impedia de se aproximar até o momento em que a comissária falou.
– Sr. Já pousamos. – falou tirando a gente do nosso momento único e pude vê o olhar de inveja dela para mim. Eu e o Heitor fazíamos um casal bonito.
– Ok, já iremos descer. – falou ele com cordialidade.
– O que pretende? – falei com um sorriso malicioso.
– Tudo. – falou me ajudando a tirar o cinto. Nós levantamos peguei minha bolsa ele falou alguma coisa para o piloto, assim que estávamos descendo percebi que já tinha uma limosine nós esperando. E ainda estava claro em Acapulco o sol ainda não havia se posto.
– Uma limosine? – falei achando graça.
– Pelo o que o piloto me informou, foi o único carro com chofer que encontrou hoje parece está tendo uma convenção na cidade. – falou também intrigado com o tamanho do carro.
– E agora? – falei entrando na limosine.
– Agora à noite e uma criança. – piscando para mim.
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