Rubi 2
3 Capitulo 3 - Vingança
Notas iniciais
– Você não da noticias tem 3 dias, tinha que vim aqui saber o que estava acontecendo. – falou minha tia entrando pela porta.
– Foi tudo bem com o Alessandro, não tive a oportunidade de conhecer o filho dele ainda aconteceu um imprevisto.
– E o que pode ser mais importante que nosso plano? – falou minha tia com a voz alterada.
– Eu sofri um acidente alguém me atropelou. Fui vê o Alessandro como combinamos e saindo do hospital me atropelaram tive que ir embora estava sentido dor não fazia sentido querer conhece-lo assim. E antes que pergunte ontem tive uma reunião de trabalho e graças a esse serviço que você está pegando menos costura e pode ficar mais tranquila. – falei indo à cozinha e pegando um copo de água.
– Ok, tudo bem ele acreditou na sua historia?
– Creio que sim ele ficou um pouco transtornado eu me justifiquei e sai de lá. – falei sentando no sofá.
– E como ele reagiu quanto te viu, quer dizer me viu?
– Hum.. Acho que muito bem eu o beijei e ele correspondeu. – falei rindo e pude vê a alegria que minha tia sentia a ouvir essas palavras.
– Ok, agora e seguir com o plano você tem que conhecer o filho dele. Tem que ir para faculdade e descobrir tudo sobre ele. Sei que esse e seu ultimo período na faculdade, mas tem que começar a ir mais vezes lá. A Manca da Maribel não vai saber por que a família dela esta sendo destruída, até eu aparecer e lhe contar pessoalmente. — minha tia riu, ela andava bem melhor agora do que quando era criança. Com a minha ajuda financeira se vestia melhor arrumava o cabelo e por mais que as cicatrizes em seu rosto não tivessem sumido, conseguia se vê a beleza que era através delas.
Logo a apressei, pois hoje tinha uma aula que era muito importante para a conclusão do meu curso não acreditava que dentro de poucas semanas estaria me formando em Publicidade e já tinha um emprego garantido. Chegando à faculdade assisti a minha aula e logo fui para secretária investiga qual curso o filho do Alessandro fazia e para minha imaginável surpresa era medicina, que garoto entediante provavelmente e igual à mãe. Logo fui para o bloco de Medicina e consegui sua grade horária com o rapaz da secretaria a qual havia prometido sair se me arranjasse à grade. Com todos os arquivos dele em mão já sabia o que fazer para me aproximar a algum tempo um professor pediu minha ajuda para ajudar em algumas campainhas publicitarias de prevenção de saúde fui direto à sua sala conversar com ele, já sabendo que ele era a próxima aula do Carlos, falei que tinha esse horário vago e que conversaríamos com seus alunos.
– Boa Tarde, gostaria de apresentar a vocês uma das nossas melhores alunas de Publicidade Senhorita Rubi Perez. – naquele momento em que entrei na sala vi os olhares de todos os homens em cima de mim enquanto o professor continuou falando. – Ela nos ajudara na campainha para conscientização do uso da camisinha na faculdade quem quiser ajuda-la para ela poder colher todos os dados tem que apresentar o seu nome até o final da aula. –nesse momento um monte de garotos bobos se candidatou.
Peguei os seus nomes e como previa Carlos Cardenas havia se candidatado a me ajudar, pedi licença a todos e avisei que como havia muitos nomes iria sortear duas pessoas para me ajudar.
– Com licença professor, já tenho os nomes que irão me ajudar na campanha posso anunciar.
– Claro pode entrar.
– Gostaria que viesse aqui na frente o nome que eu chamar e se o professor permitir faremos uma reunião por agora para ajustarmos alguns detalhes, Isabel Goulart e Carlos Cardenas. – ele logo se levantou quase caiu no meio do caminho ao tropeçar em alguma coisa. – Obrigado professor se me acompanharem iremos à lanchonete da faculdade e discutimos sobre o assunto.
Saímos da sala e durante todo o trajeto permanecemos em silencio, ele era um menino atraente tinha algumas características do pai, mas parecia ser uma pessoa um pouco ingênua.
– Prazer em conhecer vocês já que serão os meus companheiros nessa nova empreitada, gostaria que me ajudassem a ser uma das melhores campainhas para prevenção sendo que será um dos meus últimos trabalhos para a faculdade.
– Por quê? – falou meio sem jeito Carlos.
– Pois me formo daqui algumas semanas, me desculpe desatei a falar e nem nós apresentei direito. Prazer meu nome e Rubi. – falei cumprimentando ele e a moça que estava ao seu lado.
– O meu e Carlos Cardenas e essa e Minha colega de classe Isabel Goulart. – falou agora com mais coragem.
O celular da Isabel tocou ela pediu para se retirar, pois a mãe estava doente e precisava atender.
– Seu sotaque e diferente e da cidade Carlos? – falei querendo o envolver ainda mais na minha teia.
– Não, meus pais são daqui mais nasci e morei em NY. E você?
– Sou da capital mesmo. Está nervoso? – podia vê o quanto estava nervoso com a minha presença, mas havia me vestido para arrasar. ( 3º foto do link)
– Não e porque nunca conheci alguém tão bonita. – ele falou sem graça e estava caindo que nem um pato no meu jogo.
– Obrigada. – falei me fingindo de constrangida.
– Pessoal tenho que ir embora minha mãe passou mal, estão levando ela para o Hospital Boa Ventura. – Chegou Isabel que nem um furacão querendo se explica.
– Ok, pode ir. – falei
– Meu pai e o diretor do Hospital vou pedir para ele da uma atenção no caso de sua mãe, mesmo não sendo a área dele. – disse Carlos totalmente comovido com a situação da colega.
– Ok, obrigada tenho que ir. – e Isabel saiu correndo.
– Acho que teremos que resolver entre nós dois. – falei mordendo o canto do lábio.
Ele riu sem graça.
– Olha o que espero de você que faça um relatório sobre prevenção e todo tipo de doença que pode causar não só doença, mas também uma gravidez indesejada. Eu estarei olhando algumas campainhas publicitarias antiga e vejo se me inspiro em algo, mas preciso do seu relatório para ser uma boa entendedora. – enquanto eu falava ele passava tudo para o Ipad e concordava com a cabeça por mais que esteja fazendo tudo para me aproximar dele não faria um trabalho que não fosse excelente, pois era o meu nome que carregaria.
– Sim senhora está tudo anotado, quando podemos nós reunir para discutirmos agora sobre os meus relatórios? – falou sorrindo para mim.
– Como sou uma senhora muito exigente. – falei sarcasticamente. –Daqui a dois dias me passa o seu número e marcamos de nós encontra. – ele me informou seu número animado.
– E você não vai me passar o seu?
– Não, somente os mais íntimos tem meu número. Agora tenho que ir tenho que passar ainda na agencia depois nos falamos. –quando estava saindo voltei a falar. – Posso te pedir algo, no ramo de publicidade escondemos nosso nome enquanto estão fazendo a publicidade de algum produto e como não sou muito fã do meu nome prefiro que me chame de Paola.
– Meio esquisito, mas tudo bem eu particularmente achei o seu nome lindo. – ri e me despedi dele sabia que no primeiro momento teria que se acostuma a me chamar de outro nome se ele comentasse algo com Alessandro logo desconfiaria que estivesse planejando algo.
Teria o dia livre iria para casa analisar os documentos da nova campainha, pois agora com essa vingança trabalho e campainha para faculdade ficaria atolada então teria que agilizar uma dessas coisas. Assim que estou pegando o ônibus para ir para casa meu celular toca.
– Alô?
– Rubi como vai?
– Quem está falando? –não conhecia aquele numero.
– Um admirador secreto! – aquilo começou a me assustar.
– Se não identificar vou desligar. – falei ficando nervosa.
– Não sabia que tinha esquecido minha voz tão rápido depois de termos passado a noite junto.
– Heitor! – não entendia porque a insistência de ficar perto de mim depois da forma que ele foi embora hoje achei que não voltaria mais a me procurar. – Como conseguiu meu numero?
– Fácil assim que foi trocar de roupa, dei um toque no meu celular para ficar registrado o seu numero. – falou rindo.
– Posso entender que você esta me perseguindo? Devo me preocupar com isso? – realmente estava ficando assustada por mais que tenha gostado de ter passado um tempo com ele aquilo já era demais.
– Desculpa, não vai voltar a se repetir nem iria ligar. – falou com a voz mais triste.
–Mas?
– Eu sai as pressas e esqueci minha carteira na sua casa. Tem como eu estar indo buscar?
– Tudo bem, estou com a tarde livre chego em casa daqui 1hrs. Tudo bem para você? – falei ansiosa pela sua resposta.
– Ok, daqui 1hr passo lá.
Com o novo plano desisti de pegar ônibus e corri para um ponto de táxi, que Deus me ajude vou à falência com tanto taxi. Queria poder chegar em casa tomar um banho e me produzir mas não sei porque pensei em fazer isso estava agindo como uma adolescente idiota, mas mesmo assim eu fiz. Assim que a campainha tocou corri para atender.
– Olá Sra. O Sr. Ferreira pediu para eu vim buscar a carteira dele.- apareceu um moço provavelmente trabalhava no hotel.
– E porque não veio buscar ele mesmo?- fui rude ao falar com o homem.
– Ele não quis lhe incomodar Senhora – falou na maior calma.
– Fala que não vou entregar algo tão pessoa e valioso pessoal a um estranho. – fechei a porta e pouco tempo depois o meu celular toca, já imaginava que o criado iria ligar para ele e avisar.
– Alô? – falei com ignorância para perceber que estava brava por ele ter mandado outro em seu lugar.
– Estou do lado de fora Rubi. E porque essa raiva toda?
– Odeio pessoas que se comprometem comigo – abri a porta e continuei falando no celular e olhando fixamente em seus olhos. – e mandão outro em meu lugar.
– Achei que fosse havia me falado que estava ficando assustado com a minha presença. – disse desligando o celular.
– Entra. – falei mais calma – odeio que os vizinhos saibam da minha vida.
– Difícil te agradar!
– Toma aqui sua carteira. E precisamos sair agora.
– Como assim você acaba de me convidar e já me expulsa? – falou cruzando os braços.
– Não estou lhe convidado, quero lhe retribuir o favor de ontem. Só que hoje iremos comer fora para você não acabar dormindo em meu tapete.
– Realmente minhas costas estão um pouco doidas de ontem. – ele riu.
Não entendia o que se passávamos entre-nos, mas o nosso humor ia de um clima muito tenso a brigas mais bobas. Hoje queria algo descontraído fomos ao shop antes de sair para jantar, pois estava cedo fomos a uma loja de perfume acabei comprando um e dei de presente ele me deu outro em troca. Assim que estávamos saindo do shop falei que queria comer pizza e resolvemos ir em umas das pizzarias mais frequentadas da capital, pedimos uma meio frango ao molho e meio espanhola comemos e bebemos a pizza era incrível conversamos sobre tantas coisas ele falou que teria que ir a Cancun para aprovação de um projeto em seu Hotel está com ele era como está em algum lugar que me dava paz, ou como ele havia falado me fazia me sentir viva. Na pizzaria tinha alguns mariachis que cantavam musicas escolhidas pelos clientes iam de mesa em mesa fazendo pedidos. Heitor escolheu uma música que eu gostava muito.
A música animou todos que estavam na pizzaria e quando vimos eu e Heitor estava dançando na pista e os mariachis em volta da gente, todos da pizzaria parou para vê a gente dançar o toque do violão me seduzia eu e Heitor ficamos tão perto enquanto dançávamos, não importava quantas pessoas pararam para nós olhar aquele momento só existia eu e ele. A música ficava mais animada e ele começava a me rodar só via o meu vestido rodopiar comigo e quando a musica já estava acabando Heitor me jogou para baixo e sua boca ficou a centímetros da minha até que ele encostou seus lábios no meu, mas fomos interrompidos pelos os aplausos e percebemos que não estávamos sozinhos. Ele falou que iria ao banheiro e já voltaria.
– Rubi? –
Puta merda como umas coisas dessas acontecia comigo, quando me virei.
– Alessandro?! – o que eu fazia agora não sabia se Alessandro tinha conhecimento que Heitor estava vivo, se ele me vesse com ele o que pensaria.
– Era você que estava dançando? Você estava linda, radiante dançando. – Eu estava com uma flor no cabelo provavelmente tinha colocado antes de começar a dançar.
– Alessandro, desculpe já estou de saída. – falei querendo fugir daquela situação.
– Rubi, não foge de mim você esta diferente nunca imaginei te encontrar numa pizzaria achei que gostava de restaurantes chiques. – falou segurando o meu braço.
– Você esta sozinho? – perguntei.
– Não, fiquei de encontrar Maribel aqui com a Lorena e o Paco.
– Desculpa, mas tenho que ir não quero me encontra com a Maribel.
– Senhor sua mesa está pronta. – o recepcionista chamou Alessandro.
Enquanto Alessandro acompanhava o recepcionista corri para o caixa para fechar minha conta e pude vê Heitor na porta do banheiro em alguma ligação. Cheguei perto dele falei que já havia pagado a conta que queria ir embora ele percebeu a mudança no meu humor desligou logo o telefone e me acompanhou.
– O que foi Rubi? – já estávamos na porta do seu carro ele falou com as duas mãos no meu rosto.
– Nada. – realmente estava triste não poderia colocar tudo a perder, mas estava tão ótimo o nosso encontro. Meu Deus eu acreditava que aquilo era um encontro. Até o momento que eu vi a Maribel descendo do carro junto com a Lorena e o Paco e Alessandro vindo em sua e minha direção não sabia o que fazer para me esconder daquilo e sem pensar o beijei, sim beijei o Heitor, pois ninguém observaria um casal se beijando. Quando dei por mim já tinha esquecido tudo o que estava acontecendo e estava envolvida naquele beijo era tão doce sua boca era algo que já mais havia experimentado era carinhoso e naquele beijo senti todo o amor que ele sentia por mim e aquilo me fez querer mais aquele beijo e quando não conseguimos mais respirar nós separamos os seus braços estavam em volta do meu corpo ficamos parados nos olhando e quando olho para o lado Alessandro estava me encarando, droga estava tudo dando errado. Ele somente foi embora, pois Maribel o chamou e pegou pelo braço, graças a Deus ela não havia me visto, mas ele sim e ainda me viu beijando outro espero que ele não tenha reconhecido o Heitor. Heitor abriu a porta do carro para eu entrar e fomos à viagem inteira até minha casa calados. Até que ele parou em frente ao meu prédio.
– Estamos bem, ainda podemos ser amigos?! – não sei se ele me perguntou ou afirmou aquilo.
– Heitor, me desculpe. – falei sem lhe encarar.
–Rubi. – ele falou já segurando no meu rosto – Eu realmente amei o nosso beijo, mas não quero te apressar a nada ainda podemos ser amigos. Estou adorando pode está com você e como se fossemos duas pessoas diferentes estamos podendo nós conhecer desabafar isso basta para mim.
– Obrigada. – falei dando um selinho nele eu também não queria ficar longe dele. – Você me liga amanha?
– Claro.
Subi para o meu apartamento só queria um banho e cama.
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