Notas iniciais
capitulo sem POV’s. Daqui para frente à história começa a se desenvolver mais rápido (ufa) n_n. PS.:capitulo escrito enquanto ouvia Sumire - Gazette, e Raji karada o matsurisawagi!! - Smile (Ochare kei de mais; ignore)

-Como passou a noite Yuu?

-Não foi muito longe de você Yutaka... sonhei com você, sabe?

-Hm, que bom. – Ele sorriu forçadamente e se deitou novamente.

-Que foi Uke? – Yuu abaixou-se para chegar à altura do menor, que se encontrava deitado, com uma expressão triste no rosto, um tanto preocupado.

-Sabe, eu to meio apreensivo... meio preocupado com o Taka.. – respondeu o menor, num tom inaudível, abraçando os próprios braços.

-Eu pensei que você não fosse mais querer vê-lo... quer dizer... – comentou Yuu com a voz embaçada, quando foi interrompido pelo menor.

-Eu entendo o que você quer dizer... mas, é que eu acho que realmente não foi proposital. O Taka ta se sentindo culpado... e...

-Claro, tá se sentindo tão culpado, mas as desculpas que ele tinha que vim aqui pedir pra você não veio. O que ele ta sentindo é arrependimento, por que agora todo mundo odeia ele, ok? Culpa? Ele ta pouco ligando! E você ai fica todo preocupado com ele, quanto a mim, que sempre esteve ao seu lado...

-Yuu para com isso! Eu nunca disse que ia te amar se você ficasse aqui me dando atenção! Então, se eu quero continuar me preocupando com o Taka, o problema é meu.

-Ok, então fica ai sozinho, por que esse que você ta defendendo além de ter de deixado cego, não ta nem ai pra você. Faça bom proveito.

Yuu saiu batendo a porta do quarto, enquanto bufava de ódio, não conseguia compreender Yutaka em sua defesa à Takanori.

Enquanto o menor no quarto começara a chorar, sua depressão o ajudava ainda mais nesses momentos a se sentir péssimo, e ainda por cima, por causa de todas as cirurgias que fizera não podia tomar seus remédios.

Se sentia culpado e ao mesmo tempo sozinho... não sabia se a sua defesa à Takanori estava certa, só sabia que agora não nada, nem a verdade...

-Han? Por que eu tenho que entregar a carta? Quer dizer, eu ia ter que ler pra ele também, né? – Disse Kouyou com uma expressão indagada e repleta de desleixo.

-Qual problema Kou? Você é analfabeto, por um acaso? – respondeu Takanori calmamente atormentado com a discordância de Kou.

-Por que você foi escrever justamente uma carta? Vai lá e fala toda a verdade, pô.

-Eu estou principalmente escrevendo isto por que não sou eu quem vai até lá... será que não da pra você fazer isso por mim?

-Tá, tá! Eu levo e leio a carta! – respondeu serenamente.

-Nossa, er... obrigado Kou. – agradeceu Takanori um pouco sem graça, pela instantâneadade do maior. – Você sabe que eu só to te pedindo isso por que você é único que sabe a verdade...

-Hm, eu vou lá, mas, vê se não faz nenhuma bobagem enquanto eu estiver fora. – disse Kouyou sério. Depois sorriu brevemente, depositando a mão na cabeça do menor, que não mudou a expressão.

Akira saiu de seu apartamento e andou lentamente em direção ao hospital em que Yutaka estava, para visitá-lo, e de lá viu Yuu saindo apressado, quase o derrubando com o ombro.

-Que foi que houve Yuu?

-Isso não é da sua conta.

Akira ficou perplexo, Yuu andava rápido e com uma expressão de fúria no olhar, que era realmente raro de se ver quando ele estava do hospital após ver Yutaka, mas não discutiu, apenas olhou o moreno perder forma enquanto se distanciava. Enquanto atrás dele Kouyou se aproximava à porta do hospital.

-E ai como cê tá Aki-chan? – disse Kouyou sorrindo de lado.

-Melhor sem você me chamando de “chan”. – respondeu Akira com um sorriso afetado.

-Ta, parei. Hm, cê sabe pra onde o Yuu tava indo?

-Sei lá, ele tava bravo com alguma coisa... – respondeu Akira, colocando a mão no ombro levemente dolorido.

-Essa bipolaridade do Yuu... – comentou Kou, antes que um curto silêncio se formasse entre os dois.

-Er... veio visitar o Uke? – disse Akira, interrompendo o silêncio com a voz avoada.

-Bem, eu vim aqui ler uma carta do Taka pra ele, aliás, já vou indo. Deixei ele em casa sozinho... e digamos que é bom não arriscar, já que há muitas facas em casa...

-Ah, entendo... vai lá!

Kouyou entrou no quarto de Yutaka sorrateiramente, esperando que talvez ele pudesse estar dormindo, mas o encontrou secando as lágrimas.

-Olá Uke-san... – disse Kouyou em voz baixa.

-Kouyou? – respondeu Yutaka após identificar a voz.

-Sim. – este sorriu suavemente.

-Kou, como anda o Taka? Suzuki me disse que ele não anda muito bem...

-Fica tranqüilo ele ta bem sob meus olhos. – Kouyou se sentiu culpado e por um súbito momento pensou ter ofendido o menor que se contentou em simplesmente saber que ele estava “bem”. – Sabe, fico feliz em saber que você se importe...

-Não, não precisa se admirar Kou, é só costume meu de me preocupar com as pessoas que eu gosto... – disse Yutaka com indiferença, como se fosse uma indireta fatal para Takanori. – sabe, só não quero que ele faça nenhuma bobagem...

Kouyou se sentou em um banco que havia ao lado da cama com as pernas cruzadas, segurando a cabeça com a mão. Sentira uma grande vontade de acender um cigarro, só não o fizera por que estava em um hospital.

-Ok, Uke-chan, já acabou? – Kouyou fez uma voz desdenhosa, como se não ouvisse uma palavra sequer do que o menor dissera. — Hm, vejo que Yuu fez um bom trabalho com você...

-Se veio aqui pra falar do Yuu pode ir embora... Sinceramente, eu já to mal o suficiente pra ficar ouvindo alguém vir falar da única pessoa que realmente se importou comigo.

-Pode até ser que ele se importe com você, mas não é só com você que ele se importa... –Disse Kouyou com a voz decifrável, que deixara Yutaka perplexo, e quando entendera em modos o que a frase queria dizer, se lembrou da má fama que Yuu tinha, e a ignorou temporariamente.

-Olha, eu sou o único que defende o Taka por que eu sou o único que conhece a verdade, então não defende tanto assim o Yuu por que a verdadeira pessoa que te ama não é ele.

Yutaka não mudou a expressão imediatamente, as palavras lhe vieram como um choque, o deixando completamente perplexo e calado. Um enorme silêncio tocou o lugar, mas Yutaka não fez questão de quebrá-lo.

-Eu vim aqui para te trazer uma carta do Taka. – disse Kouyou interrompendo o silêncio quase sem perceber, como uma saída de tédio, enquanto que para Yutaka o silêncio o causara total aflição. – hm, deixa eu ver onde eu coloquei... – disse kouyou retirando do bolso da blusa um envelope, e Yutaka apenas ouvia o barulho do papel desamassando. – Bem, aqui esta eu vou lê-la para você.

-Querido Yutaka... (se é que assim posso chamá-lo) – apenas os comprimentos da carta já o impressionaram, era estranho imaginar que alguém que tentara o machucar, o chamasse de querido, e talvez seus pensamentos em defesa de Takanori não estavam errados, mesmo assim as palavras de Yuu ainda estavam vivas em sua cabeça, o que o deixara receoso, de certo modo. – eu nem sei direito como começar isso, mas sei que devo começar te pedindo desculpas pela minha covardia, eu sei que eu que deveria estar ai para te contar isso, mas acho que não teria coragem de te olhar de perto e saber que você me odeia. – as palavras agora o cortavam, e não saiam mais da boca de Kouyou, por que Yutaka conseguia as ouvir com clareza saindo da boca de Takanori. – mas vou escrever tudo aqui, e se você quiser me odiar depois disso, eu não vou te culpar, mas como Kouyou mesmo disse, é preferível que você me odeie pela verdade do que pela mentira. – Yutaka estava imóvel, incrédulo e por certo lado feliz. Desde o começo ele não queria acreditar no que queriam dizer, e apesar da verdade ser obstinadamente espantosa, era melhor saber que o que Takanori fizera naquela noite foi em pró de seu amor – um tanto obcecado, mas ainda assim amor.

-Sabe, eu juro que só fiz isso quando minha dor passou a ser mais forte que a minha sanidade. – continuou Kouyou com a carta, depois de ter contado tudo o que aconteceu na noite do acidente. – eu posso ser paranóico, mas, só sou assim Yutaka, por que eu te amo mais do que posso explicar, e com atos eu sou problemático. Mais cedo naquela noite, meu último pensamento foi: “vou esquecer isso, vou deixar como esta e sei que Yutaka esta feliz com Yuu”. Mas realmente eu não achei que você estava feliz...

Mas sabe, eu não queria partir sem que você soubesse o quanto eu te amo, e toda a verdade... então acho mais que certo, eu descruzar nossos caminhos. E finalmente te deixar viver em paz...

Kouyou finalizou a frase secamente, terminando a carta com hesito. Yutaka estava incrédulo, praticamente desacordado. Depois de alguns segundos examinando tudo o que acabara de ouvir, deu um pulo da maca e gritou:

-KOUYOU! O TAKA VAI SE MATAR! – Kouyou demorou alguns segundos para perceber de onde Yutaka tirara aquela idéia, recapitulara a carta e percebera na frase “mas sabe, eu não queria partir sem que...” e saiu correndo freneticamente do hospital para casa, e assim tentar evitar que Yutaka fizesse alguma bobagem irreparável.

Notas finais
Ah sim eu precisava terminar agora... então vocês vão ter que ler pra saber como o Taka vai ficar e também a reação de Yutaka, que não teve tempo de ser manifestada por causa do desespero. - próximo capitulo tem POV, ok? Até lá, obrigado a todos que estão acompanhando a história (;