Royals

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Demorei, eu sei, semana complicada.... Porém seus comentários foram simplesmente fantásticos e somados com os favoritamentos eu tive uma semana de provas mais feliz :DDD Capítulo +18, cada um por si e etc (Eu amo os três mosqueteiros, só não entendo porque chama-se três se depois são quatro....) Ahhh, vão ter mais dois capítulos para o final da fanfic (triste :( ) Mas estou pensando em escrever um mega bônus depois, então sejam legais comigo, estou com os hormônios bagunçados (e com muito sono, sim, então me ignorem). Boa leitura, beijooos.

Faltava apenas um dia para o tão esperado dia de meu casamento. Esperado porque meu pai estava me enchendo o saco há duas semanas com todos os preparativos. Fiquei um dia vendo o vestido, mais muitos outros dias vendo detalhes insignificantes da decoração e isso sendo que eu não me casaria em casa, mas sim no palácio da família de Thomas.

Era um lugar enorme, até um pouco maior que o meu, todo feito de mogno e muitas torres. Mas era um lugar bonito. Havia flores coloridas espalhadas, a temperatura era tão fria quanto a qual eu estava acostumada e nenhum vampiro empregado me olhou com desprezo em qualquer uma das vezes que eu fui para lá.

Mas eu nunca vi o quarto de Thomas porque, assim como o meu próprio, estava em reforma para conseguir manter um casal, o que em minha opinião era uma tremenda idiotice já que meu quarto era grande o suficiente para vinte.

Bem, as mudanças nas vilas e cidades foram incríveis, sem dúvida alguma. A escola havia sido reformada e seu tamanho quase triplicara, sendo capaz de abrigar todas as espécies de criaturas e de todas as idades. Mais professores foram mobilizados e umas casas foram agregadas à construção, formando uma nova vila bem grande até. Consegui encontrar um feitiço mais forte para uma barreira protetora naquele livro que havia ganhado em Myaga, Verificus Patrono, e pude sentir que a força que cercava as cidades e vilas era bem forte. Só que essas barreiras me custaram um dia inteiro de inconsciência.

E havia a linha que ligava todas as vilas e cidades do reino, que funcionava como um trem mortal mesmo, mas numa velocidade disparadamente maior e não custava quase nada, apenas duas coroas de prata.

Oh, os hotéis realmente deram certo, tanto que novos empreendedores em potencial surgiram das cinzas (jurava que a maioria eram como eu e Thomas) e as pessoas já estavam começando a transitar pelos lugares. Criamos espécies novas de animais, plantas e atrativos que serviriam para chamar a atenção da população em geral, estimulando-a a viajar. A cachoeira azul e vermelha (horrível) que eu construí com o que restava de minha energia só pode ser encontrada em Wilstin, enquanto umas borboletas mais parecidas com alienígenas ficariam apenas em Myaga, mas eu me aperfeiçoaria mais.

Eu tive aulas com algumas fadas que vinham me visitar em exatamente todo o espaço de tempo livre que eu tinha e, de certa forma, isso estava deixando Thomas bem irritado, o que me divertia muito, embora eu deva admitir que sentia falta....

Oh, bem, as coisas para a viagem já estavam todas prontas. Eu tinha duas malas aparentemente normais e muita roupa, assim como Kate. Já os meninos levariam apenas uma mala cada um e que eu considerava extremamente pequena. Quem ganhava era Luce, que tinha três malas enormes e uma delas lotada com brinquedos.

Ah, sim, minha querida loba deu a luz em uma velocidade recorde para qualquer espécie de lobo existente, o que foi muito estranho, mais foi bom também. Luce agora tinha uma loba de pelos caramelos e olhos azuis, a qual ela apelidara de Ray. Já Thomas escolheu o mais escuro dos filhotes, de pelos negros como petróleo e olhos azuis, o Jeff, e combinou perfeitamente com ele.

Toquei a corrente com o pássaro negro que meu noivo havia me devolvido há umas semanas e voltei toda a minha atenção para a quantidade de garotas desconheciam que dançavam na minha despedida de solteiro.

É, foi só Thomas sair para ir resolver alguns últimos negócios que Kate me puxa para uma despedida de solteira maluca. Oh, ele me mataria se soubesse.

–Você tem certeza de que não quer beber? –Kate perguntou meio cambaleante, vindo até mim com sua taça na mão.

–Não, quero estar sóbria, obrigada. –Agradeci, me recostando na cadeira. A verdade era que eu já estava cansada de tanto dançar.

–Você é quem sabe.

–Isso mesmo. –Concordei. –Mas vou precisar ir dormir, tenho que ter energia para me casar amanhã e ter uma noite não muito tranquila.

Ela riu.

–Você nunca tem uma noite tranquila, princesa. Mas vá, então. Vou terminar o vinho e expulsar todas essas pessoas daqui. –Prometeu.

–Obrigada, Kate. Tenha uma boa noite.

–O mesmo para você! –Ela gritou quando eu já tinha passado pela porta.

Precisei atravessar o palácio praticamente inteiro para conseguir chegar ao meu quarto, tendo uma sensação bem estranha.

Soube que ele estava lá assim que abri a porta, mas não deixei que falasse nada ou me olhasse daquele jeito que me paralisaria, sei que saí correndo igual uma idiota para meu closet, trancando a porta atrás de mim.

Tudo o que eu sabia era que precisava manter o foco, então me olhei no espelho diversas vezes e decidi que tinha que vestir um pijama. Oh, bem, quando tirei meu vestido percebi que estava usando uma das lingeries que Kate havia me dado previamente para meu casamento. Era toda preta e branca, com muito rendado e uma calcinha muito pequena.

Não sei o que deu em mim, mas decidi que colocar uma roupa por cima seria desnecessário e resolvi sair vestida apenas com as roupas íntimas mesmo, porém tendo em mente que aquilo iria me matar de vergonha por dentro e de frio por fora.

–Agora vai me explicar por que minha noiva estava.... –Ele parou de falar quando me viu daquele jeito e parte de mim se sentiu contente, era a primeira vez que ele perdia a fala. Porém a outra parte de mim quis sair correndo.

–Você não devia estar aqui, sabia? –Perguntei, tentando fazer minha voz soar normal, mas saiu totalmente trêmula por conta do frio. –O casamento é amanhã.

Ele pareceu sair de seu transe e não levou dois segundos para vir até mim, o corpo me prendendo na mesa, uma mão apertando descaradamente minha nádega e a outra puxando meus cabelos sem muita delicadeza para trás, para que me fizesse o fitar nos olhos. Aqueles choques que ele dava podiam matar alguém seriamente.

Felizmente ele não demorou nada para me beijar, porém também não se demorou quase nada na porcaria do beijo, e então aproximou seus lábios de meu ouvido, beijando-me o lóbulo e me fazendo arrepiar cruelmente.

–Você não bebeu álcool.... Está com vergonha e apreensiva. –Ele pareceu pensar um pouco. –O que eu faço com você, bebê? –E esperou dois segundos para que eu pudesse inalar um pouco de oxigênio antes de me atacar os lábios com brutalidade, fazendo-me deitar sobre a mesa dura e se apoiando por cima.

Não sabia se toda aquela fome era simplesmente pelo fato de eu ter aparecido assim ou se foi por conta dos malditos dias que não tivemos tempo nem para discutir.

Thomas se demorou em meus lábios, mas então desceu a boca para meu pescoço, clavícula e ombros. E quando ele desceu para meu colo, as alças do sutiã foram rasgadas sem qualquer piedade e minhas coxas sofreram graves e deliciosos hematomas.

Um pouco mais e não havia nada que pudesse cobrir meus seios, à não ser sua mão enorme e sua boca que, juntas ou não, me levaram ao delírio diversas vezes em míseros minutos.

Ele não me deixou remover sua camiseta e aquilo me angustiou muito, principalmente quando foi descendo sua boca para minha virilha, e então mordiscou o interior de minhas coxas até chegar à minha intimidade, destruindo minha última peça de roupa do mesmo modo como fizera com meu sutiã.

Então Thomas simplesmente resolveu que queria me torturar, dando-me beijos leves naquela região enquanto uma mão apalpava meus seios. Não importava quanto eu pedisse, implorasse ou ameaçasse chorar, ele não parava com aquilo. Quando pensei que fosse explodir de agonia por dentro ele simplesmente penetrou um dedo em mim e aí sim eu quis morrer. Por quê tão lento, céus?

–Tom.... –Choraminguei pela milésima vez.

–Respire fundo e relaxe. –Como ele conseguia ser tão calmo?

Mas então, depois de que minhas súplicas foram contabilizadas em um milhão, ele passou a trabalhar em minha intimidade com alguma voracidade, me proporcionando um orgasmo em menos de um minuto.

Percebi que sua paciência chegou ao fim quando arrancou suas roupas com agilidade e me penetrou com tanta força que eu não consegui não gritar.

–Tão apertada.... Você não devia abusar da minha sanidade, garota. –Ele murmurou, a voz saiu alterada e eu fiquei extremamente mais feliz. –Eu não vou pegar leve.

Não, ele não pegou nada leve comigo, estocou tão forte que eu vi estrelas milhares de vezes, talvez porque minha cabeça não ficava meio segundo sem se chocar contra a madeira dura e fria da mesa, mas não doía, muito pelo contrário. Thomas tinha o poder de me fazer chegar ao paraíso mesmo que eu estivesse deitada numa cama de pregos.

E da mesa nós passamos para a cama e então, para terminar numa situação não tão deplorável, acabei caída grudada em seu tórax dentro da banheira, recebendo um carinho reconfortante nas costas nuas.

–Como está se sentindo, baixinha? –Ele me perguntou enquanto me tirava da banheira e dava um jeito de me secar rapidamente com uma toalha grossa. Precisei fazer algum esforço para vestir sua camiseta antes de cair na cama.

–Acabada.... –Murmurei, enrolando-me nas cobertas e nele, é claro. –Você deveria pegar mais leve comigo de vez em quando. –Falei, mantendo a cor tão vermelha quanto pimentão que não saiu de meu rosto desde a hora na qual resolvi sair do closet apenas de roupas íntimas.

Ele riu tão gostoso que eu não tive como não sorrir.

–Em situações especiais e quando você resolver não testar minha sanidade, meu amor. –Falou sarcástico. Belisquei seu ombro e ele revidou beliscando minha bunda, me fazendo gritar e xingá-lo algumas vezes. –Você está preparada para amanhã?

–O que tem amanhã? –Perguntei provocando-o, mas ganhei outro beliscão. Com a força que ele tinha, qualquer peteleco que me desse já era uma grande covardia. –Bem, eu me vejo pronta para aceitar minha condenação irritantemente sexy. E quanto à você? –Perguntei, fazendo um enorme esforço para encará-lo e ver seus olhos brilhando com perversidade.

–Espero ansiosamente por quando pudermos estrear meu quarto novo, depois da cerimônia.

–Por que tão ansiosamente? –Perguntei já estremecendo.

–Porque não vamos dormir tão cedo amanhã e eu irei ver todos os lados de você não importando o quanto reclame, princesa. –Eu já ia me preparar para dar-lhe outro beliscão de repreensão, mas parei quando senti sua mão acariciando minhas nádegas. Eu não merecia casar toda roxa. –Agora durma para que possa aguentar amanhã, querida.

–É por isso que te amo, Tommy. Esse lado romântico seu derrete meu coração, sabia? –Zoei.

–Durma. –Ordenou por fim, mas vi que estava sorrindo abertamente e me senti ainda mais feliz comigo mesma.... E com muito sono também, é claro.

Notas finais
Não se esqueça de deixar um comentário aqui e ir cozinhar alguma receita muito difícil que você já saiba que não conseguirá fazer, mas só de fazer aquela bagunça maravilhosa com uns ingredientes estranhos já valem muito à pena.... (#ignorem #sono) Beijooooos