Royals

32 Capítulo 32


Notas iniciais
O Nyah! ficou tanto tempo fora que quase morri de tédio durante todos esses dias... baaah. Enfim, obrigada à todos os favoritos e reviews e recomendações, espero que estejam gostando e lamento muito dizer que este é o penúltimo capítulo da fanfic :( Bem, estou iniciando uma outra fanfic sem ligação qualquer com essa daqui, embora com o gênero bem similar, e estou considerando uma continuação para Royals, pois já tenho uma ideia possível e só espero saber se gostariam que a fanfic tivesse um segundo volume. É isso, espero que gostem desse capítulo e sim, é o tão esperado casamento ;D Espero que gostem!!

Por que casamento era tão importante para as mulheres mortais? Honestamente, se eu não carregasse uma coroa sobre a cabeça talvez nunca chegasse à essa cerimônia estranha. Céus, era tão desconfortável!

Eles me acordaram cedo, me passaram mil loções e óleos estranhos, leram diversas cartas e cuidaram de cada centímetro de pele que tinha no meu corpo. Eu já tinha começado a perder a paciência na segunda hora do dia. Aquilo era um inferno!

Um homem estranho praticamente arrancava meus cabelos conforme fazia mil penteados para decidir qual era o melhor, outro não sabia qual conjunto de joias eu deveria usar e então me fazia testar todos, uma mulher acabava com meus dedos e a outra acabava com meus pés. O pior que faziam tudo isso ao mesmo tempo e juntos!

Quase implorei por misericórdia quando começaram a cuidar de meu rosto e felizmente não me passaram base alguma que fosse pintar meu rosto inteiro.

Já faltava apenas uma hora para o casamento e eu nem havia vestido o que quer que estivesse dentro de um saco branco.

Respirei fundo e me controlei para não sair correndo, ou voando, quando acabaram a sessão de tortura e foram tirar o vestido da embalagem.

Bem, era um tecido mais fino que seda e não era branco, ou talvez fosse, não sei. O vestido era da cor de gelo e eu não sabia distinguir se o tecido era azul para se parecer com gelo ou se ele era mesmo tão branco que eu enxergava azul, era estranho. Ele tinha um corpete liso tomara-que-caia que me esmagou completamente e uma renda branca que passava por cima e prendia ao redor de meu pescoço. A saia tinha longas pregas e uma cauda não muito grande que era contornada por alguns desenhos ligados que pareciam coroas e em fios de prata. A tiara que me deram era também prata e um pouco maior do que as que eu usava normalmente, mas não muita coisa.

Calcei os saltos que me deixavam numa atura mais digna e recebi uma capa branca provisória.

Quando acabaram de me vestir já estava cerca de dez minutos atrasada, mas mesmo assim me deixaram a sós por um outro período de dez minutos para que me preparasse emocionalmente. Eu mais achava que deveria me preparar fisicamente para não acabar caindo e torcendo o pé do que qualquer outra coisa.

Sairíamos no dia seguinte para fazermos nosso passeio e visitar os novos hotéis que havíamos criado, então, dentro de pouco mais de uma semana, iríamos à Suíça para pegar um voo para a Groenlândia conviver com alguns mortais.

Quando bateram na porta eu quase saí voando para acabar com o negócio chato da cerimônia, mas me contive pelo bem que estava fazendo ao meu tornozelo. Peguei um buquê de flores de gelo e neve e fui encaminhada para a entrada do salão do castelo que eu desconhecia bastante.

Encontrei meu irmão, Kate e Luce me esperando para que entrassem na cerimônia. Óbvio que utilizamos cerca de quinze minutos discutindo coisas inúteis e sem muito nexo.

Havia mais algumas pessoas que entrariam no início da cerimônia, mas eu só conhecia meu pai, quem por sinal chegou atrasado e quase me derrubou no chão ao me abraçar emocionado.

Não havia nada demais em um casamento como o meu, não era como se fosse partir para longe com meu marido e ganhar a vida. Eu estava simplesmente casando com um vampiro/duende extremamente irritante e irresistível porque alguém assim disse que deveria ser. Aquele casamento só tinha grande significado para algumas espécies, que entrariam oficialmente num estado legal de paz devido à nossa união, e para os reinos que se mesclariam completamente.

–Pai? –Chamei assim que percebi que a cerimônia estava prestes a se iniciar. –Se eu cair você pode acabar com a memória recente dos convidados, por favor? –Era quase uma súplica.

–Não. Se você cair ninguém nunca vai esquecer. –Falou, mas estava achando graça da ideia.

–O que faço então? –Perguntei aflita.

–Não caia, é simples. –Deu de ombros e minha atenção foi voltada a porta que acabara de se abrir.

Música lenta, casais, daminhas, tudo aquilo que era tão comum em casamentos mortais. A única diferença era que provavelmente havia objetos flutuando pelo salão.

Quando todos entraram a porta se fechou novamente para que pudessem me posicionar em frente à porta e então a mesma se abriu tão rápido que eu nem tive tempo suficiente para respirar.

Bem, eu tinha de admitir que era um salão grande, bonito e que a decoração estava fantástica. A única coisa que não era tão fantástica assim era a quantidade de pessoas presentes na ocasião. Eram tantos olhares estranhos que eu tive vontade de me esconder atrás de meu pai e voltar escondida para meu quarto, embora tampouco estivesse em meu próprio palácio. Chegar sozinha ao meu quarto certamente resultaria numa versão perdida de mim.

Sim, eu avistei Thomas no altar e era óbvio que ele estava bonito. Mas o irritante é que ele não estava simplesmente bonito ou elegante, ele estava extremamente sexy naquele smoking e aqueles olhos elétricos teriam sido capazes de me fazer paralisar caso eu não tivesse sido rápida e desviado o olhar, sem esquecer de ficar vermelha, o que era já minha marca registrada.

Ele simplesmente tomou minha mão com tanta rapidez que eu mal pude processar que já tinha chegado ao altar, mas apertei sua mão forte o suficiente apenas para informar-lhe que não estava a ponto de desmaiar, caso ele notasse minha cor ficando mais fraca.

Diferente dos mortais, nos casamentos nós juramos divisão e respeito de forças, apoio, amor e paciência, este último por conta das adversidades das espécies e pessoalmente porque Thomas me fazia perder a paciência muito fácil, acho que esse era seu maior gosto.

Quando o rei a conduzir os juramentos, no caso o pai de Tom, aceita tudo o que foi dito, nós bebemos um vinho extremamente doce de um cálice de ouro e então devemos trocar os anéis, junto com alguma frase que ninguém poderia escutar.

–Você consegue ser extremamente sexy até vestida como uma boneca, princesa. –Ele sussurrou em meu ouvido e eu não consegui conter a coloração de meu rosto, ou a risada envergonhada e até mesmo o olhar de repreensão.

–E você não está muito atrás, Tommy. –Devolvi num sussurro e coloquei-lhe seu anel. E então era aquilo.

Antes que seu pai pudesse terminar a cerimônia, Thomas tomou meus lábios com tanto desejo que mal pude ouvir o que o rei dizia, apenas fechei os olhos e me deixei levar pelo momento, este que não pôde durar mais de um minuto, infelizmente.

As pessoas se curvaram ao máximo que podiam e então ergueram suas taças e aplaudiram em comemoração. Recebemos banhos de flores de neve que eram extremamente cruéis, uma vez que gelavam a pele tanto quanto a verdadeira neve, e então fomos guiados até os dois tronos de mogno perfeitamente polidos que ficavam no local de destaque do salão, sobre uma pequena e larga escadaria.

–Lembrando-me de que sofreu tanto pois teria de casar-se comigo, não aparenta estar infeliz, princesa. –Thomas provocou, mantendo minha mão sobre a sua. –Está congelando. –Comentou.

–Você não é tão ruim assim. –Murmurei, mostrando-lhe a língua. –É, eles tiraram minha capa antes que eu entrasse.... –Contei, tendo perfeita ciência de que estava tremendo.

Ele não hesitou em levantar a mão para um empregado e pedir que me trouxessem uma capa e fez questão de esperar que a capa chegasse antes que começássemos a atender os convidados e receber os presentes.

Começamos recebendo a parte vampírica da coisa e devo admitir que eles têm gostos estranhos para presentes. Quando eu recebia joias, elas tinham pedras mais pesadas do que alguém conseguiria carregar novamente e quando eram roupas, eram demasiado chamativas. Enquanto eu recebia coisas de princesas e recebia congratulações, Thomas recebia bebidas alcoólicas e brincadeiras de amigos. Homens.... Só me restava rir.

–Espero que não se esqueçam de que vamos viajar amanhã. –Kate nos alertou num tom repreensivo enquanto me abraçava sem cerimônias ou reverências.

–Não acho que eles vão conseguir dormir esta noite, Kate. –Arthur também fez um exagerado sinal de negação e me fez levantar para um abraço esmagador. –Hey, Tom, entrei na aposta dos seus amigos. –Arthur fui cumprimentar Thomas.

–Que aposta? –Perguntei, provavelmente sendo a mais desinformada daquele salão inteiro.

–Quanto tempo vocês vão aguentar ficar na própria festa antes de irem resolver certas coisas.... –Ele respondeu como se fosse algo banal.

–Não sabia que minha vida pessoal era tão comentada. –Murmurei um tanto incrédula. Thomas e eu sempre acabávamos saindo mais cedo, mas não achava que as pessoas fossem capazes de reparar tanto.

–Esse é o ponto de usar uma coroa, mana. –Ele falou, mas então tirou um embrulho em papel prateado de sei lá onde e entregou em minhas mãos. Descobri que havia uma adaga simplesmente magnífica dentro e muito azul, até mesmo sua lâmina reluzia em um azul que contrastava com o transparente dos fios que trançavam em desenhos o cabo.

–Não poderia ter escolhido melhor, irmãozinho. –Não pude deixar de bagunçar seu cabelo. Ele fez uma careta engraçada.

–Kate escolheu, eu só tive a ideia. –Contou e eu precisei ir abraçar mais uma vez minha melhor amiga. –Agora, se vocês deixarem o salão em uma hora para que eu ganhe a aposta, juro que podemos sair de viagem a hora que estiverem prontos amanhã, sem pressão.

–Feito. –Thomas não hesitou em concordar, sabia que ele estava louco para sair de lá.

E assim foi feito, nós ficamos exatamente mais uma hora naquele local para agradecer aos convidados e comer e então saímos sorrateiramente e apenas percebidos por metade dos convidados presentes. Por Thomas nós faríamos coisas pessoais no meio do caminho mesmo, mas como eu não queria ser flagrada, precisei ter bastante controle e confesso que isso me custou uma queda dura em um dos corredores.

O quarto que haviam construído para nós era mil vezes maior do que o que eu tinha em meu palácio. Havia uma saleta com diversos sofás, mesas e tapetes, então havia uma pequena escadaria que dava para um quarto imenso, todo decorado em tons de vinho e preto e a cama era um lugar extremamente atrativo.

Fui examinar rapidamente os closets quilométricos e o banheiro onde havia uma banheira de tamanho suficiente para servir de piscina. Só não consegui fazer uma visita mais detalhada do ambiente porque Thomas não estava muito paciente e me puxou bruscamente para o quarto.

–Eu não vi tudo ainda! –Reclamei, sabendo que o deixaria irritado por estar preferindo outra coisa antes. Ele só não sabia que o esforço que eu estava fazendo para me manter em sã consciência era maior que o peso do céu.

–Eu gostei desse vestido, Amy. –Começou. –Acontece que se você não se comportar eu terei de rasgá-lo. –Ameaçou, e certamente foi o suficiente para que eu ficasse quieta enquanto ele lutava para tirar a peça de roupa sem destruí-la.

Assim que o tecido desceu eu fui tirada do chão e jogada sem qualquer cuidado sobre a cama, que além de atrativa era bem aconchegante. Bastou que o peso de seu corpo me cobrisse para que eu entrasse num estado meio febril da coisa, fazendo questão de não fazer mais uso da parte racional do cérebro.

Thomas atacou meus seios sem nenhuma piedade e fez de tudo para que meus ruídos fossem ouvidos de uma maneira forte e clara, o que já era uma tortura absurda para mim. Consegui fazer com que me deixasse o livrar do smoking e da camisa social com agilidade e sentir seu tórax pressionado contra meu corpo praticamente desnudo me aquecia mais do que qualquer capa ou roupa existente.

Ele desceu os lábios por toda a extensão de pele até chegar em minhas coxas e fez questão de não poupar minha calcinha, esta que passou a fazer parte das milhares de outras já destruídas por conta se sua impaciência.

Então ele me beijou onde sabia que me faria arquejar as costas e me provocou ali mesmo, sem me dar ouvidos quando avisei que iria chegar ao ápice e sem nem cogitar parar quando o alcancei. Quando penetrou um dedo em mim pensei que fosse explodir mais uma vez, porém ele foi com calma, diminuindo o ritmo, e então me penetrou tão rápido com seu membro que me pegou totalmente de surpresa e me fez chegar ao meu máximo por uma segunda vez.

Bem, ele não parou, ele nunca parava e eu não tinha de que reclamar, não tinha nem como reclamar. Tudo o que saía de meus lábios eram gemidos fortes e incessáveis que pareciam ativá-lo cada vez mais, cada vez mais forte também. Era triste como eu me sentia tão fraca em relação à ele, mas era extremamente motivador quando ele era o que não aguentava controlar sua voz ou quando me dizia coisas sujas e explicitamente deliciosas em meu ouvido, me levando ao delírio junto com todo o resto das coisas que fazia.

Depois de cinco vezes dessas, eu não tinha mais forças e nem mais como sair de meu estado totalmente detonado da coisa. Ele tinha acabado comigo mais uma vez, me deixado leves hematomas que seriam incapazes de me incomodar e meus lábios extremamente vermelhos.

Quando me acolheu em seus braços e passou as cobertas por meu corpo eu tive certeza de que estava no paraíso, porém quando disse que me amava eu não pude deixar se me comparar automaticamente à uma adolescente apaixonada. Era raro ouvir essas coisas de Thomas, e, por mais que já soubesse que eu era o que havia de maior importância em sua vida, ouvir aquilo me deixava mais segura por dentro, de uma forma louca posso dizer que me aquecia até.

Thomas me deixou dormir por cerca de cinco horas naquela noite, mas acabou por me acordar no meio da longa madrugada sedento por mais. Não tive nem vontade de dizer não, me entregaria de olhos fechados sem nem pensar duas vezes.

A noite apenas realmente acabou quando eu não tinha forças nem para abrir os olhos e senti que precisava dar-lhe uma quantidade razoável de sangue para recompensá-lo pelo incrível trabalho de acabar comigo de um modo tão rápido.

Ele era meu marido, mas eu provavelmente demoraria alguns meses ou anos para compreender tal palavra ou significado. Ele era simplesmente um vampiro sexy e extremamente sedutor, por quem eu era loucamente apaixonada de um jeito mortal, e que me fazia muito bem, obrigada.

Notas finais
Não esqueçam de me mandarem comentários!!! Já está no fim da fanfic e eu nem conheço muitos de vocês que acompanham :( Beijooos, Até mais!