Royals

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Pessoas lindas do meu mundo besta, obrigada mesmo por todos os comentários e os favoritamentos legais que eu recebi durante esse feriado que eu descobri recentemente não ser apenas por conta do coelhinho e do chocolate... tenso mesmo :/ Well, deixando a parte criança da coisa de lado, esse capítulo contém cenas legais, porém censuradas, mas não me custa nada avisar, certo? Cada um sabe mais sobre si do que eu sei qual foi meu almoço de hoje ;) Espero que gostem, beijos!

–E ele virou um príncipe mesmo? Para sempre? –Luce perguntou, os olhos brilhando. A menina não havia conseguido dormir desde que tentamos aquietá-la cerca de três horas antes. Eu estava morta de sono, em meu quarto, e contando as histórias dos Grimm.

–Sim, virou.

–Mas ele não voltou a ser a fera? Nunca mais?

–Não. –Balancei a cabeça. –A maldição foi quebrada para sempre. –Adicionei, segurando-me para não cair dormindo em cima dela.

–Isso é legal! –Seus olhos brilharam. –Mamãe falou que só quem é muito poderoso pode quebrar uma maldição.

–Algumas maldições, -Thomas falou por mim e eu deitei a cabeça em meu travesseiro. –são fracas, podem ser quebradas. Outras maldições podem nem ser iniciadas, caso a vítima tenha condições de não aceita-la. Mas há sim maldições muito fortes onde apenas pessoas ainda mais fortes podem quebrá-las.

–Nossa.... Será que eu vou conseguir?

–Se você treinar, Luce. Treine e poderá fazer o que quiser. –Falou. Era engraçado vê-lo conversando com a menina.

–Por que não me conta uma das histórias que ouviu, Luce? –Pedi, ajeitando-me na cama. Estava cercada por Thomas e Luce, porém a cama tinha tanto espaço que não me incomodava.

–Certo. Posso contar a minha preferida. É a da princesa misteriosa, já ouviu?

–Nunca ouvi, conte-me.

–Eu também nunca ouvi. –Thomas sussurrou em meu ouvido.

–Foi num tempo estranho, ninguém sabe quando, mas sabia que se fazia muito frio.... –Ela parou para pensar. –Bom, sempre faz frio no Sul.... Certo, havia uma princesa, o nome dela era Amy e ela era bonita, muito bonita, diziam que era a garota mais bonita que já viveu. Ela era forte também, muito forte, tinha poderes muito legais, embora ela tivesse demorado muito para descobri-los. Ela também tinha um namorado, um príncipe, e ele era vampiro.... Esqueci o nome dele, começava com T, mas ele tinha um segredo também.... Ele não contava o segredo para ela porque ele cuidava dela. –Eu estava com minha respiração parada e com o sono congelado, então não tive outra escolha senão deixa-la continuar sem interrupções. –Não lembro muito bem o que aconteceu depois, mas teve uma guerra muito grande e a princesa perdeu muitos amigos, mas ela era muito boa porque descobriu alguma coisa.... Não sei explicar, ela era ainda mais forte, sabe? Ninguém podia saber seu segredo e quem sabia não poderia contar.

Ela parou de contar, parecendo confusa.

–O que acontece no final? –Perguntei, sem muito controle temperamental.

–Eu esqueci.... Mas quando me lembrar eu te conto. –Deu de ombros. –Mas é a melhor história de princesas, eu juro.

Parecia-me mais com a mais trágica das histórias de princesas, porém não falei nada.

–O que seus pais faziam, Luce? Você sabe qual era a especialização deles? –Thomas perguntou, apertando meu braço de leve.

–Eles viam o futuro.... Igual a amiga da princesa Amy. –Luce falou e eu quase surtei.

–Qual amiga?

–A que casa com o irmão da princesa.

–Quer dizer Katherine? –Chutei, embora já tivesse certeza.

–É! Como você sabe?

–Foi apenas um chute, Luce. Mas agora acho que você deveria dormir. –Falei.

–Certo. Mas amanhã você me conta mais histórias? –Pediu, com os olhos brilhando.

–Mas é claro, Luce. Boa noite. –Falei, assistindo-a caminhar para fora do quarto em direção à seu próprio. Respirei fundo algumas vezes. –Eu devo me preocupar com o que ela disse?

–Saber o futuro nem sempre é algo bom, princesa. Pode fazê-la sofrer antes do tempo.

–Mas por que você fica escondendo coisas de mim? –Perguntei, olhando-o desconfiada.

–Não estou escondendo nada de você, mas você irá descobrir sozinha, agora não é a hora certa. –Eu suspirei, frustrada. –Eu procuro te proteger, Amy.

–Por quê?

Ele deu de ombros.

–Porque nosso casamento é importante, porque você é importante para o bem-estar de milhares de seres, porque sua família assim deseja.... Pode escolher um desses motivos, tanto faz. –Ele fez uma pausa. –Ou você pode escolher pensar sempre que é porque eu te desejo todos os dias e porque eu não vou ficar bem se você não estiver.

Eu sorri, subitamente esquecendo de todo o cansaço que eu sentia.

–E por acaso você me quer agora? –Perguntei, rolando para encará-lo direito.

Ele sorriu com malícia e seus olhos faiscaram. Acabei corando estupidamente.

–Quer saber algo que eu gosto em você? –Perguntou, sentando-se na cama e me puxando para sentar em seu colo. Eu assenti com a cabeça, uma vez que ele nunca dizia ao menos se gostava de qualquer coisa em mim. –Eu gosto da sua ingenuidade mesmo depois de eu ter feito certas coisas com você.

Eu corei feio e, como se para provar, ele se livrou de minha camisola rapidinho, levando à minha reação espontânea de me agarrar em seu corpo para me esconder. Thomas riu.

–Pensei que não gostasse disso. –Murmurei. Ele revirou os olhos e me deitou na cama, prendendo meus braços sobre a cabeça para que eu não cobrisse meus seios.

–Eu não gosto quando faz você se sentir inferior, princesa. –Ele me deu um beijo rápido nos lábios e então desceu para ficar brincando com meus seios, colo e barriga. A única coisa que era desconfortável era que ele me encarava a cada beijo, apenas analisando minhas reações e eu queria fugir correndo de lá, mas mesmo que eu quisesse muito, talvez parte de mim fosse ser forte o suficiente para me manter lá.

–Thomas? –Chamei baixinho, mas foi o bastante para que ele compreendesse e parasse para me ouvir. –Tire a sua camiseta, por favor. –Pedi, sabendo que iria me faze sentir muito mais confortável. Ele sorriu sem deixar de me mandar um daqueles choques estranhos e se livrou de sua camiseta rapidinho, cobrindo meu corpo com o seu rapidinho.

Thomas era muito mais forte que eu, muito mais pesado também, mas não é como se nada daquilo importasse, era incrível. Ele entendeu que eu queria seus lábios e atacou minha boca o mais voraz possível, enquanto eu me esforçava muito para retribuir da mesma maneira.

Fiz milhares de nós em seus cabelos e só não arranhei suas costas porque sua pele era forte demais para minha incrível força, mas só de ter a sensação de que estava puxando-o mais para mim era suficiente.

Nós rolamos na cama de modo que eu ficasse por cima e eu senti que poderia fazer alguma coisa para retribuir, então, quando precisamos parar o beijo por conta da desgraça do oxigênio que era bem importante para mim, desci a boca para seu pescoço, lembrando de tudo o que ele fizera em mim nas últimas noites.

Não fiquei travada ou com vergonha, apenas fiz o que sentia vontade e ele parecia apreciar bastante, pois sorria com encorajamento e prazer ao mesmo tempo. Era incrível como sua pele era macia, mesmo sendo impermeável para pessoas como eu. Além de tudo, ele cheirava extremamente bem, não que eu já não soubesse, mas poder aproveitar-me daquilo era muito bom.

Desci a bora para o final de seu tronco e parei no zíper da calça, começando a ficar um tanto mais alerta.

–Você não precisa. –Ele falou, parecendo sério.

Eu sabia que ele não ficaria frustrado se eu não continuasse, mas por mais que estivesse um tanto desconcertada, eu queria.

Parei um pouco para encará-lo.

–Eu quero. –Murmurei, corando violentamente. –Eu só não sei....

Ele sorriu adotando uma expressão mais pervertida que nunca, se afastando e se ajeitando sentado encostado nos travesseiros.

–Venha. –Ordenou, me estendendo uma mão e então me puxando para perto de si. –Você não precisa fazer nada, mas eu posso ajudá-la se for isso o que quer.

Eu concordei com a cabeça, tentando parecer menos infantil por conta da coloração de meu rosto, e me sentei em suas pernas, inclinando-me para beijá-lo em seguida. Eu voltei para a trilha de beijos desde sua boca até o início da virilha e desabotoei sua calça, descendo o zíper em seguida. Thomas me ajudou a tirar sua calça por completo e a mesma voou sei lá para onde. Ele estava num estado no qual minhas amigas mortais chamariam de animação, porém eu não conseguia parar de olhar aquilo que, mesmo por debaixo do tecido, era grande.

Ele acariciou meus cabelos, paciente, e eu tive coragem para continuar. Afastei o pano preto de sua boxer e peguei seu membro na mão com alguma hesitação.

Levou algum tempo para que eu tivesse a coragem de beijá-lo naquele lugar, ou então colocar aquilo na boca com menos ingenuidade. Thomas não riu de mim em momento algum, ou sequer se mostrou impaciente. Ele parecia impressionado com o que eu estava me propondo a fazer e aparentava a maior calma do mundo.

Quando eu finalmente peguei o jeito, foi ótimo. Tanto para mim quanto para ele, não sei, só sei que o ouvi grunhir diversas vezes, falar palavras sujas que só eram mais excitantes e pegar meus cabelos sem muita delicadeza, me ajudando nos movimentos.

–Pare agora, princesa. –Eu o encarei e soube que ele iria chegar ao ápice caso eu continuasse, mas ele claramente não queria que isso acontecesse daquele jeito, então me jogou de costas na cama com toda a delicadeza que ele certamente não tinha e rasgou minha calcinha sem sequer pedir permissão.

Não contive o grito de surpresa e dor quando ele me penetrou com força, sem qualquer aviso prévio ou cuidado, mas não reclamei porque foi só o que faltava para me fazer perder a noção. Eu o abracei com as pernas firmemente enquanto ele continuava com aquele ritmo forte e acelerado dentro de mim e nem tentei segurar os gemidos, ou os gritos, tanto faz, só sabia que com Thomas era impossível manter silêncio.

Senti o líquido quente me invadir rapidinho, mas ele não pareceu desanimar ou querer parar, muito pelo contrário, continuou os movimentos, porém dessa vez mais lentos e bem profundos. Eu não podia dizer muita coisa, só que era uma mistura de dor e prazer que me fazia querer ficar naquilo para sempre. Eu não estava acabada quando atingi o ápice pela primeira vez naquela noite, na verdade eu ignorei todo o cansaço para pedir por mais.

–Vamos mudar uma coisa, bebê. –Ele falou, alterando rapidamente nossas posições. Voltou a sentar-se na cama encostando-se nos travesseiros e me puxou para seu colo.

Bem, eu não hesitei quase nada, deixei com que ele me pegasse pela cintura e me encaixasse em seu colo. Não havia como ele não encontrar a parede de meu útero e confesso que aquilo chegava a doer, porém com seu auxílio nos movimentos os encontros foram controlados e chegavam a ser até prazerosos quando aconteciam. Aliás, não havia qualquer coisa que ele fizesse comigo que não fosse prazerosa no final.

Agarrei-me em seu pescoço quando cheguei ao segundo e último orgasmo, uma vez que já não tinha mais força alguma para continuar, apenas o suficiente para esperar que ele chegasse ao seu, e então me aninhasse rapidamente enquanto eu tentava recuperar o ritmo cardíaco.

–Como foi para você? –Perguntei, depois que ele me cobriu com o edredom.

–É essa insegurança sua que eu não gosto, princesa. –Sussurrou em meu ouvido. –Mas se for valer de alguma coisa, foi muito bom.

Eu encolhi os ombros.

–Mas eu duvido que tenha sido tão bom quanto com as outras que você teve. –Resmunguei. Fiz um aceno para que as luzes se apagassem e assim eu não visse sua expressão.

–Há uma diferença bem grande entre ter relações com meretrizes e com a própria noiva, princesa. Você pode ser ingênua, não ter experiência ou qualquer coisa que queira dizer sobre si, mas a verdade é que eu não trocaria essa noite por qualquer outra com uma deusa do sexo ou algo do tipo.

–Mas.... –Ele me interrompeu sem paciência.

–Se fosse outra qualquer aqui me enchendo o saco eu mandaria para fora sem nem sequer olhar na cara. No seu caso, minha querida, se você não parar eu juro que vou te foder até que você não consiga mais andar amanhã e talvez então você entenda que a única que eu quero é você, entendeu? –Ele fez aquilo soar como uma ameaça ferrada e eu estremeci, mas sem conseguir deixar de sorrir.

–Entendi. –Murmurei, estremecendo em seguida.

–Bom. Agora eu gostaria muito que você dormisse antes que comece a passar mal e volte a falar asneiras.

–Você não é muito delicado, sabia? –Perguntei, mas me enrolei mais no cobertor e nele.

–Sinto muito, princesa, não tenho a intenção de mudar isso.... –Ele parou por dois segundos, e então as luzes se ascenderam sem motivo. –Eu ia te falar para vestir algo, mas é meio tarde....

Ele mal terminou de falar e a porta foi escancarada, abrindo passagem para um Arthur meio confuso e uma Kate sorridente.

–Eu é que caso e vocês que estão em lua-de-mel. –Ela bufou, mas não conseguiu evitar o sorriso.

–Por que você está invadindo meu quarto em plena madrugada e com meu irmão? –Perguntei, não muito contente.

Ela deu de ombros.

–Vim apenas perguntar se vocês estão afim de caçar.

–Agora? –Perguntei, meio incrédula.

–Sim, senhorita. –Cantarolou.

–Por qual dos mil diabos....?

–Calma lá, Amy, depois vocês continuam. Só achei que fosse ser interessante sair para caçar o irmão bastardo.

Gordon?

–Ele saiu? –Perguntei atordoada, sentando-me na cama com cuidado para ainda me manter coberta.

–Sim, sim. Há alguns minutos apenas.

Respirei fundo.

–Certo. Esperem por mim lá embaixo, por favor. –Pedi, dando adeus ao sono merecido que teria.

Notas finais
Não deixem de me mandar um "oi" no final do capítulo pois meus hormônios estão em alta e minha bipolaridade nas nuvens já :D Sim, eu estou com sono então me ignorem, por favor, mais tarde eu tomo vergonha na cara e apago isso daqui. Beijooos