Royals

22 Capítulo 22


Notas iniciais
É curto, mas eu juro que há uma surpresa ;) Peeeople, obrigada mesmo por todos os comentários, favoritos e recomendação *-----* Eu fiquei tão feliz que consegui não ficar p* da vida com a minha professora de geografia física :DDDDD Espero que gostem ^^^^

Acordei atordoada com batidas na porta. Era domingo, quem em sã consciência viria me acordar antes do meio dia? Thomas também pareceu irritado pois demorou bem mais que o normal para se movimentar.

Assim que ele abriu a porta a diretora simplesmente entrou, me olhando com seriedade. Não tinha nenhuma regra que proibisse relações na escola, mas mesmo assim senti meu rosto ferver.

–Vocês devem vestir-se e embarcar na carruagem para o reino Winter. Seu pai solicita uma reunião de família imediatamente. –Ela falou.

–Arthur....

–Já foi avisado. Peguei seu vestido com Jennifer, não demorem pois eles já estão aguardando na entrada. –Ela me jogou uma caixa branca grande na cama e saiu apressadamente.

Só porque hoje eu queria dormir.

–Precisa de ajuda? –Thomas perguntou ao ver que eu não movi um único músculo. Respirei fundo e fui olhar a caixa.

–Não, Jennifer me livrou do espartilho então está tudo bem. –Falei, pegando o vestido azul marinho e indo até o banheiro para me vestir. Realmente eu estava feliz por não ter o espartilho, porque depois da noite passada eu precisava mesmo respirar direito. Havia apenas um cinto mais largo que prendia logo abaixo do busto, mas nada demais.

Fiz minha higiene e percebi algumas marcas roxas em meu corpo. Eu mataria Thomas depois.

Calcei os sapatos da noite anterior porque combinavam e peguei a capa negra que estava no fundo da caixa e a vesti rapidamente, porque o dia amanhecera mais frio do que o comum.

Thomas já estava pronto com roupas mais formais, porém seus cabelos bagunçados me lembraram do quanto que eu precisei me agarrar neles noite passada. Balancei a cabeça tentando espantar as imagens antes que ele pudesse perceber.

–Sem tiara, princesa? –Perguntou, arqueando uma sobrancelha.

–É. Vamos? –Perguntei, vendo-o levantar da cama e vindo até mim, beijando meus lábios com leveza já que estavam sensíveis também.

–Como está se sentindo? –Ele perguntou quando saímos do quarto.

–Bem, porém cansada. –Murmurei.

–E você gostou? –Merda, por que ele tinha de falar tão alto? Meu rosto ficou totalmente pintado de vermelho.

–As pessoas podem ouvir! –Repreendi mas ele deu de ombros, me olhando com diversão.

–Você ainda não respondeu.

–Tinha como não gostar, Thomas? Você sabe que eu gostei, me disse que sabia. –Eu praticamente sussurrei. Ele riu baixo.

–Eu sei que seu corpo gostou. Mas fico feliz que sua cabeça também tenha. –Segurei seu braço quando saímos para fora da escola, onde aquele monte de guardas esperavam por nós.

–Agora quieto, meu irmão já está lá. –Falei, vendo Arthur sentado na carruagem, parecendo bem confuso. Pelo menos ele sorriu para mim quando me viu e olhou desconfiado para Thomas em seguida.

–Bom dia, mana. –Arthur me disse desconfiado. Tentei não demonstrar qualquer alteração. Dei-lhe um abraço rápido e sentei-me em sua frente, com Thomas ao meu lado. –Hey, sou Arthur, prazer. –Meu irmão disse, estendendo a mão para meu noivo.

–O prazer é meu. –Thomas respondeu, aceitando o aperto de mãos e sorrindo com alguma sinceridade. Eu me ajeitei no banco e me envolvi na capa assim que a carruagem entrou em movimento. Arthur pareceu surpreso de início, mas se acostumou logo depois.

–Então, vocês perderam mais da metade do baile ontem à noite. As pessoas ficaram procurando.... –Meu irmão começou. Tive certeza de que por “pessoas” ele quis dizer ele mesmo.

–Eu tive uma febre na noite antes do baile e estava meio mal. –Tentei soar normal, porém a coloração de meu rosto certamente me denunciava. Aquilo era tão injusto.

–Sei. E quanto à marca roxa em seu pescoço? –Oh, merda. Eu disse que iria matar Thomas por aquilo e pelas outras marcas também, só não sabia que a de meu pescoço estava tão aparente assim. Arrumei a capa para escondê-la e me encolhi no banco. Era óbvio que meu irmão já sabia.

–Não é nada. –Resmunguei. Por qual demônio Thomas estava se divertindo? Arght.

–Tudo bem, mana. Eu entendo. –Arthur levantou as mãos em sinal de rendição e eu revirei os olhos em resposta. –Não preciso saber dos detalhes.

E então eu simplesmente perdi a parte em que meus dois homens começaram a discutir sobre algumas aldeias das quais eu nunca havia ouvido falar e eu fiquei boiando, totalmente alheia à conversa, às informações e à vida em geral. Na verdade eu me enrolei mais ainda na capa, apoiei a cabeça no ombro de Thomas e dormi até chegarmos.

Meu pai já havia comovido o reino por conta da existência de meu irmão e já havia contratado os melhores buscadores para descobrirem sobre o que havia acontecido. O homem estava terrivelmente aturdido e conturbado, principalmente depois que descobriu que os feitiços para rever períodos de tempo haviam sido bloqueados quando evolviam minha mãe. Na verdade, qualquer memória que alguém tivesse de minha mãe não podia ser revista em nenhuma das fontes.

–..... Nós precisaremos repensar toda a estrutura familiar. Eu sinto que devo deixar você ir, minha filha, e reinar mesmo com seu noivo no palácio deles, já que sua união assim lhe permite. Enquanto você, Arthur, será meu sucessor direto, porém, obviamente, assim que se casar.

Eu observei a cara de Gordon se escurecendo drasticamente por conta da raiva que sentia. Ele era o bastardo, afinal. Entretanto, eu acho que ele já tinha desconfiado que isso ocorreria.

–E entendo, pai.

–Eu sei que sim. –Meu pai concordou, parecendo emocionado. Aliás, o homem esteve se guiando por emoções desde que chegamos. –Entretanto, o casamento deverá acontecer em breve. Eu diria em uma semana.

Meu queixo caiu, assim como o de meu irmão. Todos os conselheiros, nobres e empregados que estavam participando pareceram contentes, apenas Thomas, Gordon e meu pai continuaram normais.

–Por que tão rápido, pai? –Perguntei, realmente confusa. Eu só teria de me casar aos dezessete.

–Porque é a única coisa que pode garantir sua vida agora, meu filho. Alguém pode tentar um atentado à você ou sua noiva e então a linha de sucessão estará perdida. –Ele explicou. Eu olhei para Gordon e vi que realmente fazia sentido o que meu pai dizia.

Aliás, depois de ver o sorriso maníaco de Gordon eu desejei que meu irmão se casasse no dia seguinte.

–Compreendo. –Arthur também pareceu entender. –Mas com quem?

–Lady Katherine Conne. –Meu coração e meus olhos quiseram saltar para fora. –Soube que se deram bem ontem e não consegui pensar em uma opção melhor.

–Mas ela é conselheira de minha irmã.

–Não há problemas. Com essa evolução da magia que estamos vivendo daqui a pouco até um bebê de colo saberá usar o tele transporte. –Meu pai murmurou. –Espero que não fique chateado, filho.

–Eu entendo, de verdade. –Arthur disse, embora aparentasse estar preocupado.

–Ótimo. Lady Conne já está a caminho e meu palácio está para virar um inferno com os preparativos mas aguentarei de bom humor. –Ele então limpou a garganta. –Agora vamos à um assunto mais urgente. Vocês dois não irão mais voltar para aquela escola, e tão pouco vão Kate e Olívia.

Oi?

–Por que? –Eu e Arthur perguntamos juntos.

–Porque fui informado recentemente sobre quebras no sistema de segurança e sobre alguns casos de híbridos ilegalizados. É meu dever manter a família salva e, portanto, vocês não voltarão.

–E quanto às coisas que eu devo saber? Eu mal sei quem eu sou! –Contestei.

–Ninguém precisa de escolas quando se tem boa vontade. Meus filhos têm talento para qualquer tipo de magia e, atrás da biblioteca, existe um campo de treinamento com tudo o que precisarem. Eu sempre fui melhor descobrindo por mim mesmo. –Ele contou. –Suas coisas já estão sendo trazidas também, não precisam se preocupar. Agora eu quero que aproveitem um pouco o que é viver de verdade. Nós temos estábulos, vilas, festas rurais, bailes, lojas e tudo o que qualquer adolescente deveria possuir em nossa sociedade. Felizmente, as taxas de mortalidade infantil da nossa espécie caiu consideravelmente nesses últimos meses, então posso ficar mais tranquilo. Agora, quem está com fome?

Notas finais
BOOOOOOOOOOOO! O que acham que vai acontecer? Será mesmo que eles vão conseguir curtir um pouco de uma adolescência normal para as devidas espécies??? Contem-me, please :DDD