Royals
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Eu já devia ter me acostumado com aqueles olhares tão invasivos que só ele era capaz de me dar, porém não. Ele conseguiu fazer meu coração parar assim que me mandou outro daqueles choques perturbadores quando meus olhos encontraram os seus.
Thomas não estava contente. Aliás, ele parecia furioso e isso me deu uma mistura louca de medo e algo mais. Eu não tinha medo dele me machucar ou coisa do tipo, tinha medo do jeito que ele podia me provocar, de como ele me fazia sentir.
Engoli em seco.
O ser que não era humano estava escorado no parapeito da janela, os braços cruzados na altura do peito e o rosto mais duro que pedra. Parte de mim queria sair de lá correndo, já a outra queria sair voando o mais rápido possível para evitar que eu fizesse qualquer besteira.
–Thomas.... –Merda, como eu era estúpida! Minha voz saiu tão fraca quanto a minha coragem naquele momento. Ele arqueou uma sobrancelha e eu quis morrer. Aquilo era tortura e eu só não saía correndo porque minhas pernas não me obedeciam.
–Você me desobedeceu. –Ele acusou, sua voz soando rouca e gélida ao mesmo tempo. Quis morrer outra vez.
–Só saí com meu irmão! –Droga, não ia dar certo aquilo, eu já podia sentir meu sangue congelar e minhas mãos tremiam. Tive certeza de que meu problema não era febre ou qualquer outra coisa do tipo. Meu problema chamava-se hormônios.
Ele me encarou sem alterar sua expressão em nada.
–Thomas! –Choraminguei. –Pare com isso, por favor! –Eu estava torcendo para que ele parece com aquilo e fosse me reconfortar falando alguma coisa sem sentido.
–Eu acho que eu fui muito gentil com você, princesa. –Ele murmurou. Como ele podia soar tão frio?
–Porque você é gay....? -Eu tinha de ser muito idiota mesmo, mas pelo menos sua expressão mudou. Consegui deixa-lo ainda mais irritado e pelo que eu vi em seus olhos, não sairia de lá com vida. –Eu não tenho preconceito.... Tudo bem. –Como eu era capaz de falar tanta merda sem nem pensar?
Eu estava simplesmente ferrada e ele colérico.
–Você não deveria ter aberto a boca. –Ele grunhiu antes de andar sem hesitação até mim. Quando pensei que fosse me matar, ele fechou a porta com um baque que me fez pular no lugar e me prensou contra a madeira, forçando seu corpo contra o meu sem dó e me imobilizando. –Diga mais alguma coisa e as coisas vão ficar muito piores para você. –Avisou e puxou minhas pernas para cima, me colocando em sua altura e se encaixando entre as mesmas.
Eu tinha certeza que ele podia me escutar tendo um ataque cardíaco, mental e físico, mas ele não parecia se importar, porque ele tomou meus lábios com voracidade e com uma velocidade que seres como eu não poderiam jamais acompanhar. Ele não ficou muito tempo ali, apenas o suficiente para deixá-los roxos e inchados e então desceu para meu pescoço, fazendo com que meu corpo estremecesse e arrepiasse horrivelmente.
–Thomas, por favor.... –Chiei. Ele parou e me encarou na hora, os olhos ainda coléricos e a expressão era extremamente irritada.
–Quieta. –Ordenou. Ele encostou a testa na minha para que eu o fitasse nos olhos. –Hoje eu irei te foder até você não aguentar mais e então vai ver o quão gay eu sou. –Eu arregalei os olhos assustada e meu coração parou por vários segundos, até ele voltar a beijar meu pescoço como se fosse arrancar um pedaço de meu pescoço.
Eu me senti estranha quando ele me disse aquilo, senti aquela mesma mistura de medo e outra coisa mais forte ainda, só que dessa vez a sensação estava elevada à décima potência.
Você mereceu, agora aguente. –Minha consciência estava jogando totalmente contra mim.
Thomas passou para meu ombro me dando calafrios vergonhosos e eu senti ainda mais vergonha do grunhido que eu não consegui conter. E ele pareceu gostar, pois uma de suas mãos apertou minha coxa com força.
Eu já estava ofegante quando ele parou e se afastou apenas o suficiente para abrir o fecho do vestido que ficava atrás de meu pescoço. Eu congelei e ele percebeu, porque me deu um olhar repreendedor e em seguida abriu o fecho. O vestido não deslizou de primeira, Thomas que o puxou para baixo o suficiente para me expor até o umbigo, me fazendo querer morrer outra vez.
Será mesmo que eu estava pronta? É claro que eu estava. O grande problema era o medo que eu tinha dele não gostar. Ele não disse nada o que me agoniou muito, apenas ficou olhando a pele exposta e então me surpreendeu quando atacou meu colo, tirando as mãos de minhas pernas e prendendo as minhas mãos acima de minha cabeça, de forma que eu não pudesse atrapalhá-lo. Ele beijou, lambeu e mordiscou tudo o que podia, mesmo por cima do forro do sutiã e só parou para me olhar quando queria mais.
Seus olhos não eram mais coléricos, eram famintos e ameaçadores. Ele me tirou da porta e me jogou em sua cama sem qualquer cuidado, se livrando de meu vestido e dos sapatos em um tempo anormal. Senti que ele me analisava por inteira enquanto me puxava para que se colocasse entre minhas pernas. Por que ele não dizia nada?
Eu arfei pela milésima vez quando ele simplesmente rasgou meu sutiã e me beijou para calar o protesto que eu ia fazer, indo atacar meus seios desnudos com tanta vontade que meus grunhidos de intensificaram e eu precisei morder a língua para não gritar quando mordeu um de meus mamilos.
Céus, eu só não perdia a consciência por conta do medo, mas não era mais capaz de ter algum controle sobre a situação e nunca fui. Flagrei a mim mesma tentando tirar sua camisa social, mas isso fez com que ele parasse e me olhasse irritado, prendendo minhas mãos acima da cabeça outra vez.
–Não é justo! –Grunhi, fazendo-o encarar-me com as sobrancelhas arqueadas.
–Concordo. –Ele sussurrou em meu ouvido apenas para me fazer arrepiar. –Só vou achar justo quando eu tiver acabado com você, princesa. –E mordeu o lóbulo de minha orelha, me fazendo gemer alto.
Ele não precisaria se esforçar muito para conseguir o que queria, eu já estava entrando em pânico.
Suspirei pesadamente quando ele voltou para meus seios, certamente querendo me deixar louca e me agarrei aos lençóis para que ele não precisasse prender minhas mãos novamente. Quase morri quando ele se encaixou entre minhas pernas novamente para me beijar e senti certo volume grande e duro pressionado contra minha coxa. Meu coração passou a bater ainda mais rápido, se possível, e ele tirou a camisa em questão de segundos, voltando para me dar um último beijo antes de me fazer virar na cama e me levantar numa posição que eu certamente consideraria feia caso estivesse em condições de raciocinar.
–Isso me deixa muito contente, princesa. –Ele grunhiu, a voz totalmente rouca enquanto me massageava por cima do forro da calcinha. Eu quis gritar para que ele parasse de me torturar e fizesse logo o que deveria ser feito, mas ele respirou fundo, como se estivesse com a maior tranquilidade do mundo.
Em menos de um minuto eu estava totalmente exposta, sem qualquer pedaço de pano que pudesse me esconder e não acabar tanto com meu orgulho.
–Tente não gritar. –Falou, voltando ao seu tom frio e ríspido de ser e então fez algo que poderia ter me matado de vergonha.
Thomas simplesmente me mordeu as nádegas e então beijou minha intimidade. Eu fiquei tão em pânico que tentei fechar as pernas, mas ele era mais forte e as afastou ainda mais, começando a beijar com mais intensidade e depois a morder e sugar, sempre querendo me ouvir gemer e arfar, além de me segurar para não cair de cara na cama. Eu perdi a vergonha quando simplesmente a única coisa que eu tinha ciência era ele e o que estava me fazendo sentir. Intensificou as carícias até que eu me senti a ponto de explodir, e então forçou minha entrada com a língua.
–Thomas! –Eu gritei quando não fui mais capaz de aguentar e ele parou na hora, me deixando totalmente confusa.
–Precisa de alguma coisa, princesa? –Ele provocou, me mordendo outra vez.
–Por favor.... –Arfei.
–O que quer? –Continuou provocando, espalhando suas mordidas.
–Você sabe. –E eu soube na hora que essa resposta não era a que ele queria.
–Tente outra vez. –E me beijou lá.
–Eu quero você, por favor. –Choraminguei.
–Eu sei. –Ele disse. –Mas eu não vou te ter assim. –Antes que eu pudesse tentar entender, ele me virou de barriga para cima e se deitou por cima, juntando nossas testas novamente. –Você é virgem, querida. –Ele murmurou entre os beijos que depositava em meu rosto. –Faremos amor agora.... –Beijou-me os lábios rapidamente. –E depois eu vou te foder.
Mesmo com toda a sujeira envolvida em sua fala eu me senti mais tranquila, principalmente com a parte de “fazer amor”. Eu não ligaria se ele pegasse pesado depois, estava quase emocionada sabendo que ele se importava.
–Você faz amor? –Perguntei enquanto ele se livrava das roupas.
–Em exceções. –Eu precisei engolir em seco quando vi aquilo. Nunca tinha visto qualquer outro homem daquele jeito, mas soube que Thomas era grande. –Hoje porque você é virgem. –Ele me beijou na virilha. –E quando você merecer. –Concluiu, me puxando sem muito cuidado e se posicionando.
Eu fechei os olhos e esperei, sem nem conseguir soltar a respiração, mas nada aconteceu. Como ele conseguia ser tão complicado?
O encarei com dúvida e ele pareceu se contentar com alguma coisa.
–Não ouse fechar os olhos. –Falou, me mandando aqueles choques com os olhos. –E relaxe para mim. –Terminou.
Ele me esperou respirar fundo por uns dois segundos e então pressionou, introduzindo seu membro devagar e me fazendo grunhir de dor. Thomas não se moveu dentro de mim por longos segundos e quando o fez, se debruçou para me beijar, de modo que meus gemidos eram abafados e a situação ficava mais confortável para mim. Ele me olhou e foi a primeira vez na qual o vi preocupado. Será que eu o estava assustando?
–Reze para que eu não perca o controle, bebê. –Eu concordei e o abracei, finalmente começando a me acostumar com os movimentos. –Como consegue ser tão apertada? –Ele me surpreendeu soltando um grunhido baixo. Até aquele momento os únicos barulhos que se ouvia eram feitos por mim.
Respirei fundo quando aquilo começou a ficar bom e ele começou a ir mais fundo, aumentando a velocidade aos poucos. Em questão de segundos eu já não conseguia controlar nem meus movimentos. Fiz com que ele me beijasse e o abracei com a maior força possível conforme meu corpo ia estremecendo. Eu o avisei que iria acabar explodindo e ele aumentou a velocidade loucamente. Gritei de surpresa e prazer quando cheguei ao ápice e ele continuou por mais alguns segundos, até que seus olhos me disseram que ele estava prestes a chegar ao ponto máximo e grunhiu mais alto depois, quando o líquido quente me preenchia.
Estava feito então, eu havia perdido minha virgindade com meu noivo da maneira mais prazerosa que poderia existir. Eu me senti um exemplo de garota até lembrar que ele havia gozado dentro de mim.
–Thomas....
–Sua idade fértil é dezoito, não se lembra? –Como ele sabia? Eu estava confusa quando ele me deu um último beijo. Era verdade, eu havia me esquecido de que não era humana. –Melhor que tenha aproveitado, princesa. Eu ainda vou te foder.
Ele me deu um susto quando me encarou com os olhos energéticos e sedentos por mais. Céus, eu já estava acabada.
–Tom....
–Quieta, princesa. Agora você só fala quando eu acabar. –E eu soube que ele já tinha planos.
Acordei de madrugada apenas porque precisava de água. Meus sonhos carregados de cenas da noite anterior me deixaram em alerta. Peguei o copo que estava na cabeceira e virei-o inteiro na boca, voltando para a cama feito um zumbi. Todo o meu corpo ardia conforme eu andava, mas eu não ligava muito, uma vez que as memórias eram todas boas.
–Tudo bem? –Ele me perguntou quando eu voltei para a cama, me enrolando em seus braços. Estava vestindo uma de suas camisetas por sua insistência e ele havia vestido somente sua boxer. Era uma cena estranha até, e ele era um ser vampírico muito sexy, mesmo que eu não pudesse vê-lo no escuro como ele era capaz de me ver.
–Você acabou comigo. –Murmurei, puxando os cobertores por cima. Escutei-o rindo em meus cabelos.
–Você mereceu e gostou. –Respondeu.
–O que você achou? –Como eu estava com sono não sobrava espaço para vergonha.
–Não sei qual palavra usar, princesa. Mas eu poderia repetir a noite passada pelo resto da vida.
Eu sorri.
–Se eu não tivesse lá quando acabou comigo estaria achando sua frase até romântica. –Falei.
–Eu não faço o tipo romântico da coisa, mas quem sabe quando você merecer eu possa te dar um pouco disso.
–Você quer de novo? –Eu fiquei feliz.
–Eu vou querer você sempre, princesa. E você é oficialmente minha agora.
–Não vou reclamar. –Concordei.
–Assim espero. –Ele beijou meus cabelos. –Agora vá dormir, bebê.
–Bebê? –Eu sorri.
–Sim. Durma bem.
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