Rosewood

6 Rosewood- Gisele e Caroline


Olhares surpresos, corações que palpitavam, por um momento após dizerem o nome da garota, ambos permaneceram calados ao encontrar a antiga amante, supostamente morta, diante de seus próprios narizes. Não deixando de adorar o fato de sua presença ser inédita, Caroline andeja pelo centro da sala de estar, enrolando seus dedos em suas mechas de cabelos ondulados, andejando na direção dos mesmos não tirando o seu sorriso malicioso estampado em seu rosto maior parte do tempo.

– Surpresos em me ver? É muito confortante voltar dos mortos-
– Por que você voltou, Caroline? ou será que devo chama-la de " Carolina" pensei que vivesse toda a sua vida fugindo- Zomba Kevin.
– Vejo que andaram pesquisando sobre mim, um amor de verdade nunca morre, não é mesmo?- Brinca Caroline.
– O que você quer, Caroline? não pode mais nos manipular como fazia há 162 anos- Diz Nicholas de forma séria.
– Manipular? eu? oh por favor, eu nunca os hipnotizei para se apaixonar por mim, tudo aquilo foi real, tão real quanto eu aqui, diante de vocês- Andejaria até Nicholas, fitando seus olhos e em seguida sua boca.
– Tudo aquilo foi passado, Caroline, você realmente está morta pra nós- Diria Nicholas, desviando seus olhos da mesma.
– Sério? E você procurou uma forma de me reviver nesses 162 anos? por exemplo... Namorando minha cópia-
– Você sabe sobre Gisele?- Pergunta Kevin franzindo a testa.
– Eu sei sobre tudo que me interessa, querido- Responde.
– Mesmo? e ainda sim decide voltar para Rosewood sabendo que Edward pode aparecer aqui a qualquer momento atrás da Gisele?- Pergunta Kevin.
– Sim, eu realmente não me importo, Edward não vai estar focado em se vingar de mim quando estiver fazendo o seu principal desejo, eu sempre sei aparecer no tempo certo, querido Kevin, sempre saberei -Sorrir de canto.

O dia amanhecera após a longa e divertida festa no colégio, ontem, ainda estaria deitada sobre minha cama enrolada em minha coberta branca, cor de veludo, onde seria bem quentinha e peluda. Revira para os lados ao ficar bastante agoniada com meu próprio sonho, que começara bem e terminara em um pesadelo, fizera-me reviver fatos passados de uma forma mais intensa e até mesmo aterrorizante.

Em meus sonhos voltara ao dia em que quase fora sido atacada por Katrina, a irmã mais velha de Victoria. Da mesma maneira ela estara bastante próxima a mim, olhos amarelos, presas e garras afiadas, ameaçando me atacar a qualquer momento. Quando finalmente decidiu partir pra cima de mim, chega Nicholas interferindo e salvando minha vida a jogando pro tronco da árvore e me pegando no colo saindo comigo da floresta, exatamente como tivera feito. Ao chegar em sua casa e me sentar no sofá, houvera umas pequenas mudanças nas palavras, o diálogo não fora exatamente igual.
– Você está bem?- Perguntou-me.
– Sim, eu acho que sim-
– Ok, porque preciso te dizer algo-
– O que, Nicholas? o que está havendo?-
– Eu sou um vampiro- Veias nasceriam por seu rosto, concomitantemente mudando a coloração de seus olhos verdes para um tom vermelho, e suas presas afiadas já estando expostas-
– Nicholas- Diria assustada.

Sem hesitar, atacara-me diretamente mirando meu pescoço, onde soltaria um grito bastante alto e agudo. Por fim me despertei do pesadelo, desencosto a cabeça do travesseiro bruscamente, teria a respiração muito ofegante estaria assustada do tão real que fora o sonho, meus cabelos lisos estariam bastante bagunçados e espalhados por meu rosto, eu estaria suando, ainda seria efeito do susto.

Retornei a encostar minha cabeça sobre meu travesseiro, virei para o outro lado no qual eu costumava dormir, cerrei meus olhos suspirando de alivio por ser apenas um pesadelo, e volto a abri-lo após realmente perceber que não sentira mais sono. Meu coração gela, posso sentir meu corpo inteiro gelar, era como estar me mirando em espelho, em minha cama do meu lado direito, estaria deitada minha cópia, cabelos ondulados, calças jeans justa e uma jaqueta escura com decote na parte dos bustos, nada mais nada menos que Caroline Blackburn, onde sorriria maliciosamente para mim, penetrando seu olhar demoníaco em meus olhos.
– Você deve ser Gisele- Sorrir de canto.

Não tivera palavras certas, soltei um grito berrante e agudo que estremecera toda a casa, ao virar-me bruscamente para trás tentando desviar da proximidade da Caroline, caio da cama direto ao chão, desviando meu olhar para o lado, ao retornar a olhar a parte em que ela estivera deitada, vejo que a mesma já não se encontrara mais ali. Foi aí que eu entendi, Caroline houvera entrado em meu sonho e o manipulara para que tomasse um certo rumo diferente do fato que realmente tivera ocorrido, virou meu sonho contra mim mesma para me assustar.

As pressas adentrara meu quartio, tio Jack e o Derek, ficariam assustados ao ouvirem meu grito. Tio Jack toma a iniciativa segurando em meus braços e me levantando pelas axilas, onde me suspendera me tirando do chão, o Derek ainda me observaria em estado de choque e depois analisaria o quarto tentando procurar o que houvera de errado.

– O que aconteceu? por que gritou? — Pergunta tio Jack.

O olhei ainda estando assustada e ofegante, rapidamente o abracei apertando minha cabeça contra seu tórax, tentara tranquilazar a mim mesma.
– Ela estava aqui- Digo gaguejando e ainda ofegando.
– Ela quem?- Pergunta o Derek.
– Caroline estava aqui!- Digo assustada saindo dos braços do tio Jack.
– O que? quem é Caroline?- Pergunta Derek sem entender.

Daí que me lembrei, tio Jack e eu não haveríamos contado ao Derek sobre a existência da Caroline e nem da grande maldição que afetara a nossa familia por parte de mãe.

Na casa dos Millers, Kevin estaria muito a vontade ao seu quarto, amarrado em sua cintura teria sua toalha de banho que cobrira seu corpo desnudo, andejou até o banheiro dando passadas lentas, onde levou a mão a maçaneta de sua porta, a girando. Ao adentar o banheiro e mirar seus olhos para o box encontrara uma certa moça de cabelos ondulados e compridos, olhos castanhos, pele bronzeada, onde ao perceber o que Kevin a olhara, vira seu corpo de frente pra ele, jogando seus cabelos molhados para o lado, deixando a água bater em seu pescoço.

– Sinto muito, querido, ia tomar banho?-
– Não, ia surfar no meu box- Revira os olhos.
– Ok, então te deixo surfar comigo, tem espaço suficiente para duas pessoas-
– Dá o fora do meu banheiro, Caroline, já chegou tomando espaço?-
– Eu sempre tive espaço entre você e seu irmão, Kevin, sabe disso- Sairia do box sem se enrolar na toalha.
– Talvez, quando existiam carruagens no lugar dos carros- Responde
– Cavalos, carruagens, carros, os transportes sempre mudam, mas o fato de que vocês nunca me esqueceram nunca vai mudar- Sorrir de canto.

Após a grande confusão que houvera em meu quarto, decidimos ir até a sala de estar para inteirar ao Derek sobre todo o assunto, após o contarmos sobre a Caroline ele ficara da mesma forma em que eu fiquei ao saber, sem reação. O olhávamos esperando alguma palavra, mas em alguns segundos ele ficou em silêncio, finalmente decidiu manifestar suas palavras, as balbuciando um pouco.

– Então a garota que veio aqui ontem na hora da festa era a tal Caroline?- Pergunta Derek confuso.
– O que? Caroline esteve aqui?- Pergunto surpresa.

Logo a campainha de minha casa fora tocada, tio Jack toma a iniciativa se levantando da cadeira e indo até a porta a atendendo. Ao tocar na maçaneta a girando de forma brusca, depara-se com o xerife Montgomery, onde estaria muito sério, prestes a relatar algo ao tio Jack.

– Xerife Montgomery, em que posso ajuda-lo?- Pergunta tio Jack.
– Bom dia, senhor Williams, infelizmente vim com uma noticia desagradável-
– O que houve?-
– Meus homens acharam um garoto morto na calçada próximo a sua casa, pelas feridas foi atacado por algum animal selvagem, seu corpo está todo ensanguentado-
– O que está acontecendo?- Pergunto me aproximando da porta ao ouvir a voz do tio Jack.

Sem me responder, o xerife Montgomery franziu a testa e direcionou seus globos oculares ao tio Jack, onde logo nos convidara para ir até a calçada, onde estaria o corpo da vítima.

Ao aproximar-se do local do crime, onde o carro da policia e ambulância estaria em volta, com o corpo já todo coberto e na maca para ser levado ao IML, permaneço em estado de choque ao saber de quem se tratara a vítima, não me dava bem com o Dylan e de fato não o queria perto de mim, mas nunca o desejaria mal, nem a ele nem a ninguém. Naquele momento vi os pais do Dylan abraçados, arrasados, sentir uma imensa compaixão de ambos, os olhando de longe estando abraçada ao tio Jack.

Naquele mesmo momento se aproximara de mim com uma certa urgência, meu namorado, Nicholas, dava-me um beijo de forma rápida e em seguida um abraço, logo o inteirava de tudo que acontecera, Nicholas desviara seus olhos parecendo preocupado, mesmo não o conhecendo há muito tempo soubera que algo se passava e que ele me escondera um certo assunto como fez em algum tempo.
– Nicholas? — O olhei.
– Acho que sei a responsável por esse assassinato- Sussurra.
– A responsável?- Pergunto.
– Caroline está de volta- Fitou meus olhos.

– Acha que ela fez isso? — Pergunto assustada.

– Não tenho dúvidas, Gisele-

– Bem, ela meio que me visitou hoje cedo-

–Como assim?- Pergunta preocupado.

– Eu estou bem, não se preocupe-

– Só tenha cuidado, ela é perigosa- toca em meu rosto.

– Eu irei- sorrio de leve o olhando.

Na mesma hora em que houvera a confusão perante minha casa, April estaria em seu quarto se mirando ao espelho, seus olhos azuis claros estariam vermelhos de tanto chorar, ainda fungando leva ambas as mãos aos seus cabelos lisos e negros o amarrando. Escutara sua campainha ser tocada, esfrega os olhos na tentativa de enxuga-los e saí de seu quarto em rumo á sala de estar para atender a porta. Ao abri-la, uma surpresa, encontrara na porta uma certa garota de cabelos ondulados, na qual todos confundiriam comigo por um certo tempo.

– Gisele — Diz suspirando.

– oi, querida- sorrir de canto.

– Entre- Diz dando espaço na porta.

Caroline coloca um de seus pés vendo se a passagem é livre, ao notar que sim colocaria o resto de seu corpo, deixando seu salto fino ecoar ao piso enquanto anda ao centro da sala de estar, a analisando por completa.

– Steven veio aqui- fungaria.

– Sério? Pobre April- andejaria a frente da mesma sem dar a minima importância.

–Eu tive uma raiva tão... Oh meu Deus eu me sinto terrível- abraça Caroline de forma apertada, cerrando os olhos.

Caroline revira os olhos, estando aborrecida por detestar abraços, tocaria com a ponta dos dedos as costas de April, os batendo levemente a "consolando" até que a mesma a soltasse.

– Eu odeio ele- Diz April.

– É impressionante como amor vira ódio tão rápido, o ódio é um sentimento camuflado de amor, é para os idiotas que não conseguem se libertar de seu antigo amor — tocaria nas mechas do cabelo negro de April, colocando de trás da orelha.

– Você está diferente- Diz April a olhando confusa.

– Sério? Diferente como?

– Seu cabelo, suas roupas, o modo de falar... Não parece a Gisele que eu conheço.

– Tanto faz, querida, eu sou a Gisele e você vai acreditar nisso- Diria em forma de hipnose.

– Gisele, você me dá um minuto? Preciso urgentemente usar o sanitário- sorrir, demonstrando que estaria apertada.

– Tudo bem — Senta-se ao sofá da mesma cruzando as pernas.

Ao chegar ao banheiro e fechar a porta trancando a mesma, April puxa seu celular do bolso deslizando um de seus dedos sobre a tela, colocando na chamada rápida e levando o celular ao ouvido.

– April? — Pergunto do outro lado da linha

– Gisele? Onde você está? — Sussurra.

– Estou com o Nicholas e o tio Jack em frente á minha casa, houve uma tragédia aqui, depois te explico, mas o que houve?- Digo estando ao outro lado da linha.

– Oh meu Deus- Sussurra.

–April, está me assustando, o que houve?- Pergunto do outro lado da linha.

– Veio aqui na minha casa uma mulher exatamente igual a você, Gisele ela está na minha sala de estar e tentou me hipnotizar agora a pouco- Sussurra.

– April, tome cuidado, ela é muito perigosa, onde você está?- Pergunto do outro lado da linha.

– Estou trancada no banheiro-Sussurra.

– Não saía daí até que o Nicholas e eu cheguemos, ok? Tem alguma coisa de verbena por perto?- Falo do outro lado da linha.

– A minha pulseira- Sussurra.

– Fora a isso, não tem outra coisa?- Falo do outro lado da linha.

– Sim, meu pai deixou próximo ao espelho uma garrafa com água que contém verbena, eu não sei pra que ele vai usar- Sussurra.

– Fique com a garrafa, não a solte, quando chegarmos você precisa vim porque o Nicholas só vai poder entrar se você o convidar- Digo do outro lado da linha.

– Tudo bem, estou esperando, venham logo por favor eu realmente estou com medo- Desliga o celular o colocando próximo a pia.

Assim que o colocara próximo a pia o celular vibrara, April o atende sem hesitar, ofegando pela ansiedade.

– Gisele?-

– Estamos aqui na sua porta, ja pode vim, lembre-se, saia com a garrafa de verbena- Digo do outro lado da linha.

– Mas já? Quando eu disse para virem logo não achei que seria do tipo agora, mal faz um segundo que guardei o celular- Sussurra.

–April, apenas... Apenas venha logo- Sussurro do outro lado da linha.

April novamente desliga o celular o guardando no bolso, pegara a garrafa que está com verbena a colocando ao lado de sua calça jeans azul, para camuflar. April destranca a porta do banheiro e a abre cautelosamente, tentando não fazer barulho, ao fecha-la, novamente sendo cuidadosa e virar-se para o lado para descer as escadas e ir de encontro a sala de estar atender a porta, April depara-se com Caroline, assustando-se e indo bruscamente para trás, o que a faz dar um passo estando de costas.

– Está tudo bem? — Pergunta Caroline sorrindo de canto.

Sem a responder por ainda estar assustada, April dá de ombros indo ao lado contrário, na tentativa de se livrar da proximidade de Caroline, mas fora em vão. Caroline, no mesmo segundo em que April andara para o lado contrário, aparece de frente para a mesma a surpreendendo ainda mais.

– Eu lhe fiz uma pergunta, querida, seria grosseria não me responder e aqui pra nós... Eu detesto grosserias- fecharia a expressão, ficando um pouco mais séria.

Mais uma vez sem a responder, April roda a tampa da garrafa branca a abrindo e em seguida joga toda seu conteúdo no rosto de Caroline, que queimaria o mesmo, a dando tempo de correr apressadamente descendo as escadas e chegando a sala de estar. Ao levar sua mão a porta para abrir a maçaneta, o corpo de April é levado bruscamente ao sofá, sendo arremessado. Caroline novamente aparece diante da garota, estando um pouco raivosa, a olhara deixando suas presas crescerem concomitantemente com as veias em seu rosto.

Ao escutar o barulho de April caindo ao sofá, abro a porta bruscamente adentrando a casa, apareço atrás das costas da mesma que já sentira minha presença, apesar de April ainda não.

– Deixe-a em paz, Caroline!- Grito, fazendo tanto April me olhar, quanto Caroline que estaria de costas, mas logo se vira para mim, andejando ao meu encontro.

– Deixe as garotas em paz, Caroline, elas não te fizeram nenhum mal- Grita Nicholas ainda estando ao lado de fora por não poder entrar, na porta.

– Olha só quem veio assistir a peça- Diz Caroline se referindo a Nicholas, virando seus globos oculares para o mesmo e depois os retornando a mim.

– Deixe meus amigos em paz, eles não tem nada a ver com você, seu problema é comigo que sou sua cópia- Digo, olhando em seus olhos, mas estando assustada ainda sim.

– Pena que eu não recebo ordens de ninguém, muito menos de uma garota estúpida e chorona que não passa de um saco de ossos, no qual eu posso quebrar a qualquer momento- sorrir de canto.

– April, convide o Nicholas para entrar- Digo me referindo a April, sem tirar os olhos da Caroline.

Em questão de um segundo antes que April pudesse sequer abrir a boca, Caroline aparece diante da mesma com as suas presas já expostas, a levanta bruscamente pela nuca, fincando suas presas em seu pescoço. Sem hesitar, para defender minha amiga, pego o centro que estaria ao meu lado derrubando tudo que continha em cima, logo após fazer tal ação o acerto contra a cabeça de Caroline, livrando a April de ter o seu sangue sugado. Ao levantar-se do chão em literalmente um segundo, Caroline me ataca, empurrando-me contra o chão, na qual cairia custando a levantar, a mesma andejou até a mim, de forma calma, remexendo seus quadris.

–Gisele!- Grita April se levantando do chão para ir me ajudar.

–Rápido, April! Convide o Nicholas para entrar-

– Nicholas, entre!- Grita April sem hesitar.

Caroline revira os olhos e dá de ombros, indo novamente a direção de April.

– Eu amo jogos, principalmente os de gato e ratos — Sorrir de canto, voltando a minha direção como se fora me atacar, antes de sequer se aproximar de mim é impedida por Nicholas, que a pressiona contra a parede, segurando seu pescoço.

– Oi, Nicholas, é bom vê-lo novamente- Sorrir de canto.

Sem dar importância ao que falara Caroline, levanto-me do chão indo a direção de April, envolvendo a mesma em um forte abraço.

– Você está bem?- Pergunto.

– Sim, acho que sim, e você?-

– Eu estou bem, não se preocupe- a solto, segurando seus ombros.

– Obrigada por me salvar- Sorrir.

– Amigos são pra isso- Sorrio.

– Eu sei- Sorrir.

– Muito emocionante, amizade inseparável, " eu sempre vou te salvar" — Zomba Caroline.

– Vamos colocar um gelo nesse machucado- Ignoro Caroline, sorrindo para April.

– Não precisa, Gisele- Diz Nicholas soltando Caroline e andando para nossa direção.

– Meu sangue pode cura-la — Diz Nicholas cortando uma pequena parte de seu pulso e colocando seu sangue na boca de April, que o tomara.

Logo o machucado de April sara, como se nada houvera acontecido, apenas estaria lá um pouco de sangue que tivera ficado ao se machucar.

– Vamos lavar esse sangue- Digo envolvendo meu braço no de April, onde sairíamos juntas da sala de estar.

Caroline andejaria até próximo a Nicholas, passando suas mãos pelos ombros do mesmo, que se desviara do toque da garota.

– O que você quer, Caroline? Por que voltou?-

– Por uma única razão... Meu doce e amável, Nicholas- ficaria de frente ao mesmo.

– Fique longe da Gisele e dos seus amigos, você entendeu?-

– Não se preocupe, querido, se eu quisesse já teria quebrado o pescoço dela como se fosse um conjunto de míseros gravetos- sorrir, levando a porta do dedo indicador a boca.

Ao estar ao banheiro com April, ajudo a mesma a lavar seu pescoço, onde o sangue que tivera ficado cairia descendo pelo ralo da pia.

– Eu ainda não estou entendendo... Por que aquela garota se parece com você?- Pergunta April.

– Ela é minha cópia-

– O que? Como assim?-

– É uma maldição que tem na minha familia por parte de mãe, há cada cem anos nasce uma mulher exatamente igual a outra, uma cópia-

– O que exatamente seria uma cópia?-

– Caroline não só é igual a mim, ela sou eu, só que muitos anos antes de eu nascer-

– Ela é cem anos mais velha que você?-

– Não exatamente... Ela nasceu em 1462 e se transformou em 1481-

– Oh meu Deus! Nunca imaginei que alguém poderia viver tanto tempo- Diz April assustada.

Ao descermos á sala de estar, encontramos a sala vazia, ficaria assustada por não encontrar o Nicholas, dou passadas até á frente tentando procura-lo, o encontraria próximo a cozinha, estaria todo amarrado por correntes com verbena, seria coisa da Caroline, certamente isso o enfraquecera. Ao achar onde soltaria a correntes, o fiz, livrando Nicholas da prisão, levei meu braço a sua boca o oferecendo um pouco do meu sangue para fortalece-lo, ele aceitara, levando meu pulso a sua boca, onde as veias em seu rosto cresciam juntamente com as pressas que ao finca-las em meu pulso, tomaria algo do meu sangue, logo soltando meu braço e se levantando.

Ao chegarmos juntos a sala de estar, percebi que estava enganada, diferente do que pensamos April e eu, Caroline não houvera ido embora. Antes de realmente sair deixara algo para mim. Encontramos April caída ao chão da sala com o pescoço entortado para o lado, corri desesperada em direção a ela, gritara por seu nome enquanto lágrimas imploravam para saltar de meus olhos, Nicholas fora atrás de mim, segurando meus ombros tentando me acalmar.

– Ela não está morta, Gisele...-

– Como não? Aquela vadia quebrou o pescoço dela- As lágrimas ja escorreriam por meu rosto.

– Quando a Caroline a " matou" ela tinha sangue de vampiro em seu sistema... Meu sangue-

– Como assim? O que quer dizer? — O olho assustada.

– Agora... April é uma vampira, Gisele-