Rosewood
7 Rosewood- Sangue
Fiquei boquiaberta ao escutar Nicholas, não imaginara sequer a possibilidade de April ser uma vampira, como seria sua vida daqui pra frente? ser maníaca por sangue, descontrolada, e em relação ao seu pai? Xerife Montgomery era inteirado á respeito de seres sobrenaturais na cidade, certamente os odiara, mas houvera coisas que precisara deixar oculto. Demorou algum tempo até que finalmente April acordasse, ao abrir os olhos e em seguida colocar a mão na cabeça que certamente doía muito, April se senta ao chão, ficando de frente pra mim que logo seguro um de seus ombros, preocupada.
– April, oh meu Deus, você está bem?- Pergunto preocupada.
– Eu acho que sim, o que aconteceu?- Me olha confusa.
– Bem... Caroline quebrou seu pescoço e como você tinha o sangue do Nicholas em seu sistema...-
– O que? o que está querendo dizer?- Corta minhas palavras.
– O que a Gisele está querendo dizer, April, é que agora você é uma vampira-Diz Nicholas
– Eu o que?- Pergunta assustada.
– Calma, vai ficar tudo bem- Tento a tranquilizar.
– Não! Oh meu Deus! Eu sou um monstro!- Diria April, com lágrimas escorrendo de seus olhos.
– Não! de jeito nenhum, April, você não é um monstro- A tranquilizo.
– Escute, April, para completar a transformação você precisa se alimentar de sangue humano- Diz Nicholas.
– Não irei me alimentar de nada, se é necessário isso para virar uma vampira... Que se dane, eu morro, mas não tomo sangue nenhum- Diz April.
– April, por favor, apenas tome um pouco, vamos dar um jeito nisso- Deito a cabeça da mesma em meu colo.
– Eu não quero, Gisele!-
– Apenas um pouco, você nem vai sentir- Tento convence-la.
– Vamos, April, escute a Gisele, tirando sua vida não vai resolver nada, já pensou em seu pai e suas amigas?- Diz Nicholas me ajudando a convence-la.
– Tudo bem... E onde irão arrumar sangue?-
– Fácil, você irá tomar um pouco de mim- Sorrio de leve.
– O que? não! É perigoso! E se eu não souber parar?-
– Eu estou aqui, April, caso você se descontrolar eu te paro- Diz Nicholas, sorrindo.
– Tudo bem, vamos logo com isso- Diz nervosa.
Respiro fundo cerrando meus olhos, sem hesitar levo meu pulso á boca de April, que o segura me olhando, ainda assustada. Sorrio para a mesma demonstrando que tudo ficará bem, é o tempo em que April, cautelosamente, hesitando, levara meu pulso a sua boca, onde fincaria os dentes no mesmo, começando a beber meu sangue. Fecho os olhos sentindo um pouco de dor, respiro fundo buscando outra coisa para me concentrar e esquecer que meu sangue estaria sendo sugado, Nicholas se aproxima de nós dois para dizer a hora certa em que a April deveria parar, ao demorar mais alguns segundos, Nicholas toca as costas de April para que ela soltasse meu pulso, mas como temera Nicholas, ela não foi capaz de parar.
– April, é o suficiente, ao beber mais pode mata-la!- Diz Nicholas.
– April, por favor, pare- Digo.
Com veias formadas em seu rosto, seus olhos azuis claros já estariam com uma coloração vermelha, seus dentes já haveriam virado presas desde o momento em que começou a tomar meu sangue, com um desejo incontrolável. Nicholas leva ambas as mãos ao maxilar de April, a impedindo de continuar a tomar do meu sangue, olha pra mim com a feição séria mandando eu me afastar, Levanto-me de perto dela e dou alguns passos para trás enquanto a mesma ainda tentara se livrar de Nicholas para ceder ao seu desejo. Ainda de longe, olhara assustada para minha amiga, não a reconhecera ao vê-la naquele estado, não se parecia nada com a doce April que conhecera a vida toda, parecia um monstro louco por sangue, perderia todo o controle, não me controlava enquanto minhas lágrimas, elas saltariam de meu rosto de forma inacabada.
– April, escute-me, aquela é a Gisele uma de suas melhores amigas, quer mesmo beber o sangue dela até tirar sua vida?- Diria Nicholas tentando acalma-la, que aos poucos iria parando de lutar.
– Lembra de todos os momentos que passou com ela? Bons, ruins... Quer mesmo mata-la? Quer acabar com a sua melhor amiga?- Continua Nicholas.
– Respire fundo, tente focar em outra coisa, foque nas pessoas que ama, elas são mais importantes que o seu desejo por sangue- Fala Nicholas, conseguindo fazê-la desfocar do sangue e mudar sua expressão para preocupada.
– Oh meu Deus... Oh meu Deus... Gisele eu sinto muito- Diz April, chorando.
– Está tudo bem, April, não foi sua culpa- Digo, retornando a me aproximar dela, segurando seus ombros.
– A última coisa que faria era te machucar, por favor, Gisele, me perdoe-
– Não me machucou, já disse que está tudo bem- A envolvo em um abraço apertado.
Jade estaria sentada na frente de sua casa segurando o livro de feitiços de sua avó, o leria com bastante atenção, já sabia controlar seus poderes e até usar boa parte deles, Jade viera de uma linhagem bastante poderosa de bruxas, o que a faria também ser bastante cautelosa na hora de usar seu poder, poderia causar danos se não tomasse cuidado. Aproxima-se de sua casa, Rebekah, daria algumas longas passadas até Jade, tirando sua atenção do livro.
– Onde esteve?- Pergunta preocupada.
– Eu estava aqui estudando meus feitiços até que você chegou e me interrompeu- Responde.
– A Gisele disse que tentou te ligar mas seu telefone só dava caixa postal, ela está nos chamando urgente para a casa da April.
– Por que? o que aconteceu?-
– Como vou saber, Jade? eu falei com ela por telefone ela não me disse nada, dá pra ler isso depois e vim logo comigo?-
– Tudo bem, vamos- Fecha o livro o colocando para dentro de sua casa, através da entrada de cachorro que teria em sua porta.
Logo ao lado de minha casa, que também não estaria livre de confusões, estaria Pietra, permaneceu o dia inteiro em sua residência, deitada ao sofá assistindo a televisão, logo passara Katrina, com um pote de sorvete de chocolate na mão, tirando a atenção da mesma ao sentar-se próxima.
– O que ta vendo?- Pergunta Katrina.
– O noticiário- Responde.
– Você viu a Victoria?- Pergunta Katrina novamente.
– Olha, Katrina, a irmã é sua, você que precisa estar de olho nela-
– Olha, Pietra, eu sei que você não está gostando nem um pouco do fato de estarmos na sua casa... Saiba que foi ideia do seu irmão vim aqui, por mim ficávamos no hotel, não gosto de me hospedar em um local onde não sou bem-vinda-
– Não tem nada a ver com ser ou não ser bem-vinda, eu gosto de vocês, apesar de fazerem coisas que me irritem-
– Eu sei que lhe incômoda o fato de eu estar com seu irmão, porque eu sou uma lobisomem-
– Katrina, já disse a você o que realmente me irrita, por exemplo, você não deveria sair falando coisas que não dizem respeito a você, confesso que me aborreceu extremamente-
– Sinto muito, não sabia que isso iria lhe chatear, eu apenas queria e ainda quero virar uma hibrida, também quero uma imortalidade-
Logo após de Katrina falar suas últimas palavras, Victoria chegara a sala ainda estando de pijama, terminaria de descer os três últimos degraus da escada, parando de frente para o local onde estariam ambas.
– Não sabia que ainda estava dormindo- Diz Katrina.
– Eu preciso falar com você- Diz Victoria.
– O que você quer?-
– Eu quero que arrume um jeito de despistar o Edward de Rosewood-
– Do que está falando?-
– A Gisele é minha amiga e não quero que seja prisioneira de nenhum hibrido psicopata, ou faz você ou faço eu-
– Sinto muito, Victoria, nem eu nem você podemos fazer algo, não tem como enganar o Edward, ele vai saber que estou mentindo e até corremos o risco de morrer-
– Eu não me importo, Katrina, ela é minha amiga, tem que haver alguma solução-
– Sempre há uma solução, Victoria, mas lhe dar com o Edward é bastante arriscado, tem que ter inteligência emocional ter todos os seus passos calculados, qualquer falha e tudo é perdido- Diz Pietra, se intrometendo na conversa-
– Então me ajude a fazer alguma coisa, porque eu não quero perder minhas amigas, elas são as únicas que me aceitam pelo que sou, sabe como me custou? eu sempre tive medo que me rejeitassem, ou que pior, fugissem de mim- Diz Victoria.
– Eu entendo, Victoria, isso não é fácil de lidar, sei tanto quanto você- Diz Katrina.
– Se sabe o que é realmente ter amigos e se importar com as pessoas, ajude-me Katrina, porque tenho a certeza que se eu pedisse o mesmo a elas, elas fariam- Diz Victoria dando de ombros, retornando a subir as escadas.
– Oh meu Deus!- Diria Pietra olhando o seu celular.
– O que houve?- Pergunta Katrina surpresa.
– Acabei de receber uma mensagem do Nicholas... Minha mãe está aqui, em Rosewood- Sorrir de orelha a orelha
Demorou alguns minutos para que Jade e Rebekah pudessem chegar á casa de April, mas assim que puseram os pés lá a inteiramos sobre tudo, no caso Nicholas e eu , porque April permanecera calada todo o tempo, ainda estaria assustada e com medo do que pudera acontecer em relação as pessoas, já não usara mais sua pulseira que fora feita por Jade, ela a queimara. Rebekah aproximou-se de April, a envolvendo em um abraço assim como eu fizera para consola-la, April pusera a chorar estando no abraço de Rebekah, continuaria a mesma garotinha de sempre, naquele momento tive uma imensa raiva da Caroline, queria fazê-la pagar por tudo que sofrera minha amiga, mas decidir focar em resolver o problema da April. Jade hesitou para poder se aproximar dela, ela não aceitara bem o fato de April ser uma vampira, na cabeça da Jade vampiros eram monstros manipuladores e maníacos por sangue, se bem que uns não ficariam distante dessa ideologia dela. Mesmo assim, Jade caminhou até a April, assim como fizera Rebekah também a envolveu em um abraço apertado, a consolando.
Próximo dali, na cafeteria de Rosewood, Caroline estaria sentada á uma das mesas, beberia uma xícara de café tranquilamente, quando vira próximo dali Lorenzo, pele branca, cabelos castanhos, olhos azuis, a olhara de forma intrigada como se ele a lembrasse alguém. Lorenzo ao ver Caroline, reconhecera de longe quem seria, como houvera percebido April, seus cabelos, suas roupas, sua maneira era bastante diferente da de Gisele, só poderia ser ela! sua lendária mãe. Lorenzo levanta-se da mesa indo de encontro a mesa que estaria Caroline, permanece calado por alguns minutos a analisando, até que resolve falar.
– Olá- Sorrir.
– Olá... Quem é você?-
– Eu sou Lorenzo-
– Lorenzo?- Olhou para o lado com um ar pensativo ao escutar o nome do mesmo, isso fizera Caroline lembrar-se de uma etapa de sua vida a qual não gostara, seu passado, sua verdadeira identidade.
No ano de 1480, quando seus filhos gêmeos já houveram desmamado, Carolina com muita dor no coração e diversas lágrimas nos olhos, os entregariam ao seu irmão mais velho, Agnelo, como houvera mandado seu pai. Agnelo já teria dois filhos homens, mas não negou a proposta de seu pai para assumir seus sobrinhos como filhos. Carolina usara no dia um longo vestido verde até os pés, que teria um pouco de volume, cabelos longos e ondulados, apenas com a parte da franja amarrada para trás, olhara seus bebês com muito remorso ao dar-los, não queria fazê-lo de maneira alguma.
– Come pensate di chiamare? ( Como irão se chamar?) — Pergunta Agnelo, os envolvendo em seus braços.
– Ho riflettuto sul fatto che i nomi fatti senso ( Andei pensando em nomes que de fato fizesse algum sentido) — Responde.
– Cosa fàra? ( Quais serão?)-
– Il bambino sarà nominato Lorenzo, come suo padre e la bambina Pietra, chiamato grandpa ( O menino se chamará Lorenzo, como seu pai e a menina Pietra, em homenagem ao vovô)- Sorrir.
Caroline logo quebrara suas memórias por palavras de Lorenzo, que a interrompera de continuar no passado.
– Você está bem?-
– Sim, eu estou bem... É que... É que você me lembra muito alguém que conheci há muito tempo- Sorrir.
– Claro que eu te lembro alguém, Carolina Ballardini-
– O que? Você... Você me conhece?-
– Claro que sim, não achou nada incomum eu me chamar Lorenzo e saber do seu nome-
– Seja mais claro, por favor- Engoliria em seco, esperando ouvir o que suspeitara.
– Eu sou Lorenzo Ballardini, seu filho-
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