Rosewood
12 Rosewood- Arco e flecha
A visita de Nicholas certamente me deixaria muito contente após o dia estressante que houvera tido, eu amava seu jeito tranquilo de ser, as vezes até me esquecia que era um vampiro. Ao terminarmos de almoçar recolhi os pratos e guardei o que sobrou na geladeira, logo fui interrompida do que estava fazendo pela campainha, que tocara por duas vezes seguidas, onde fui até a mesma atendendo a porta. Encontrei de inicio a Rebekah e April, pareciam um pouco tensas, porém logo entraram na minha casa, ambas me abraçando ao mesmo tempo.
– Você está bem?- Pergunta April.
– Sim, estou bem- Sorrio.
– Não sabe como ficamos preocupadas quando a Caroline contou tudo- Diz Rebekah.
– Falaram com a Caroline?-
– Sim, a vadia esteve no colégio se passando por você, até o cabelo usou igual- Diz April.
– Não me falem da Caroline, só em ouvir o nome dela já me da enjoo-
– Bem, a respeito de tudo que houve eu trouxe algo pra você, foi meu pai que mandou- Diz April, puxando de uma sacola um arco e flecha, onde nas flechas teriam verbena.
– Diga a ele que muito obrigada...- Digo, pegando o arco e flecha e em seguida sorrindo.
– A April ainda não conseguiu dizer ao pai o que houve...- Diz Rebekah.
– Ele nunca vai aceitar o fato de sua filha ser uma vampira, ele odeia vampiros vocês sabem disso- Diz April tapando o rosto com as mãos.
– Sabemos, April, mas isso não vai mudar o fato de você ser a filha dele e nem vai mudar o fato dele te amar- Toco o ombro da April, a consolando.
– Além do mais, April, nem foi sua culpa, foi um acidente você nunca quis ser uma vampira- Diz Rebekah também tocando o ombro dela.
– Então vamos fazer assim... Iremos até o trabalho do xerife Montgomery falar com ele, deixe que eu mesma explico tudo o que está acontecendo e ao final nós os deixamos conversar a sós, tudo bem?- Sorrio e dou de ombros, guardando o arco e flecha na primeira gaveta da estante da minha sala de estar, próxima á porta.
– Eu não sei...- Diz April.
– Tudo bem, quanto tempo vão demorar pra dizer que estamos aqui?- Diz Kevin impaciente, aparecendo na porta.
– Kevin, pode entrar- Sorrio.
Kevin levaria sua perna direita á entrada da porta, e ao ver que a passagem estaria livre colocaria todo o seu corpo, adentrando a casa e andejando até próximo as garotas.
– Boa tarde, garotas- Diz Kevin sorrindo de canto.
– Kevin está aqui?- Pergunta Nicholas ao ouvir a voz do irmão, chegando á sala de estar.
– Ou você está tendo alucinações comigo ou eu estou aqui, qual você acredita?- Pergunta Kevin sarcasticamente.
– Sim, você está aqui- Responde Nicholas.
– Bom, eu não vim sozinho, trouxe uma amiga comigo- Diz Kevin.
Mesmo sem ser convidada, Nicolle adentra a casa despreocupada, pois diferente dos vampiros os lobisomens não precisam de convite para entrar nas casas, pois sem estar na lua cheia eles não causam perigo a ninguém.
– Quem é você?- Pergunto confusa.
– Você deve ser a Gisele, eu sou a Nicolle, sou uma lobisomem assim como a Victoria e a Katrina-
– Você conhece a Victoria e a Katrina?- Pergunto.
– Bem, digamos que a vida toda, eu sou prima das garotas por parte de mãe e conheci o Kevin em uma das festas que ele foi á Nova York, acho que já faz mais ou menos dois anos, não é Kevin?-
– Sim, loira, faz dois anos- Responde Kevin sorrindo.
– Para de suspense e fala logo o porque vocês estão aqui, ninguem quer saber onde se conheceram- Diz Rebekah, revirando os olhos.
– Garota insuportável essa sua amiga, hein Gisele, deveria escolher melhor suas amizades- Diz Nicolle.
– Eu sei muito bem escolher as minhas amizades e estou muito satisfeita com as que eu tenho, e em certa parte eu concordo com a Rebekah, poderia me falar o motivo da sua presença?- Respondo, irritada.
– Au, au, au, depois dessa eu me trancava no canil e jogava a chave fora- Diz April.
– Não seria cadeia?- Pergunta Kevin.
– Não sei se entendeu, mas ela é uma lobisomem, mais cadela que homem, então é canil- Diz Rebekah.
– Querem parar de falar besteira e deixar a Nicolle explicar?- Intercede Nicholas, irritado.
– Bom... Não sei se a Victoria te contou já que são tão amigas, ou até a sua professora a Pietra, mas a Katrina falou ao Edward onde poderia encontrar a cópia e ele está á caminho de Rosewood, atrás de você-
– Bom, na verdade eu já esperava que o Edward poderia aparecer a qualquer momento, mas obrigada por avisar- Sorrio.
– Ele estará chegando em mais ou menos três dias, Gisele, espero que esteja realmente preparada para o que pode acontecer- Diz Nicolle.
Pelas calçadas de Rosewood mais ou menos acerca de minha casa, no mesmo caminho que percorrera April e Rebekah antes, estaria agora Victoria e Jade que voltariam juntas da biblioteca após fazerem o nosso trabalho juntas, estariam á caminho da minha casa para me visitar.
– Acha que a April e a Rebekah já chegaram?- Pergunta Jade.
– Acredito que sim, elas saíram do colégio bem antes da gente- Responde.
– Admito que já estou cheia dessa Caroline, assim que encontra-la da próxima vez eu mesma a darei uma lição- Diz Jade.
– Bom, quando for lua cheia eu posso tentar morde-la, mas ela é esperta demais pode não dá certo-
– Vamos tentar algum jeito de parar a Caroline, ela não vai sossegar até fazer a vida da Gisele um inferno- Diz Jade, subindo juntamente com a Victoria os pequenos degraus que dá para a porta da minha casa e tocando a campainha.
Logo a porta fora aberta por April, que já não aguentaria mais ouvir a Nicolle falar, certamente não foi muito com a cara dela.
– April? cade a Gisele?- Pergunta Victoria.
– Está logo ali, entrem-Diz April dando espaço na porta para Jade e Victoria entrarem.
Jade e Victoria se adiantaram dando passadas até onde estariam todos reunidos, logo atrás foi April não estando muito animada por voltar ao local da conversa. O momento de tensão ainda estaria ao ar, ficaria um pouco assustada ao ouvir a Nicolle falar de um jeito tão sério, deixando o Nicholas e o Kevin também calados, assim como eu.
– Nicolle? O que estava fazendo aqui?- Pergunta Victoria.
– Oi, Victoria, já contei a sua amiga sobre a vinda do Edward, mas acho que você já tinha contado, não?-
– Oh meu Deus, esqueci completamente, eu até falei a Katrina para arrumarmos um jeito de despista-lo e é isso mesmo que vou fazer- Diz Victoria.
– Não, Vic, está tudo bem, deixe isso comigo- Digo sorrindo.
– Bom, aviso dado, acho que está na hora de ir, não tenho tempo pra conversas de consolos- Diz Kevin, tomando iniciativa até a porta.
– Bom, eu vou com ele, nos vemos por aí- Diz Nicolle, seguindo o Kevin e saindo de minha casa juntamente com ele.
– Finalmente, eu detestei essa garota- Diz April revirando os olhos, após ambos saírem.
– Gi, eu também preciso ir, a April ficou de ir comigo pra me ajudar a arrumar a casa, meus pais estão chegando hoje da Filadélfia- Diz Rebekah sorrindo.
– Tudo bem então, boa sorte- Sorrio.
– Mais tarde vamos tomar um lanche juntas, assim te passamos as atividades escolares- Diz April. segurando o braço de Rebekah.
– Ok então, eu te ligo pra marcarmos, acho que vai passar um bom tempo na casa da Bekah- Sorrio.
–Certo, beijos garotas- Diz April, andejando juntamente com Rebekah até a porta, onde saem juntas.
– E só sobramos nós- Diz Victoria.
– Bom, já que praticamente todo mundo foi embora eu também estou indo- Diz Nicholas.
– Eu te levo até a porta- Envolvo nossos braços, andejando com o mesmo até a porta onde saímos juntos.
Jade nos observaria saindo juntos e sorrir, cruzando os braços e virando seu corpo de frente para Victoria, mas uma surpresa fora feita, em questão de apenas alguns segundos de sua distração o corpo de Victoria estaria desmaiado ao chão, fazendo a mesma correr até a amiga e a virando de barriga pra cima, tocando em seu rosto pra ver se está bem.
– Victoria? Victoria? Oh meu Deus, Victoria- Diz Jade preocupada.
– Achei melhor colocar um remédio que a pudesse fazer dormir, do que jogar wollfsbane, seria cruel- Diz Caroline, aparecendo nas costas de Jade.
– Caroline- Diz Jade assustada, levantando seu corpo do chão, ficando de frente para Caroline.
– Acho que sua amiguinha vai demorar um bom tempo até acordar, quem sabe podemos aproveitar pra conversar um pouco, bruxa- Sorrir de canto.
– Eu estava até querendo te ver novamente, sabia?- Diz Jade.
– Eu também, você é até divertida pra uma bruxa-
– Já que adora tanto o fogo, prove do seu próprio veneno... Phasmatus incendium- Diria Jade, fazendo uma tremenda quantidade de fogo crescer ao lado de Caroline acercando a mesma por completo.
Porém Caroline seria rápida, desviara o mais rápido possivel do fogo pela brecha que houvera deixado Jade, a garota ainda seria nova em algumas magias, até não sabia usa-las direito. Jade é surpreendida por Caroline tendo seu corpo lançado á parede, onde Caroline já estaria de frente pra mesma segurando em seu pescoço e a sufocando aos poucos.
– Conheça uma sensação parecida, a de morrer afogada, sabe como é? você vai perdendo o ar, aos poucos...- Diz Caroline, sorrindo de canto.
Assim que me despedir de Nicholas regressei a minha casa, ficaria assustada ao encontrar toda aquela confusão e ficaria ainda mais assustada ao ver que Jade estaria correndo perigo. Andei de forma rápida, porém sem fazer barulho até a gaveta onde estaria o presente que houvera ganho da April, o pegando sem hesitar e o posicionando mirando para a direção de Caroline.
– Vamos na contagem regressiva para você apagar por completo- Diz Caroline, sorrindo ironicamente para Jade, quando de repente sentira uma tremenda dor em sua barriga, soltando o pescoço de Jade e olhando para a mesma.
Assim que se livrara de ser sufocada, Jade tossiria bastante, liberando todo o ar que fora preso, ficando um pouco ofegante depois, mas logo tratando de se distanciar de Caroline que ainda gemeria de dor tentando tirar a flecha que estaria bem enterrada em sua barriga. Solto o arco e a flecha no chão correndo em direção a Jade a acolhendo em um abraço.
– Você está bem?- Pergunto.
– Sim, não se preocupe-
– Onde está a Vic?-
– No chão, a Caroline a fez desmaiar-
Sem que desse tempo de fazer alguma coisa, Caroline já houvera tirado a flecha de sua barriga, estaria um pouco enfraquecida pela verbena que continha na mesma, mas era o mesmo que nada, o sistema de Caroline já estaria acostumado com a verbena.
– Bem, parece que a minha cópia vadia sempre arruma um jeito de me acertar pelas costas, você não é muito corajosa, não é Gisele? Me recuso a acreditar que você sou eu- Revira os olhos.
– Saia da minha casa, agora!- Digo raivosa.
– Como se eu obedecesse á ordens, ainda mais as suas- Sorrir ironicamente.
– Vá embora, Caroline, chega de tantos problemas- Diz Jade, estando ao chão ao lado de Victoria, apoiando a cabeça da mesma em seu colo.
– Tudo bem- Diz Caroline.
– Tudo bem?- Pergunto, estranhando.
– Sim, tudo bem, mas antes preciso fazer algo, que tal um chá de sangue de cópia- Sorrir de canto, logo veias crescem em seu rosto concomitantemente com suas presas e a coloração de seus olhos muda para um tom avermelhado.
Antes que Caroline pudesse fazer qualquer coisa contra mim, Jade fecha os olhos e estica sua mão direita, jogando o corpo de Caroline para fora da casa e trancando a porta ainda usando o mesmo feitiço. Respiro um pouco aliviada, e logo sigo em direção as garotas que estariam ao chão, ajoelhando-me diante delas, tocando o rosto de Victoria bastante preocupada.
– Vai ficar tudo bem- Diz Jade, sorrindo.
Há algumas quadras de minha casa, após passar um bom tempo, April houvera ajudado Rebekah a arrumar toda a sua casa, as mesmas estariam exaustas após tanto esforço, ofegantes e tantos, Rebekah olhara pro seu celular onde recebera uma ligação e logo a atendia.
– Mãe?- Diz Rebekah ao atender.
– Sim, sim, tudo bem estou indo agora- Desliga o mesmo o colocando no bolso.
– O que houve?-
– Minha mãe ligou, o carro do papai deu defeito e me pediu pra ir buscar-los na estrada, estou indo nessa, muito obrigada, April- Diz Rebekah abraçando a mesma.
– Por nada, Bekah- Dá um forte abraço na mesma.
– Vai encontrar as garotas na cafeteria?-
– Sim, aproveito e vou logo agora- Sorrir.
Após despedir-se da amiga e entrar no carro assumindo o volante, Rebekah sairia de casa, não estaria tanto apressada, pois tinha medo de dirigir de forma rápida, na verdade de todas nós a Rebekah foi a última a aprender a dirigir. Ao já seguir o caminho por alguns minutos e se aproximar da estrada, a mesma continuara dirigindo tranquilamente, fora do nada que surgira, sem que ela pudesse esperar, uma garota de calças e botas houvera entrado em sua frente, a mesma tratara-se da Camille, a garota que foi atacada em sua festa do acampamento, desesperada sem saber o que fazer, Rebekah tenta desviar da garota para não machuca-la. fazendo seu carro capotar ao virar com o mesmo para a direção oposta.
Ao estarmos todas reunidas na cafeteria de Rosewood onde costumamos sempre a ficar, já teríamos boa parte dos exercícios resolvidos, terminaria de anotar algumas coisas que perdi nesse dia em que faltei, sinto meu celular vibrando e o atendo de imediato interrompendo o que eu estava fazendo.
– Alô- Digo ao atender.
– Oi, senhora Moore, está tudo bem?- Pergunto.
– O que?- Pergunto assustada, ao escutar o que ela me houvera dito do outro lado da linha.
– O que houve?- Pergunta Victoria, tomando uma xícara de café.
– Tudo bem, não se preocupe já estamos indo aí- Desligo o celular.
– Gisele, o que houve? fala logo!- Diz April ansiosa.
– A Rebekah sofreu um acidente próximo a estrada e está no hospital, o estado dela não é muito bom- Respondo, ainda assustada.
Obviamente todas as garotas ficariam surpresas e até mesmo bastante chocadas ao escutarem o que disse, sem demorar pagamos a conta e fomos em rumo ao hospital de Rosewood, deixando o pequeno resto que faltaria fazer de lado.
Ao chegarmos no hospital encontramos o senhor e a senhora Moore bastante preocupados, logo fomos falar com eles e me disseram que ainda estariam esperando noticias da enfermeira. No local também estaria o xerife Montgomery, fora solicitado para saber o motivo do acidente de Rebekah, mas aproximou-se ao ver sua filha, April chegar, para falar com a mesma.
– Sinto muito por sua amiga- Sussurra, abraçando a mesma.
– Pai, quero conversar com você- Diz April, o puxando até um canto distanciado.
– Claro, pode falar-
– Bom, quero dizer que sou muito feliz por ter familia e amigos que me amam e eu amo vocês demais-
– Claro que te amamos, filha, por que está dizendo isso?-
– Algo terrível aconteceu, pai...-
– O que está havendo, April? está me deixando preocupado-
– Pai, não foi minha culpa, eu não quis isso, eu nunca quis- Diz April com os olhos cheios de lágrimas.
– Diga logo o que foi, April-
– Eu... E-Eu... Eu não posso, não consigo-
– April, diga de uma vez, o que houve de tão terrível-
– Eu sou uma vampira, pai, uma vampira, transformaram sua filha em um monstro, no que você mais odeia- Suas lagrimas escorrem.
– Você o que?-
– Eu sou uma vampira-
– Como assim é uma vampira?-
– Uma garota me transformou, ela me fez tomar seu sangue á força e depois quebrou meu pescoço-
– Que garota?- Pergunta em estado de choque.
– Seu nome é Caroline, Caroline Blackburn, ela se parece com a Gisele-
– Quando voltar iremos conversar- Dá de ombros.
– Aonde vai, pai?-
– Descobrir onde posso encontrar essa tal Caroline-
Em um bar no qual não estaria muito movimentado, uma certa garota de botas pretas que estaria próxima a estrada á algum tempo atrás quando Rebekah sofreu o acidente, adentraria o local, dando passadas leves até o balcão do mesmo.
– Está feito- Diz a garota.
Logo, vira-se de frente para a mesma uma certa moça que estaria sentada ao banco, usando blusa preta e cabelos ondulados, que obviamente se tratara do pesadelo de Rosewood, Caroline.
– Muito bem, Camille, bom trabalho- Sorrir de canto.
– Agora, vá embora deste bar e esqueça de tudo que aconteceu- Diz Caroline, hipnotizando a mesma.
Camille daria passadas para fora do bar como se nada tivesse acontecido, Caroline retornaria a sentar-se no banco virando seu copo, bebendo todo o conteúdo como se fosse água e em seguida, sorriria de canto, como se planejasse algo.
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