Notas iniciais
Estou meio atrasado com o capítulo desta semana, mas para compensar trago uma novidade:
"A Mitologia de Roses and Demons"
Um texto que conta as origens do mundo desta história, explicando aspectos sobre as divindades, os demônios e o poder elemental nunca antes abordados.
Confira aqui:
http://quartel-canvete.webnode.com/news/a-mitologia-de-roses-and-demons/

Enfurnado em sua biblioteca particular e saboreando uma xícara de chá enquanto observava o céu límpido e azul através da janela, aquele homem se recordava de acontecimentos passados, tentando compreender alguns pontos misteriosos e, ao mesmo tempo, se vangloriando pela sua inteligência.

-“Nunca pensei que eu mesmo teria que limpar a bagunça feita pela Ordem da Rosa Branca. Aqueles incompetentes teriam colocado tudo a perder se eu não fosse tão inteligente.”

A imagem de um jovem guerreiro surgiu na mente do homem, uma figura envolta em enigmas. William Storde.

-“Graças àquele rapaz pude formular uma teoria convincente de que os demônios de Pravus se aliaram aos Empericianos. Aquela demonstração de loucura e brutalidade acabou se tornando meu trunfo, pois transformou metade dos guerreiros da ordem em testemunhas.”

Ele não se sentia intimidado, mas algo em sua mente o incomodava há algum tempo. Uma pergunta que não conseguia responder, pois teria de observar novamente o manipulador do vento, assim como fizera, escondido, na noite em que o último pilar caiu.

-“Ainda assim, aquela sensação. Aquela aura cheia de rancor e escuridão o fazia parecer mesmo um demônio. Será que ele realmente...?”

Vortex estava genuinamente estupefato, incapaz de crer que William escondia tanto poder, principalmente devido ao fato de que derrotara facilmente o rapaz durante a breve batalha em Releav. Embora fosse seu desejo que a ordem falhasse na missão de proteger os pilares e que os seis manipuladores conseguissem escapar com vida, isto poderia ter certas conseqüências indesejadas.

-“Se eu deixar a situação como está é possível que ele consiga mesmo matar o Inferno e escapar. Mas se isso acontecer o mais provável é que eu acabe morto também.”

A despeito da dor, o controlador dos portais se colocou em pé, equilibrando-se da forma que podia.

-“Não tem outro jeito, eu preciso ajudar. Se esse rapaz não for derrotado, os meus planos para deter Vladmir irão por água abaixo.”

Os outros quatro guerreiros da ordem também se levantavam lentamente, ignorando as dores e as feridas. Sentiam na alma o temor de enfrentar uma batalha de vida ou morte, algo que haviam esquecido há muito tempo.

-Tenham perseverança, nós vamos vencer esta batalha! – Encorajou Inferno.

Ciente de que o conflito continuaria, William estendeu os braços, cada um na direção de uma de suas espadas, e fez com que o vento as retornasse para suas mãos. Cruzado as duas lâminas, o rapaz concentrou sua energia nelas e, após separá-las bruscamente, lançou uma onda de relâmpagos contra Inferno.

-Está indo rápido demais, não vai dar tempo de desviar! – Exclamou Vulcano, preocupado.

Uma massa escura surgiu no ar e engoliu a descarga. Em outro ponto, logo acima do manipulador do vento, surgiu uma segunda distorção e o golpe caiu sobre ele, aparentemente sem causar ferimentos. Ainda assim, ele se mostrou confuso, baixando a guarda.

-É agora, vamos atacar com tudo! – Bradou Sol, liderando uma sequência de ataques elementais juntamente com Vulcano, Quartzo e Inferno.

William percebeu a ameaça a tempo e se ergueu no ar com uma velocidade incrível. Porém, quando pensou estar a salvo, foi engolido por um novo portal que surgiu em seu caminho e devolvido ao chão, onde todos os ataques elementais o atingiram.

-Conseguimos? – Questionou, Quartzo, incerto enquanto a fumaça se dissipava.

-Não, isso foi pouco. – Respondeu Inferno.

O manipulador do vento logo percebeu a fonte das distorções: Vortex. Imediatamente direcionou seus esforços a ele, disparando na direção do homem, que tentou se proteger criando um novo portal. William previu a artimanha e desviou com facilidade, preparando suas espadas para um golpe derradeiro.

-Droga, minha perna...!

A fratura impedia Vortex de tentar qualquer tipo de defesa. Ainda assim ele fez surgir sua katana para tentar um bloqueio, por mais que não pudesse acompanhar a atual velocidade do oponente. Porém, ele se viu em segurança quando William subitamente parou no ar e voltou, como que puxado para trás por uma força desconhecida.

-Você me paga pelo que fez antes!

A voz era de Sol, que havia prendido sua maça nas pernas do inimigo mais uma vez. Usando toda a força que tinha ele o lançou na direção de Quartzo. O controlador de cristais estendeu sua marreta para trás para conseguir o máximo de impulso e, quando a corrente soltou William, este foi atingido e arremessado para o chão.

Logo o solo explodiu numa torre de magma, elevando o manipulador do vento ao alto. Lá ele foi atingido novamente, desta vez por chamas negras e estrelas explosivas. Pouco depois de voltar ao chão, alguns poucos relâmpagos cruzaram seu corpo, mas logo ele permaneceu completamente imóvel.

-Nós conseguimos. – Comentou Vulcano, exausto.

-Ainda não, temos que garantir que ele esteja realmente derrotado. Sol, você sabe o que fazer. – Comandou Inferno.

-Sim, eu sei.

Reunindo todo o seu poder num único ponto, o controlador das estrelas criou uma esfera explosiva concentrada que então foi arremessada na direção de William. A explosão foi violenta, lançando pedaços de terra e pedra para todos os lados e levantando uma enorme cortina de poeira.

-Agora sim terminou. – Disse Inferno, satisfeito com o resultado.

Notas finais
O último desejo de William é realizado: seus companheiros escapam com vida.
Capítulo 111: Depois do Conflito
Em breve.