Notas iniciais
É verdade que o dia das bruxas já passou, mas como não tive a oportunidade antes, farei isto agora. Meu amigo Elierme, mais conhecido como Snowpuppet, fez a gentileza de desenhar uma pequena homenagem às bruxas usando as personagens de Roses and Demons.
Mas já vou avisando, esta imagem é só para os fortes de coração! Depois não vá se arrepender.
http://i47.tinypic.com/n2zh9h.jpg

Elbio estava muito nervoso, caminhando de um lado para o outro numa grande sala do esconderijo das bruxas. Quando sua impaciência finalmente atingiu o limite, ele se dirigiu até Madame Papillon, que supervisionava diversas bruxas realizando alguma espécie de ritual.

-Madame, eles não vão aguentar muito mais tempo contra a Rosa Branca! Ainda vai demorar?

-Acalme-se, rapaz, eu tenho plena consciência do perigo que eles correm, mas se eu apressar minhas irmãs e elas cometerem um único erro, coisa muito pior pode acontecer.

-Droga, não se atrevam a morrer!

Um súbito e violento distúrbio nas energias mágicas do local imediatamente chamou a atenção da líder das bruxas, ao passo que Elbio notou-a alguns segundos depois.

-Está completo, Elbio.

Um clarão cobriu o local e, através de magia, os seis manipuladores que antes estavam no pátio da ordem agora jaziam sobre o chão cheio de símbolos místicos. Afinal, aquelas eram as mesmíssimas runas que haviam sido usadas para transportar William e Fernand de Empericia para lá.

Lince e Fernand estavam sobre uma das muralhas do forte anexo ao castelo do Rei Secrett. De lá eles observavam o movimento na cidade enquanto conversavam calmamente.

-Quando eu acordei, Papillon me explicou que os poderes que elas nos concedeu também serviam como foco para uma magia de teleporte, que foi justamente o que nos salvou.

-Quem diria que a mesma falha na barreira que permitiu a você e William invadir Chesord seria o detalhe que salvaria sua vida.

O capitão estava bastante surpreso com a história que seu colega havia contado, mas acreditava em cada palavra. Contudo, ainda restavam dúvidas.

-E o que aconteceu com William, afinal de contas?

-Ele foi transportado juntamente conosco, afinal também possuía um foco. William manteve um espírito de luta até o final, tanto que apesar de receber diversos golpes não largou suas espadas em nenhum momento. Infelizmente, devido a tudo isso, ele entrou num estado de coma.

Até aquele momento Walters acreditava que a arma experimental encontrava-se morta, mas se o caso era coma então havia alguma esperança de que William despertasse. Sendo assim, por que seus aliados estavam tão cabisbaixos? A resposta foi dada a seguir por Fernand.

-As bruxas tentaram ajudá-lo, mas nada do que fizeram adiantou. No momento em que ele deu vazão a todo o seu poder sua consciência foi completamente bloqueada. Além disso, Madame Papillon constatou que os sinais vitais dele estavam enfraquecendo rapidamente. Depois de todo esse tempo já devem ter cessado completamente.

-Agora eu entendo. Realmente, se William não tivesse ganhado tempo enfrentando a ordem vocês todos seriam mortos antes que o ritual das bruxas se completasse. Ele ganhou meu respeito.

-Só espero que mais pessoas o vejam como um herói e não como uma simples arma do reino. Agora, se me dá licença, eu preciso arrumar uma armadura nova.

Fernand ainda trajava a armadura que havia sido danificada durante a batalha contra a Rosa Branca. Um enorme buraco e diversas rachaduras no peitoral a tornavam quase que inútil, portanto ele realmente precisava trocá-la.

Todos os doze guerreiros da Ordem da Rosa Branca estavam presentes na sala de reuniões, até mesmo Scythe, que nunca havia sido convocada antes. Vários dos integrantes estavam cheios de curativos e faixas, resultado dos conflitos brutais a que haviam sido submetidos.

-Parece que todos já estão quase completamente recuperados. – Disse Inferno.

-As magias curativas dos sábios realmente são muito poderosas. – Comentou Aurora.

O clima era solene, como se estivessem reunidos para honrar alguém que havia morrido. Tudo isto graças às seguidas derrotas da ordem, razão esta que eliminava todo e qualquer contentamento de seus membros. Os sentimentos eram um misto de raiva, vergonha, surpresa e decepção.

-É verdade que cometemos diversas falhas e teremos que pagar por elas futuramente, mas agora não é o momento para lamentação.

Inferno prosseguia seu discurso com voz firme.

-Agora temos que nos esforçamos mais do que nunca e oferecer até mesmo nossas vidas para proteger a segurança de Chesord. Meus caros colegas, em breve marcharemos juntamente com os exércitos do reino ruma à guerra.

Em outras tempos tal declaração geraria espanto. Porém, naquele momento todos já esperavam que algo assim acontecesse. Pela primeira vez na história de Chesord a Ordem da Rosa Branca e o exército agiriam em conjunto.

Elbio caminhava através do bosque ao redor do lar das bruxas. Seu destino: o túmulo de William. Não tinha a intenção de visitar o local em si, mas sim encontrar uma pessoa que certamente estava por lá, uma vez que o rapaz não a havia visto em lugar nenhum dentro do esconderijo.

Sua busca logo chegou ao fim quando viu uma figura surgindo pelo sinuoso caminho entre as árvores. Era Kate, justamente a pessoa que ele procurava.

-Finalmente encontrei você.

-Elbio, queria conversar algo comigo?

-Sim, e é algo importante. Nós já ficamos tempo demais aqui, Kate, está na hora de voltarmos para casa.

A bruxa ficou calada por um momento, fitando os olhos de seu amigo durante este período.

-Você está preocupado com Rina, não é?

-É claro que sim. Você sabe que ela está muito doente e precisa de cuidados.

A conversa prosseguia enquanto os dois trilhavam o caminho de volta para o esconderijo. Neste momento já se encontravam nos túneis, que cintilavam com pequenas luzes azuis flutuantes, e logo encontraram uma bruxa.

-Elbio, que bom que já está de volta. Disseram que você tinha saído e eu pensei que se fosse rápida conseguiria encontrá-lo.

-Aconteceu alguma coisa?

-Sim, recebemos um pássaro arcano há pouco tempo e a mensagem está endereçada a você.

A garota estendeu um papel para Elbio, que logo o abriu para ler a mensagem. Conforme se aproximava do final da carta, seus olhos se arregalavam mais e mais, ao ponto que, quando terminou, nem ao menos conseguiu falar algo. Ao invés disso, quem quebrou o silêncio foi Kate.

-O que aconteceu, Elbio?

-É a Rina, aqui diz que o estado dela piorou muito. Ela está à beira da morte, Kate.

Notas finais
Quando as duas nações preparam seus exércitos é porque...
Capítulo 112: Isto Significa Guerra
Em breve.